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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148924 Sociologia
No currículo de uma escola de Educação Básica, a temática da diversidade de gênero, da sexualidade e dos direitos humanos foi proposta como tema a ser tratado em um bimestre nas aulas de Sociologia. Para introduzir o assunto, a professora dessa disciplina apresentou, na primeira aula, uma discussão sobre gênero e sexualidade, com ênfase nos padrões sociais. Com essa estratégia, os educandos foram levados a conhecer alguns aspectos conceituais e históricos sobre os processos de normatização e violências experienciadas pela população LGBTQIAPN+ no Brasil, o que contribuiu para a compreensão da importância do reconhecimento da diversidade sexual e de gênero como parte do pleno desenvolvimento da cidadania e da garantia dos direitos humanos.

Nessa situação, a partir da aula conduzida pela professora, é esperado que os estudantes compreendam que
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148923 Pedagogia
Um professor de Sociologia iniciou seu plano de ensino sobre direitos humanos com aulas expositivas. Durante uma das aulas, um aluno disse que se recusava a aprender sobre o assunto. Questionado sobre o motivo da recusa, o estudante respondeu que “direitos humanos são coisa de bandido”. Diante disso, o docente perguntou se algum outro estudante concordava com aquela afirmação, e quase metade da turma se manifestou a favor dela. O professor decidiu, então, realizar uma avaliação diagnóstica da turma, a fim de identificar o nível de aprendizado sobre o tema, o que embasaria a produção de um novo plano de ensino mais realista. Ele optou por incluir na avaliação uma questão sobre tortura que tivesse relação com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A resposta mais frequente a essa questão foi a seguinte: “Qualquer pessoa pode ser submetida à tortura, a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante, desde que isso sirva para obtenção de prova de crime”, o que contraria frontalmente o disposto na referida Declaração.

Nesse caso, a ação que o professor deve realizar em sala de aula para desenvolver a autonomia e a valorização discente é
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148922 Sociologia
Muitas mudanças conjunturais têm possibilitado uma historicização crítica das categorias analíticas em uso na literatura e a busca por uma nova abordagem sobre as questões que envolvem a relação entre os fenômenos religiosos e a esfera pública. No caso brasileiro, é possível nomear algumas mutações que parecem de especial relevância para a renovação desse campo de estudos. Em vez de pensar a emergência da sociedade civil como resultante do retraimento da religião para a esfera doméstica, alguns estudos já estão se ocupando da análise do trabalho histórico das agências religiosas na própria construção da sociedade civil como esfera relativamente separada.

MONTERO, P. Secularização e espaço público: a reinvenção do pluralismo religioso no Brasil. Revista Etnográfica, v. 13, n. 1, p. 7-16, 2009 (adaptado).

Um professor de Sociologia de uma turma da 2ª série do Ensino Médio está planejando aulas sobre cultura e diversidade cultural a partir do tema da religião. Seu objetivo é abordar a participação das religiões na esfera pública. Esse assunto é sociologicamente importante porque permite indicar que as religiões não se restringem à intimidade das pessoas, uma vez que estão cada vez mais participando de decisões públicas. O professor não pretende promover um debate moral em sala, discutindo se a presença pública das religiões está certa ou errada; sua intenção é promover a construção ativa do conhecimento sobre o tema pelos estudantes.

Considerando essa situação, assinale a opção que apresenta uma estratégia de ensino que o docente poderia adotar, na sequência do seu planejamento, para alcançar seus objetivos.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148921 Sociologia
Em determinada escola, a professora de Sociologia e o professor de História, ao realizarem um projeto interdisciplinar na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, abordaram o pensamento decolonial de autoras negras sobre a questão racial no Brasil. Entre os conceitos discutidos, foram enfatizadas as contribuições de Lélia González e Abdias do Nascimento sobre a ideologia do branqueamento, apresentadas, respectivamente, nos textos a seguir.

