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Questões Discursivas

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Q4184841 Saúde Pública
O saneamento básico é um conjunto de medidas fundamentais para a prevenção de doenças e a promoção da saúde da população. Entre as orientações que o Agente Comunitário de Saúde deve passar aos moradores da comunidade, qual ação representa um cuidado direto e correto com o saneamento e o meio ambiente no ambiente domiciliar? 
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Q4184837 Saúde Pública
A dengue é uma doença febril aguda de grande impacto na saúde pública. No controle de epidemias em sua microárea, a principal e mais efetiva ação educativa que o Agente Comunitário de Saúde deve orientar aos moradores durante a visita domiciliar é:
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Q4184836 Saúde Pública
Durante as visitas domiciliares, o ACS realiza ações de promoção da saúde e prevenção de doenças prevalentes na infância. De acordo com as atribuições específicas do cargo, qual é a faixa etária prioritária de crianças que o ACS deve acompanhar sistematicamente para monitorar o desenvolvimento e o calendário vacinal? 
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Q4184835 Saúde Pública
O Agente Comunitário de Saúde (ACS), em sua rotina de trabalho na Estratégia de Saúde da Família, desempenha um papel fundamental na territorialização. A menor unidade geográfica de atuação do ACS, composta por um conjunto de famílias residentes que ele acompanha por meio de visitas domiciliares periódicas, é denominada: 
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Q4184834 Direito Sanitário
De acordo com a Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080/1990), o SUS conta com princípios doutrinários que regem a sua existência. Qual princípio garante que todo cidadão tem direito ao acesso a todos os níveis de assistência à saúde, sem privilégios ou barreiras? 
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Q4184833 Sociologia
Analise os textos abaixo.
TEXTO I –
A 17ª edição do Encontro Mestres do Mundo foi um dos momentos mais valiosos vivenciados este ano por mestres e mestras da cultura do Ceará. Foram quatro dias em Quixadá e Quixeramobim, com a presença de mais de 90 guardiões dos saberes da cultura popular tradicional, com seus legados e artes em rodas, oficinas e apresentações artísticas. O evento reforçou seu papel como culminância das políticas de valorização do patrimônio imaterial do Ceará. Além da programação formativa e artística, a edição também contou com pautas políticas que somaram esforços para fortalecer o Sistema Estadual de Cultura, com destaque para o patrimônio cultural material e imaterial. Entre debates sobre municipalização da Cultura de Patrimônio e o Seminário de Patrimônio Imaterial, bons encaminhamentos e debates foram feitos com presença de mais de 20 municípios cearenses: General Sampaio, Nova Olinda, Caridade, Independência, Barro, Senador Pompeu, Quixelô, Potengi, Cascavel e Paraipaba são exemplos dos que estiveram presentes neste ano. XVII Encontro Mestres do Mundo fortaleceu patrimônio imaterial. Secult. CE, 3 de dezembro de 2025.
Disponivel em https://www.ce.gov.br/secult/2025/12/03/xvii-encontromestres-do-mundo-fortaleceu-patrimonio-imaterial-com-titulacoeshomenagem-a-cantora-teti-e-difusao-de-saberes/ Visitado em 02/06/2026 
TEXTO II -
" Uma sociedade democrática é aquela que cria direitos e amplia continuamente o campo da cidadania [...] A cidadania exige instituições, mediações e comportamentos próprios, constituindo-se na criação de espaços sociais de luta e na definição de instituições permanentes para a expressão política." CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.
Sob a perspectiva da ética, da moral e da cidadania, o evento pode ser compreendido como uma ação que
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Q4184832 Meio Ambiente
Leia a notícia abaixo e, em seguida, responda ao que se pede.
Fontes de urânio e terras raras são descobertas na Bacia do Parnaíba
