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Q3544948 Português
'Ato jurídico perfeito e acabado'

1 Waldir Maranhão, o intrépido, fez das suas nesta semana. Logo depois que o nobilíssimo deputado perpetrou o que perpetrou, começou um desfile de opiniões e pareceres de juristas, políticos etc. Muitos deles disseram mais ou menos isto: "Waldir Maranhão alterou um ato jurídico perfeito e acabado".

2 Tomada ao pé da letra (mas muuuuito ao pé da letra), a expressão "perfeito e acabado" é pleonástica, redundante. O caro leitor já sabe do que estou falando? No uso efetivo da língua, sabemos todos que "perfeito" significa "em que não há defeito". É essa a primeira definição do "Houaiss" para "perfeito". A versão eletrônica do "Aulete" diz quase a mesma coisa: "Livre de defeito, que só possui boas qualidades".

3 Então por que será que afirmei que, ao pé da letra, mas muuuuito ao pé da letra, a construção "perfeito e acabado" é redundante?

4 Vamos pensar. "Beijado" é o particípio do verbo "beijar", certo? E "sofrido"? É do verbo "sofrer", assim como "resistido" é do verbo "resistir". Mais um pouquinho: "desfeito" é o particípio de "desfazer", assim como "refeito" é o de "refazer". E "perfeito"? É o particípio do verbo... Ou não é particípio coisa nenhuma? Sim, "perfeito" vem ao mundo como particípio (do verbo...).

5 De que verbo, caro leitor? Quer um empurrão? Vamos lá: "fazer/feito", "desfazer/desfeito", "refazer/refeito", "satisfazer/satisfeito"... Já sabe? Lá vai: "perfeito" é o particípio do verbo "perfazer", que significa...

6 Vamos ao "Houaiss", que dá estas três definições: "1. Tornar completo o número ou o valor de; 2. Dar conclusão a; terminar de fazer; 3. pôr em execução, fazer, realizar".

7 Os mais velhos certamente se lembram do uso de "perfazer" em frases como "Essa despesa perfaz X reais". Hoje em dia, pouco se ouve ou lê esse verbo, de cuja formação faz parte o prefixo latino "per-", o mesmo que se encontra, com os seus diversos matizes semânticos, em "perseguir", "pernoitar", "perdurar", "perpétuo", "perturbar" etc.

8 Por acaso nesse meio-tempo o caro leitor se lembrou dos nomes dos pretéritos do indicativo (imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito)? 

9 O pretérito perfeito assim se chama porque expressa um fato acabado, totalmente concluído: "O intrépido Waldir Maranhão anulou a sessão da Câmara de 17 de abril e logo depois anulou essa anulação".

10 A forma verbal "anulou", do pretérito perfeito do indicativo, expressa fato passado totalmente concluído, por isso mesmo perfeito. A esta altura, é provável que muita gente já esteja esperando que a conversa se estenda aos outros pretéritos do modo indicativo (o imperfeito e o "assustador" mais-que-perfeito).

11 Vamos lá, pois. Compare estas frases: "A literatura a fazia voar"; "A literatura a fez voar". Que diferença há entre "fazia " e "fez"? Ambas se referem a fatos passados, mas a primeira indica processos repetidos, cujo término não se conhece, enquanto a segunda se refere a um processo totalmente concluído. Se "fez" é do pretérito perfeito, "fazia" só pode ser do imperfeito.

12 E o mais-que-perfeito? Dou uma dica: "fizera" equivale a "tinha/havia feito", assim como "lera" equivale a "tinha/havia lido". Veja: "Quando cheguei, ela já resolvera (= 'tinha/havia resolvido') o problema". Como se vê, o mais-queperfeito expressa fato passado, mais velho que outro, ambos já totalmente concluídos, isto é, perfeitos. É isso.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2016/05/1770272- ato-juridico-perfeito-e-acabado.shtml
Levando-se em conta a temática do texto bem como seu gênero, podemos afirmar corretamente que:
Alternativas
Q3544947 Português
'Ato jurídico perfeito e acabado'

1 Waldir Maranhão, o intrépido, fez das suas nesta semana. Logo depois que o nobilíssimo deputado perpetrou o que perpetrou, começou um desfile de opiniões e pareceres de juristas, políticos etc. Muitos deles disseram mais ou menos isto: "Waldir Maranhão alterou um ato jurídico perfeito e acabado".

