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Q3990819 Noções de Informática
Qual destas é uma diferença entre os sistemas operacionais Linux e Windows? 
Alternativas
Q3990818 Noções de Informática
Qual a origem principal da memória utilizada pelas placas de vídeo INTEGRADO? 
Alternativas
Q3990809 Português

Considere as três orações acerca dos sinais de pontuação e assinale a alternativa CORRETA:



I. Efetivamente, conheço esse homem.


II. A prefeitura, promoverá o concurso


III. Olha, Fabrício, você é um grande gestor. 

Alternativas
Q3990808 Português

Complete adequadamente os espaços e assinale a alternativa CORRETA:



Encontraram a criança na ______ de brinquedos.


A _____ da Câmara aprovou o projeto.


Os pais concordaram com a _______ de livros à biblioteca.


A firma possuía um ________ administrador.


Ele nem entendeu o ________ que causou a todos nós. 

Alternativas
Q3990807 Português
Os termos acessórios são aqueles cuja função, na oração, é acrescentar informações secundárias. Assinale a alternativa em que o texto destacado é complemento nominal:  
Alternativas
Q3990806 Português

Preencha as lacunas das seguintes frases e marque a opção que indica o uso correto da crase:



I. Isso cheira ___ querosene.


II. Eu estava disposto ___ viajar.


III. Nunca vou ___ festas.


IV. Deixou de ir ___ igreja.


V. Fui ___ Itália. 

Alternativas
Q3990805 Português

TRIGÉSIMO ANDAR – Wilson Rio Apa



    Aqui de cima – trigésimo andar do Hilton Hotel, onde me encarceraram – contemplo São Paulo, vejo os paulistanos lá embaixo, pequenas formas apressadas, prensadas entre muralhas de cimento e máquinas.

    A movimentação é desordenada.

    Fico angustiado com a impressão de que há luta nas ruas lá embaixo. Homens e máquinas parece que se perseguem, caçam. Por quê? Talvez tenham falhado em se harmonizar no único: construir uma cidade boa para todos. E, frustrados, odeiam-se.

    Parece que é isso. Parece que esse é o destino último dos homens e das suas grandes obras, utopias que perderam as medidas humanas.

    Aqui em cima há silêncio: silêncio feito de artifícios e supérfluos.

    Sou um homem de praias, ilhas desertas, rios e matos, marginal. Embora nascido ali na vila Mariana, nunca pude aceitar a vida de uma metrópole. Parti em busca de silêncio para pensar e escrever. Ancorei num remanso com a família, na periferia de uma cidade colonial. Antonina, Paraná. Lá os ventos são limpos, há perfume de florestas próximas, sol, boas chuvas, espaço.

    Nunca me senti tão estrangeiro como neste hotel.

    Vinha esta manhã seguindo as curvas do Tietê, rio da minha infância, onde muitas gerações de paulistanos no sábado à tarde e domingo pela manhã remavam barquinhos dos clubes, faziam piqueniques, namoravam, brincavam com os filhos. O rio de memórias e bandeiras está morto pelo que chamam de progresso.

    Ao chegar, passei pelo bairro da minha infância e parei diante da casa onde nasci. Não há espaços vazios em torno dela: só paredões não há mais árvores, chácaras, campo de futebol, mato, onde abríamos trilhas, cavávamos esconderijos e guerreávamos. Desci a rua, na esperança de ainda encontrar a fonte jorrando entre argila leitosa. Não vi nenhum grupo de meninos brincando. Não vi mais a fonte. Apenas imaginei-a sobre o asfalto da 23 de maio, e o campo de futebol sobre o viaduto da Avenida Cubatão. Ali, bem ali, esperávamos a queda dos balões, empinávamos papagaios.

    Onde brinca a infância de hoje nesta cidade?

    A ilusão acabou-se, a ilusão dos mitos da vida científica, do paraíso das máquinas proporcionando lazer, da economia e da medicina resolvendo todos os problemas. Acabou-se. Quem não conhece os males da poluição, da falta de espaço e de árvores, do excesso de tráfego?




WILSON RIO APA

Em “Todo cidadão tem direitos e deveres”. A palavra TODO é: 
Alternativas
Q3990804 Português

TRIGÉSIMO ANDAR – Wilson Rio Apa



    Aqui de cima – trigésimo andar do Hilton Hotel, onde me encarceraram – contemplo São Paulo, vejo os paulistanos lá embaixo, pequenas formas apressadas, prensadas entre muralhas de cimento e máquinas.