TEXTO 1

Era uma forma de rejeitar o meu próprio corpo. Essa questão do branqueamento bateu muito forte em mim e eu sei que bate muito forte em muitos negros também. Há também o problema de que na escola a gente aprende aquelas baboseiras sobre os índios e os negros; na própria universidade, o problema do negro não é tratado nos seus devidos termos.

GONZALEZ, L. Entrevista. O Pasquim, São Paulo, n. 871, p. 8-10, 1986 (adaptado).

TEXTO 2

Uma afirmação exemplar emitida pela ideologia racial brasileira: a assunção de que as pessoas de origem índia ou africana preferem ser rotuladas de brancas e a simultânea presunção de que a benevolência da estrutura social em lhes concedendo o privilégio do status de “branco” constitui prova da ausência de preconceito ou discriminação racial!

NASCIMENTO, A. O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado. Editora Perspectiva SA, 1978. p. 76 (adaptado).

Depreende-se dos trechos escolhidos pelos docentes que as causas da perpetuação da ideologia do branqueamento no Brasil incluem
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148920 Sociologia
Para regulamentar a Lei n. 10.639/2003, o Conselho Nacional de Educação aprovou, em 2004, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. O relatório que introduz as Diretrizes foi elaborado mediante amplo diálogo com diferentes entidades do movimento negro. Nele, encontra-se o seguinte trecho:

É importante destacar que não se trata de mudar um foco etnocêntrico marcadamente de raiz europeia por um africano, mas de ampliar o foco dos currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e econômica brasileira. Nesta perspectiva, cabe às escolas incluir no contexto dos estudos e atividades, que proporciona diariamente, também as contribuições histórico-culturais dos povos indígenas e dos descendentes de asiáticos, além das de raiz africana e europeia. É preciso ter clareza que o Art. 26A acrescido à Lei 9.394/1996 provoca bem mais do que inclusão de novos conteúdos, exige que se repensem relações étnico-raciais, sociais, pedagógicas, procedimentos de ensino, condições oferecidas para aprendizagem, objetivos tácitos e explícitos da educação oferecida pelas escolas.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília (DF): Ministério da Educação, 2004. p. 17 (adaptado).

Com base no exposto, assinale a opção que melhor representa a aplicação da Lei n. 10.639/2003 no contexto do ensino de Sociologia no Ensino Médio no Brasil, de acordo com a problematização feita no trecho das Diretrizes.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148919 Pedagogia
O Brasil está entre os países que mais sofrem com catástrofes climáticas, segundo as Organizações das Nações Unidas (ONU) e ainda há muito por fazer para melhorar a infraestrutura do país contra enchentes e diminuir impactos causados por essas catástrofes.

A fim de abordar esse fato, um professor de Sociologia de uma cidade localizada em uma região inundada, após o período de normalização das aulas, solicitou aos seus alunos que fizessem uma investigação sociológica sobre a situação da cidade. Para isso, buscou alternativas que estimulassem o uso ético da pesquisa científica, de modo a promover a produção e a disseminação do conhecimento em Ciências Sociais.

Nessa situação, uma estratégia didática que atenderia a esses objetivos e respeitaria o uso ético de dados na pesquisa em Ciências Sociais seria o docente
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148915 Pedagogia
Ensinar não é apenas uma atividade técnica circunscrita na escola, mas é uma ação política que visa à transformação dos alunos. Educar e ensinar são processos de conflitos, de desestabilização e de constrangimentos. Não saímos do mesmo jeito que entramos nos processos de ensino-aprendizagem. Esse processo é histórico e deve ser fundamentado no acúmulo de saber que também é histórico. Ensinar Sociologia é uma atividade embasada nos mais de 150 anos de história dessa ciência, nas necessidades contemporâneas e nas condições sociais. Nosso ponto de partida é o acúmulo de ciência e o papel do Ensino Médio no processo de construção do tipo de homem e de sociedade que desejamos forjar.

SILVA, I. L. F. Metodologia do Ensino de Sociologia na Educação Básica: aproximações com os Fundamentos Pedagógicos. In: SILVA, I. L. F. et al. (org.). Caderno de metodologia de ensino e de pesquisa: SETI-PR, p.20-21, 2009 (adaptado).