2 Tomada ao pé da letra (mas muuuuito ao pé da letra), a expressão "perfeito e acabado" é pleonástica, redundante. O caro leitor já sabe do que estou falando? No uso efetivo da língua, sabemos todos que "perfeito" significa "em que não há defeito". É essa a primeira definição do "Houaiss" para "perfeito". A versão eletrônica do "Aulete" diz quase a mesma coisa: "Livre de defeito, que só possui boas qualidades".

3 Então por que será que afirmei que, ao pé da letra, mas muuuuito ao pé da letra, a construção "perfeito e acabado" é redundante?

4 Vamos pensar. "Beijado" é o particípio do verbo "beijar", certo? E "sofrido"? É do verbo "sofrer", assim como "resistido" é do verbo "resistir". Mais um pouquinho: "desfeito" é o particípio de "desfazer", assim como "refeito" é o de "refazer". E "perfeito"? É o particípio do verbo... Ou não é particípio coisa nenhuma? Sim, "perfeito" vem ao mundo como particípio (do verbo...).

5 De que verbo, caro leitor? Quer um empurrão? Vamos lá: "fazer/feito", "desfazer/desfeito", "refazer/refeito", "satisfazer/satisfeito"... Já sabe? Lá vai: "perfeito" é o particípio do verbo "perfazer", que significa...

6 Vamos ao "Houaiss", que dá estas três definições: "1. Tornar completo o número ou o valor de; 2. Dar conclusão a; terminar de fazer; 3. pôr em execução, fazer, realizar".

7 Os mais velhos certamente se lembram do uso de "perfazer" em frases como "Essa despesa perfaz X reais". Hoje em dia, pouco se ouve ou lê esse verbo, de cuja formação faz parte o prefixo latino "per-", o mesmo que se encontra, com os seus diversos matizes semânticos, em "perseguir", "pernoitar", "perdurar", "perpétuo", "perturbar" etc.

8 Por acaso nesse meio-tempo o caro leitor se lembrou dos nomes dos pretéritos do indicativo (imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito)? 

9 O pretérito perfeito assim se chama porque expressa um fato acabado, totalmente concluído: "O intrépido Waldir Maranhão anulou a sessão da Câmara de 17 de abril e logo depois anulou essa anulação".

10 A forma verbal "anulou", do pretérito perfeito do indicativo, expressa fato passado totalmente concluído, por isso mesmo perfeito. A esta altura, é provável que muita gente já esteja esperando que a conversa se estenda aos outros pretéritos do modo indicativo (o imperfeito e o "assustador" mais-que-perfeito).

11 Vamos lá, pois. Compare estas frases: "A literatura a fazia voar"; "A literatura a fez voar". Que diferença há entre "fazia " e "fez"? Ambas se referem a fatos passados, mas a primeira indica processos repetidos, cujo término não se conhece, enquanto a segunda se refere a um processo totalmente concluído. Se "fez" é do pretérito perfeito, "fazia" só pode ser do imperfeito.

12 E o mais-que-perfeito? Dou uma dica: "fizera" equivale a "tinha/havia feito", assim como "lera" equivale a "tinha/havia lido". Veja: "Quando cheguei, ela já resolvera (= 'tinha/havia resolvido') o problema". Como se vê, o mais-queperfeito expressa fato passado, mais velho que outro, ambos já totalmente concluídos, isto é, perfeitos. É isso.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2016/05/1770272- ato-juridico-perfeito-e-acabado.shtml
De acordo com o texto, sobre o tempo verbal pretérito imperfeito só é verdadeiro o que se afirma em:
Alternativas
Q3544946 Português
'Ato jurídico perfeito e acabado'

1 Waldir Maranhão, o intrépido, fez das suas nesta semana. Logo depois que o nobilíssimo deputado perpetrou o que perpetrou, começou um desfile de opiniões e pareceres de juristas, políticos etc. Muitos deles disseram mais ou menos isto: "Waldir Maranhão alterou um ato jurídico perfeito e acabado".