    A movimentação é desordenada.

    Fico angustiado com a impressão de que há luta nas ruas lá embaixo. Homens e máquinas parece que se perseguem, caçam. Por quê? Talvez tenham falhado em se harmonizar no único: construir uma cidade boa para todos. E, frustrados, odeiam-se.

    Parece que é isso. Parece que esse é o destino último dos homens e das suas grandes obras, utopias que perderam as medidas humanas.

    Aqui em cima há silêncio: silêncio feito de artifícios e supérfluos.

    Sou um homem de praias, ilhas desertas, rios e matos, marginal. Embora nascido ali na vila Mariana, nunca pude aceitar a vida de uma metrópole. Parti em busca de silêncio para pensar e escrever. Ancorei num remanso com a família, na periferia de uma cidade colonial. Antonina, Paraná. Lá os ventos são limpos, há perfume de florestas próximas, sol, boas chuvas, espaço.

    Nunca me senti tão estrangeiro como neste hotel.

    Vinha esta manhã seguindo as curvas do Tietê, rio da minha infância, onde muitas gerações de paulistanos no sábado à tarde e domingo pela manhã remavam barquinhos dos clubes, faziam piqueniques, namoravam, brincavam com os filhos. O rio de memórias e bandeiras está morto pelo que chamam de progresso.

    Ao chegar, passei pelo bairro da minha infância e parei diante da casa onde nasci. Não há espaços vazios em torno dela: só paredões não há mais árvores, chácaras, campo de futebol, mato, onde abríamos trilhas, cavávamos esconderijos e guerreávamos. Desci a rua, na esperança de ainda encontrar a fonte jorrando entre argila leitosa. Não vi nenhum grupo de meninos brincando. Não vi mais a fonte. Apenas imaginei-a sobre o asfalto da 23 de maio, e o campo de futebol sobre o viaduto da Avenida Cubatão. Ali, bem ali, esperávamos a queda dos balões, empinávamos papagaios.

    Onde brinca a infância de hoje nesta cidade?

    A ilusão acabou-se, a ilusão dos mitos da vida científica, do paraíso das máquinas proporcionando lazer, da economia e da medicina resolvendo todos os problemas. Acabou-se. Quem não conhece os males da poluição, da falta de espaço e de árvores, do excesso de tráfego?




WILSON RIO APA

Na frase “Não há mais espaços vazios em torno dela.” Assinale a alternativa CORRETA de acordo com a concordância verbal:
Alternativas
Q3990803 Português

TRIGÉSIMO ANDAR – Wilson Rio Apa



    Aqui de cima – trigésimo andar do Hilton Hotel, onde me encarceraram – contemplo São Paulo, vejo os paulistanos lá embaixo, pequenas formas apressadas, prensadas entre muralhas de cimento e máquinas.

    A movimentação é desordenada.

    Fico angustiado com a impressão de que há luta nas ruas lá embaixo. Homens e máquinas parece que se perseguem, caçam. Por quê? Talvez tenham falhado em se harmonizar no único: construir uma cidade boa para todos. E, frustrados, odeiam-se.

    Parece que é isso. Parece que esse é o destino último dos homens e das suas grandes obras, utopias que perderam as medidas humanas.

    Aqui em cima há silêncio: silêncio feito de artifícios e supérfluos.

    Sou um homem de praias, ilhas desertas, rios e matos, marginal. Embora nascido ali na vila Mariana, nunca pude aceitar a vida de uma metrópole. Parti em busca de silêncio para pensar e escrever. Ancorei num remanso com a família, na periferia de uma cidade colonial. Antonina, Paraná. Lá os ventos são limpos, há perfume de florestas próximas, sol, boas chuvas, espaço.

    Nunca me senti tão estrangeiro como neste hotel.

    Vinha esta manhã seguindo as curvas do Tietê, rio da minha infância, onde muitas gerações de paulistanos no sábado à tarde e domingo pela manhã remavam barquinhos dos clubes, faziam piqueniques, namoravam, brincavam com os filhos. O rio de memórias e bandeiras está morto pelo que chamam de progresso.