Estudo revela potencial para impulsionar mineração estratégica no país Descoberto potencial inédito para exploração de terras raras e urânio na Bacia do Rio Parnaíba, no Piauí e Ceará. Ao todo, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou 39 novas ocorrências com altos teores de fósforo, urânio e elementos terras raras, impulsionando a mineração estratégica no país. Com isso, a região pode abrigar grande potencial para esses minerais essenciais para a transição energética e o avanço tecnológico [...] foram identificadas concentrações recordes de elementos estratégicos, com grandes níveis de fósforo (16%) e elementos terras raras (com até 2,3%). Os índices das amostras examinadas colocam a Bacia do Parnaíba entre as mais ricas do mundo. [...] A possível extração em solo brasileiro reduziria a dependência de fontes internacionais, como a China, que controla a maior parte da oferta mundial desses minerais.
https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencianacional/economia/audio/2025-07/fontes-de-uranio-e-terras-raras-saodescobertas-na-bacia-do-parnaiba As descobertas evidenciam a importância estratégica dos recursos minerais na economia contemporânea.
Nesse contexto, um dos principais desafios relacionados à possível exploração desses recursos consiste em
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Q4184830 Engenharia Ambiental e Sanitária
Leia a noticia abaixo e, em seguida, responda ao que se pede.
General Sampaio abastece 4 cidades
Embora esteja em outra macrorregião do Estado são os municípios da região do Sertão Central que ele abastece General Sampaio. Situado na região Norte, este município, distante 124Km da Capital, tem um dos maiores açudes do Estado. Integrante da Bacia do Curu, o reservatório leva o mesmo nome da cidade e garante o abastecimento de outros quatro municípios vizinhos. Mas o ano de 2016 traz para o Açude General Sampaio um título amargo e ele se junta a vários outros reservatórios que estão secando. O cenário deixa a população temerosa quanto ao abastecimento. A Bacia do Curu é formada por 13 açudes. Destes, apenas quatro estão com níveis maiores do que os atuais 2,69% que o açude apresenta, num claro reflexo da seca. O reservatório, que tem capacidade de 322 milhões de metros cúbicos, está, agora, com 8,6 milhões de metros cúbicos. A vazão atual é de 65 litros por segundo. Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015, a população dos quatro municípios chega a 117 mil habitantes. Com tão pouca água para tanta gente, o temor é de ficar sem nada.
General Sampaio abastece 4 cidades. NETO, José Avelino. Diário do Nordeste, 06 de Agosto de 2016. Disponível em https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/regiao/general-sampaioabastece-4-cidades-1.1595746 . Acesso em 01/06/2026
A função estratégica de reservatórios como o Açude General Sampaio está relacionada à
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Q4184829 Meio Ambiente
O Ceará destaca-se como um dos principais produtores e exportadores de frutas do Nordeste, especialmente melão, manga e banana. A expansão da agricultura irrigada contribuiu para a geração de empregos e para o crescimento das exportações. Entretanto, organizações ambientais e pesquisadores apontam que o uso intensivo de agrotóxicos pode provocar contaminação do solo, dos recursos hídricos e afetar a saúde das populações que vivem próximas às áreas de cultivo. Esse cenário tem ampliado os debates sobre modelos agrícolas mais sustentáveis e sobre a necessidade de conciliar produção econômica e preservação ambiental.
A situação descrita no texto evidencia um dos principais desafios relacionados à produção agrícola contemporânea. Nesse contexto, o debate sobre o uso de agrotóxicos na fruticultura cearense está associado à necessidade de 
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Q4184828 Meio Ambiente
Algumas consequências notáveis do aquecimento global foram já observadas, como o derretimento de geleiras nos polos e o aumento de dez centímetros no nível do mar em um século. Uma tendência de aquecimento em todo o mundo, especialmente nas temperaturas mínimas, em grandes cidades do Brasil como São Paulo e Rio de Janeiro, pode ser agravada pela urbanização. Os modelos globais de clima projetam para o futuro, ainda com algum grau de incerteza, possíveis mudanças em extremos climáticos, como ondas de calor, ondas de frio, chuvas intensas e enchentes, secas, e mais intensos e/ou freqüentes furações e ciclones tropicais e extratropicais. [...] Estes fenômenos têm sido atribuídos à variabilidade natural do clima, mudanças no uso da terra (desmatamento e urbanização), aquecimento global, aumento da concentração de gases de efeito estufa e aerossóis na atmosfera. Mudanças climáticas globais e seus efeitos sobre a biodiversidade: caracterização do clima atual e definição das alterações climáticas para o território brasileiro ao longo do século XXI / José A. Marengo – Brasília: MMA, 2007. 2a edição. Uma análise crítica das mudanças climáticas permite concluir que
