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Questões de Concurso Comentadas para consulplan

Foram encontradas 15.258 questões

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Q1102847 Redes de Computadores
Servidores proxy normalmente fornecem acesso a servidores web http:// e https://, além de servidores ftp://. Ao contrário da permissão de acesso total à Internet, um servidor proxy permite que se faça solicitações apenas para determinados serviços fora da rede local. O serviço de proxy pode ser detectado automaticamente, ou também configurado manualmente. Na configuração manual, alguns campos devem ser preenchidos, como o HTTP Proxy, Port etc. O campo Port refere-se à porta que o serviço Proxy vai utilizar, que já é definida por padrão, considerando que essa porta pode ser alterada nas configurações de sua rede. A porta padrão utilizada pelo serviço Proxy é:
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Q1102846 Sistemas Operacionais
O gerenciamento de impressoras nos sistemas Linux é feito por um programa denominado CUPS (Common UNIX Printing System). O CUPS se tornou padrão para impressão em sistemas Linux e em sistemas operacionais do tipo UNIX. A configuração do CUPS pode ser feita a partir de um navegador, pois oferece uma interface baseada na Web para adicionar e gerenciar impressoras. Com o serviço cupsd em execução, para o gerenciamento de impressão, basta digitar no navegador localhost:
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Q1102845 Noções de Informática
Eventualmente, o Windows XP pode apresentar algum problema na inicialização. Geralmente, quando isso ocorre é porque houve um desligamento incorreto do sistema. Problemas de inicialização podem atrapalhar muito, ainda mais para quem depende do computador para trabalhar. Quando o Windows XP é o único sistema do computador, ou seja, a máquina não está em dual boot, o problema é, de fato, relacionado ao Windows. Para solucionar isso, muitas vezes é necessário reiniciar a máquina em Modo de Segurança, pois, dessa forma, algumas ações podem ser desfeitas, como, por exemplo, a desinstalação de algum aplicativo, mudança de configuração do sistema, dentre outros. Para acessar o Modo de Segurança, deve ser acionada essa ação ao reiniciar a máquina, através de uma tecla de função. Qual tecla deve ser acionada para acessar o Modo de Segurança, do Windows XP (Configuração Local, Idioma Português-Brasil)?
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Q1102844 Noções de Informática
No Windows XP, após a instalação, a melhor maneira de visualizar seus arquivos e, caso necessário organizá-los, é utilizar o Windows Explorer, pois com ele é possível ter uma visão de toda a estrutura de diretórios do Windows. No Windows XP (Configuração Local, Idioma Português-Brasil) quando se está trabalhando com o Windows Explorer, duas teclas têm funções muito importantes que são: exibir a caixa de diálogo Localizar com a pasta atual exibida na lista Pesquisar; e, Abrir a lista suspensa da barra de ferramentas Barra de Endereços. Essas duas teclas de função são:
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Q1102843 Redes de Computadores
O DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol – Protocolo de Configuração Dinâmica de Hosts) é um protocolo da camada de aplicação, responsável por atribuir endereços IP (Internet Protocol – Protocolo de Internet) às máquinas da rede, desde que o mesmo esteja habilitado no servidor. É um protocolo cliente-servidor, onde o cliente envia uma mensagem de solicitação, sendo que o servidor retorna a mensagem de resposta. O DHCP utiliza duas portas na sua operação, uma para origem e outra para destino. Quais são as duas portas que o protocolo DHCP utiliza?
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Q1102842 Sistemas Operacionais
A configuração de rede nos Sistemas Operacionais pode ser feita de duas maneiras: estática e dinâmica. Na configuração estática o usuário deve definir, manualmente, as configurações de rede da estação. Na configuração dinâmica, quem se encarrega de realizar as configurações da estação é o protocolo DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol – Protocolo de Configuração Dinâmica de Hosts). Este protocolo deve estar habilitado no servidor. Na distribuição Linux Debian, o arquivo dhcpd.conf dever ser configurado. Assinale a alternativa que apresenta o caminho correto desse arquivo.
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Q1102841 Sistemas Operacionais

Na instalação e customização de um sistema Linux Debian, uma partição única pode ser utilizada, sendo que uma partição de swap deve ser configurada separadamente. A swap é uma área, um espaço zerado, que permite ao sistema usar armazenamento de disco como se fosse uma memória virtual. Usuários mais experientes criam partições separadas, por questões de segurança. Acerca de alguns dos diretórios de instalação do Linux Debian, relacione adequadamente as colunas a seguir.


1. boot.

2. dev.

3. etc.

4. proc.

5. sbin.

6. opt.


( ) Pacotes de aplicativos e programas adicionais.

( ) Diretório virtual contendo informações do sistema (kernels 2.4 e 2.6).

( ) Arquivos de dispositivos.

( ) Binários essenciais do sistema.

( ) Configurações de sistema específicas da máquina.

( ) Arquivos estáticos do gerenciador de partida.


A sequência está correta em

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Q1102840 Arquitetura de Computadores

Identificar algum problema, quando um computador não está inicializando de maneira correta, ou não se tem muita experiência no assunto, pode não ser uma tarefa muito tranquila. Diversos autores trazem algumas dicas muito interessantes quando os problemas estão relacionados com memória, vídeo, teclados, entre outros. Vários contratempos podem ser identificados apenas com o tipo de bip que é emitido quando se liga o computador. Dependendo da BIOS do equipamento pode ter alguma variação, mas, no geral, alguns bips são bem definidos. “Imagine que ao ligar o computador escuta-se alguns bips com o seguinte padrão: três bips longos.” Qual é o tipo de ERRO que está sendo indicado?

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Q1102839 Arquitetura de Computadores
Muitos equipamentos de informática, às vezes, apresentam problemas que podem estar relacionados à energia elétrica. Neste caso, é muito importante utilizar um estabilizador, no mínimo, a fim de garantir que a energia, caso apresente muita oscilação, não acarretará problemas no equipamento. Proteção, principalmente relacionada à energia elétrica, é essencial para evitar que o equipamento se queime. Os estabilizadores, filtros de linha e, em alguns casos, nobreaks, são muito importantes. “Uma dessas proteções desliga a fonte caso a mesma esteja puxando uma potência da rede elétrica acima de um valor configurado pelo fabricante.” O tipo de proteção definido refere-se à:
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Q1102838 Sistemas Operacionais
Todo arquivo e/ou diretório nos Sistemas Linux pertence a um usuário (dono) e a um grupo. Grupo e dono são entidades diferentes, mesmo que os dois possuam o mesmo nome. A prioridade, sequencialmente, sempre será dono, grupo e outros, nessa ordem. Numa eventual situação, pode ser necessário efetuar a troca do dono e do grupo de um determinado arquivo e/ou diretório. Para essa finalidade um comando deve ser utilizado, desde que o respectivo usuário e/ou grupo esteja registrado no sistema. Quanto ao comando utilizado para alterar o dono e o grupo de um determinado arquivo e/ou diretório no Linux, assinale a alternativa correta.
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Q1102837 Sistemas Operacionais

Nos Sistemas Linux para se trabalhar com arquivos e diretórios são necessárias permissões especiais. Por questões de segurança, é preciso que determinado usuário tenha a devida permissão, seja para executar, criar, alterar, ler etc. nos arquivos e diretórios. As permissões são definidas através do comando [chmod], onde: x = execução de arquivos/acesso a diretórios; w = criação/alteração/deleção de arquivos e diretórios; r = leitura de arquivos e diretórios; e, - = nada. Também são representados por números: x = 1; w = 2; r = 4; e, - = 0. Normalmente, os arquivos/diretórios estão relacionados ao dono, grupo ou outros, sequencialmente. De acordo com o exposto, analise o comando a seguir:


                                            # chmod 745 /etc/ppp


(Considere que: 745 refere-se às permissões para o dono (7), grupo (4) e outros (5).)

