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No Ensino Fundamental – Anos Finais, é preciso assegurar aos alunos a ampliação de suas interações com manifestações artísticas e culturais nacionais e internacionais, de diferentes épocas e contextos. Essas práticas podem ocupar os mais diversos espaços da escola, espraiando-se para o seu entorno e favorecendo as relações com a comunidade.
Além disso, o diferencial dessa fase está na maior sistematização dos conhecimentos e na proposição de experiências mais diversificadas em relação a cada linguagem, considerando as culturas juvenis.
Base Nacional Comum Curricular, 2018, p. 205.
Conforme o texto extraído da Base Nacional Comum Curricular – BNCC, o ensino de Arte, nos Anos Finais do Ensino Fundamental, deve buscar:
No que se refere aos jogos dramáticos e aos jogos teatrais, propostos por Viola Spolin, aplicados como atividades da linguagem do teatro no ensino da Arte, considere as afirmativas.
I- A improvisação é um recurso essencial para a integração do grupo; o caráter repentino e de surpresa desta atividade impossibilita a participação de alguns atores.
II- Os jogos teatrais fundamentam-se no improviso das ações, propiciando a aprendizagem pela experiência.
III- O local apropriado e um ambiente prazeroso favorecem a realização exitosa de oficinas de jogos teatrais.
IV- Com a prática de jogos teatrais, é possível despertar a criatividade além de incentivar a socialização entre os participantes.
V- Os jogos teatrais envolvem uma dimensão lúdica, estimulando a espontaneidade, imaginação e criatividade.
As afirmativas verdadeiras são:
“O Teatro do Oprimido (TO) é um método teatral em que a construção do drama é realizada por pessoas que sofrem opressões, conceitualmente consideradas entraves para a realização de desejos e para a experiência de uma vida livre, democrática, humana”. Essa proposta foi criada por:
Disponível em https://www.scielo.br/ Acesso em 02 de junho de 2022.
“Os conhecimentos, processos e técnicas produzidos e acumulados ao longo do tempo em Artes visuais, Dança, Música e Teatro contribuem para a contextualização dos saberes e das práticas artísticas”.
Base Nacional Comum Curricular, 2018, p. 193
As proposições de Rudolf Laban que se fundamentam na conscientização corporal pautam e caracterizam o ensino da linguagem artística da Dança. A BNCC, ao citar a Dança, amplia as possibilidades de práticas e experiências a serem desenvolvidas na escola.
Diante disso, sobre a Dança no contexto escolar, podemos afirmar.
Um professor de Arte da Rede Municipal de Ensino de Fortaleza planejou atividades a serem desenvolvidas pelos seus alunos. Seguiu orientações fundamentadas na Metodologia Triangular para o Ensino de Arte e direcionou os alunos para pesquisarem sobre os povos indígenas da Amazônia. Em outro momento, os alunos apresentaram suas pesquisas realizadas e debateram sobre o contexto sócio-histórico vivido pelos povos indígenas da Amazônia. A seguir, utilizando data-show, o professor apresentou fotos da exposição “As Imagens da Amazônia” de Sebastião Salgado. Assim, puderam apreciar a obra do fotógrafo ao observar as nuances dos tons de cores preto e branco e os enquadramentos das fotos. Para concluir, o professor pediu que os alunos escrevessem uma poesia demonstrando e expressando os seus sentimentos gerados a partir das fotografias.
Diante do planejamento das atividades com a Metodologia utilizada podemos sequenciar as ações realizadas pelo professor como:
“O conceito de ‘Paisagem sonora’ tornou-se conhecido para os educadores (...) a partir do trabalho produzido pelo professor canadense Murray Schaffer. Em seus estudos, ele trabalha com a percepção de sons de diversos ambientes e utiliza estratégias para sensibilizar o ouvido de seus alunos, como fazer um passeio por um bosque de olhos vendados.”
Disponível em: https://www.aberta.org.br/. Acesso em 02 de junho de 2022.
A proposta do compositor e educador Murray Schaffer está inserida na linguagem:
“Na BNCC de Arte, cada uma das quatro linguagens do componente curricular – Artes visuais, Dança, Música e Teatro – constitui uma unidade temática que reúne objetos de conhecimento e habilidades articulados às seis dimensões apresentadas anteriormente. Além dessas, uma última unidade temática, Artes integradas, explora as relações e articulações entre as diferentes linguagens e suas práticas, inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação”.
Base Nacional Comum Curricular, 2018, p. 197.
O trecho cita “seis dimensões apresentadas anteriormente”. Essas dimensões, conforme a Base Nacional Comum Curricular, se interpenetram, constituindo a especificidade da construção do conhecimento em Arte na escola.
Assinale a alternativa que apresenta as seis dimensões do
conhecimento para o ensino de Arte.
“A estética do cotidiano subentende, além dos objetos ou atividades presentes na vida comum, considerados como possuindo valor estético por aquela cultura, também e principalmente a subjetividade dos sujeitos que a compõe e cuja estética se organiza a partir de vida e de transformação.” (p. 20)
“Trabalhar com a estética do cotidiano no ensino das
artes visuais supõe ampliar o conceito da arte, de um sentido
mais restrito e excludente, para um sentido mais amplo, de
experiência estética. Somente dessa forma é possível combater
os conceitos de arte oriundos da visão das artes visuais como
‘belas-artes’, ‘arte erudita’ ou ‘arte maior’, em contraposição à
ideia de ‘artes menores’ ou ‘artes populares’.” (p. 24)
Interculturalidade e estética do cotidiano no ensino das
artes visuais (2009) – Ivone Richter
A autora, Richter, reflete sobre a área de Arte Visuais vinculada à estética do cotidiano como forma de impulsionar uma educação multicultural. Sobre essa temática considere as afirmativas.
I- O desenvolvimento de atividades que favoreçam a integração entre diferentes linguagens artísticas realizadas no ambiente escolar pelos professores de Arte possibilita uma educação multicultural.
II- O reconhecimento do valor estético de objetos e de manifestações culturais diferentes faz parte de uma apreciação da estética do cotidiano.
III- O ensino de Arte fundamenta-se na premissa de ampliar o conhecimento artístico dos alunos, possibilitando a apreciação estética de diferentes culturas para valorizar o seu contexto social.
IV- Ao ensinar Arte, o professor deverá adotar a perspectiva de uma educação multicultural promovendo experiências com os elementos da cultura popular.
V- O fazer artístico nas diferentes linguagens permite a experimentação estética, valorizando não apenas o produto, mas todo o processo de apreciação, execução e contextualização sociocultural propiciando, portanto, uma educação multicultural.
Assinale a alternativa que aponta as afirmativas verdadeiras.