Um professor recém-formado em Ciências Sociais assumiu o seu primeiro contrato de trabalho em uma escola de Ensino Médio, cujo projeto político-pedagógico dispõe como princípio metodológico de ensinoaprendizagem as abordagens ativas. Seu projeto na escola deverá desenvolver a seguinte temática: “Para além das vozes da minha cabeça: como os cientistas sociais desenvolvem suas pesquisas?”.

Nessa situação, para desenvolver o projeto proposto pela escola, com base nos princípios das metodologias ativas de aprendizagem, o professor deverá
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148913 Pedagogia
Um professor de Filosofia trabalhou, em suas turmas de 1ª e 3ª séries do Ensino Médio, com um trecho da reportagem Dossiê: A história da Filosofia no Brasil, apresentado a seguir.

A filosofia no Brasil vem se desenvolvendo ao longo dos séculos, refletindo as particularidades culturais, sociais e históricas do país. João Cruz Costa oferece uma análise detalhada sobre o desenvolvimento do pensamento filosófico no Brasil. Em sua obra Contribuição à História das Ideias no Brasil (1956), explora as influências e os desafios enfrentados pela Filosofia no Brasil. A formação do pensamento filosófico no Brasil, influenciada por correntes europeias, enfrenta o desafio de se adaptar e refletir sobre a realidade específica de nossa sociedade, marcada por suas próprias contradições e complexidades.

Dossiê: A história da Filosofia no Brasil. Revista Cult. Edição 268. Editora Bregantini. São Paulo-SP, 2021

Considerando a análise de João Cruz Costa, assinale a opção que apresenta uma proposta de intervenção que possibilite ao professor trabalhar com seus alunos a necessidade de se pensar filosoficamente a realidade brasileira.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148910 Filosofia
Necessitamos de uma crítica dos valores morais, o próprio valor desses valores deverá ser colocado em questão. Para isso é necessário um conhecimento das condições e circunstâncias nas quais nasceram, sob as quais se desenvolveram e se modificaram. Desse modo, tomava-se o valor desses “valores” como dado, como efetivo, como além de qualquer questionamento.

NIETZSCHE, F. W. Genealogia da moral: uma polêmica. São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (adaptado).

A partir do texto apresentado, assinale a opção que indica um objetivo de aprendizagem, seguido da abordagem a ser adotada pelo docente em uma aula de Filosofia.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148909 Pedagogia
É mito a ideia de que todos são livres para trabalhar onde queiram. Se não lhes agrada o patrão, podem então deixá-lo e procurar outro emprego. Também é mito que todos, bastando não ser preguiçosos, podem chegar a ser empresários tal qual o dono de uma grande fábrica. Todos esses mitos e mais outros que o leitor poderá acrescentar, cuja introjeção pelas massas populares oprimidas é básica para a sua conquista, são levados a elas pela propaganda bem organizada, pelos slogans, cujos veículos são sempre os chamados “meios de comunicação com as massas”.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987 (adaptado).

Considerando que, ao relacionar educação e mundo do trabalho, Paulo Freire denuncia a propagação ideológica feita pelos meios de comunicação de massa, assinale a opção que apresenta abordagem favorável à percepção crítico-transformadora da realidade, na perspectiva desse autor.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148908 Filosofia
Ensinar a navegar na Web com discernimento é a missão cultural mais urgente de nossa época. Os melhores podcasts já proporcionam ajuda nesta tarefa — auxiliando o ouvinte ou o visualizador a refletir a respeito das efusões digitais da semana, ou do dia, e sujeitá-las a análise (embora com rigor variado). Em sua simplicidade e objetividade, essa nova forma de conteúdo — em geral dois apresentadores discutindo em detalhes um tópico contemporâneo. Essa é a extremidade suave do espectro do escrutínio, as investigações de código aberto dos grupos de jornalismo cidadão.

D’ANCONA, M. Pós-verdade: a nova guerra contra fatos em tempos de fake news. Barueri: Faro Editorial, 2018 (adaptado).