    Ao chegar, passei pelo bairro da minha infância e parei diante da casa onde nasci. Não há espaços vazios em torno dela: só paredões não há mais árvores, chácaras, campo de futebol, mato, onde abríamos trilhas, cavávamos esconderijos e guerreávamos. Desci a rua, na esperança de ainda encontrar a fonte jorrando entre argila leitosa. Não vi nenhum grupo de meninos brincando. Não vi mais a fonte. Apenas imaginei-a sobre o asfalto da 23 de maio, e o campo de futebol sobre o viaduto da Avenida Cubatão. Ali, bem ali, esperávamos a queda dos balões, empinávamos papagaios.

    Onde brinca a infância de hoje nesta cidade?

    A ilusão acabou-se, a ilusão dos mitos da vida científica, do paraíso das máquinas proporcionando lazer, da economia e da medicina resolvendo todos os problemas. Acabou-se. Quem não conhece os males da poluição, da falta de espaço e de árvores, do excesso de tráfego?




WILSON RIO APA

De acordo com a frase: “Nunca me senti estrangeiro como neste hotel”. Podemos inferir que: 
Alternativas
Q3990802 Português

TRIGÉSIMO ANDAR – Wilson Rio Apa



    Aqui de cima – trigésimo andar do Hilton Hotel, onde me encarceraram – contemplo São Paulo, vejo os paulistanos lá embaixo, pequenas formas apressadas, prensadas entre muralhas de cimento e máquinas.

    A movimentação é desordenada.

    Fico angustiado com a impressão de que há luta nas ruas lá embaixo. Homens e máquinas parece que se perseguem, caçam. Por quê? Talvez tenham falhado em se harmonizar no único: construir uma cidade boa para todos. E, frustrados, odeiam-se.

    Parece que é isso. Parece que esse é o destino último dos homens e das suas grandes obras, utopias que perderam as medidas humanas.

    Aqui em cima há silêncio: silêncio feito de artifícios e supérfluos.

    Sou um homem de praias, ilhas desertas, rios e matos, marginal. Embora nascido ali na vila Mariana, nunca pude aceitar a vida de uma metrópole. Parti em busca de silêncio para pensar e escrever. Ancorei num remanso com a família, na periferia de uma cidade colonial. Antonina, Paraná. Lá os ventos são limpos, há perfume de florestas próximas, sol, boas chuvas, espaço.

    Nunca me senti tão estrangeiro como neste hotel.

    Vinha esta manhã seguindo as curvas do Tietê, rio da minha infância, onde muitas gerações de paulistanos no sábado à tarde e domingo pela manhã remavam barquinhos dos clubes, faziam piqueniques, namoravam, brincavam com os filhos. O rio de memórias e bandeiras está morto pelo que chamam de progresso.

    Ao chegar, passei pelo bairro da minha infância e parei diante da casa onde nasci. Não há espaços vazios em torno dela: só paredões não há mais árvores, chácaras, campo de futebol, mato, onde abríamos trilhas, cavávamos esconderijos e guerreávamos. Desci a rua, na esperança de ainda encontrar a fonte jorrando entre argila leitosa. Não vi nenhum grupo de meninos brincando. Não vi mais a fonte. Apenas imaginei-a sobre o asfalto da 23 de maio, e o campo de futebol sobre o viaduto da Avenida Cubatão. Ali, bem ali, esperávamos a queda dos balões, empinávamos papagaios.

    Onde brinca a infância de hoje nesta cidade?

    A ilusão acabou-se, a ilusão dos mitos da vida científica, do paraíso das máquinas proporcionando lazer, da economia e da medicina resolvendo todos os problemas. Acabou-se. Quem não conhece os males da poluição, da falta de espaço e de árvores, do excesso de tráfego?




WILSON RIO APA

Na frase “Apenas imaginei – a sobre o asfalto da 23 de maio.” O pronome desta frase classifica – se sintaticamente como:
Alternativas
Q3990801 Literatura
Os gêneros literários são os grupos de textos concretos que circulam em sociedade, cumprindo as mais diversas funções. São exemplos de textos pertencentes ao gênero dramático:
Alternativas
Q3990799 Português

Não é possível delimitar de forma rígida as características de textos literários e não literários, devido a pluralidade e a complexidade da linguagem escrita humana e dos modos como ela se manifesta. Contudo, existem características peculiares que podem nos orientar didaticamente a fazer a diferença entre esses dois tipos de textos.



