Questões de Concurso Para consulplan

Foram encontradas 19.890 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q496642 Raciocínio Lógico
Carlos fez a seguinte compra em um mercado:

imagem-002.jpg

Ele pagou R$ 54,72, tendo um desconto de 10%. O preço da unidade do refrigerante neste mercado é igual a
Alternativas
Q496641 Raciocínio Lógico
João formou um baralho de 30 cartas numeradas de 1 a 5, cada número com cartas de 6 cores distintas. A probabilidade de se tirar ao mesmo tempo deste baralho 3 cartas de mesmo número é
Alternativas
Q496639 Raciocínio Lógico

Sejam os conjuntos A = {0, {1}, {2}, {3, 4}} e B = {ø, 2, {3}, {0, 3}}. Diante das informações, analise.

I.   3 ∈ B
II. {3, 4} ∈ A
III. ø Imagem associada para resolução da questão A
IV. ø ∈ B

Estão corretas apenas as alternativas
Alternativas
Q496638 Português
Texto

                                                                                   1º/4/1964 – Cena de rua

    Minha filha chega da escola dizendo que há revolução na rua. Em companhia de Carlos Drummond de Andrade,
meu vizinho no Posto 6, fui ver o que estava se passando.
    Vejo um general comandar alguns rapazes naquilo que mais tarde um repórter chamou de “gloriosa barricada”. Os
rapazes arrancam bancos e árvores impedem o cruzamento da av. Atlântica com a rua Joaquim Nabuco. O general
destina-se a missão mais importante: apanha dois paralelepípedos e concentra-se na façanha de colocar um em cima do
outro. Vendo-o em tarefa tão insignificante, pergunto-lhe para que aqueles paralelepípedos tão sabiamente colocados
um sobre o outro. “Isso é para impedir os tanques do 1º Exército!”
    Acreditava, até então, que dificilmente se deteria um exército com dois paralelepípedos ali na esquina da rua onde
moro. Ouço no rádio que a medida do general foi eficaz: o 1º Exército, em sabendo que havia tão sólida resistência,
desistiu do vexame: aderiu aos que se chamavam de rebeldes.
    Nessa altura, há confusão na av. N. S. de Copacabana, pois ninguém sabe o que significa “aderir aos rebeldes”. A
confusão é rápida. Não há rebeldes e todos, rebeldes ou não, aderem, que a natural tendência da humana espécie é
aderir. Erguem o general em triunfo. Vejo o bravo general passar em glória sobre minha cabeça.
    Olho o chão, os dois paralelepípedos lá estão, intactos, invencidos, um em cima do outro. Vou lá, com a ponta do
sapato tento derrubá-los. É coisa fácil. Das janelas, cai papel picado. Senhoras pias exibem seus pios lençóis e surge uma
bandeira nacional. Cantam o hino e declaram todos que a pátria está salva.
    Minha filha, ao meu lado, pede uma explicação para aquilo tudo. “É carnaval, papai?” “Não.” “É Copa do Mundo?”
“Também não.”
    Ela fica sem saber o que é. Eu também. Recolho-me ao sossego e sinto na boca um gosto azedo de covardia.

(Carlos Heitor Cony. Cena de rua. Folha de São Paulo. 01/04/2014.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/carlosheitorcony/2014/04/1433846-141964---cena-de-rua.shtml.)



Releia o trecho a seguir.

Minha filha, ao meu lado, pede uma explicação para aquilo tudo. “É carnaval, papai?” “Não.” “É Copa do Mundo?”
“Também não.”