Caso um professor de Filosofia promova em sala de aula a reflexão contida no texto, é correto afirmar que ele incitará os estudantes a realizar uma análise crítica acerca da difusão do conhecimento e a elaborar a compreensão sobre o
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148906 Filosofia
Em uma época que ficou tão aliviada ao se ver livre do sistema do idealismo quanto da doutrina objetiva dos valores na economia, só se tornam efetivamente atuais os teoremas com os quais o espírito afirma não poder empreender coisa alguma, um espírito que busca a sua própria segurança e a segurança do conhecimento no ente presente enquanto a soma plenamente ordenada dos fatos particulares imediatos das instituições sociais ou da constituição de seus membros. Esse funcionamento desacostuma os homens em relação à experiência real à qual eles também estão submetidos em si mesmos.

ADORNO, T. W. Dialética negativa. Tradução de Marco Antonio Casanova. Rio de Janeiro: Zahar, 2009 (adaptado).

Em uma aula de Filosofia para a 3ª série do Ensino Médio, visando à análise crítica da razão moderna, o docente propôs que os estudantes identificassem, por meio de uma pesquisa bibliográfica, as principais correntes de pensamento filosófico e as relacionassem à crítica do texto de Adorno, apresentado acima.

Nesse caso, para entender corretamente a crítica do texto de Adorno, os discentes devem identificar que ela se volta contra
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148905 Filosofia
Para elaborar uma aula de Filosofia, na turma de 3ª série do Ensino Médio, sobre a temática de democracia e das formas de participação dos indivíduos, o professor partiu do seguinte texto para realizar uma análise filosófica:

O tema do poder invisível foi até agora muito pouco explorado (inclusive porque escapa das técnicas de pesquisa adotadas habitualmente pelos sociólogos, tais como entrevistas, levantamentos de opinião, etc.). Talvez eu esteja particularmente influenciado por aquilo que acontece na Itália, onde a presença do poder invisível (máfia, camorra, lojas maçônicas anômalas, serviços secretos incontroláveis e acobertadores dos subversivos que deveriam combater) é, permitam-me o jogo de palavras, visibilíssima. A verdade porém é que o tratamento mais amplo do tema foi por mim encontrado, até agora, no livro de um estudioso americano, Alan Wolfe, Os limites da legitimidade, que dedica um bem documentado capítulo ao que denomina de ‘duplo Estado’, duplo no sentido de que ao lado de um Estado visível existiria sempre um Estado invisível.

BOBBIO, N. O futuro da democracia. São Paulo: Paz e Terra, 1986.

Nessa situação, infere-se que o objetivo de aprendizagem definido pelo professor ao utilizar o referido texto para orientar a discussão da temática é
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148904 Filosofia
Uma professora de Filosofia, ao planejar sua aula, retoma a ilustração proposta por Charles Sanders Peirce acerca dos tipos de raciocínio a partir do exemplo das sacas de feijão branco. Durante a aula, ela solicitou a formação de três grupos, aos quais entregou um pote de feijão branco para que estabelecessem a relação argumentativa correspondente à forma de raciocínio correta. Além dos potes de feijão branco disponibilizados para cada grupo, foram escritos na lousa os seguintes silogismos:

1. Todos os feijões daquela saca são brancos. Esses feijões são daquela saca. Logo, esses feijões são brancos.
2. Esses feijões são daquela saca. Esses feijões são brancos. Logo, todos os feijões daquela saca são brancos.
3. Todos os feijões daquela saca são brancos. Esses feijões são brancos. Logo, esses feijões são daquela saca.