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Q4184827 Meio Ambiente
A Prefeitura de Fortaleza instalou, em setembro, dez estações meteorológicas do tipo all in one em pontos estratégicos da cidade com o objetivo de monitorar a temperatura urbana, identificar ilhas de calor e registrar a pluviometria. Os dados coletados são atualizados em tempo real e utilizados para subsidiar políticas públicas relacionadas à saúde, proteção e defesa civil, bem como ao enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas e dos eventos extremos.
Disponível em: https://www.fortaleza.ce.gov.br/noticias/prefeitura-defortaleza-lanca-observatorio-de-riscos-climaticos-na-cop-30. Acesso em: 2 jun. 2026.
A iniciativa descrita no texto demonstra uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas no ambiente urbano. Nesse contexto, a instalação de estações meteorológicas contribui para 
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Q4184826 Sociologia
A discussão sobre o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso (6x1) ganhou repercussão nacional após a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca reduzir a jornada de trabalho sem diminuição salarial. A proposta gerou manifestações em diversas capitais brasileiras e mobilizou trabalhadores, sindicatos, parlamentares e entidades empresariais. Os defensores da medida argumentam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida, a saúde física e mental e o convívio familiar dos trabalhadores. Já os críticos apontam possíveis impactos sobre custos de produção e geração de empregos. O debate evidencia a permanência das disputas em torno das condições de trabalho na sociedade contemporânea. MADUREIRA, Daniele. Fim da escala 6x1: saiba quem é contra ou a favor de PEC.
Disponível em: Folha de S.Paulo. Acesso em: 3 jun. 2026.
A mobilização em torno do fim da escala 6x1 pode ser interpretada, historicamente, como parte de um processo mais amplo de construção dos direitos trabalhistas. Nesse sentido, o debate apresentado no texto demonstra que 
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Q4184825 Saúde Pública
Ministério da Saúde alerta para risco de casos de sarampo após Copa
Países que sediam evento enfrentam surtos ativos da doença
O Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026. Neste ano, a competição será sediada a partir de junho pelos Estados Unidos, Canadá e México, países que enfrentam surtos da doença. A nota técnica descreve um cenário de alta transmissibilidade do sarampo nas Américas e um grande número de brasileiros com destino aos países-sede do evento, bem como a outros países onde há surto ativo da doença. Se você está de malas prontas para o Mundial, fique atento, atualize sua caderneta e vigilância no retorno.
Adaptado de AGÊNCIA BRASIL. Ministério da Saúde alerta para risco de casos de sarampo após Copa. 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-04/ministerio-dasaude-alerta-para-risco-de-casos-do-sarampo-apos-copa. Acesso em: 8 jun. 2026.
O alerta emitido pelo Ministério da Saúde evidencia os riscos de uma crise sanitária para a qual a principal medida de combate é 
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Q4184824 História e Geografia de Estados e Municípios
General Sampaio, localizado no sertão cearense, teve sua formação vinculada aos processos de ocupação do interior nordestino, à expansão da pecuária e às transformações político-administrativas ocorridas ao longo do século XX. Como em diversos municípios brasileiros, sua história revela relações entre interesses locais, poder político e construção da identidade regional. A análise da trajetória histórica de municípios como General Sampaio permite compreender que a formação das cidades brasileiras ocorreu, principalmente,
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Q4184813 Português
O filtro embelezador da hipocrisia