Em relação aos textos literários e não literários, analise as informações abaixo:



I. Função pragmática.


II. Linguagem predominante subjetiva.


III. Preza a relação entre forma e conteúdo.


IV. Geralmente, leitura unívoca.



Pertencem às características dos textos literários:

Alternativas
Q3990798 Português

Leia o trecho de uma reportagem publicada na revista IstoÉ:



Peregrinos do crack


    Repórter de IstoÉ passa três dias na Cracolândia e mostra cotidiano dos viciados que foram expulsos pela polícia e hoje vagam pela capital paulista


    "Eu só vou deixar vocês registrarem isso porque quero que as pessoas vejam que a gente é humano." Após a advertência à equipe de IstoÉ, Alemãozinho, 27 anos, acende o cachimbo em um hotel do centro de São Paulo que lhe custa R$ 5 a hora. O quarto é um espaço simples, com cerca de 15 metros quadrados. A pia faz as vezes de banheiro e o colchão da cama é coberto apenas por uma capa branca encardida pelo uso. Uma sacada precária dá vista para a rua dos Gusmões, no centro de São Paulo. Com as primeiras tragadas, vem uma fumaça densa e branca, de cheiro forte, que se mistura com o odor de mofo do ambiente. Em poucos segundos, a feição do jovem muda. Ele fica tenso, se levanta e começa a andar de um lado para outro, incomodado por um barulho que só ele ouve. Alguns minutos depois de apagar o cachimbo, se aquieta e volta ao normal. O cérebro doente e viciado na sensação de prazer do crack não lhe impõe mais limites: o que tiver de dinheiro vira "pedra". "Já gastei R$ 5 mil em um fim de semana", diz.


COSTA, Rachel. Disponível em: https://istoe.com.br/186492_PEREGRINOS+DO+CRACK/. Acesso em: 30 set. 2020. [Fragmento]



Apesar de pertencer ao gênero reportagem, o texto traz marcas de texto literário. Assinale a opção que apresenta trecho com linguagem conotativa. 
Alternativas
Q3990797 Português

Os vícios de linguagem são defeitos, problemas que surgem no emprego da língua. Assinale a opção que contém um desses vícios chamados de Solecismo.

Alternativas
Q3990794 Português
Em relação às tipologias e aos gêneros textuais, assinale a afirmação verdadeira. 
Alternativas
Q3990793 Português
Leia o texto a seguir.

Bonitas mesmo
Martha Medeiros
    Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.
     Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.
     Caminhando pela rua, sol escaldante, a manga da blusa arregaçada, a nuca ardendo, o cabelo sendo erguido num coque malfeito, um ar de desaprovação pelo atraso do ônibus, centenas de pessoas cruzandose e ninguém enxergando ninguém, ela enxuga a testa com a palma da mão, ajeita a sobrancelha com os dedos. Perfeita.
    Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.
     Dentro do teatro, as luzes apagadas, o riso solto, escancarado, as mãos aplaudindo em cena aberta, sem comandos, seu tronco deslocando-se quando uma fala surpreende, gargalhada que não se constrange, não obedece à adequação, gengiva à mostra, seu ombro encostado no ombro ao lado, ambos voltados pra frente, a mão tapando a boca num breve acesso de timidez por tanta alegria. Um sonho.
     O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.

O texto apresenta características do gênero: 
Alternativas
Q3990792 Literatura
As escolas literárias no Brasil são divididas em dois grandes momentos: a Era Colonial e a Era Nacional. Esses dois períodos ficaram marcados e separados pela emancipação política do Brasil. Em relação à história da literatura, assinale a informação falsa. 
Alternativas
Q3990791 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



O primeiro amor é vivido em fantasia



    Como regra geral, nosso primeiro grande amor é uma espécie de sonho. A pessoa que desperta em nós todo o sentimento, toda a vontade de agradar e de se dedicar nos mínimos detalhes, toda a vontade de aconchegar e ser aconchegado, na maior parte das vezes nem sabe do nosso amor por ela. Não temos coragem de contar, pois morremos de medo da rejeição. Não queremos também, contudo, a aceitação, pois isso nos levaria a um relacionamento real para o qual não estamos preparados. Ou seja, não contar interessa nos dois casos. Se algum amigo superíntimo fica sabendo e faz alguma brincadeira a respeito, ficamos com o rosto vermelho, negamos tudo e fingimos indignação. A outra pessoa, a amada, fica sem saber se é gozação ou se é de verdade. Melhor assim. Tudo se passará apenas na cabeça da gente, longe dos riscos da vida real.