2 Tomada ao pé da letra (mas muuuuito ao pé da letra), a expressão "perfeito e acabado" é pleonástica, redundante. O caro leitor já sabe do que estou falando? No uso efetivo da língua, sabemos todos que "perfeito" significa "em que não há defeito". É essa a primeira definição do "Houaiss" para "perfeito". A versão eletrônica do "Aulete" diz quase a mesma coisa: "Livre de defeito, que só possui boas qualidades".

3 Então por que será que afirmei que, ao pé da letra, mas muuuuito ao pé da letra, a construção "perfeito e acabado" é redundante?

4 Vamos pensar. "Beijado" é o particípio do verbo "beijar", certo? E "sofrido"? É do verbo "sofrer", assim como "resistido" é do verbo "resistir". Mais um pouquinho: "desfeito" é o particípio de "desfazer", assim como "refeito" é o de "refazer". E "perfeito"? É o particípio do verbo... Ou não é particípio coisa nenhuma? Sim, "perfeito" vem ao mundo como particípio (do verbo...).

5 De que verbo, caro leitor? Quer um empurrão? Vamos lá: "fazer/feito", "desfazer/desfeito", "refazer/refeito", "satisfazer/satisfeito"... Já sabe? Lá vai: "perfeito" é o particípio do verbo "perfazer", que significa...

6 Vamos ao "Houaiss", que dá estas três definições: "1. Tornar completo o número ou o valor de; 2. Dar conclusão a; terminar de fazer; 3. pôr em execução, fazer, realizar".

7 Os mais velhos certamente se lembram do uso de "perfazer" em frases como "Essa despesa perfaz X reais". Hoje em dia, pouco se ouve ou lê esse verbo, de cuja formação faz parte o prefixo latino "per-", o mesmo que se encontra, com os seus diversos matizes semânticos, em "perseguir", "pernoitar", "perdurar", "perpétuo", "perturbar" etc.

8 Por acaso nesse meio-tempo o caro leitor se lembrou dos nomes dos pretéritos do indicativo (imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito)? 

9 O pretérito perfeito assim se chama porque expressa um fato acabado, totalmente concluído: "O intrépido Waldir Maranhão anulou a sessão da Câmara de 17 de abril e logo depois anulou essa anulação".

10 A forma verbal "anulou", do pretérito perfeito do indicativo, expressa fato passado totalmente concluído, por isso mesmo perfeito. A esta altura, é provável que muita gente já esteja esperando que a conversa se estenda aos outros pretéritos do modo indicativo (o imperfeito e o "assustador" mais-que-perfeito).

11 Vamos lá, pois. Compare estas frases: "A literatura a fazia voar"; "A literatura a fez voar". Que diferença há entre "fazia " e "fez"? Ambas se referem a fatos passados, mas a primeira indica processos repetidos, cujo término não se conhece, enquanto a segunda se refere a um processo totalmente concluído. Se "fez" é do pretérito perfeito, "fazia" só pode ser do imperfeito.

12 E o mais-que-perfeito? Dou uma dica: "fizera" equivale a "tinha/havia feito", assim como "lera" equivale a "tinha/havia lido". Veja: "Quando cheguei, ela já resolvera (= 'tinha/havia resolvido') o problema". Como se vê, o mais-queperfeito expressa fato passado, mais velho que outro, ambos já totalmente concluídos, isto é, perfeitos. É isso.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2016/05/1770272- ato-juridico-perfeito-e-acabado.shtml
Sobre o vocábulo “perfeito” no texto só é verdadeiro o que se afirma na opção:
Alternativas
Q3544945 Português
'Ato jurídico perfeito e acabado'

1 Waldir Maranhão, o intrépido, fez das suas nesta semana. Logo depois que o nobilíssimo deputado perpetrou o que perpetrou, começou um desfile de opiniões e pareceres de juristas, políticos etc. Muitos deles disseram mais ou menos isto: "Waldir Maranhão alterou um ato jurídico perfeito e acabado".