Leonardo de Moraes (*)
Publicado em 17/02/2024 às 08:00.

    A expressão “viva sua verdade” se tornou palavra fácil em reality shows, redes sociais e conversas de bar. Estamos vivenciando a era dos egos semi-analisados, em que a suposta autoaceitação de erros e virtudes se tornou pedra fundamental para se expressar culturalmente. Essa tendência é ruim? Não. Ainda que pseudo-libertária, querer “ser você mesmo” segue no sentido correto de evolução do tecido social.
    Cada um de nós, atentos à verdade dos nossos corações, poderemos trazer luz e clareza - ou somente disrupção – à coletividade e, ao menos, estaremos no campo da verdade e da justiça. Talvez seja o início do fim da hipocrisia social, tão presente em cada ditadura, criada por cada suposto salvador da moral e dos costumes, cujas únicas virtudes sempre foram carisma e oratória, quase nunca elevação espiritual.
 Etimologicamente, “hipocrisia” significa a representação de um ator, o fingimento deliberado de uma ficção escondida. Ela reside no ditado “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, presente em boa parte das relações familiares, sociais, profissionais e econômicas da humanidade.
    Identificamos com clareza a hipocrisia dos líderes de uma nação: incitamento a multidões desavisadas, perseguições a novos pensadores, manipulações dos desejos do povo. Com hipocrisia, presidentes da República transformam seus países na sala de estar de seus preconceitos, engomados como valores tradicionais. A hipocrisia é o véu que leva povos à guerra, incitada por egos tortos. Mas ela também está nos filtros que disfarçam imperfeições físicas, no aplauso à luta por Direitos Ambientais, seguidos do consumo de brinquedos de montar feitos de plástico duro. É com hipocrisia que bradamos “aceite sua aparência natural”, mas encapamos dentes saudáveis com lâminas – também – de plástico.
    É com hipocrisia que estofamos nossas relações de mentiras e nossos corpos de plástico, para então bradarmos em reality shows que “vivemos nossa verdade”.
  Humanos, somos contraditórios; mas quando negamos nossas inconsistências, nos tornamos também hipócritas. É apenas graças aos humildes, seguros em suas imperfeições, que se formam as correntes de mudança efetiva no mundo.
   Você pode se orgulhar de “viver sua verdade” quando enfrenta seus desejos obscuros, suas teimosias e invejas, abraçando suas limitações.
    É preciso coragem para aceitar sua própria imagem no espelho e recusar o véu – aliás, o filtro embelezador – da hipocrisia. Só assim as relações sociais poderão ser mais saudáveis, e libertaremos as novas gerações de nossos ciclos de mentiras, competições e guerras.

Mestre em Direito do Estado, professor de Direitos Humanos e tabelião. Nas artes é roteirista, artista visual e autor do romance Tia Beth, sobre as dores e perdas da ditadura militar. https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/o-filtro-embelezador-dahipicrisia-1.1000555
A conclusão do texto permite afirmar que, para o autor, a superação da hipocrisia social depende fundamentalmente 
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Q4184812 Português
O filtro embelezador da hipocrisia

Leonardo de Moraes (*)
Publicado em 17/02/2024 às 08:00.