Para finalizar a atividade, a professora estabeleceu como critério avaliativo a devida associação das formas de raciocínio com os argumentos apresentados, de modo que os silogismos 1, 2 e 3 deveriam ser, respectivamente, classificados por cada grupo como
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148903 Filosofia
A liberdade será ética quando o exercício da vontade estiver em harmonia com a direção apontada pela razão. Sartre levou essa concepção ao ponto limite. Para ele, a liberdade é a escolha incondicional que o próprio homem faz de seu ser e de seu mundo. Quando julgamos estar sob o poder de forças externas mais poderosas do que nossa vontade, esse julgamento é uma decisão livre, pois outros homens, nas mesmas circunstâncias, não se curvaram nem se resignaram. Em outras palavras, conformar-se ou resignar-se é uma decisão livre, tanto quanto não se resignar nem se conformar, lutando contra as circunstâncias. Por isso, Sartre afirma que estamos condenados à liberdade. É ela que define a humanidade dos humanos, sem escapatória.

CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000 (adaptado).

Uma professora de Filosofia, ao abordar a relação entre ética e liberdade em uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental, realizou, de forma contextualizada, a leitura do texto acima.
Após a leitura, um estudante se mostrou bastante incomodado e pediu a palavra, afirmando que “estar sob o poder de forças externas não é uma escolha, nem é racional, pois existe um Deus absoluto que tem planos para nós”.

Nesse cenário, a metodologia que potencializa a problematização feita pelo estudante é a
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148902 Filosofia
Uma professora de Filosofia do Ensino Médio solicitou que seus alunos desenvolvessem pesquisa, em sala de aula, sobre questões éticas contemporâneas a partir de artigos filosófico-científicos disponíveis na Internet. Durante a atividade, os alunos observaram que grande parte dos artigos atuais está publicada em revistas que permitem o acesso ao conteúdo apenas mediante pagamento. A professora, então, aproveitou esse cenário para motivá-los a refletir sobre uma das características centrais em Ética, a partir da seguinte situação:

Uma plataforma que disponibiliza textos na Internet, entre os quais muitos não possuem autorização de publicação, é motivo de debate entre os acadêmicos. Alguns a consideram um exemplo da ideia de educação universal e democratização do conhecimento. Já outros a veem como um site ilegal, uma vez que burla as regras de direitos autorais.

Nesse contexto, sob a perspectiva da ética utilitarista, a reflexão apresentada pela professora constitui o princípio
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148901 Pedagogia
Com a finalidade de estimular a reflexão interdisciplinar no dia mundial do meio ambiente, a professora de Filosofia propôs aos estudantes do Ensino Médio a análise do fragmento de texto abaixo, sob uma perspectiva de como a Filosofia pode contribuir junto a outras áreas do conhecimento, na luta pela preservação do meio ambiente.
Hans Jonas pensa a natureza a partir de seu valor intrínseco, deduzido do esforço autoafirmativo da vida, considerado por ele como o testemunho mais evidente do seu próprio valor: se a vida quer viver, é porque viver é um bem e, se é assim, é também um valor e emite um apelo de dever, cuja audiência está no ser humano, o único capaz de ouvir um tal apelo. Além disso, para Jonas, se só o ser humano pode se responsabilizar, então isso significa que ele só se realiza plenamente quando assume essa tarefa. E é assim que a responsabilidade diante da natureza se torna a alternativa mais radical ao niilismo: se a tecnologia tem sido uma espécie de fuga e de negação do mundo, a ética da responsabilidade é um convite a um novo vínculo com o Planeta.

OLIVEIRA, J. Como Hans Jonas nos ajuda a compreender a crise do meio ambiente? Uma conversa entre três filósofos. Disponível em: https://www.anpof.org.br/comunicacoes/entrevistas/. Acesso em: 14 jun. 2024 (adaptado).

Considerando a diversidade de identidades e de filiações ideológicas de seus estudantes, nesse caso, uma proposta de intervenção pedagógica coerente com o texto-base é
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148900 Filosofia
TEXTO 1

A criança que acaba de nascer não conhece nem objetos determinados nem propriedades determinadas de objeto nenhum; mas, no dia em que aplicarem na sua frente uma propriedade a um objeto, um epíteto a um substantivo, compreenderá imediatamente o que isso quer dizer. A relação do atributo com o sujeito é, portanto, apreendida por ela naturalmente. E o mesmo poderia ser dito da relação geral que o verbo exprime, relação tão imediatamente concebida pelo espírito que a linguagem pode subentendê-la, como acontece nas línguas rudimentares que não têm verbo. A inteligência faz portanto naturalmente uso das relações de equivalente com equivalente, de conteúdo com continente, de causa com efeito, etc., implicadas em toda frase na qual há um sujeito, um atributo, um verbo expresso ou subentendido.