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Q1102836 Sistemas Operacionais
“O gerenciamento de pacotes no Sistema Operacional Linux, distribuição Debian, pode ser feito de várias formas. Um dos gerenciadores mais conhecidos é o APT (Advanced Package Tool), sendo que no Debian ele é voltado para a distribuição e não apenas para a versão da distribuição Debian instalada. Para instalação, desinstalação e atualização, este comando é iniciado sempre com: apt-get [condição]. Uma dessas condições é utilizada para desinstalar o pacote e todos os seus arquivos de configuração.” Qual é o comando com a condição apresentada?
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Q1102835 Sistemas Operacionais
O Debian GNU/Linux é um Sistema Operacional livre, ou seja, não é necessário pagar licença para sua utilização. Os programas de software em Debian são lançados em pacotes, de modo que facilitem a distribuição e o gerenciamento. Como o próprio nome sugere, a condição do pacote além de indicar o estado presente dele, também indica que o mesmo foi removido, mas os arquivos de configuração ainda existem no sistema. Assinale a alternativa que apresenta essa condição.
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Q1102834 Arquitetura de Computadores
O Pentium III, lançado pela Intel, foi um processador que sucedeu ao Pentium II que, na verdade, foi aprimorado com a adição de instruções específicas, além de mais unidades de execução para o tratamento das mesmas. Quanto ao tipo de instrução que foi adicionado no Pentium III, assinale a alternativa correta.
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Q1102833 Arquitetura de Computadores
O Pentium 4 foi um processador lançado pela Intel, que passou por três revisões: Willamette, Northwood e Prescott. As principais diferenças entre elas eram o processo de fabricação e o tamanho do cache L2. Sobre a revisão Prescott, assinale a alternativa que apresenta o seu processo de fabricação e o seu cache L2, respectivamente:
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Q1102719 Português
Texto II para responder às questões de 36 a 40.
[...]
Entrevistador – Como você vê o papel do escritor em um país como o Brasil?
*João Antônio – Para mim, o escritor, enquanto escreve, é exclusivamente um escritor – operário da palavra queimando olhos e criando corcunda sobre o papel e a máquina. Pronto o livro, o autor brasileiro não deve fugir à realidade de que é um vendedor, como um vendedor de cebolas ou batatas. Mas com uma diferença, é claro: no Brasil o livro não é considerado como produto de primeira necessidade, como os cereais. Também por isso, há de se sair a campo e de se divulgar o que se sabe fazer. Efetivamente, é mais do que um camelô de sua área: conversa sobre a obra, mas o ideal é que ouça muito o seu parceiro, o leitor. Que jamais se estabeleça um clima formal, doutoral, beletrístico, mas de debate, discussão, questionamento, amizade. Se o escritor se enclausura numa torre, se atende apenas à onda geral da feira de vaidades que é a chamada vida literária, jamais poderá sentir a realidade de seu público.
(ANTÔNIO, João. Malagueta, Perus e Bacanaço. São Paulo: Ática, 1998. Fragmento.)
*João Antônio Ferreira Filho (1937-1996), escritor paulista, é considerado um dos melhores contistas brasileiros do século XX.
Em sua resposta, o entrevistado utiliza-se de um recurso de expressão para referir-se ao escritor em que
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Q1102718 Português
Texto II para responder às questões de 36 a 40.
[...]
Entrevistador – Como você vê o papel do escritor em um país como o Brasil?
*João Antônio – Para mim, o escritor, enquanto escreve, é exclusivamente um escritor – operário da palavra queimando olhos e criando corcunda sobre o papel e a máquina. Pronto o livro, o autor brasileiro não deve fugir à realidade de que é um vendedor, como um vendedor de cebolas ou batatas. Mas com uma diferença, é claro: no Brasil o livro não é considerado como produto de primeira necessidade, como os cereais. Também por isso, há de se sair a campo e de se divulgar o que se sabe fazer. Efetivamente, é mais do que um camelô de sua área: conversa sobre a obra, mas o ideal é que ouça muito o seu parceiro, o leitor. Que jamais se estabeleça um clima formal, doutoral, beletrístico, mas de debate, discussão, questionamento, amizade. Se o escritor se enclausura numa torre, se atende apenas à onda geral da feira de vaidades que é a chamada vida literária, jamais poderá sentir a realidade de seu público.
(ANTÔNIO, João. Malagueta, Perus e Bacanaço. São Paulo: Ática, 1998. Fragmento.)
*João Antônio Ferreira Filho (1937-1996), escritor paulista, é considerado um dos melhores contistas brasileiros do século XX.
A resposta dada pelo escritor tem como ponto central, em torno do qual gravita sua argumentação:
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Q1102711 Português
Texto I para responder às questões de 21 a 35.

Ódio ao Semelhante – Sobre a Militância de Tribunal

    Ninguém pode negar o conflito como parte fundamental do fenômeno político. Só existe política porque existem diferenças, discordâncias, visões de mundo que se distanciam, ideologias, lutas por direitos, por hegemonia. Isso quer dizer que no cerne do fenômeno político está a democracia como um desejo de participação que implica as tenções próprias à diferença que busca um lugar no contexto social. [...]     
    Esse texto não tem por finalidade tratar da importância do conflito ou da crítica, mas analisar um fenômeno que surgiu, e se potencializou, na era das redes sociais: a “militância de tribunal”. Essa prática é apresentada como manifestação de ativismo político, mas se reduz ao ato de proferir julgamentos, todos de natureza condenatória, contra seus adiversários e, muitas vezes, em desfavor dos próprios parceiros de projeto político. São típicos julgamentos de excessão, nos quais a figura do acusador e do julgador se confundem, não existe uma acusação bem delimitada, nem a oportunidade do acusado se defender. Nesses julgamentos, que muito revela do “militante de tribunal”, os eventuais erros do “acusado”, por um lado, são potencializados, sem qualquer compromisso com a facticidade; por outro, perdem importância para a hipótese previamente formulada pelo acusador-julgador, a partir de preconceitos, perversões, ressentimentos, inveja e, sobretudo, ódio.
    Ódio direcionado ao inimigo, aquele com o qual o “acusador-julgador” não se identifica e, por essa razão, nega a possibilidade de dialogar e, o que tem se tornado cada vez mais frequente, o ódio relacionado ao próximo, aquele que é, ou deveria ser, um aliado nas trincheiras políticas. Ódio que nasce daquilo que Freud chamou de “narcisismo das pequenas diferenças”. Ódio ao semelhante, aquele que admiramos, do qual somos “parceiros”, ao qual, contudo, dedicamos nosso ódio sempre que ele não faz exatamente aquilo que deveria – ou o que nós acreditamos que deveria – fazer.
   Exemplos não faltam. Pense-se na militante feminista que gasta mais tempo a “condenar” outras mulheres, a julgar outros “feminismos”, do que no enfrentamento concreto à dominação masculina. A Internet está cheia de exemplos de especialistas em julgamento e condenação. A caça por sucesso naquilo que imaginam ser o “clubinho das feministas” (por muitas que se dizem feministas enquanto realizam o feminismo como uma mera moral) tem algo da antiga caça às bruxas que regozija até hoje o machismo estrutural. Nunca se verá a “militante de tribunal feminista” em atitude isenta elogiando a postura correta, mas sempre espetacularizando a postura “errada” daquela que deseja condenar. Muitas constroem seus nomes virtuais, seu capital político, aquilo que imaginam ser um verdadeiro protagonismo feminista, no meio dessas pequenas guerras e linchamentos virtuais nas quais se consideram vencedoras pela gritaria. Há, infelizmente, feministas que se perdem, esvaziam o feminismo e servem de espetáculo àqueles que adoram odiar o feminismo. [...] Apoio mesmo, concreto, às grandes lutas do feminismo, isso não, pois não é tão fácil nem deve dar tanto prazer quanto a condenação no tribunal virtual montado em sua própria casa. [...]
(Marcia Tiburi e Rubens Casara. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/odio-ao-semelhante-sobre-a-militancia-detribunal/. Publicado dia: 10/01/2016. Adaptado.)
Os argumentos apresentados constituem um dos recursos para a construção da tipologia textual apresentada. Como característica de tal texto, as ideias e opiniões do autor são explicitadas com base em tais argumentos. Diante da forma como o assunto é trazido ao texto, pode-se afirmar que os sentimentos dos autores em relação ao assunto tratado são de:
Alternativas
Q1102707 Português
Texto I para responder às questões de 21 a 35.