    A expressão “viva sua verdade” se tornou palavra fácil em reality shows, redes sociais e conversas de bar. Estamos vivenciando a era dos egos semi-analisados, em que a suposta autoaceitação de erros e virtudes se tornou pedra fundamental para se expressar culturalmente. Essa tendência é ruim? Não. Ainda que pseudo-libertária, querer “ser você mesmo” segue no sentido correto de evolução do tecido social.
    Cada um de nós, atentos à verdade dos nossos corações, poderemos trazer luz e clareza - ou somente disrupção – à coletividade e, ao menos, estaremos no campo da verdade e da justiça. Talvez seja o início do fim da hipocrisia social, tão presente em cada ditadura, criada por cada suposto salvador da moral e dos costumes, cujas únicas virtudes sempre foram carisma e oratória, quase nunca elevação espiritual.
 Etimologicamente, “hipocrisia” significa a representação de um ator, o fingimento deliberado de uma ficção escondida. Ela reside no ditado “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, presente em boa parte das relações familiares, sociais, profissionais e econômicas da humanidade.
    Identificamos com clareza a hipocrisia dos líderes de uma nação: incitamento a multidões desavisadas, perseguições a novos pensadores, manipulações dos desejos do povo. Com hipocrisia, presidentes da República transformam seus países na sala de estar de seus preconceitos, engomados como valores tradicionais. A hipocrisia é o véu que leva povos à guerra, incitada por egos tortos. Mas ela também está nos filtros que disfarçam imperfeições físicas, no aplauso à luta por Direitos Ambientais, seguidos do consumo de brinquedos de montar feitos de plástico duro. É com hipocrisia que bradamos “aceite sua aparência natural”, mas encapamos dentes saudáveis com lâminas – também – de plástico.
    É com hipocrisia que estofamos nossas relações de mentiras e nossos corpos de plástico, para então bradarmos em reality shows que “vivemos nossa verdade”.
  Humanos, somos contraditórios; mas quando negamos nossas inconsistências, nos tornamos também hipócritas. É apenas graças aos humildes, seguros em suas imperfeições, que se formam as correntes de mudança efetiva no mundo.
   Você pode se orgulhar de “viver sua verdade” quando enfrenta seus desejos obscuros, suas teimosias e invejas, abraçando suas limitações.
    É preciso coragem para aceitar sua própria imagem no espelho e recusar o véu – aliás, o filtro embelezador – da hipocrisia. Só assim as relações sociais poderão ser mais saudáveis, e libertaremos as novas gerações de nossos ciclos de mentiras, competições e guerras.

Mestre em Direito do Estado, professor de Direitos Humanos e tabelião. Nas artes é roteirista, artista visual e autor do romance Tia Beth, sobre as dores e perdas da ditadura militar. https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/o-filtro-embelezador-dahipicrisia-1.1000555
A progressão argumentativa do texto ocorre principalmente por meio de 
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Q4184811 Português
O filtro embelezador da hipocrisia

Leonardo de Moraes (*)
Publicado em 17/02/2024 às 08:00.

    A expressão “viva sua verdade” se tornou palavra fácil em reality shows, redes sociais e conversas de bar. Estamos vivenciando a era dos egos semi-analisados, em que a suposta autoaceitação de erros e virtudes se tornou pedra fundamental para se expressar culturalmente. Essa tendência é ruim? Não. Ainda que pseudo-libertária, querer “ser você mesmo” segue no sentido correto de evolução do tecido social.
    Cada um de nós, atentos à verdade dos nossos corações, poderemos trazer luz e clareza - ou somente disrupção – à coletividade e, ao menos, estaremos no campo da verdade e da justiça. Talvez seja o início do fim da hipocrisia social, tão presente em cada ditadura, criada por cada suposto salvador da moral e dos costumes, cujas únicas virtudes sempre foram carisma e oratória, quase nunca elevação espiritual.
 Etimologicamente, “hipocrisia” significa a representação de um ator, o fingimento deliberado de uma ficção escondida. Ela reside no ditado “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, presente em boa parte das relações familiares, sociais, profissionais e econômicas da humanidade.
    Identificamos com clareza a hipocrisia dos líderes de uma nação: incitamento a multidões desavisadas, perseguições a novos pensadores, manipulações dos desejos do povo. Com hipocrisia, presidentes da República transformam seus países na sala de estar de seus preconceitos, engomados como valores tradicionais. A hipocrisia é o véu que leva povos à guerra, incitada por egos tortos. Mas ela também está nos filtros que disfarçam imperfeições físicas, no aplauso à luta por Direitos Ambientais, seguidos do consumo de brinquedos de montar feitos de plástico duro. É com hipocrisia que bradamos “aceite sua aparência natural”, mas encapamos dentes saudáveis com lâminas – também – de plástico.
    É com hipocrisia que estofamos nossas relações de mentiras e nossos corpos de plástico, para então bradarmos em reality shows que “vivemos nossa verdade”.
  Humanos, somos contraditórios; mas quando negamos nossas inconsistências, nos tornamos também hipócritas. É apenas graças aos humildes, seguros em suas imperfeições, que se formam as correntes de mudança efetiva no mundo.
   Você pode se orgulhar de “viver sua verdade” quando enfrenta seus desejos obscuros, suas teimosias e invejas, abraçando suas limitações.
    É preciso coragem para aceitar sua própria imagem no espelho e recusar o véu – aliás, o filtro embelezador – da hipocrisia. Só assim as relações sociais poderão ser mais saudáveis, e libertaremos as novas gerações de nossos ciclos de mentiras, competições e guerras.

