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Q3017865 Português

TEXTO 3

Professores gerados por inteligência artificial dão aulas em universidade de Hong Kong.


Com um capacete de realidade virtual, os estudantes de uma universidade de Hong Kong viajam para um pavilhão nas nuvens para assistir a uma aula sobre teoria dos jogos explicada por um Albert Einstein criado com inteligência artificial (IA). A experiência faz parte de um curso piloto da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (HKUST) para testar o uso de "professores" gerados por essa tecnologia em ascensão no mundo.


O professor Pan Hui, responsável pelo projeto, considera que a ferramenta pode ser de grande ajuda para as instituições educacionais diante da falta de profissionais em muitos países ao redor do mundo. "Os professores gerados por IA podem trazer diversidade (...) e até mesmo uma narrativa imersiva", explicou Hui à AFP. A disseminação de ferramentas como o ChatGPT gerou esperanças de melhorias na produtividade e no ensino, mas também temores sobre as possibilidades que ofereciam para o erro, a fraude ou a substituição de professores.


Neste curso "Redes sociais para criativos", os professores digitais abordam questões relativas às tecnologias imersivas e ao impacto das plataformas digitais para cerca de trinta alunos. 


Depois que o conteúdo do curso é carregado no programa, ele gera automaticamente os professores, cuja aparência, voz e gestos são personalizáveis.


Os avatares podem aparecer em uma tela ou através de capacetes de realidade virtual. O curso é híbrido porque Hui também intervém nas aulas. Mas a IA o libertou de suas tarefas mais "pesadas", garantiu.


Fonte: https://www.instagram.com/p/C66ttqcBpMw/?igsh=MTc4MmM1YmI2Ng%3D%3D


TEXTO 4

Nova versão do Chat-GPT consegue ensinar matemática e “flertar” em conversa.


A empresa OpenAI lançou na segunda-feira (13/5) a versão mais recente do seu chatbot ChatGPT, de inteligência artificial. Esse modelo é mais rápido que os anteriores e foi programado para se assemelhar mais a humanos conversando — às vezes até mesmo com um tom de flerte em suas respostas aos usuários. 


A nova versão consegue ler e discutir imagens, traduzir idiomas e identificar emoções a partir de expressões visuais. O robô também possui uma memória para recuperar perguntas anteriores. O GPT-4o pode ser interrompido durante as suas respostas e a conversa flui com maior facilidade, não existe demora entre se fazer uma pergunta e receber uma resposta.


fonte – A Gazeta: https://www.instagram.com/p/C66ttqcBpMw/?igsh=MTc4MmM1YmI2Ng%3D%3D

É possível concluir, de forma adequada, após ler os textos 3 e 4, que: 
Alternativas
Q3017863 Português

A língua que falamos determina como pensamos: americano que cresceu com indígenas na Amazônia explica relação.


Daniel Gallas


Da BBC News Brasil em Londres


22 junho 2024



Todos nós humanos vivemos no mesmo mundo e temos experiências semelhantes. Por isso, todas as línguas faladas no planeta possuem as mesmas categorias básicas para expressar ideias e objetos – refletindo essa experiência humana comum.


Essa noção foi defendida por anos por diversos linguistas, mas para o linguista americano Caleb Everett, quando analisamos os idiomas mais de perto, descobrimos que muitos conceitos básicos não são universais e que falantes de línguas diferentes veem e pensam o mundo de forma diferente.


Em um novo livro, baseado em muitas línguas que ele pesquisou na Amazônia brasileira, Everett mostra que muitas culturas não pensam da mesma forma o tempo, o espaço ou os números. Algumas línguas têm muitas palavras para descrever um conceito como tempo. Outras, como a Tupi Kawahib, sequer tem uma definição de tempo.


Talvez poucas pessoas estejam mais aptas a pensar sobre esse problema do que Everett. Nascido nos Estados Unidos, ele teve uma infância incomum nos anos 1980, dividindo seu tempo entre seu país natal, escolas públicas em São Paulo e Porto Velho, e aldeias indígenas no interior da Amazônia, em Rondônia.


