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O destro Cupido um dia Extraiu mimosas cores De frescos lírios, e rosas, De jasmins, e de outras flores.
Com as mais delgadas penas Usa de uma, e de outra tinta, E nos ângulos do cobre A quatro belezas pinta.
Por fazer pensar a todos No seu liso centro escreve Um letreiro, que pergunta: "Este espaço a quem se deve?"
Vênus, que viu a pintura, E leu a letra engenhosa, Pôs por baixo "Eu dele cedo; Dê-se a Marília formosa."
Gonzaga, Tomás Antônio. Marília de Dirceu, Lira XXVI, parte I.
Sobre o poema, é CORRETO afirmar que:
( ) A favela, a partir da visão apresentada no livro e da sua escritora, é o “quarto de despejo” de uma cidade.
( ) O livro é um diário, cujo narrador é autor e personagem; a narrativa não tem cunho autobiográfico.
( ) Em muitas partes do livro, há o rompimento com a formalidade da língua portuguesa, a norma padrão.
( ) O livro é um diário, pois quem escreve é a mesma pessoa que viveu as histórias contadas. Ele é narrado em primeira pessoa, portanto o ponto de vista apresentado é a do narrador.
( ) Quarto de despejo não pode ser considerado um livro que trata das desigualdades racial, de gênero e de classe.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de V e F, de cima para baixo:
I. “Marginais” não se refere apenas ao local de pessoas marginalizadas pela miséria cotidiana, mas também a alguns que vivem à margem da lei.
II. Apesar de a narrativa se referir às pessoas que são marginalizadas em vários aspectos, na Favela do Canindé não há a presença de marginais.
III. Os “marginais” fazem referência apenas aos catadores de lixo da favela do Canindé.
Assinale a alternativa CORRETA:
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
– Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
"Então você não é ninguém?"
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!"
E assobiava pelas escadas.
Sobre o texto, considere as seguintes afirmativas:
I. O gênero textual é o expositivo, em virtude de expor a vida simples de um carteiro.
II. Por apresentar um texto curto, com linguagem simples e objetiva, a narrativa se caracteriza como um conto.
III. O texto tem um toque memorialístico, motivado pelo consumo de um pão do dia anterior.
IV.A ideologia implícita ao texto o coloca a favor das pessoas simples e sem poderes na sociedade.
V. Ao longo da vida, o padeiro foi humilhado por pessoas que não atentavam para a sua condição humana.
VI.Apresentam adjetivos e/ou locuções adjetivas os seguintes trechos: “jornais da véspera” e “ele abriu um sorriso largo”.
Assinale a alternativa CORRETA:
Borimbora, maninha Hoje é dia da Padroeira Vai ter bingo de frango assado E forró de dar olheira Vai ter caboca assim Arrequebrando as cadeiras Que eu tenho até dó de mim Quando acabar a zoeira
Borimbora, maninha Que o recreio tá aí na beira Bota o vestido rendado Cordão, anel e pulseira Que é pra ver se um moço bom Pra tua ilharga se esgueira
Mas se acaso, maninha O moço te abordar Te levar da cumeeira Pra ouvir sapo coaxá Se avexe, maninhazinha Em logo fugir de lá Que ele pode ser o boto Que veio te encantar
A letra da música, como é evidente, apresenta palavras típicas da fala regional amazonense. Essa forma de expressão caracteriza uma variação linguística, visto que o falar dos brasileiros não é homogêneo. A respeito da variação linguística constante da letra de Torrinho, podemos dizer que é:
I. O trecho “que a terra era a mãe deles e, portanto, deviam lealdade filial à terra natal” apresenta um caráter conclusivo.
II. O trecho “Se foram seres humanos como nós que a inventaram” nos dá a ideia de uma condição ao que vem exposto a seguir.
III. O trecho “Por isso é que o texto bíblico segue endossando a escravidão até hoje” apresenta também um caráter de conclusão.