Mestre em Direito do Estado, professor de Direitos Humanos e tabelião. Nas artes é roteirista, artista visual e autor do romance Tia Beth, sobre as dores e perdas da ditadura militar. https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/o-filtro-embelezador-dahipicrisia-1.1000555
No período “estofamos nossas relações de mentiras e nossos corpos de plástico”, ocorre predominantemente 
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Q4184810 Português
O filtro embelezador da hipocrisia

Leonardo de Moraes (*)
Publicado em 17/02/2024 às 08:00.

    A expressão “viva sua verdade” se tornou palavra fácil em reality shows, redes sociais e conversas de bar. Estamos vivenciando a era dos egos semi-analisados, em que a suposta autoaceitação de erros e virtudes se tornou pedra fundamental para se expressar culturalmente. Essa tendência é ruim? Não. Ainda que pseudo-libertária, querer “ser você mesmo” segue no sentido correto de evolução do tecido social.
    Cada um de nós, atentos à verdade dos nossos corações, poderemos trazer luz e clareza - ou somente disrupção – à coletividade e, ao menos, estaremos no campo da verdade e da justiça. Talvez seja o início do fim da hipocrisia social, tão presente em cada ditadura, criada por cada suposto salvador da moral e dos costumes, cujas únicas virtudes sempre foram carisma e oratória, quase nunca elevação espiritual.
 Etimologicamente, “hipocrisia” significa a representação de um ator, o fingimento deliberado de uma ficção escondida. Ela reside no ditado “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, presente em boa parte das relações familiares, sociais, profissionais e econômicas da humanidade.
    Identificamos com clareza a hipocrisia dos líderes de uma nação: incitamento a multidões desavisadas, perseguições a novos pensadores, manipulações dos desejos do povo. Com hipocrisia, presidentes da República transformam seus países na sala de estar de seus preconceitos, engomados como valores tradicionais. A hipocrisia é o véu que leva povos à guerra, incitada por egos tortos. Mas ela também está nos filtros que disfarçam imperfeições físicas, no aplauso à luta por Direitos Ambientais, seguidos do consumo de brinquedos de montar feitos de plástico duro. É com hipocrisia que bradamos “aceite sua aparência natural”, mas encapamos dentes saudáveis com lâminas – também – de plástico.
    É com hipocrisia que estofamos nossas relações de mentiras e nossos corpos de plástico, para então bradarmos em reality shows que “vivemos nossa verdade”.
  Humanos, somos contraditórios; mas quando negamos nossas inconsistências, nos tornamos também hipócritas. É apenas graças aos humildes, seguros em suas imperfeições, que se formam as correntes de mudança efetiva no mundo.
   Você pode se orgulhar de “viver sua verdade” quando enfrenta seus desejos obscuros, suas teimosias e invejas, abraçando suas limitações.
    É preciso coragem para aceitar sua própria imagem no espelho e recusar o véu – aliás, o filtro embelezador – da hipocrisia. Só assim as relações sociais poderão ser mais saudáveis, e libertaremos as novas gerações de nossos ciclos de mentiras, competições e guerras.