    No sonho é claro que somos correspondidos. Beijamos e somos beijados. Beijos de ternura. O sexo, na maioria dos casos, está em segundo plano. Passeamos, de mãos dadas, por jardins floridos. Sentamos na grama nós olhamos com olhar de enlevo próprio do encantamento amoroso. Dizemos coisas bonitas para outro, falamos das virtudes do outro. Não cansamos de elogiar a pessoa amada.

    [...] Se pensarmos bem, o sonho romântico não é muito criativo. Quase sempre é a mesma história. As variações são mais de cenário e figurino: uns preferem a montanha, outros a praia. Uns preferem saias rodadas, outros as calças jeans. O amor é o prazer da companhia, os elogios que esse prazer costuma trazer para nossos lábios, e também a insegurança – o medo de perder a pessoa que nos traz toda a felicidade.

    Assim sendo, uma parte do discurso é de reasseguramento: “Vou amar você para sempre. Vou dizer toda hora que amo você. Se você me largar, eu morro” etc. Sempre que vivemos o amor, o fazemos como se estivéssemos vivendo uma história extraordinária. A verdade, no momento, é que é uma “história extraordinária” exatamente igual a todas as outras histórias de amor! E isso não faz mal algum, porque é bom do mesmo jeito!



GIKOVATE, Flávio. Namoro: relação de amor e sexo. São Paulo: Moderna, 1993.

Assinale a opção que contém afirmação que não se aplica ao texto.
Alternativas
Q3990790 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.



O primeiro amor é vivido em fantasia



    Como regra geral, nosso primeiro grande amor é uma espécie de sonho. A pessoa que desperta em nós todo o sentimento, toda a vontade de agradar e de se dedicar nos mínimos detalhes, toda a vontade de aconchegar e ser aconchegado, na maior parte das vezes nem sabe do nosso amor por ela. Não temos coragem de contar, pois morremos de medo da rejeição. Não queremos também, contudo, a aceitação, pois isso nos levaria a um relacionamento real para o qual não estamos preparados. Ou seja, não contar interessa nos dois casos. Se algum amigo superíntimo fica sabendo e faz alguma brincadeira a respeito, ficamos com o rosto vermelho, negamos tudo e fingimos indignação. A outra pessoa, a amada, fica sem saber se é gozação ou se é de verdade. Melhor assim. Tudo se passará apenas na cabeça da gente, longe dos riscos da vida real.

    No sonho é claro que somos correspondidos. Beijamos e somos beijados. Beijos de ternura. O sexo, na maioria dos casos, está em segundo plano. Passeamos, de mãos dadas, por jardins floridos. Sentamos na grama nós olhamos com olhar de enlevo próprio do encantamento amoroso. Dizemos coisas bonitas para outro, falamos das virtudes do outro. Não cansamos de elogiar a pessoa amada.

    [...] Se pensarmos bem, o sonho romântico não é muito criativo. Quase sempre é a mesma história. As variações são mais de cenário e figurino: uns preferem a montanha, outros a praia. Uns preferem saias rodadas, outros as calças jeans. O amor é o prazer da companhia, os elogios que esse prazer costuma trazer para nossos lábios, e também a insegurança – o medo de perder a pessoa que nos traz toda a felicidade.

    Assim sendo, uma parte do discurso é de reasseguramento: “Vou amar você para sempre. Vou dizer toda hora que amo você. Se você me largar, eu morro” etc. Sempre que vivemos o amor, o fazemos como se estivéssemos vivendo uma história extraordinária. A verdade, no momento, é que é uma “história extraordinária” exatamente igual a todas as outras histórias de amor! E isso não faz mal algum, porque é bom do mesmo jeito!



GIKOVATE, Flávio. Namoro: relação de amor e sexo. São Paulo: Moderna, 1993.

Assinale a opção que contém a frase que expressa a ideia central do texto no primeiro parágrafo.
Alternativas
Respostas
1341: D
1342: C
1343: B
1344: C
1345: A
1346: A
1347: C
1348: B
1349: C
1350: D
1351: A
1352: D
1353: B
1354: C
1355: D
1356: D
1357: C
1358: D
1359: D
1360: A