IV. Em “Embora a utopia de Platão nunca se tenha concretizado”, coloca-se um argumento contrário, mas incapaz de impedir a realização do fato expresso a seguir.
V. Em “mas alguns o admitem e outros não”, o vocábulo “o” poderia ser substituído por outro vocábulo: “isso”
Assinale a alternativa CORRETA:
Vantagens da Internet
A Internet é provavelmente uma das inovações mais incríveis até agora. A acessibilidade da Internet abriu o mundo para as pessoas, eliminando barreiras geográficas e compartilhando informações instantaneamente. Dentre suas vantagens, destacamos :
✓ Fórum de Comunicação. A comunicação pode ser efetuada de forma mais rápida através da Internet. Os familiares e os amigos podem manter contato facilmente. As plataformas para produtos como o SKYPE permitem efetuar videoconferências com qualquer pessoa no mundo que tenha acesso à internet.
✓ Imensas Informações. As pessoas podem encontrar informações acerca de quase qualquer tópico imaginável. Podem ser achadas montanhas de recursos através das ferramentas de busca em poucos minutos.
✓ Educação Inesgotável. Por exemplo, estudantes podem obter ajuda prontamente disponível on-line para fazer o seu dever de casa. Atualmente as pessoas podem ensinar e aprender em salas de aula mundiais.
✓ Entretenimento para todos. A maior parte de nós ama estar junto do seu laptop, smartphone e iPad, e a Internet é o grande motivo por trás de todo o tempo que passamos nestes dispositivos.
Adaptado de: https://www.edrawsoft.com/pt/internetuse.html?srsltid=AfmBOopvVwbT9KrXz7Q4DgsCXRnRjSClYI6mT4oB8xps1m5d AE4-NjiH. Acesso em 18/03/2025.
Fonte: https://dilbertorosa.wordpress.com/2011/07/10/ttrinhas-engracadas-o-quea-internet-ensina/. Acesso em: 18/03/2025.
Sobre o assunto abordado, podemos afirmar que:
I. tanto o texto escrito quanto a tirinha mostram grande entusiasmo em relação às vantagens da internet.
II. a tirinha critica de modo implícito a dependência das pessoas à internet.
III. no texto escrito há uma crítica implícita em relação ao fato de que alunos podem copiar seus trabalhos da internet.
IV. o texto escrito incorpora à língua portuguesa, sem restrições, palavras próprias aos meios eletrônicos.
V. a tirinha mostra uma percepção contrária à do texto escrito a respeito da internet.
VI. o último quadro da tirinha é ambíguo, pois pode demonstrar tanto decepção quanto desprezo pela internet.
Assinale a alternativa CORRETA:
I. Como houve um ataque de abelhas, a partida de tênis foi interrompida.
II. Os professores terão sua reivindicação salarial atendida, exceto se mantiverem a greve.
III. Eu não consegui chegar a tempo ao show, porque chovia muito.
IV. João estava muito doente, contudo foi à aula de literatura.
V. Os nordestinos são tão trabalhadores quanto os sulistas.
As relações semânticas estabelecidas pelos conectivos nas frases são, respectivamente,
Na sala reina um desconsolo aterrador; em todos os rostos vê-se impressa a angústia mais dolorida; entreolham-se com ar de piedade e de súplica. Que é que houve? Morreu alguém? Nada disso. O que há é que não há assunto. Todos os presentes já se acham mais gordos ou mais magros; já disseram que o frio este ano tardou a vir; já lamentaram a sorte dos reis da Sérvia e agora jazem de nariz para o ar farejando compungidos um assunto qualquer, por mais fútil que seja.
Dona Clodoalda, uma quarentona com fios de barba na cara lustrosa, tenta erguer a pobre conversação caída, e dos seus lábios ressequidos escapa mais uma dessas frivolidades que punham cóleras surdas em Gustavo Flaubert:
– Acho o doutor um pouquinho mais gordo do que da outra vez que aqui esteve.
Assinale a alternativa que contém o fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito: