Questões de Concurso
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O conhecimento dos mecanismos de defesa, pesquisados por Freud (1856-1939), permite aos profissionais da educação a compreensão sobre aspectos psicológicos que podem intervir sobre a aprendizagem, podem ser frequentemente utilizados pelas pessoas, seja qual for a situação vivenciada.
Um trabalhador, por exemplo, mostrava insucesso em suas atividades. Quando indagado por uma direção, justificou as falhas pelo modo como o coordenador relacionava-se com o grupo em um determinado departamento. Em outro, momento, atribuiu aos colegas a responsabilidade. Ao formular razões lógicas para justificar sentimentos ou comportamentos inaceitáveis, esse profissional apresenta o mecanismo de defesa denominado:
Os psicólogos Jean Piaget e Lev Vygotsky construíram teorias fundamentais para a compreensão da construção do conhecimento do ser humano. As pesquisas de Piaget priorizam o processo de maturação biológica associado com os processos autônomos e espontâneos, importantes para o desenvolvimento e aprendizagem. Vygotsky privilegia a influência do ambiente social e cultural, pois o desenvolvimento da inteligência e da personalidade é externamente motivado pelas relações interpessoais.
Considerando as concepções de Vygotsky, o papel da palavra como comunicação:
“O ser humano, para alcançar um determinado resultado, encadeia suas ações e, em consequência, constitui um processo para atingir aquele resultado. Quando se tratar de uma ação simples ou que envolva poucas pessoas, não será necessária uma grande preocupação teórica; quando porém, o resultado a alcançar for amplo ou complexo... ou a ação envolver muitas pessoas, os cuidados teóricos devem ser extremos” (GANDIN, 2013, p. 9)
O “percurso” de elaboração de um planejamento educacional passa pelas etapas abaixo. Enumere-as progressivamente de acordo com o processo de execução.
( ) Verificar a distância entre o desejado e o que temos.
( ) Definir o caminho: ações, atitudes e comportamentos, normas.
( ) Compreender a situação.
( ) Estabelecer o rumo: Para onde se vai?
Assinale a alternativa que contém a sequência correta.
No artigo Natureza e função da administração escolar, publicado em 1968, pela ANPAE, Anísio Teixeira afirma:
“Há no ensino, na função de ensinar, em gérmen, sempre ação administrativa. Seja a lição, seja a classe, envolve tomada de decisões, envolve administração, ou seja, plano, organização, execução, obediente a meios e técnicas. De modo geral o professor administra a lição ou a classe, ensina, ou seja,... comunica o conhecimento,... e orienta ou aconselha o aluno, função antes moral, envolvendo sabedoria, intuição, empatia humana. Alguns serão mais administradores, outros mais professores, outros mais conselheiros, todos, porém, terão de algum modo de exercer as três funções. Alguns, em casos raros, serão excelentes nas três funções.”
(TEIXEIRA, 1968, p. 14)
Esse fragmento do texto explicita parte das ideias que foram defendidas por esse importante intelectual brasileiro, acerca da ação administrativa, nas instituições de ensino. Reflita sobre as afirmativas a seguir.
1. A ação administrativa é sempre uma decisão política que terá repercussões e consequências de longo alcance sobre o acesso às oportunidades sociais da vida, de cada um, de todos os alunos, em sociedade.
2. Cada especialista, em uma instituição educativa, deve ter bem delineado seu papel para que as funções não se confundam, devendo, cada um, inclusive, ser formado em curso diferente, dada a especificidade do papel desempenhado.
3. A razão de ser da gestão da educação consiste em garantir a qualidade do processo de formação humana que possibilitará ao educando crescer e, por intermédio dos conteúdos do ensino, que são conteúdos de vida, tornar-se mais humano.
4. A administração escolar pode ser equiparada à administração de empresa, visto que cabe ao administrador escolar aprender as técnicas, os procedimentos e o espírito da complexa ciência do administrador de empresa de bens materiais de consumo, com vistas ao alcance dos objetivos educacionais.
Assinale a alternativa que apresenta
afirmativas corretas:
O trechos a seguir são os parágrafos finais do conto Gato gato gato, de Otto Lara Resende. Leia-os e responda à questão.
“O silêncio da tarde invariável. O intransponível muro entre o menino e tudo que não é o menino. A cidade, as casas, os quintais, a densa copa da mangueira de folhas avermelhadas. O (1) inatingível (2) céu azul.
Em cima do muro, indiferente aos cacos de vidro, um gato – outro gato, o sempre gato – transportava para a casa vizinha o (3) tédio de um mundo impenetrável. O vento quente que desgrenhou o mormaço trouxe de longe, de outros quintais, o vitorioso canto de um galo.”
Marque a alternativa que justifica corretamente a acentuação das palavras em destaque no texto.
Acentuam-se graficamente:
Os TEXTOS I e II são, respectivamente, fragmentos dos contos A caolha, de Júlia Lopes de Almeida, e Bar, de Ivan Ângelo. Depois de lê-los, responda à questão.
TEXTO I
“A caolha era uma mulher magra, alta, macilenta, peito fundo, busto arqueado, braços compridos, delgados, largos nos cotovelos, grossos nos pulsos; mãos grandes, ossudas, estragadas pelo reumatismo e pelo trabalho; unhas grossas, chatas e cinzentas, cabelo crespo, de uma cor indecisa entre o branco sujo e o louro grisalho, desse cabelo cujo contato parece deve ser áspero e espinhento; boca descaída, numa expressão de desprezo, pescoço longo, engelhado, como o pescoço dos urubus; dentes falhos e cariados. (...).”
TEXTO II
“A moça chegou com sapatinho baixo, saia curta, cabelos lisos castanhos arrumados em rabo-de-cavalo,
sorriu dentes branquinhos muito pequenos, como de primeira dentição, e falou o senhor me deixa telefonar?
de maneira inescapável. (...).”