Caleb é filho do americano Daniel Everett, que veio ao Brasil nos anos 1970 como missionário cristão com o propósito de traduzir a Bíblia para o idioma pirahã – uma língua falada hoje por cerca de 300 indígenas brasileiros. Daniel veio para ajudar a converter os indígenas, mas acabou ele próprio convertido: abandonou a religião e passou a se dedicar ao estudo do pirahã, com um doutorado em linguística na Unicamp.


Desde cedo, Caleb acompanhou o pai e a mãe (que também era missionária) em missões na Amazônia brasileira. Chegou a viver entre os indígenas, passando parte da infância pescando e brincando com eles na floresta.


De volta aos EUA, se formou e foi trabalhar no mercado financeiro. Mas uma questão sempre o perturbou: interessado em psicologia, ele lia em revistas científicas que diziam que a forma que os humanos aprendem e entendem os números é universal. “Nem todos os humanos pensam assim. Eu tenho o grande privilégio de conhecer alguns dos povos indígenas do Brasil que não pensam assim”, diz Everett.


Cada vez mais interessado em pesquisar sobre os indígenas que conheceu na sua infância, ele resolveu dar uma guinada na sua vida. Abandonou o mundo financeiro, fez doutorado e voltou para Rondônia, onde foi investigar as línguas amazônicas.


Da pesquisa, saiu seu primeiro livro, de 2017, Numbers and the Making of Us: Counting and the Course of Human Cultures (Os números e a nossa formação: a contagem e o curso das culturas humanas, em tradução livre). No livro, Caleb Everett defende que os números são um conceito que não é natural ou inato ao ser humano – e varia imensamente de acordo com cada cultura e idioma, ao ponto que é impossível dizer que existe uma forma universal e “natural” para os humanos aprenderem quantidades.


Mas, segundo Everett, nem todas as línguas refletem o mundo dessa forma. Há línguas no mundo – como a pirahã, que ele aprendeu na infância – que sequer têm números precisos. Algumas línguas possuem apenas dois tempos verbais (o futuro e o não-futuro); outras possuem sete.


Essas discrepâncias são muito maiores do que apenas diferenças culturais, argumenta Caleb. Elas determinam de forma profunda como cada ser humano percebe e pensa o mundo. A diferença é que para um povo, algumas noções de tempo podem ser não só irrelevantes – como quase incompreensíveis. Já outros povos podem ter uma compreensão mais sofisticada de tempo do que outros.


Para entender isso, linguistas como Caleb estão se debruçando sobre muitas línguas que não eram devidamente estudadas no passado – sobretudo na Amazônia. A tecnologia e a facilidade de se viajar no mundo atual acelerou o trabalho dos linguistas. Mas eles correm contra o tempo, já que a modernidade está "matando" línguas em um ritmo mais acelerado, com povos indígenas tendo cada vez mais dificuldade de se sustentarem sem o aprendizado de outros idiomas.


O estudo das línguas amazônicas também está desafiando noções antigas de intelectuais sobre como os humanos falam. Esse debate traz à tona uma famosa disputa que existe no mundo acadêmico entre seu pai, Daniel, e o linguista americano Noam Chomsky, em torno da língua pirahã, de Rondônia, justamente a que Caleb aprendeu ainda quando criança. Chomsky é famoso por propor o conceito de “gramática universal” – a ideia de que todas as línguas humanas possuem uma estrutura comum, independente de onde essas línguas se desenvolvem.


Mas Daniel Everett afirma que a língua pirahã desmente a tese de Chomsky. Em pirahã, não existiria a recursividade – algo que Chomsky diz ser inerente a todas as línguas e, portanto, universal. Recursividade é quando se insere uma frase dentro de outra, como em: “O policial que prendeu o bandido que roubou uma casa está na delegacia”. Esse é um dos debates mais acalorados no mundo da linguística. Chomsky chegou a chamar Daniel Everett de charlatão e sugeriu que sua pesquisa sobre os pirahã era falsificada – já que por anos Daniel foi o único acadêmico a falar a língua.