BERGSON, H. A evolução criadora. Tradução: Bento Prado Neto. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

TEXTO 2

Em contraste com a estrutura sujeito-verbo-objeto, a linguagem reomodal de Ubu-ntu aceita o verbo como o ponto de partida. Em nossa visão, o verbo não apenas pressupõe, mas é também materialização/ incorporação/personificação do agente. A atividade ou a ação do verbo é menos o efeito de determinada doença, inseparável do agente. O agente existente, presente numa tensão contínua é, em si mesmo, em muitos momentos cedidos, a materialização da potencialidade para uma variedade infinita de uma atividade incessante de uma fusão e convergência. Para usar uma metáfora biológica, nós podemos dizer que o presente continuamente tenso é como um infinito encadeamento alternado de bebês, jovens e adultos todos perpetuamente conectados a suas mães através de seus cordões umbilicais.

RAMOSE, M. B. African philosophy through ubuntu. Tradução: Arnaldo Vasconcellos. Harare: Mond Books, 1999 (adaptado).

Considerando que os textos apresentam diferentes compreensões sobre a relação entre linguagem e ontologia, é correto afirmar que, para Bergson, a linguagem
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148899 Filosofia
Em uma aula sobre Filosofia Africana no Ensino Médio, a professora explicou que um dos elementos importantes para compreender a relação com o mundo conforme algumas tradições africanas é a “cosmopercepção”, em vez de “cosmovisão”. Para isso, expôs a crítica apresentada a seguir, da epistemóloga nigeriana Oyeronké Oyewumi.

O termo “cosmovisão”, que é usado no Ocidente para resumir a lógica cultural de uma sociedade, capta o privilégio ocidental do visual. É eurocêntrico usá-lo para descrever culturas que podem privilegiar outros sentidos. Portanto, “cosmovisão” só será aplicada para descrever o sentido cultural ocidental, e “cosmopercepção” será usada ao descrever os povos iorubás ou outras culturas que podem privilegiar sentidos que não sejam o visual ou, até mesmo, uma combinação de sentidos.

OYEWUMI, O. A invenção das mulheres. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021 (adaptado).

Em seguida, um dos estudantes interpelou a professora, pois não entendeu como a mudança de termo influenciaria no entendimento dessa filosofia. Com isso, a professora apresentou um trecho da música Pedagoginga, de Thiago Elniño, para explicar como o universo iorubá, muito presente em músicas das populações negras, parte de uma combinação de sentidos, que não somente a visão, para a compreensão do mundo.
Minha percepção de mundo/ Diz que nós mesmo não vendo nada em volta/ Nunca estamos sós/ Faço minha oração, peço força pro meu guia/ E que ele não me abandone nas lutas do dia a dia

ELNIÑO, T. Pedagoginga. Álbum: A rotina do pombo. 2017.

Com relação ao contexto apresentado, é correto afirmar que a estratégia utilizada pela professora foi
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148898 Filosofia
Um professor recém-formado na Licenciatura em Filosofia iniciará sua vida docente ministrando aulas para o Ensino Médio. Ele inicia o planejamento do conteúdo programático que será ofertado na 1ª série e, entre os temas que irão compor seu plano de aula, está a Lógica.

Nessa situação, a fim de promover uma discussão sobre temas da Lógica com os estudantes, o professor de Filosofia deverá abordar, necessariamente,
Alternativas
Respostas
1061: B
1062: C
1063: B
1064: C
1065: B
1066: D
1067: A
1068: C
1069: B
1070: B
1071: D
1072: A
1073: A
1074: C
1075: D
1076: B
1077: C
1078: C
1079: C
1080: A