Mestre em Direito do Estado, professor de Direitos Humanos e tabelião. Nas artes é roteirista, artista visual e autor do romance Tia Beth, sobre as dores e perdas da ditadura militar. https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/o-filtro-embelezador-dahipicrisia-1.1000555
A palavra “pseudo-libertária”, utilizada no primeiro parágrafo, exemplifica um caso de 
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Q4184809 Português
O filtro embelezador da hipocrisia

Leonardo de Moraes (*)
Publicado em 17/02/2024 às 08:00.

    A expressão “viva sua verdade” se tornou palavra fácil em reality shows, redes sociais e conversas de bar. Estamos vivenciando a era dos egos semi-analisados, em que a suposta autoaceitação de erros e virtudes se tornou pedra fundamental para se expressar culturalmente. Essa tendência é ruim? Não. Ainda que pseudo-libertária, querer “ser você mesmo” segue no sentido correto de evolução do tecido social.
    Cada um de nós, atentos à verdade dos nossos corações, poderemos trazer luz e clareza - ou somente disrupção – à coletividade e, ao menos, estaremos no campo da verdade e da justiça. Talvez seja o início do fim da hipocrisia social, tão presente em cada ditadura, criada por cada suposto salvador da moral e dos costumes, cujas únicas virtudes sempre foram carisma e oratória, quase nunca elevação espiritual.
 Etimologicamente, “hipocrisia” significa a representação de um ator, o fingimento deliberado de uma ficção escondida. Ela reside no ditado “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, presente em boa parte das relações familiares, sociais, profissionais e econômicas da humanidade.
    Identificamos com clareza a hipocrisia dos líderes de uma nação: incitamento a multidões desavisadas, perseguições a novos pensadores, manipulações dos desejos do povo. Com hipocrisia, presidentes da República transformam seus países na sala de estar de seus preconceitos, engomados como valores tradicionais. A hipocrisia é o véu que leva povos à guerra, incitada por egos tortos. Mas ela também está nos filtros que disfarçam imperfeições físicas, no aplauso à luta por Direitos Ambientais, seguidos do consumo de brinquedos de montar feitos de plástico duro. É com hipocrisia que bradamos “aceite sua aparência natural”, mas encapamos dentes saudáveis com lâminas – também – de plástico.
    É com hipocrisia que estofamos nossas relações de mentiras e nossos corpos de plástico, para então bradarmos em reality shows que “vivemos nossa verdade”.
  Humanos, somos contraditórios; mas quando negamos nossas inconsistências, nos tornamos também hipócritas. É apenas graças aos humildes, seguros em suas imperfeições, que se formam as correntes de mudança efetiva no mundo.
   Você pode se orgulhar de “viver sua verdade” quando enfrenta seus desejos obscuros, suas teimosias e invejas, abraçando suas limitações.
    É preciso coragem para aceitar sua própria imagem no espelho e recusar o véu – aliás, o filtro embelezador – da hipocrisia. Só assim as relações sociais poderão ser mais saudáveis, e libertaremos as novas gerações de nossos ciclos de mentiras, competições e guerras.

Mestre em Direito do Estado, professor de Direitos Humanos e tabelião. Nas artes é roteirista, artista visual e autor do romance Tia Beth, sobre as dores e perdas da ditadura militar. https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/o-filtro-embelezador-dahipicrisia-1.1000555
No trecho “engomados como valores tradicionais”, o termo “engomados” contribui para a construção da ideia de que determinados preconceitos são
Alternativas
Q4184808 Português
O filtro embelezador da hipocrisia

Leonardo de Moraes (*)
Publicado em 17/02/2024 às 08:00.