Em entrevista para a BBC News Brasil, Caleb disse acreditar que este debate está ficando no passado, com os avanços tecnológicos que estão acontecendo no mundo da linguística. No mundo de hoje, são faladas mais de 7 mil línguas – e graças a avanços como ciência de dados e aprendizado de máquina, linguistas estão conseguindo expandir sua compreensão desses idiomas em uma velocidade inédita.


fonte:https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgll3m2m0r7o?utm_campaign=feed&utm_medium=referral&u tm_source=later-linkinbio


 

Marque a única resposta CORRETA, de acordo com o texto:
Alternativas
Q2343561 Direito Constitucional
A partir do artigo 207, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, é possível conceituar a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão como a 
Alternativas
Q2343560 Pedagogia
Qual é o principal objetivo da Educação de Jovens e Adultos (EJA), de acordo com as Diretrizes Operacionais para a Educação de Jovens e Adultos (Resolução nº1 de 25 de maio de 2021), no Brasil? 
Alternativas
Q2343559 Pedagogia
De acordo Freire (2002), no livro Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa, o ensino tem algumas exigências. Qual das opções a seguir está INCORRETA
Alternativas
Q2343558 Pedagogia
Assinale a alternativa que representa a principal característica da abordagem tradicionalista em relação ao docente, de acordo com Aranha (2006): 
Alternativas
Q2343557 Pedagogia
“Ninguém é autônomo primeiro para depois decidir. A autonomia vai se constituindo na experiência de várias, inúmeras decisões que vão sendo tomadas […]. Ninguém é sujeito da autonomia de ninguém. Por outro lado, ninguém amadurece de repente, aos vinte e cinco anos. A gente vai amadurecendo todo dia, ou não. A autonomia, enquanto amadurecimento do ser para si, é processo, é vir a ser” (FREIRE, 2002). Essa citação é de Paulo Freire, um dos mais importantes educadores brasileiros, que defendia a pedagogia da autonomia como um princípio ético e político da educação. Qual das seguintes afirmações NÃO corresponde ao pensamento de Paulo Freire, de acordo com o livro Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa? 
Alternativas
Q2343556 Pedagogia
De acordo com a Filosofia da Educação, para Aranha (2006), o principal benefício de uma boa relação entre professor/a e aluno/a é 
Alternativas
Q2343555 Pedagogia

Como "sinalizadores" da renovação da teoria educacional e curricular, o autor do livro Documentos de Identidade - uma introdução às teorias do currículo, Silva (2005), apresenta dois deslocamentos que, em grande parte, definem a organização do livro. O primeiro intenso deslocamento seria proporcionado pelas Teorias Críticas ao demarcar o campo do currículo como espaço de poder. O segundo deslocamento seria ocasionado pelas teorias Pós-Críticas ao descentralizar a ênfase nas dinâmicas de classe e consolidar a importância dos processos de produção de subjetividade. De acordo com as teorias Pós-Críticas, analise as proposições e assinale (V) para as VERDADEIRAS ou (F) para as FALSAS, conforme o significado do currículo:



a. (   ) É linear, sequencial, estático; sua epistemologia é realista e objetivista.


b. (   ) É disciplinado e fragmentado, rigidamente separado entre o conhecimento científico e o conhecimento do cotidiano, segue fielmente as grandes narrativas das ciências, tomadas como verdades.


c. (   ) Desconfia profundamente dos impulsos emancipadores e libertadores da teoria crítica, que se fundamenta na vontade de domínio e controle da epistemologia moderna. Constitui-se em um ataque à própria ideia de educação.


d. (   ) Enfatiza a indeterminação, a incerteza no conhecimento. Os significados são culturais e socialmente produzidos, envoltos em relações de poder e no questionamento de significados “transcendentais” ligados à religião, política e ciência, buscando onde, quando e por quem foram inventados.


e. (   ) Não representa uma teoria coerente, unificada, mas um conjunto variado de perspectivas, abrangendo uma diversidade de campos políticos, estéticos e epistemológicos. 