Ódio ao Semelhante – Sobre a Militância de Tribunal

    Ninguém pode negar o conflito como parte fundamental do fenômeno político. Só existe política porque existem diferenças, discordâncias, visões de mundo que se distanciam, ideologias, lutas por direitos, por hegemonia. Isso quer dizer que no cerne do fenômeno político está a democracia como um desejo de participação que implica as tenções próprias à diferença que busca um lugar no contexto social. [...]     
    Esse texto não tem por finalidade tratar da importância do conflito ou da crítica, mas analisar um fenômeno que surgiu, e se potencializou, na era das redes sociais: a “militância de tribunal”. Essa prática é apresentada como manifestação de ativismo político, mas se reduz ao ato de proferir julgamentos, todos de natureza condenatória, contra seus adiversários e, muitas vezes, em desfavor dos próprios parceiros de projeto político. São típicos julgamentos de excessão, nos quais a figura do acusador e do julgador se confundem, não existe uma acusação bem delimitada, nem a oportunidade do acusado se defender. Nesses julgamentos, que muito revela do “militante de tribunal”, os eventuais erros do “acusado”, por um lado, são potencializados, sem qualquer compromisso com a facticidade; por outro, perdem importância para a hipótese previamente formulada pelo acusador-julgador, a partir de preconceitos, perversões, ressentimentos, inveja e, sobretudo, ódio.
    Ódio direcionado ao inimigo, aquele com o qual o “acusador-julgador” não se identifica e, por essa razão, nega a possibilidade de dialogar e, o que tem se tornado cada vez mais frequente, o ódio relacionado ao próximo, aquele que é, ou deveria ser, um aliado nas trincheiras políticas. Ódio que nasce daquilo que Freud chamou de “narcisismo das pequenas diferenças”. Ódio ao semelhante, aquele que admiramos, do qual somos “parceiros”, ao qual, contudo, dedicamos nosso ódio sempre que ele não faz exatamente aquilo que deveria – ou o que nós acreditamos que deveria – fazer.
   Exemplos não faltam. Pense-se na militante feminista que gasta mais tempo a “condenar” outras mulheres, a julgar outros “feminismos”, do que no enfrentamento concreto à dominação masculina. A Internet está cheia de exemplos de especialistas em julgamento e condenação. A caça por sucesso naquilo que imaginam ser o “clubinho das feministas” (por muitas que se dizem feministas enquanto realizam o feminismo como uma mera moral) tem algo da antiga caça às bruxas que regozija até hoje o machismo estrutural. Nunca se verá a “militante de tribunal feminista” em atitude isenta elogiando a postura correta, mas sempre espetacularizando a postura “errada” daquela que deseja condenar. Muitas constroem seus nomes virtuais, seu capital político, aquilo que imaginam ser um verdadeiro protagonismo feminista, no meio dessas pequenas guerras e linchamentos virtuais nas quais se consideram vencedoras pela gritaria. Há, infelizmente, feministas que se perdem, esvaziam o feminismo e servem de espetáculo àqueles que adoram odiar o feminismo. [...] Apoio mesmo, concreto, às grandes lutas do feminismo, isso não, pois não é tão fácil nem deve dar tanto prazer quanto a condenação no tribunal virtual montado em sua própria casa. [...]
(Marcia Tiburi e Rubens Casara. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/odio-ao-semelhante-sobre-a-militancia-detribunal/. Publicado dia: 10/01/2016. Adaptado.)
Depreende-se da argumentação do texto acerca da expressão “militância de tribunal” que
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Q1102703 Português
Texto I para responder às questões de 21 a 35.

Ódio ao Semelhante – Sobre a Militância de Tribunal

    Ninguém pode negar o conflito como parte fundamental do fenômeno político. Só existe política porque existem diferenças, discordâncias, visões de mundo que se distanciam, ideologias, lutas por direitos, por hegemonia. Isso quer dizer que no cerne do fenômeno político está a democracia como um desejo de participação que implica as tenções próprias à diferença que busca um lugar no contexto social. [...]     
    Esse texto não tem por finalidade tratar da importância do conflito ou da crítica, mas analisar um fenômeno que surgiu, e se potencializou, na era das redes sociais: a “militância de tribunal”. Essa prática é apresentada como manifestação de ativismo político, mas se reduz ao ato de proferir julgamentos, todos de natureza condenatória, contra seus adiversários e, muitas vezes, em desfavor dos próprios parceiros de projeto político. São típicos julgamentos de excessão, nos quais a figura do acusador e do julgador se confundem, não existe uma acusação bem delimitada, nem a oportunidade do acusado se defender. Nesses julgamentos, que muito revela do “militante de tribunal”, os eventuais erros do “acusado”, por um lado, são potencializados, sem qualquer compromisso com a facticidade; por outro, perdem importância para a hipótese previamente formulada pelo acusador-julgador, a partir de preconceitos, perversões, ressentimentos, inveja e, sobretudo, ódio.
    Ódio direcionado ao inimigo, aquele com o qual o “acusador-julgador” não se identifica e, por essa razão, nega a possibilidade de dialogar e, o que tem se tornado cada vez mais frequente, o ódio relacionado ao próximo, aquele que é, ou deveria ser, um aliado nas trincheiras políticas. Ódio que nasce daquilo que Freud chamou de “narcisismo das pequenas diferenças”. Ódio ao semelhante, aquele que admiramos, do qual somos “parceiros”, ao qual, contudo, dedicamos nosso ódio sempre que ele não faz exatamente aquilo que deveria – ou o que nós acreditamos que deveria – fazer.
   Exemplos não faltam. Pense-se na militante feminista que gasta mais tempo a “condenar” outras mulheres, a julgar outros “feminismos”, do que no enfrentamento concreto à dominação masculina. A Internet está cheia de exemplos de especialistas em julgamento e condenação. A caça por sucesso naquilo que imaginam ser o “clubinho das feministas” (por muitas que se dizem feministas enquanto realizam o feminismo como uma mera moral) tem algo da antiga caça às bruxas que regozija até hoje o machismo estrutural. Nunca se verá a “militante de tribunal feminista” em atitude isenta elogiando a postura correta, mas sempre espetacularizando a postura “errada” daquela que deseja condenar. Muitas constroem seus nomes virtuais, seu capital político, aquilo que imaginam ser um verdadeiro protagonismo feminista, no meio dessas pequenas guerras e linchamentos virtuais nas quais se consideram vencedoras pela gritaria. Há, infelizmente, feministas que se perdem, esvaziam o feminismo e servem de espetáculo àqueles que adoram odiar o feminismo. [...] Apoio mesmo, concreto, às grandes lutas do feminismo, isso não, pois não é tão fácil nem deve dar tanto prazer quanto a condenação no tribunal virtual montado em sua própria casa. [...]
(Marcia Tiburi e Rubens Casara. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2016/01/odio-ao-semelhante-sobre-a-militancia-detribunal/. Publicado dia: 10/01/2016. Adaptado.)
Considerando as ideias apresentadas no texto, analise as afirmativas a seguir. I. A negação da existência do conflito é também a negação de que haja um fenômeno político. II. No 3º§ do texto, a referida possibilidade de diálogo é negada pelos dois interlocutores que deveriam participar de tal prática. . A “militância de tribunal”, virtual, tornou-se um assunto com nível de importância superior às questões que envolvem debates críticos na atual era das redes sociais. Está(ão) de acordo com o texto apenas a(s) afirmativa(s)
Alternativas
Respostas
6521: C
6522: C
6523: D
6524: B
6525: D
6526: A
6527: B
6528: A
6529: C
6530: D
6531: A
6532: B
6533: A
6534: B
6535: B
6536: D
6537: A
6538: C
6539: B
6540: A