“(...)
– Vai voltar para o Rio?
Ao ouvir a voz mansa, José Maria enternece-se. (1) Sentia-lhe no timbre a ressonância musical da antiga. (2) Sentou-se de novo; e fechando o rosto com as mãos, caiu no pranto. Achou-se ridículo, pediu desculpas. Duília, compassiva, tomou-lhe a mão, procurou (3) consolá-lo. Um sentimento comum (4) aproximava-os.
(...)”
Aníbal Machado. Conto Viagem aos seios de Duília.
Quanto à colocação dos pronomes em destaque, numerados e sublinhados, no texto, podemos afirmar
que:
O texto adiante é uma adaptação de trecho da matéria O samba enredo do direitista maluco, publicado na revista Caros Amigos, em abril de 2014. Leia-o, atentamente, e responda à questão proposta.
1 “Reedição da marcha com Deus, manifestações racistas e homofóbicas, justiça com
2 as próprias mãos, pedidos de volta da ditadura. A extrema direita volta a mostrar a
3 cara. Quem abre o Facebook ou participa de grupos de discussão na Internet já se
4 deparou com o samba do direitista maluco. Aqueles que (1) têm estômago fraco
5 pulem as (2) próximas linhas até o final deste parágrafo porque (3) contêm
6 exemplos explícitos do que se anda escrevendo por aí: ‘Sociedade quer que os
7 militares voltem a governar o Brasil.’ ‘Governo é cúmplice do terrorismo internacional.
8 Forças Armadas são nossa última esperança.’ (...) ‘Contra a doutrinação gay nas
9 cartilhas e na TV.’ (...).”
Quanto aos termos numerados entre parênteses e sublinhados em destaque no texto, é correto afirmar
que:
“O morro do Vidigal é um clássico do Rio de Janeiro. A vista dá para Ipanema e a favela é pequena e relativamente segura. Há pousadas com diárias de até 200 reais por dia por pessoa. Nos últimos anos, festas bacanas passaram a atrair um público rico e descolado. Um hotel de luxo está sendo erguido. Aos poucos, casas de um padrão mais alto estão sendo construídas. Artistas plásticos e gringos compraram imóveis ali. Os moradores recebem propostas atraentes e se mudam. Não são propostas milionárias. Apenas o suficiente para se transferirem para um lugar mais longe e um pouco — pouco — melhor. Os novos habitantes, aos poucos, impõem uma nova rotina e uma nova cara.
O que ocorre com o Vidigal é um processo de “gentrificação”, uma palavra horrenda, anglicismo não dicionarizado que deriva de “gentry” (o que é “de origem nobre”). Foi usada pela primeira vez para definir a mudança na paisagem urbana de San Francisco e de Toronto. E será cada vez mais ouvida.”
Fragmento do texto O que é ‘gentrificação’ e por que ela está gerando tanto barulho no Brasil
http://www.diariodocentrodomundo.com.br
O texto adiante relaciona trechos de matéria publicada em 14 de abril de 2014 no Portal Brasil, página eletrônica de comunicação do governo federal, e apresenta diversos defeitos e incorreções. Leia-o, atentamente, e responda à questão proposta.
“Nove a cada dez jovens acreditam que é possível mudar o mundo”
“Segundo o Censo 2010, último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os jovens ocupam, hoje, um quarto da população do País. (...) Um levantamento feito entre abril e maio de 2013, pela Secretaria Nacional da Juventude (SNJ) da Secretaria Geral da Presidência da República, para analisar o perfil dos jovens brasileiros, detalha um pouco mais essa porcentagem. (...).
Entre os assuntos que os jovens consideram mais importantes para serem discutidos pela sociedade estão a desigualdade social e pobreza, para 40%, e drogas e violência, para 38% dos jovens que participaram da pesquisa da Secretaria Nacional da Juventude. Em seguida vêm política (33%), cidadania e direitos humanos (32%), educação e futuro profissional (25%), racismo (25%) e meio-ambiente e desenvolvimento sustentável (24%). E por fim, o que os jovens avaliam como mais positivo no Brasil é, em primeiro lugar, a possibilidade de estudar (63%) e em segundo lugar, a liberdade de expressão. Apenas 4% dos jovens declaram que não há nada de positivo no País.
Podendo aí se subentender uma característica de sonhador e batalhador do jovem brasileiro, (1) o estudo da SNJ mostra também que é muito clara para eles a percepção sobre a capacidade da juventude de mudar o mundo. Cerca de nove em cada dez dos entrevistados responderam que os jovens podem mudar o mundo, sendo que para 7, eles podem mudá-lo e muito.”
Fonte: Portal Brasil, com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, da Secretaria Nacional da Juventude e do Ministério do Trabalho e Emprego
O texto adiante é um trecho de entrevista de Jean Marc Van der Weid – ex-estudante de Engenharia Química da UFRJ (1966) e presidente da UNE (1969) – que integra publicação da UFRJ. Leia-o, atentamente, e responda à questão proposta a seguir.
“Em 68, por exemplo, uma parte significativa das lideranças do movimento estudantil vai para a luta armada, para a clandestinidade e sofre as conseqüências dessa opção, por que as relações de forças eram extremamente negativas, e há um massacre. A esquerda simplesmente deixa de existir como força organizada por um período significativo, eu diria até, 76, 77. No final de 78, a esquerda está reduzida a quase nada, com ações muito fragmentadas aqui e ali. Então uma parte dessa vanguarda do movimento estudantil some nesse momento. Outros foram encontrando outros caminhos (...)”.
Quanto à tipologia textual, podemos afirmar que no trecho predominam as características do texto: