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Q3260413 Português
O país dos não leitores

        São números terríveis, deprimentes, divulgados há pouco. Segundo a nova edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, do Instituto Pró-Livro, concluída em 2024, 53% das pessoas ouvidas admitiram que, nos três meses anteriores, não tinham lido um só livro, nem mesmo em parte. E isso em qualquer mídia, física ou digital, e gênero. Não apenas a frágil área de literatura, biografia, história, infantil ou ensaio fora desprezada — nem os didáticos e religiosos, incluindo a Bíblia, mereceram uma vista d’olhos. A pesquisa revelou que, pela primeira vez, desde 2007, quando ela começou, o Brasil tem mais não leitores do que leitores.

Ao perguntarem aos 47% de leitores se haviam lido o livro inteiro, o número caiu para 27%. Ou seja, em 2024, 73% dos brasileiros não leram um livro até o fim nem para saber se o assassino era o mordomo. Comparada à pesquisa anterior, em 2019, sete milhões de pessoas tinham abandonado os livros, em todos os graus de escolaridade, classe social e faixa etária. Significa que o Brasil perdeu cerca de 1 milhão de leitores por ano. A pesquisa ouviu 5.500 pessoas em 208 municípios.

        Cerca de 75% dos entrevistados admitiram que passam mais tempo diante de uma tela do que de uma página impressa. Se isso é consolo, o sujeito fica mais tempo com os olhos a 10 centímetros da tela do que fazendo qualquer outra coisa, como trabalhar, namorar, admirar a paisagem ou não fazer nada. Eu arriscaria que 90% desse tempo diante da tela também não resultam em nada de útil ou objetivo. Não se olha necessariamente para a tela em busca de um dado, uma notícia ou uma informação. Olha-se para a tela, só isso.

        O desinteresse pela leitura aumenta à medida que a pessoa cresce e conclui a escola ou a deixa pelo meio. Somente 17% entre os acima de 40 anos disseram que gostam de ler. É terrível, porque quem tem hoje 40 anos nasceu em 1985 e viveu os últimos anos de um mundo em que a leitura ainda não fora esmagada pelas mídias audiovisuais. O que aconteceu a ele para abandonar um hábito que ainda lhe foi incutido na infância? Não sei.

        Só sei que fracassamos.
Ruy Castro
(Folha de São Paulo, 17 de janeiro 2025)
Considerando a argumentação global do texto, no terceiro parágrafo, a segunda frase introduz um comentário, cujo objetivo vem a ser:
Alternativas
Q3260412 Português
O país dos não leitores

        São números terríveis, deprimentes, divulgados há pouco. Segundo a nova edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, do Instituto Pró-Livro, concluída em 2024, 53% das pessoas ouvidas admitiram que, nos três meses anteriores, não tinham lido um só livro, nem mesmo em parte. E isso em qualquer mídia, física ou digital, e gênero. Não apenas a frágil área de literatura, biografia, história, infantil ou ensaio fora desprezada — nem os didáticos e religiosos, incluindo a Bíblia, mereceram uma vista d’olhos. A pesquisa revelou que, pela primeira vez, desde 2007, quando ela começou, o Brasil tem mais não leitores do que leitores.

Ao perguntarem aos 47% de leitores se haviam lido o livro inteiro, o número caiu para 27%. Ou seja, em 2024, 73% dos brasileiros não leram um livro até o fim nem para saber se o assassino era o mordomo. Comparada à pesquisa anterior, em 2019, sete milhões de pessoas tinham abandonado os livros, em todos os graus de escolaridade, classe social e faixa etária. Significa que o Brasil perdeu cerca de 1 milhão de leitores por ano. A pesquisa ouviu 5.500 pessoas em 208 municípios.

        Cerca de 75% dos entrevistados admitiram que passam mais tempo diante de uma tela do que de uma página impressa. Se isso é consolo, o sujeito fica mais tempo com os olhos a 10 centímetros da tela do que fazendo qualquer outra coisa, como trabalhar, namorar, admirar a paisagem ou não fazer nada. Eu arriscaria que 90% desse tempo diante da tela também não resultam em nada de útil ou objetivo. Não se olha necessariamente para a tela em busca de um dado, uma notícia ou uma informação. Olha-se para a tela, só isso.