As frases que aparecem entre aspas reproduzem um diálogo cujas falas foram enunciadas, respectivamente, pela filha,
Alternativas
Q496637 Português
Texto

                                                                                   1º/4/1964 – Cena de rua

    Minha filha chega da escola dizendo que há revolução na rua. Em companhia de Carlos Drummond de Andrade,
meu vizinho no Posto 6, fui ver o que estava se passando.
    Vejo um general comandar alguns rapazes naquilo que mais tarde um repórter chamou de “gloriosa barricada”. Os
rapazes arrancam bancos e árvores impedem o cruzamento da av. Atlântica com a rua Joaquim Nabuco. O general
destina-se a missão mais importante: apanha dois paralelepípedos e concentra-se na façanha de colocar um em cima do
outro. Vendo-o em tarefa tão insignificante, pergunto-lhe para que aqueles paralelepípedos tão sabiamente colocados
um sobre o outro. “Isso é para impedir os tanques do 1º Exército!”
    Acreditava, até então, que dificilmente se deteria um exército com dois paralelepípedos ali na esquina da rua onde
moro. Ouço no rádio que a medida do general foi eficaz: o 1º Exército, em sabendo que havia tão sólida resistência,
desistiu do vexame: aderiu aos que se chamavam de rebeldes.
    Nessa altura, há confusão na av. N. S. de Copacabana, pois ninguém sabe o que significa “aderir aos rebeldes”. A
confusão é rápida. Não há rebeldes e todos, rebeldes ou não, aderem, que a natural tendência da humana espécie é
aderir. Erguem o general em triunfo. Vejo o bravo general passar em glória sobre minha cabeça.
    Olho o chão, os dois paralelepípedos lá estão, intactos, invencidos, um em cima do outro. Vou lá, com a ponta do
sapato tento derrubá-los. É coisa fácil. Das janelas, cai papel picado. Senhoras pias exibem seus pios lençóis e surge uma
bandeira nacional. Cantam o hino e declaram todos que a pátria está salva.
    Minha filha, ao meu lado, pede uma explicação para aquilo tudo. “É carnaval, papai?” “Não.” “É Copa do Mundo?”
“Também não.”
    Ela fica sem saber o que é. Eu também. Recolho-me ao sossego e sinto na boca um gosto azedo de covardia.

(Carlos Heitor Cony. Cena de rua. Folha de São Paulo. 01/04/2014.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/carlosheitorcony/2014/04/1433846-141964---cena-de-rua.shtml.)



A palavra “invencidos”, que aparece no 5º§ do texto, foi formada pelo processo de
Alternativas
Q496636 Português
Texto

                                                                                   1º/4/1964 – Cena de rua

    Minha filha chega da escola dizendo que há revolução na rua. Em companhia de Carlos Drummond de Andrade,
meu vizinho no Posto 6, fui ver o que estava se passando.
    Vejo um general comandar alguns rapazes naquilo que mais tarde um repórter chamou de “gloriosa barricada”. Os
rapazes arrancam bancos e árvores impedem o cruzamento da av. Atlântica com a rua Joaquim Nabuco. O general
destina-se a missão mais importante: apanha dois paralelepípedos e concentra-se na façanha de colocar um em cima do
outro. Vendo-o em tarefa tão insignificante, pergunto-lhe para que aqueles paralelepípedos tão sabiamente colocados
um sobre o outro. “Isso é para impedir os tanques do 1º Exército!”
    Acreditava, até então, que dificilmente se deteria um exército com dois paralelepípedos ali na esquina da rua onde
moro. Ouço no rádio que a medida do general foi eficaz: o 1º Exército, em sabendo que havia tão sólida resistência,
desistiu do vexame: aderiu aos que se chamavam de rebeldes.
    Nessa altura, há confusão na av. N. S. de Copacabana, pois ninguém sabe o que significa “aderir aos rebeldes”. A
confusão é rápida. Não há rebeldes e todos, rebeldes ou não, aderem, que a natural tendência da humana espécie é
aderir. Erguem o general em triunfo. Vejo o bravo general passar em glória sobre minha cabeça.
    Olho o chão, os dois paralelepípedos lá estão, intactos, invencidos, um em cima do outro. Vou lá, com a ponta do
sapato tento derrubá-los. É coisa fácil. Das janelas, cai papel picado. Senhoras pias exibem seus pios lençóis e surge uma
bandeira nacional. Cantam o hino e declaram todos que a pátria está salva.
    Minha filha, ao meu lado, pede uma explicação para aquilo tudo. “É carnaval, papai?” “Não.” “É Copa do Mundo?”
“Também não.”
    Ela fica sem saber o que é. Eu também. Recolho-me ao sossego e sinto na boca um gosto azedo de covardia.