2 Tomada ao pé da letra (mas muuuuito ao pé da letra), a expressão "perfeito e acabado" é pleonástica, redundante. O caro leitor já sabe do que estou falando? No uso efetivo da língua, sabemos todos que "perfeito" significa "em que não há defeito". É essa a primeira definição do "Houaiss" para "perfeito". A versão eletrônica do "Aulete" diz quase a mesma coisa: "Livre de defeito, que só possui boas qualidades".

3 Então por que será que afirmei que, ao pé da letra, mas muuuuito ao pé da letra, a construção "perfeito e acabado" é redundante?

4 Vamos pensar. "Beijado" é o particípio do verbo "beijar", certo? E "sofrido"? É do verbo "sofrer", assim como "resistido" é do verbo "resistir". Mais um pouquinho: "desfeito" é o particípio de "desfazer", assim como "refeito" é o de "refazer". E "perfeito"? É o particípio do verbo... Ou não é particípio coisa nenhuma? Sim, "perfeito" vem ao mundo como particípio (do verbo...).

5 De que verbo, caro leitor? Quer um empurrão? Vamos lá: "fazer/feito", "desfazer/desfeito", "refazer/refeito", "satisfazer/satisfeito"... Já sabe? Lá vai: "perfeito" é o particípio do verbo "perfazer", que significa...

6 Vamos ao "Houaiss", que dá estas três definições: "1. Tornar completo o número ou o valor de; 2. Dar conclusão a; terminar de fazer; 3. pôr em execução, fazer, realizar".

7 Os mais velhos certamente se lembram do uso de "perfazer" em frases como "Essa despesa perfaz X reais". Hoje em dia, pouco se ouve ou lê esse verbo, de cuja formação faz parte o prefixo latino "per-", o mesmo que se encontra, com os seus diversos matizes semânticos, em "perseguir", "pernoitar", "perdurar", "perpétuo", "perturbar" etc.

8 Por acaso nesse meio-tempo o caro leitor se lembrou dos nomes dos pretéritos do indicativo (imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito)? 

9 O pretérito perfeito assim se chama porque expressa um fato acabado, totalmente concluído: "O intrépido Waldir Maranhão anulou a sessão da Câmara de 17 de abril e logo depois anulou essa anulação".

10 A forma verbal "anulou", do pretérito perfeito do indicativo, expressa fato passado totalmente concluído, por isso mesmo perfeito. A esta altura, é provável que muita gente já esteja esperando que a conversa se estenda aos outros pretéritos do modo indicativo (o imperfeito e o "assustador" mais-que-perfeito).

11 Vamos lá, pois. Compare estas frases: "A literatura a fazia voar"; "A literatura a fez voar". Que diferença há entre "fazia " e "fez"? Ambas se referem a fatos passados, mas a primeira indica processos repetidos, cujo término não se conhece, enquanto a segunda se refere a um processo totalmente concluído. Se "fez" é do pretérito perfeito, "fazia" só pode ser do imperfeito.

12 E o mais-que-perfeito? Dou uma dica: "fizera" equivale a "tinha/havia feito", assim como "lera" equivale a "tinha/havia lido". Veja: "Quando cheguei, ela já resolvera (= 'tinha/havia resolvido') o problema". Como se vê, o mais-queperfeito expressa fato passado, mais velho que outro, ambos já totalmente concluídos, isto é, perfeitos. É isso.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2016/05/1770272- ato-juridico-perfeito-e-acabado.shtml
Já a expressão “pleonástica” (2§), se relaciona no texto com: 
Alternativas
Q3544944 Português
'Ato jurídico perfeito e acabado'

1 Waldir Maranhão, o intrépido, fez das suas nesta semana. Logo depois que o nobilíssimo deputado perpetrou o que perpetrou, começou um desfile de opiniões e pareceres de juristas, políticos etc. Muitos deles disseram mais ou menos isto: "Waldir Maranhão alterou um ato jurídico perfeito e acabado".