        O desinteresse pela leitura aumenta à medida que a pessoa cresce e conclui a escola ou a deixa pelo meio. Somente 17% entre os acima de 40 anos disseram que gostam de ler. É terrível, porque quem tem hoje 40 anos nasceu em 1985 e viveu os últimos anos de um mundo em que a leitura ainda não fora esmagada pelas mídias audiovisuais. O que aconteceu a ele para abandonar um hábito que ainda lhe foi incutido na infância? Não sei.

        Só sei que fracassamos.
Ruy Castro
(Folha de São Paulo, 17 de janeiro 2025)
A progressão argumentativa do segundo parágrafo se organiza da seguinte maneira:
Alternativas
Q3260410 Português
O país dos não leitores

        São números terríveis, deprimentes, divulgados há pouco. Segundo a nova edição da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, do Instituto Pró-Livro, concluída em 2024, 53% das pessoas ouvidas admitiram que, nos três meses anteriores, não tinham lido um só livro, nem mesmo em parte. E isso em qualquer mídia, física ou digital, e gênero. Não apenas a frágil área de literatura, biografia, história, infantil ou ensaio fora desprezada — nem os didáticos e religiosos, incluindo a Bíblia, mereceram uma vista d’olhos. A pesquisa revelou que, pela primeira vez, desde 2007, quando ela começou, o Brasil tem mais não leitores do que leitores.

Ao perguntarem aos 47% de leitores se haviam lido o livro inteiro, o número caiu para 27%. Ou seja, em 2024, 73% dos brasileiros não leram um livro até o fim nem para saber se o assassino era o mordomo. Comparada à pesquisa anterior, em 2019, sete milhões de pessoas tinham abandonado os livros, em todos os graus de escolaridade, classe social e faixa etária. Significa que o Brasil perdeu cerca de 1 milhão de leitores por ano. A pesquisa ouviu 5.500 pessoas em 208 municípios.

        Cerca de 75% dos entrevistados admitiram que passam mais tempo diante de uma tela do que de uma página impressa. Se isso é consolo, o sujeito fica mais tempo com os olhos a 10 centímetros da tela do que fazendo qualquer outra coisa, como trabalhar, namorar, admirar a paisagem ou não fazer nada. Eu arriscaria que 90% desse tempo diante da tela também não resultam em nada de útil ou objetivo. Não se olha necessariamente para a tela em busca de um dado, uma notícia ou uma informação. Olha-se para a tela, só isso.

        O desinteresse pela leitura aumenta à medida que a pessoa cresce e conclui a escola ou a deixa pelo meio. Somente 17% entre os acima de 40 anos disseram que gostam de ler. É terrível, porque quem tem hoje 40 anos nasceu em 1985 e viveu os últimos anos de um mundo em que a leitura ainda não fora esmagada pelas mídias audiovisuais. O que aconteceu a ele para abandonar um hábito que ainda lhe foi incutido na infância? Não sei.