(Carlos Heitor Cony. Cena de rua. Folha de São Paulo. 01/04/2014.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/carlosheitorcony/2014/04/1433846-141964---cena-de-rua.shtml.)



No trecho “Erguem o general em triunfo.” (4º§), o sujeito da ação expressa pelo verbo “erguer”
Alternativas
Q496635 Português
Texto

                                                                                   1º/4/1964 – Cena de rua

    Minha filha chega da escola dizendo que há revolução na rua. Em companhia de Carlos Drummond de Andrade,
meu vizinho no Posto 6, fui ver o que estava se passando.
    Vejo um general comandar alguns rapazes naquilo que mais tarde um repórter chamou de “gloriosa barricada”. Os
rapazes arrancam bancos e árvores impedem o cruzamento da av. Atlântica com a rua Joaquim Nabuco. O general
destina-se a missão mais importante: apanha dois paralelepípedos e concentra-se na façanha de colocar um em cima do
outro. Vendo-o em tarefa tão insignificante, pergunto-lhe para que aqueles paralelepípedos tão sabiamente colocados
um sobre o outro. “Isso é para impedir os tanques do 1º Exército!”
    Acreditava, até então, que dificilmente se deteria um exército com dois paralelepípedos ali na esquina da rua onde
moro. Ouço no rádio que a medida do general foi eficaz: o 1º Exército, em sabendo que havia tão sólida resistência,
desistiu do vexame: aderiu aos que se chamavam de rebeldes.
    Nessa altura, há confusão na av. N. S. de Copacabana, pois ninguém sabe o que significa “aderir aos rebeldes”. A
confusão é rápida. Não há rebeldes e todos, rebeldes ou não, aderem, que a natural tendência da humana espécie é
aderir. Erguem o general em triunfo. Vejo o bravo general passar em glória sobre minha cabeça.
    Olho o chão, os dois paralelepípedos lá estão, intactos, invencidos, um em cima do outro. Vou lá, com a ponta do
sapato tento derrubá-los. É coisa fácil. Das janelas, cai papel picado. Senhoras pias exibem seus pios lençóis e surge uma
bandeira nacional. Cantam o hino e declaram todos que a pátria está salva.
    Minha filha, ao meu lado, pede uma explicação para aquilo tudo. “É carnaval, papai?” “Não.” “É Copa do Mundo?”
“Também não.”
    Ela fica sem saber o que é. Eu também. Recolho-me ao sossego e sinto na boca um gosto azedo de covardia.

(Carlos Heitor Cony. Cena de rua. Folha de São Paulo. 01/04/2014.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/carlosheitorcony/2014/04/1433846-141964---cena-de-rua.shtml.)



O trecho “[...] declaram todos que a pátria está salva.” (5º§) está, sintaticamente, estruturado na ordem inversa, ou indireta. Assinale a alternativa em que ele foi devidamente reorganizado na ordem canônica, ou direta.
Alternativas
Q496634 Português
Texto

                                                                                   1º/4/1964 – Cena de rua

    Minha filha chega da escola dizendo que há revolução na rua. Em companhia de Carlos Drummond de Andrade,
meu vizinho no Posto 6, fui ver o que estava se passando.
    Vejo um general comandar alguns rapazes naquilo que mais tarde um repórter chamou de “gloriosa barricada”. Os
rapazes arrancam bancos e árvores impedem o cruzamento da av. Atlântica com a rua Joaquim Nabuco. O general
destina-se a missão mais importante: apanha dois paralelepípedos e concentra-se na façanha de colocar um em cima do
outro. Vendo-o em tarefa tão insignificante, pergunto-lhe para que aqueles paralelepípedos tão sabiamente colocados
um sobre o outro. “Isso é para impedir os tanques do 1º Exército!”
    Acreditava, até então, que dificilmente se deteria um exército com dois paralelepípedos ali na esquina da rua onde
moro. Ouço no rádio que a medida do general foi eficaz: o 1º Exército, em sabendo que havia tão sólida resistência,
desistiu do vexame: aderiu aos que se chamavam de rebeldes.
    Nessa altura, há confusão na av. N. S. de Copacabana, pois ninguém sabe o que significa “aderir aos rebeldes”. A
confusão é rápida. Não há rebeldes e todos, rebeldes ou não, aderem, que a natural tendência da humana espécie é
aderir. Erguem o general em triunfo. Vejo o bravo general passar em glória sobre minha cabeça.
    Olho o chão, os dois paralelepípedos lá estão, intactos, invencidos, um em cima do outro. Vou lá, com a ponta do
sapato tento derrubá-los. É coisa fácil. Das janelas, cai papel picado. Senhoras pias exibem seus pios lençóis e surge uma
bandeira nacional. Cantam o hino e declaram todos que a pátria está salva.
    Minha filha, ao meu lado, pede uma explicação para aquilo tudo. “É carnaval, papai?” “Não.” “É Copa do Mundo?”
“Também não.”
    Ela fica sem saber o que é. Eu também. Recolho-me ao sossego e sinto na boca um gosto azedo de covardia.

(Carlos Heitor Cony. Cena de rua. Folha de São Paulo. 01/04/2014.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/carlosheitorcony/2014/04/1433846-141964---cena-de-rua.shtml.)



O vocábulo “que” desempenha, na Língua Portuguesa, funções morfossintáticas diferentes. Releia, então, os seguintes trechos do texto:

1. “Minha filha chega da escola dizendo que há revolução na rua.” (1º§)
2. “Acreditava, até então, que dificilmente se deteria um exército com dois paralelepípedos [...]” (3º§)
Com base nos trechos apresentados, analise as afirmativas.
I. O trecho 1 é formado por três verbos e o trecho 2, por dois verbos.
II. Nos dois trechos, o vocábulo “que” desempenha a mesma função sintática.
III. O vocábulo “que” foi usado, em ambos os trechos, para retomar informações anteriormente expressas.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Q496631 Português
Texto

                                                                                   1º/4/1964 – Cena de rua

    Minha filha chega da escola dizendo que há revolução na rua. Em companhia de Carlos Drummond de Andrade,
meu vizinho no Posto 6, fui ver o que estava se passando.
    Vejo um general comandar alguns rapazes naquilo que mais tarde um repórter chamou de “gloriosa barricada”. Os
rapazes arrancam bancos e árvores impedem o cruzamento da av. Atlântica com a rua Joaquim Nabuco. O general
destina-se a missão mais importante: apanha dois paralelepípedos e concentra-se na façanha de colocar um em cima do
outro. Vendo-o em tarefa tão insignificante, pergunto-lhe para que aqueles paralelepípedos tão sabiamente colocados
um sobre o outro. “Isso é para impedir os tanques do 1º Exército!”
    Acreditava, até então, que dificilmente se deteria um exército com dois paralelepípedos ali na esquina da rua onde
moro. Ouço no rádio que a medida do general foi eficaz: o 1º Exército, em sabendo que havia tão sólida resistência,
desistiu do vexame: aderiu aos que se chamavam de rebeldes.
    Nessa altura, há confusão na av. N. S. de Copacabana, pois ninguém sabe o que significa “aderir aos rebeldes”. A
confusão é rápida. Não há rebeldes e todos, rebeldes ou não, aderem, que a natural tendência da humana espécie é
aderir. Erguem o general em triunfo. Vejo o bravo general passar em glória sobre minha cabeça.
    Olho o chão, os dois paralelepípedos lá estão, intactos, invencidos, um em cima do outro. Vou lá, com a ponta do
sapato tento derrubá-los. É coisa fácil. Das janelas, cai papel picado. Senhoras pias exibem seus pios lençóis e surge uma
bandeira nacional. Cantam o hino e declaram todos que a pátria está salva.
    Minha filha, ao meu lado, pede uma explicação para aquilo tudo. “É carnaval, papai?” “Não.” “É Copa do Mundo?”
“Também não.”
    Ela fica sem saber o que é. Eu também. Recolho-me ao sossego e sinto na boca um gosto azedo de covardia.

(Carlos Heitor Cony. Cena de rua. Folha de São Paulo. 01/04/2014.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/carlosheitorcony/2014/04/1433846-141964---cena-de-rua.shtml.)



De modo geral, os verbos são flexionados no presente do indicativo para exprimirem fatos que ocorrem no mesmo momento em que o falante os observa. Porém, esse tempo verbal também pode ser empregado para fazer referência a fatos passados,
Alternativas
Q496630 Português
Texto

                                                                                   1º/4/1964 – Cena de rua

    Minha filha chega da escola dizendo que há revolução na rua. Em companhia de Carlos Drummond de Andrade,
meu vizinho no Posto 6, fui ver o que estava se passando.
    Vejo um general comandar alguns rapazes naquilo que mais tarde um repórter chamou de “gloriosa barricada”. Os
rapazes arrancam bancos e árvores impedem o cruzamento da av. Atlântica com a rua Joaquim Nabuco. O general
destina-se a missão mais importante: apanha dois paralelepípedos e concentra-se na façanha de colocar um em cima do
outro. Vendo-o em tarefa tão insignificante, pergunto-lhe para que aqueles paralelepípedos tão sabiamente colocados
um sobre o outro. “Isso é para impedir os tanques do 1º Exército!”
    Acreditava, até então, que dificilmente se deteria um exército com dois paralelepípedos ali na esquina da rua onde
moro. Ouço no rádio que a medida do general foi eficaz: o 1º Exército, em sabendo que havia tão sólida resistência,
desistiu do vexame: aderiu aos que se chamavam de rebeldes.
    Nessa altura, há confusão na av. N. S. de Copacabana, pois ninguém sabe o que significa “aderir aos rebeldes”. A
confusão é rápida. Não há rebeldes e todos, rebeldes ou não, aderem, que a natural tendência da humana espécie é
aderir. Erguem o general em triunfo. Vejo o bravo general passar em glória sobre minha cabeça.
    Olho o chão, os dois paralelepípedos lá estão, intactos, invencidos, um em cima do outro. Vou lá, com a ponta do
sapato tento derrubá-los. É coisa fácil. Das janelas, cai papel picado. Senhoras pias exibem seus pios lençóis e surge uma
bandeira nacional. Cantam o hino e declaram todos que a pátria está salva.
    Minha filha, ao meu lado, pede uma explicação para aquilo tudo. “É carnaval, papai?” “Não.” “É Copa do Mundo?”
“Também não.”
    Ela fica sem saber o que é. Eu também. Recolho-me ao sossego e sinto na boca um gosto azedo de covardia.

(Carlos Heitor Cony. Cena de rua. Folha de São Paulo. 01/04/2014.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/carlosheitorcony/2014/04/1433846-141964---cena-de-rua.shtml.)



Quando escrevem textos, os autores podem optar entre dois modos diferentes para ordenar o tempo: instalar um marco temporal no texto ou usar o próprio momento de produção (momento da escrita: agora) como ponto de referência temporal. No caso da crônica lida, o autor optou por
Alternativas
Q496629 Português
Texto