2 Tomada ao pé da letra (mas muuuuito ao pé da letra), a expressão "perfeito e acabado" é pleonástica, redundante. O caro leitor já sabe do que estou falando? No uso efetivo da língua, sabemos todos que "perfeito" significa "em que não há defeito". É essa a primeira definição do "Houaiss" para "perfeito". A versão eletrônica do "Aulete" diz quase a mesma coisa: "Livre de defeito, que só possui boas qualidades".

3 Então por que será que afirmei que, ao pé da letra, mas muuuuito ao pé da letra, a construção "perfeito e acabado" é redundante?

4 Vamos pensar. "Beijado" é o particípio do verbo "beijar", certo? E "sofrido"? É do verbo "sofrer", assim como "resistido" é do verbo "resistir". Mais um pouquinho: "desfeito" é o particípio de "desfazer", assim como "refeito" é o de "refazer". E "perfeito"? É o particípio do verbo... Ou não é particípio coisa nenhuma? Sim, "perfeito" vem ao mundo como particípio (do verbo...).

5 De que verbo, caro leitor? Quer um empurrão? Vamos lá: "fazer/feito", "desfazer/desfeito", "refazer/refeito", "satisfazer/satisfeito"... Já sabe? Lá vai: "perfeito" é o particípio do verbo "perfazer", que significa...

6 Vamos ao "Houaiss", que dá estas três definições: "1. Tornar completo o número ou o valor de; 2. Dar conclusão a; terminar de fazer; 3. pôr em execução, fazer, realizar".

7 Os mais velhos certamente se lembram do uso de "perfazer" em frases como "Essa despesa perfaz X reais". Hoje em dia, pouco se ouve ou lê esse verbo, de cuja formação faz parte o prefixo latino "per-", o mesmo que se encontra, com os seus diversos matizes semânticos, em "perseguir", "pernoitar", "perdurar", "perpétuo", "perturbar" etc.

8 Por acaso nesse meio-tempo o caro leitor se lembrou dos nomes dos pretéritos do indicativo (imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito)? 

9 O pretérito perfeito assim se chama porque expressa um fato acabado, totalmente concluído: "O intrépido Waldir Maranhão anulou a sessão da Câmara de 17 de abril e logo depois anulou essa anulação".

10 A forma verbal "anulou", do pretérito perfeito do indicativo, expressa fato passado totalmente concluído, por isso mesmo perfeito. A esta altura, é provável que muita gente já esteja esperando que a conversa se estenda aos outros pretéritos do modo indicativo (o imperfeito e o "assustador" mais-que-perfeito).

11 Vamos lá, pois. Compare estas frases: "A literatura a fazia voar"; "A literatura a fez voar". Que diferença há entre "fazia " e "fez"? Ambas se referem a fatos passados, mas a primeira indica processos repetidos, cujo término não se conhece, enquanto a segunda se refere a um processo totalmente concluído. Se "fez" é do pretérito perfeito, "fazia" só pode ser do imperfeito.

12 E o mais-que-perfeito? Dou uma dica: "fizera" equivale a "tinha/havia feito", assim como "lera" equivale a "tinha/havia lido". Veja: "Quando cheguei, ela já resolvera (= 'tinha/havia resolvido') o problema". Como se vê, o mais-queperfeito expressa fato passado, mais velho que outro, ambos já totalmente concluídos, isto é, perfeitos. É isso.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2016/05/1770272- ato-juridico-perfeito-e-acabado.shtml
De acordo com o texto, é possível deduzir que o sentido da expressão em destaque “perfeito e acabado” está relacionado a(o): 
Alternativas
Q3544943 Português
'Ato jurídico perfeito e acabado'

1 Waldir Maranhão, o intrépido, fez das suas nesta semana. Logo depois que o nobilíssimo deputado perpetrou o que perpetrou, começou um desfile de opiniões e pareceres de juristas, políticos etc. Muitos deles disseram mais ou menos isto: "Waldir Maranhão alterou um ato jurídico perfeito e acabado".

2 Tomada ao pé da letra (mas muuuuito ao pé da letra), a expressão "perfeito e acabado" é pleonástica, redundante. O caro leitor já sabe do que estou falando? No uso efetivo da língua, sabemos todos que "perfeito" significa "em que não há defeito". É essa a primeira definição do "Houaiss" para "perfeito". A versão eletrônica do "Aulete" diz quase a mesma coisa: "Livre de defeito, que só possui boas qualidades".

3 Então por que será que afirmei que, ao pé da letra, mas muuuuito ao pé da letra, a construção "perfeito e acabado" é redundante?

4 Vamos pensar. "Beijado" é o particípio do verbo "beijar", certo? E "sofrido"? É do verbo "sofrer", assim como "resistido" é do verbo "resistir". Mais um pouquinho: "desfeito" é o particípio de "desfazer", assim como "refeito" é o de "refazer". E "perfeito"? É o particípio do verbo... Ou não é particípio coisa nenhuma? Sim, "perfeito" vem ao mundo como particípio (do verbo...).

5 De que verbo, caro leitor? Quer um empurrão? Vamos lá: "fazer/feito", "desfazer/desfeito", "refazer/refeito", "satisfazer/satisfeito"... Já sabe? Lá vai: "perfeito" é o particípio do verbo "perfazer", que significa...

6 Vamos ao "Houaiss", que dá estas três definições: "1. Tornar completo o número ou o valor de; 2. Dar conclusão a; terminar de fazer; 3. pôr em execução, fazer, realizar".

7 Os mais velhos certamente se lembram do uso de "perfazer" em frases como "Essa despesa perfaz X reais". Hoje em dia, pouco se ouve ou lê esse verbo, de cuja formação faz parte o prefixo latino "per-", o mesmo que se encontra, com os seus diversos matizes semânticos, em "perseguir", "pernoitar", "perdurar", "perpétuo", "perturbar" etc.

8 Por acaso nesse meio-tempo o caro leitor se lembrou dos nomes dos pretéritos do indicativo (imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito)? 

9 O pretérito perfeito assim se chama porque expressa um fato acabado, totalmente concluído: "O intrépido Waldir Maranhão anulou a sessão da Câmara de 17 de abril e logo depois anulou essa anulação".

10 A forma verbal "anulou", do pretérito perfeito do indicativo, expressa fato passado totalmente concluído, por isso mesmo perfeito. A esta altura, é provável que muita gente já esteja esperando que a conversa se estenda aos outros pretéritos do modo indicativo (o imperfeito e o "assustador" mais-que-perfeito).

11 Vamos lá, pois. Compare estas frases: "A literatura a fazia voar"; "A literatura a fez voar". Que diferença há entre "fazia " e "fez"? Ambas se referem a fatos passados, mas a primeira indica processos repetidos, cujo término não se conhece, enquanto a segunda se refere a um processo totalmente concluído. Se "fez" é do pretérito perfeito, "fazia" só pode ser do imperfeito.

12 E o mais-que-perfeito? Dou uma dica: "fizera" equivale a "tinha/havia feito", assim como "lera" equivale a "tinha/havia lido". Veja: "Quando cheguei, ela já resolvera (= 'tinha/havia resolvido') o problema". Como se vê, o mais-queperfeito expressa fato passado, mais velho que outro, ambos já totalmente concluídos, isto é, perfeitos. É isso.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2016/05/1770272- ato-juridico-perfeito-e-acabado.shtml
A intencionalidade do gênero a que o texto está circunscrito foi corretamente mencionado na opção:
Alternativas
Q3544942 Português
'Ato jurídico perfeito e acabado'

1 Waldir Maranhão, o intrépido, fez das suas nesta semana. Logo depois que o nobilíssimo deputado perpetrou o que perpetrou, começou um desfile de opiniões e pareceres de juristas, políticos etc. Muitos deles disseram mais ou menos isto: "Waldir Maranhão alterou um ato jurídico perfeito e acabado".

2 Tomada ao pé da letra (mas muuuuito ao pé da letra), a expressão "perfeito e acabado" é pleonástica, redundante. O caro leitor já sabe do que estou falando? No uso efetivo da língua, sabemos todos que "perfeito" significa "em que não há defeito". É essa a primeira definição do "Houaiss" para "perfeito". A versão eletrônica do "Aulete" diz quase a mesma coisa: "Livre de defeito, que só possui boas qualidades".

3 Então por que será que afirmei que, ao pé da letra, mas muuuuito ao pé da letra, a construção "perfeito e acabado" é redundante?

4 Vamos pensar. "Beijado" é o particípio do verbo "beijar", certo? E "sofrido"? É do verbo "sofrer", assim como "resistido" é do verbo "resistir". Mais um pouquinho: "desfeito" é o particípio de "desfazer", assim como "refeito" é o de "refazer". E "perfeito"? É o particípio do verbo... Ou não é particípio coisa nenhuma? Sim, "perfeito" vem ao mundo como particípio (do verbo...).

5 De que verbo, caro leitor? Quer um empurrão? Vamos lá: "fazer/feito", "desfazer/desfeito", "refazer/refeito", "satisfazer/satisfeito"... Já sabe? Lá vai: "perfeito" é o particípio do verbo "perfazer", que significa...

6 Vamos ao "Houaiss", que dá estas três definições: "1. Tornar completo o número ou o valor de; 2. Dar conclusão a; terminar de fazer; 3. pôr em execução, fazer, realizar".

7 Os mais velhos certamente se lembram do uso de "perfazer" em frases como "Essa despesa perfaz X reais". Hoje em dia, pouco se ouve ou lê esse verbo, de cuja formação faz parte o prefixo latino "per-", o mesmo que se encontra, com os seus diversos matizes semânticos, em "perseguir", "pernoitar", "perdurar", "perpétuo", "perturbar" etc.

8 Por acaso nesse meio-tempo o caro leitor se lembrou dos nomes dos pretéritos do indicativo (imperfeito, perfeito e mais-que-perfeito)? 

9 O pretérito perfeito assim se chama porque expressa um fato acabado, totalmente concluído: "O intrépido Waldir Maranhão anulou a sessão da Câmara de 17 de abril e logo depois anulou essa anulação".

10 A forma verbal "anulou", do pretérito perfeito do indicativo, expressa fato passado totalmente concluído, por isso mesmo perfeito. A esta altura, é provável que muita gente já esteja esperando que a conversa se estenda aos outros pretéritos do modo indicativo (o imperfeito e o "assustador" mais-que-perfeito).

11 Vamos lá, pois. Compare estas frases: "A literatura a fazia voar"; "A literatura a fez voar". Que diferença há entre "fazia " e "fez"? Ambas se referem a fatos passados, mas a primeira indica processos repetidos, cujo término não se conhece, enquanto a segunda se refere a um processo totalmente concluído. Se "fez" é do pretérito perfeito, "fazia" só pode ser do imperfeito.

12 E o mais-que-perfeito? Dou uma dica: "fizera" equivale a "tinha/havia feito", assim como "lera" equivale a "tinha/havia lido". Veja: "Quando cheguei, ela já resolvera (= 'tinha/havia resolvido') o problema". Como se vê, o mais-queperfeito expressa fato passado, mais velho que outro, ambos já totalmente concluídos, isto é, perfeitos. É isso.

Extraído de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/pasquale/2016/05/1770272- ato-juridico-perfeito-e-acabado.shtml
O texto é composto por sequências textuais do tipo:
Alternativas
Q3544741 Pedagogia
Select the correct statement(s) regarding teaching English as a foreign language.
I. Grammar and vocabulary are the sole focus of effective English language teaching.
II. Incorporating communicative practice helps students use English in real-life situations.
III. Cultural understanding is an important component of language learning.
IV. Teaching methods should adapt to the diverse needs and proficiency levels of students.
V. Assessment should be limited to written tests to evaluate students' language skills.
The correct alternatives are: 
Alternativas
Q3544740 Inglês
Acoording the Audiolingual Method in language teaching, which of the following is correct? 
Alternativas
Q3544739 Inglês
“The ability to engage and manage high-quality assessment procedures has turned into a sine qua non for the educators at any level of instructional practice. Nonetheless, effective assessment demands mastering the professional knowledge and abilities involved in the process. The field of evaluation and assessment has developed many essential notions, rules, and methods to bridge the gap between theory and practice. Some of these are briefly presented here as they should become a mandatory part of the academician's professional armamentarium. “

Davis, John McE., et al., editors. Useful Assessment and Evaluation in Language Education. Georgetown University Press, 2018. JSTOR, https://doi.org/10.2307/j.ctvvngrq. Accessed 10 jul. 2024.
The assessment is important in language teaching because:
Alternativas
Q3544738 Inglês
Which of the following is a key principle of Communicative Language Teaching (CLT)? 
Alternativas
Q3544576 História
Após o golpe militar de 31 de março de 1964, teve início um período ditatorial que duraria 21 anos na história do Brasil (1964-1985). De caráter autoritário e nacionalista, a Ditadura Militar brasileira, estabeleceu a censura à imprensa, restrição aos direitos políticos e perseguição policial aos opositores do regime. Das alternativas abaixo, assinale aquela que aponta corretamente, somente acontecimentos desse regime autoritário:
Alternativas
Q3544575 História
Juscelino Kubitschek, governou o Brasil durante cinco anos (1956 a 1961), os quais ficaram conhecidos popularmente como os “anos dourados". Seu governo ficou conhecido como um período de desenvolvimento econômico, cujo principal instrumento foi o Plano ou Programa de Metas. Sobre o Governo do presidente Juscelino Kubitschek, assinale a alternativa incorreta: 
Alternativas
Q3544574 História
O chamado governo democrático de Getúlio Vargas, iniciou-se em 1951, quando Vargas foi empossado na presidência e ficou marcado pela crise política que o levou ao suicídio em 1954. Entre as alternativas abaixo, assinale aquela que não corresponde aos acontecimentos desse governo: 
Alternativas
Q3544573 História
“Com as letras iniciais dos nomes desses estudantes mortos, formou-se a sigla MMDC, que se tornou o símbolo do movimento no estado. No dia 9 de julho de 1932, teve início a chamada Revolução ou Revolta Constitucionalista, que mobilizou 30 mil pessoas armadas em São Paulo para lutar contra o governo federal.”
COTRIM. Gilberto. História global 3: Brasil e geral. 2ª edição. Ed. Saraiva, São Paulo. pg.121. 2013.
Sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3544572 História
Sobre o cenário sociopolítico da Primeira República (1889-1930), assinale a alternativa incorreta: 
Alternativas
Q3544571 História
A Guerra da Tríplice Aliança, também conhecida como Guerra do Paraguai, 1864 a 1870, foi o maior e mais sangrento conflito da América do Sul, envolvendo Brasil, Argentina e Uruguai, contra o Paraguai. Sobre esse conflito, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3544570 História
O Período Regencial estendeu-se de 1831 a 1840, teve início com a abdicação do imperador D. Pedro I, no ano de 1831, e foi encerrado em 1840 no que ficou conhecido como Golpe da Maioridade. Este período foi um dos mais conturbados da história do Brasil, devido às revoltas que assolaram diversas províncias. Assinale a alternativa que contém somente revoltas do Período Regencial: 
Alternativas
Q3544569 História
Sobre o Primeiro Reinado do Brasil Império (1822 a 1831), pode se afirmar que:
Alternativas
Q3544568 História
“A Coroa portuguesa optou, então, em 1534, por dividir a faixa portuguesa do território americano demarcado pelo Tratado de Tordesilhas em 15 lotes - capitanias hereditárias -, que foram entregues a donatários escolhidos entre altos funcionários e membros da pequena nobreza com condição de bancarem eles mesmos a ocupação da terra.“
MESGRAVIS. Laima. História do Brasil colônia, São Paulo. Ed. Contexto. Pg. 19-20. 2015.
Sobre a criação das capitanias hereditárias no Brasil durante o período colonial, assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Respostas
801: E
802: E
803: C
804: B
805: D
806: E
807: A
808: B
809: C
810: B
811: C
812: A
813: B
814: D
815: C
816: D
817: B
818: B
819: C
820: E