        Só sei que fracassamos.
Ruy Castro
(Folha de São Paulo, 17 de janeiro 2025)
O título se refere à seguinte ideia explicitamente apresentada no texto:
Alternativas
Q3260038 Pedagogia
Em se tratando de crianças de 0 a 1 ano, o espaço destinado a esta faixa etária deve ser concebido como local voltado para cuidar e educar crianças pequenas, incentivando o seu pleno desenvolvimento. As crianças de 0 a 1 ano, com seus ritmos próprios, necessitam de espaços para engatinhar, rolar, ensaiar os primeiros passos, explorar materiais diversos, observar, brincar, tocar o outro, alimentar-se, tomar banho, repousar, dormir, satisfazendo, assim, suas necessidades essenciais (MEC/2006).
Dessa forma, é recomendável que o espaço destinado a crianças de 0 a 1 ano de idade, além de estar situado em local silencioso, preservado das áreas de grande movimentação, proporcionando conforto térmico e acústico, tenha, em sua composição: 
Alternativas
Q3260037 Pedagogia
Na Educação Infantil, as aprendizagens essenciais constituem-se como objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que estão sequencialmente organizados em três grupos por faixa etária e divididos, segundo a Base Nacional Comum Curricular - BNCC, em campos de experiências.
Os cinco campos definidos pela BNCC são Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações; Escuta, fala, pensamento e imaginação; Traços, sons, cores e formas; Corpo, gestos e movimentos e:
Alternativas
Q3260036 Pedagogia
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define, para a Educação Infantil, seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento que devem ser assegurados às crianças. São eles:
Alternativas
Q3260035 Pedagogia
No planejamento do currículo, de acordo com a legislação em vigor, as instituições de Educação Infantil, na organização de sua proposta pedagógica e curricular, necessitam:
Alternativas
Q3260034 Pedagogia
Consoante o documento “Diretrizes Nacionais para Educação Especial na Educação Básica/MEC (2001)” o direito à educação das pessoas que apresentam necessidades educacionais especiais está fundamentado nos seguintes princípios:
Alternativas
Q3260033 Pedagogia
Um dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que a Base Nacional Comum Curricular aponta para as crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) é:
Alternativas
Q3260032 Pedagogia
De acordo com o documento Base Nacional Comum Curricular - BNCC (2018), as creches e instituições de pré-escola, atendendo à concepção que vincula educar e cuidar e o cuidado como sendo algo indissociável do processo educativo: 
Alternativas
Q3260031 Pedagogia
As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (2001) estabelecem, no âmbito político, que os sistemas escolares deverão assegurar a matrícula de todo e qualquer aluno, organizando-se para: 
Alternativas
Q3260030 Pedagogia
De acordo com Fazenda (2015), na interdisciplinaridade escolar as noções, finalidades, habilidades e técnicas visam favorecer, sobretudo, o processo de aprendizagem de forma a: 
Alternativas
Q3260029 Pedagogia
Segundo Libâneo (1992), utilizando como critério a posição que adotam em relação aos condicionantes sociopolíticos da escola, as tendências pedagógicas foram classificadas em liberais e progressistas. Na prática escolar, tendo como inspirador e divulgador Paulo Freire, faz parte da tendência progressista, a pedagogia:
Alternativas
Q3260028 Pedagogia
Em consonância à Base Nacional Comum Curricular da Educação Básica (2018), na etapa da Educação Infantil devem ser assegurados direitos de aprendizagem e desenvolvimento de acordo com os eixos estruturantes da Educação Infantil. Estes eixos são:
Alternativas
Q3260027 Pedagogia
Indicadores são sinais que revelam aspectos de uma realidade e que podem qualificar algo, ou seja, permitem fazer uma avaliação. O documento do MEC “Indicadores de Qualidade na Educação Infantil (2009)” é composto por várias dimensões. Uma delas é a dimensão Multiplicidade de Experiências e Linguagens. Nesta dimensão, com relação às crianças, pode-se citar como um dos indicadores:
Alternativas
Q3260026 Pedagogia
As bases legais da Política Nacional de Educação Infantil (2006) são a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e o Plano Nacional de Educação (NETO et al, 2021). Um dos objetivos da Política Nacional de Educação Infantil é garantir:
Alternativas
Q3260025 Pedagogia
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, as instituições de Educação Infantil devem criar procedimentos para avaliação do desenvolvimento das crianças, tais como:
Alternativas
Q3260024 Pedagogia
Segundo Lazzaretti e Arrais (2018), num currículo para a Educação Infantil, os currículos têm, dentre outras, a função e o objetivo de ampliar a compreensão do mundo, dos fenômenos e objetos e da realidade circundante. Para operacionalizar esses conteúdos, é preciso viabilizar a organização e a sequenciação das ações docentes. Para tanto, é necessário definir:
Alternativas
Q3260023 Pedagogia
No campo da linguagem matemática, as práticas pedagógicas da Educação Infantil, segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2010), deverão garantir experiências que recriem, em contextos significativos, dentre outras: 
Alternativas
Q3260022 Pedagogia
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2010), as práticas pedagógicas que compõem a proposta curricular da Educação Infantil deverão, no campo da linguagem oral e escrita, garantir experiências prazerosas que possibilitem, dentre outras:
Alternativas
Respostas
141: D
142: A
143: C
144: A
145: D
146: A
147: B
148: D
149: D
150: D
151: C
152: A
153: B
154: A
155: C
156: A
157: B
158: D
159: C
160: D