                                                                                   1º/4/1964 – Cena de rua

    Minha filha chega da escola dizendo que há revolução na rua. Em companhia de Carlos Drummond de Andrade,
meu vizinho no Posto 6, fui ver o que estava se passando.
    Vejo um general comandar alguns rapazes naquilo que mais tarde um repórter chamou de “gloriosa barricada”. Os
rapazes arrancam bancos e árvores impedem o cruzamento da av. Atlântica com a rua Joaquim Nabuco. O general
destina-se a missão mais importante: apanha dois paralelepípedos e concentra-se na façanha de colocar um em cima do
outro. Vendo-o em tarefa tão insignificante, pergunto-lhe para que aqueles paralelepípedos tão sabiamente colocados
um sobre o outro. “Isso é para impedir os tanques do 1º Exército!”
    Acreditava, até então, que dificilmente se deteria um exército com dois paralelepípedos ali na esquina da rua onde
moro. Ouço no rádio que a medida do general foi eficaz: o 1º Exército, em sabendo que havia tão sólida resistência,
desistiu do vexame: aderiu aos que se chamavam de rebeldes.
    Nessa altura, há confusão na av. N. S. de Copacabana, pois ninguém sabe o que significa “aderir aos rebeldes”. A
confusão é rápida. Não há rebeldes e todos, rebeldes ou não, aderem, que a natural tendência da humana espécie é
aderir. Erguem o general em triunfo. Vejo o bravo general passar em glória sobre minha cabeça.
    Olho o chão, os dois paralelepípedos lá estão, intactos, invencidos, um em cima do outro. Vou lá, com a ponta do
sapato tento derrubá-los. É coisa fácil. Das janelas, cai papel picado. Senhoras pias exibem seus pios lençóis e surge uma
bandeira nacional. Cantam o hino e declaram todos que a pátria está salva.
    Minha filha, ao meu lado, pede uma explicação para aquilo tudo. “É carnaval, papai?” “Não.” “É Copa do Mundo?”
“Também não.”
    Ela fica sem saber o que é. Eu também. Recolho-me ao sossego e sinto na boca um gosto azedo de covardia.

(Carlos Heitor Cony. Cena de rua. Folha de São Paulo. 01/04/2014.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/carlosheitorcony/2014/04/1433846-141964---cena-de-rua.shtml.)



A linguagem verbal pode ser utilizada com finalidades bem diferentes. As ações de narrar e relatar, por exemplo, diferenciam-se porque, numa narração, busca-se recriar, fantasiar fatos que aconteceram, ou poderiam acontecer, ou não aconteceram, ou não poderiam acontecer na realidade, isto é, no mundo conhecido. Por outro lado, relatar é representar experiências vividas. Então, de acordo com essa distinção entre narração e relato, é correto afirmar que o fato mencionado por Carlos Heitor Cony é um exemplo da linguagem verbal sendo utilizada para
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CONSULPLAN Órgão: MAPA Prova: CONSULPLAN - 2014 - MAPA - Psicólogo |
Q495913 Conhecimentos Gerais
Em 2013, a diplomacia brasileira obteve uma importante vitória com a eleição de Roberto Azevêdo para o posto de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) – mais importante cargo já assumido por um brasileiro em uma instituição multilateral. Vitorioso, com o apoio dos demais países do BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul), Azevêdo obteve seu primeiro êxito, alguns meses após sua posse, com a
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CONSULPLAN Órgão: MAPA Prova: CONSULPLAN - 2014 - MAPA - Psicólogo |
Q495908 Psicologia
Em relação à teoria da personalidade, o autor Dalgalarrondo (2008) afirma que “os transtornos da personalidade, embora de modo geral produzam consequências muito penosas para o indivíduo, familiares e pessoas próximas, não são facilmente modificáveis por meio das experiências da vida, tendem, antes, a permanecer estáveis ao longo de toda vida”.
Sobre as principais características dos transtornos de personalidade, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) “O menino é o pai do homem”, geralmente, os transtornos de personalidade surgem na infância ou adolescência e
          tendem a permanecer relativamente estáveis ao longo da vida do indivíduo.
( ) É comum manifestar nos transtornos de personalidade um conjunto
         de comportamentos e reações afetivas claramente desarmônicos,
          envolvendo vários aspectos da vida do indivíduo.
( ) O padrão anormal de comportamento inclui muitos aspectos, porém,
         estes são equivalentes apenas ao psiquismo, e não à vida social do indivíduo.
( ) Os transtornos de personalidade são condições não relacionadas diretamente à
         lesão cerebral evidente ou a outro transtorno psiquiátrico,
         ressaltando que pode apresentar alterações de personalidade secundárias à lesão cerebral.
( ) O transtorno de personalidade contribui para o mau desempenho ocupacional,
        entretanto, no social, esse desempenho não é precário,
         não chega a ser considerado como mau desempenho.

