Um professor de Sociologia iniciou seu plano de ensino sobre direitos humanos com aulas expositivas.
Durante uma das aulas, um aluno disse que se recusava a aprender sobre o assunto. Questionado sobre
o motivo da recusa, o estudante respondeu que “direitos humanos são coisa de bandido”. Diante disso,
o docente perguntou se algum outro estudante concordava com aquela afirmação, e quase metade
da turma se manifestou a favor dela. O professor decidiu, então, realizar uma avaliação diagnóstica da
turma, a fim de identificar o nível de aprendizado sobre o tema, o que embasaria a produção de um novo
plano de ensino mais realista. Ele optou por incluir na avaliação uma questão sobre tortura que tivesse
relação com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. A resposta mais frequente a essa questão foi
a seguinte: “Qualquer pessoa pode ser submetida à tortura, a tratamento ou castigo cruel, desumano
ou degradante, desde que isso sirva para obtenção de prova de crime”, o que contraria frontalmente o
disposto na referida Declaração.
Nesse caso, a ação que o professor deve realizar em sala de aula para desenvolver a autonomia e a
valorização discente é