    A expressão “viva sua verdade” se tornou palavra fácil em reality shows, redes sociais e conversas de bar. Estamos vivenciando a era dos egos semi-analisados, em que a suposta autoaceitação de erros e virtudes se tornou pedra fundamental para se expressar culturalmente. Essa tendência é ruim? Não. Ainda que pseudo-libertária, querer “ser você mesmo” segue no sentido correto de evolução do tecido social.
    Cada um de nós, atentos à verdade dos nossos corações, poderemos trazer luz e clareza - ou somente disrupção – à coletividade e, ao menos, estaremos no campo da verdade e da justiça. Talvez seja o início do fim da hipocrisia social, tão presente em cada ditadura, criada por cada suposto salvador da moral e dos costumes, cujas únicas virtudes sempre foram carisma e oratória, quase nunca elevação espiritual.
 Etimologicamente, “hipocrisia” significa a representação de um ator, o fingimento deliberado de uma ficção escondida. Ela reside no ditado “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, presente em boa parte das relações familiares, sociais, profissionais e econômicas da humanidade.
    Identificamos com clareza a hipocrisia dos líderes de uma nação: incitamento a multidões desavisadas, perseguições a novos pensadores, manipulações dos desejos do povo. Com hipocrisia, presidentes da República transformam seus países na sala de estar de seus preconceitos, engomados como valores tradicionais. A hipocrisia é o véu que leva povos à guerra, incitada por egos tortos. Mas ela também está nos filtros que disfarçam imperfeições físicas, no aplauso à luta por Direitos Ambientais, seguidos do consumo de brinquedos de montar feitos de plástico duro. É com hipocrisia que bradamos “aceite sua aparência natural”, mas encapamos dentes saudáveis com lâminas – também – de plástico.
    É com hipocrisia que estofamos nossas relações de mentiras e nossos corpos de plástico, para então bradarmos em reality shows que “vivemos nossa verdade”.
  Humanos, somos contraditórios; mas quando negamos nossas inconsistências, nos tornamos também hipócritas. É apenas graças aos humildes, seguros em suas imperfeições, que se formam as correntes de mudança efetiva no mundo.
   Você pode se orgulhar de “viver sua verdade” quando enfrenta seus desejos obscuros, suas teimosias e invejas, abraçando suas limitações.
    É preciso coragem para aceitar sua própria imagem no espelho e recusar o véu – aliás, o filtro embelezador – da hipocrisia. Só assim as relações sociais poderão ser mais saudáveis, e libertaremos as novas gerações de nossos ciclos de mentiras, competições e guerras.

Mestre em Direito do Estado, professor de Direitos Humanos e tabelião. Nas artes é roteirista, artista visual e autor do romance Tia Beth, sobre as dores e perdas da ditadura militar. https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/o-filtro-embelezador-dahipicrisia-1.1000555
Ao analisar as funções morfológicas e sintáticas dos termos grifados em “Mas ela também está nos filtros que disfarçam imperfeições físicas, no aplauso à luta por Direitos Ambientais, seguidos do consumo de brinquedos de montar feitos de plástico duro”, aponte a alternativa correta.
I. No período, a partícula “que” é classificada morfologicamente como conjunção integrante.
II. No período, o pronome pessoal do caso oblíquo “ela”, referese ao termo “hipocrisia”.
III. No período, a partícula “que” exerce a função morfológica de pronome relativo.
IV. No período, a conjunção coordenativa “mas” estabelece uma relação de oposição com o período anterior.
V. No período, a conjunção subordinativa “mas” inicia um período formado como oração adverbial concessiva. 
Alternativas
Respostas
1: C
2: B
3: A
4: D
5: A
6: B
7: D
8: B
9: D
10: C
11: D
12: C
13: A
14: B
15: A
16: B
17: B
18: D
19: A
20: C