A sequência está correta em
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CONSULPLAN Órgão: MAPA Prova: CONSULPLAN - 2014 - MAPA - Psicólogo |
Q495907 Psicologia
Dentro dos fatores sociais na anormalidade, o autor Cordioli (2008) menciona “um tipo de transtorno que é uma condição clínica primária, com uma prevalência geral na população de 68%, sendo considerado o quarto transtorno mental mais comum. A presença desse quadro é um fator de risco à manifestação de outros transtornos mentais, sobretudo transtornos de ansiedade, humor e abuso de substâncias." Os dados mencionados anteriormente referem‐se ao transtorno
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CONSULPLAN Órgão: MAPA Prova: CONSULPLAN - 2014 - MAPA - Psicólogo |
Q495906 Psicologia
De acordo com a terapia cognitiva de Beck, começando na infância, as pessoas desenvolvem determinadas crenças sobre si mesmas, outras pessoas e seus mundos. Suas crenças mais centrais ou crenças centrais são entendimentos tão fundamentais e profundos que as pessoas frequentemente não os articulam, sequer para si mesmas. Analise as seguintes categorias de crenças centrais:

eu sou impotente;
eu sou inadequado;
eu sou incompetente;
eu sou desrespeitado.

As categorias mencionadas sugerem crenças centrais típicas de
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CONSULPLAN Órgão: MAPA Prova: CONSULPLAN - 2014 - MAPA - Psicólogo |
Q495905 Psicologia
“A terapia cognitiva foi desenvolvida por Aron T. Beck, na Universidade da Pensilvânia, no início da década de 60, como uma psicoterapia breve, estruturada, orientada ao presente para depressão, direcionada a resolver problemas atuais e a modificar pensamentos e comportamentos disfuncionais.” (Beck, 1964.)

De acordo com a definição da terapia cognitiva apresentada, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Visa ter um tempo limitado, suas sessões são estruturadas e, inicialmente, enfatiza o presente.
( ) É educativa, visa ensinar o paciente a ser seu próprio terapeuta, enfatizando a prevenção de recaída.
( ) Requer uma aliança terapêutica segura, enfatizando a colaboração e participação ativa do paciente.
( ) Está correntemente sendo aplicada no mundo inteiro como o único tratamento
         ou um tratamento adjuntivo para outros transtornos.
( ) O modelo cognitivo propõe que o pensamento distorcido ou disfuncional,
         o qual influencia o humor e o comportamento do paciente, seja comum
          a todos os distúrbios psicológicos.

A sequência está correta em
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CONSULPLAN Órgão: MAPA Prova: CONSULPLAN - 2014 - MAPA - Psicólogo |
Q495904 Psicologia
De acordo com a Resolução CFP nº 007/2003, que institui o manual de elaboração de documentos escritos e produzidos pelo psicólogo, relacione as modalidades de documentos às respectivas finalidades e conceito.

1. Declaração.
2. Parecer psicológico.
3. Atestado psicológico.
4. Relatório/laudo psicológico.

( ) Apresentação descritiva acerca de situações ou condições psicológicas
         e suas determinações históricas, sociais,
          políticas e culturais pesquisadas no processo de avaliação psicológica.
( ) Documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo psicológico,
         cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo. ( ) Documento que visa informar a ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionadas ao atendimento psicológico.
( ) Documento que certifica uma determinada situação ou estado psicológico, afirmando, dessa forma,
          sobre as condições psicológicas de quem por requerimento o solicita.