Assinale a opção que contém a ordem CORRETA, de cima para baixo: 

Alternativas
Q2343554 Pedagogia
Certamente, o livro Documentos de Identidade - uma introdução às teorias do currículo, de Tomaz Tadeu da Silva (2005), é extremamente interessante como introdução, tal qual o próprio título informa, às discussões teóricas do campo social, filosófico e educacional que abordam diretamente a questão do currículo ou que, a despeito desse enfoque, conduziram a diferentes formas de se pensar sobre o tema. De acordo com o autor, é INCORRETO afirmar que o currículo é 
Alternativas
Q2343553 Pedagogia
 A educação como prática da liberdade consiste na apropriação da pedagogia engajada, descrita por bell hooks (2017) no livro Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Ou seja, pensar a educação em um movimento de ruptura, de desconstrução, de um fazer-se e desfazer-se contínuo, uma educação que seja ponte, que acolha as diferenças, que se posicione ao lado das minorias, que faça sentido para as pessoas, que assuma um caráter transformador e libertador, que se movimente no sentido de promover ações de liberdade, de desconstrução do velho, do cartesiano, da lógica binária, do certo ou errado, dos estigmas, dos rótulos, do “normal” e do “anormal”; enfim, uma pedagogia engajada é uma pedagogia da transformação, de abertura para o novo, para o vir a ser constante, para aquilo que não é, mas pode ser. Diante do exposto, qual a tendência pedagógica brasileira que mais se aproxima da proposta da pedagogia engajada e que foi influência para bell hooks? 
Alternativas
Q2343552 Pedagogia
Assinale a alternativa que apresenta a composição da educação escolar, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: 
Alternativas
Q2343551 Pedagogia
Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa que NÃO corresponde às ideias de bell hooks (2017) descritas no livro Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade: 
Alternativas
Q2343550 Direito Constitucional
Assinale a alternativa que NÃO representa um dos princípios determinados pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 para que o ensino seja ministrado: 
Alternativas
Q2343549 Pedagogia
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n.º 9394/1996), alterada pela lei 13.415 de 2017, a carga horária destinada ao cumprimento da Base Nacional Curricular Comum NÃO poderá ser superior a 
Alternativas
Q2343548 Pedagogia
Para ensinar conteúdos procedimentais, Zabala (1998) diz que “o dado mais relevante é determinado pela necessidade de realizar exercícios suficientes e progressivos das diferentes ações que formam os procedimentos, as técnicas ou estratégias”. Analise as afirmativas a seguir e assinale aquela que NÃO representa uma condição determinada para as sequências didáticas dos conteúdos procedimentais: 
Alternativas
Q2343547 Pedagogia
A seleção e organização dos conteúdos para o processo de ensino e aprendizagem demanda do professor conhecimento da estrutura da disciplina, das necessidades e interesses do aluno. Para a seleção de conteúdos, Haydt (2006) aponta alguns critérios. Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que corresponde ao critério de utilidade: 
Alternativas
Q2343546 Pedagogia
A aula expositiva pode assumir duas posições didáticas: exposição dogmática e exposição aberta ou dialogada. Das alternativas a seguir, assinale aquela que NÃO está relacionada à aula expositiva aberta ou dialogada: 
Alternativas
Q2343545 Pedagogia
A prática educacional se orienta para alcançar determinados objetivos por meio de uma ação intencional e sistemática. Os objetivos podem ser expressos de forma geral e específica. Os objetivos gerais direcionam a ação educativa como um todo. Os objetivos específicos direcionam, de forma mais direta, o processo de ensino e aprendizagem. Quanto aos objetivos específicos, assinale a alternativa que NÃO representa sua função: 
Alternativas
Q2343544 Pedagogia
Das alternativas abaixo, assinale aquela que, epistemologicamente, representa um pressuposto da teoria de aprendizagem construtivista: 
Alternativas
Respostas
1021: E
1022: D
1023: B
1024: E
1025: E
1026: D
1027: A
1028: C
1029: A
1030: E
1031: A
1032: A
1033: B
1034: E
1035: C
1036: E
1037: B
1038: A
1039: D
1040: B