A sequência está correta em
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CONSULPLAN Órgão: MAPA Prova: CONSULPLAN - 2014 - MAPA - Psicólogo |
Q495903 Psicologia
Em  relação  ao  desenvolvimento  humano  e  à  interação  social  do  ponto  de  vista  psicológico,  “a  pressão  subjetiva  exercida  pelo  atual  sistema  de  trabalho  origina  efeito  danoso  à  saúde  do  trabalhador,  designando  algum  tipo  de  sofrimento  físico ou psíquico, agravando o desgaste provocado pelo  trabalho."  (Bock,  2008.) Relacione as  síndromes,  lesões e distúrbios desenvolvidos no ambiente de trabalho às respectivas definições. 

1. Lesão da Ler.  
2. Distúrbio Dort.  
3. Síndrome Burnout.

(     ) Causado(a) por distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho.  
(     ) Geralmente, causado(a) pelo esforço repetitivo.  
(     ) Refere‐se ao esgotamento nervoso, em geral produzido(a) pelo stress, que leva a depressão, apatia e dificuldade de se manter na situação de trabalho.

A sequência está correta em
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CONSULPLAN Órgão: MAPA Prova: CONSULPLAN - 2014 - MAPA - Psicólogo |
Q495902 Psicologia
“Segundo Strupp (1978), a psicoterapia é um método de tratamento mediante o qual um profissional treinado, valendo-se de meios psicológicos, especialmente a comunicação verbal e a relação terapêutica, realiza, deliberadamente, uma variedade de intervenções, com o intuito de influenciar um cliente ou paciente, auxiliando-o a modificar problemas de natureza emocional, cognitiva e comportamental, já que ele o procurou com esta finalidade.” (Cordioli, 2008.)

Acerca das características e elementos comuns a todas as psicoterapias, analise as afirmativas.

I. As psicoterapias ocorrem no contexto de uma relação de confiança emocionalmente carregada em relação ao terapeuta.
II. A psicoterapia ocorre em um contexto terapêutico, no qual o paciente acredita que o terapeuta irá ajudá-lo, mas nem sempre o paciente acredita que esse objetivo será alcançado.
III. Existe um esquema conceitual ou um mito que provê uma explicação plausível para o desconforto (sintoma ou problema) e um procedimento ou ritual para ajudar o paciente a resolvê-lo.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Ano: 2014 Banca: CONSULPLAN Órgão: MAPA Prova: CONSULPLAN - 2014 - MAPA - Psicólogo |
Q495901 Psicologia
“Jorge, 26 anos, solteiro, mora com a mãe e nunca trabalhou. Seu pai tem diagnóstico de transtorno bipolar, com vários episódios maníacos e depressivos ao longo da vida e com baixa adesão a tratamentos, tendo se separado da mãe em um desses episódios. A mãe procurou tratamento para Jorge quando ele estava com 19 anos. Em entrevista psicológica, ela relatou que Jorge estava apresentando problemas de comportamento: insônia, preocupação excessiva com o fato do que os outros poderiam estar falando dele, ideia de que as pessoas poderiam ler seus pensamentos, impossibilidade de assistir à TV porque pensava que os apresentadores dos noticiários estavam lhe enviando mensagens, descuido da higiene pessoal (não tomar banho, não trocar de roupa e não fazer a barba) e medo de sair na rua. Jorge interrompeu a faculdade no segundo semestre e não conseguiu mais retornar. Esteve internado quatro vezes em dois anos. Quando melhorava, voltava para casa, mas após alguns meses começava a utilizar de forma irregular os medicamentos e adoecia novamente.”

                                                                                                                               (Cordioli, 2008. Adaptado.)

Analise o caso clínico anterior e marque a alternativa que apresenta corretamente a hipótese diagnóstica e o tratamento mais adequado.
Alternativas
Respostas
12481: B
12482: D
12483: B
12484: A
12485: C
12486: B
12487: A
12488: C
12489: D
12490: C
12491: D
12492: A
12493: B
12494: D
12495: A
12496: A
12497: A
12498: B
12499: D
12500: C