Questões de Concurso Comentadas para inep

Foram encontradas 883 questões

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711112 Geografia
“Quando a gente fala em cuidar do Quilombo Vidal Martins, fala em cuidar de Santa Catarina, de Florianópolis, da Mata Atlântica e do meio ambiente em si”. O depoimento de Izaías dos Santos, no Dia do Meio Ambiente, na Câmara de Florianópolis, reflete a intrínseca relação entre as famílias quilombolas e a natureza de territórios sobrepostos a unidades de conservação no estado. Nestes espaços, os descendentes de negros ali escravizados no passado convivem tradicionalmente com consciência ecológica, desde antes da criação de leis ou áreas para preservação ambiental. Mas, para a regularização das comunidades, a chamada “dupla afetação” (quando um mesmo espaço tem mais de um uso) é um desafio enfrentado pelo Incra em instâncias de conciliação com outros órgãos públicos. Segundo reforça a pesquisadora Iara Vasco Ferreira, do Observatório de Áreas Protegidas da Universidade Federal de Santa Catarina, os quilombolas são grupos culturalmente diferenciados, cujos territórios foram garantidos constitucionalmente. “Então, nós temos em curso uma política que é reparadora da violência e do sofrimento a que esses grupos foram submetidos. E aí o reconhecimento da existência, e dos direitos dos quilombolas que vivem nas unidades de conservação, que foram ao longo do tempo criadas abrangendo territórios tradicionais passa pelo respeito à autonomia e à autodeterminação desses grupos, e também pela inclusão social desses grupos nos planos de manejo das unidades de conservação”, explica. 

Disponível em: www.gov.br/incra. Acesso em: 16 maio 2025 (adaptado).
Um professor de Geografia pretende construir um projeto, com outras disciplinas da área de Ciências Humanas, para uma turma do Ensino Médio. Com base no princípio da conexão no raciocínio geográfico e no texto apresentado, qual objetivo geral é adequado para esse projeto interdisciplinar?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711111 Geografia
“Quando a gente fala em cuidar do Quilombo Vidal Martins, fala em cuidar de Santa Catarina, de Florianópolis, da Mata Atlântica e do meio ambiente em si”. O depoimento de Izaías dos Santos, no Dia do Meio Ambiente, na Câmara de Florianópolis, reflete a intrínseca relação entre as famílias quilombolas e a natureza de territórios sobrepostos a unidades de conservação no estado. Nestes espaços, os descendentes de negros ali escravizados no passado convivem tradicionalmente com consciência ecológica, desde antes da criação de leis ou áreas para preservação ambiental. Mas, para a regularização das comunidades, a chamada “dupla afetação” (quando um mesmo espaço tem mais de um uso) é um desafio enfrentado pelo Incra em instâncias de conciliação com outros órgãos públicos. Segundo reforça a pesquisadora Iara Vasco Ferreira, do Observatório de Áreas Protegidas da Universidade Federal de Santa Catarina, os quilombolas são grupos culturalmente diferenciados, cujos territórios foram garantidos constitucionalmente. “Então, nós temos em curso uma política que é reparadora da violência e do sofrimento a que esses grupos foram submetidos. E aí o reconhecimento da existência, e dos direitos dos quilombolas que vivem nas unidades de conservação, que foram ao longo do tempo criadas abrangendo territórios tradicionais passa pelo respeito à autonomia e à autodeterminação desses grupos, e também pela inclusão social desses grupos nos planos de manejo das unidades de conservação”, explica. 

Disponível em: www.gov.br/incra. Acesso em: 16 maio 2025 (adaptado).
Qual tema é adequado para uma aula que se proponha a identificar soluções para a sobreposição territorial mencionada no texto?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711110 Geografia
No cenário contemporâneo de combate às mudanças climáticas, a fonte eólica se destaca como uma solução promissora na busca por alternativas mais sustentáveis de energia. Considerada limpa e renovável, ela é vista como fundamental na transição para uma matriz energética mais verde. No entanto, a crescente expansão dos parques eólicos, especialmente no Nordeste brasileiro, tem trazido à tona debates intensos sobre seus impactos ambientais e sociais. Em nosso país, especialmente no bioma da Caatinga, os parques eólicos têm sido criticados por causar desmatamento, afetar a fauna local e produzir barulho com o movimento das pás das hélices que transformam o sossego de antes no tormento de agora. Há casos em que os parques eólicos afetam inclusive a produção agrícola de subsistência. O que no início era esperança de renda para a gente pobre do Sertão nordestino, agora é um problema de saúde mental.
Disponível em: https://jornal.usp.br. Acesso em: 21 maio 2025 (adaptado).

Um professor de Geografia do 8º ano do Ensino Fundamental propôs uma atividade que permite aos estudantes compreenderem os impactos socioambientais da implantação de parques de energia eólica no Nordeste brasileiro, considerando o contexto do espaço geográfico dessa região. Qual atividade atende ao objetivo proposto pelo docente?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711109 Geografia
Uma única estrada asfaltada e estreita, rodeada de dunas com gigantescos cataventos brancos ao fundo desemboca no Quilombo do Cumbe, onde vivem 180 famílias. O nome da comunidade, localizada a 150 quilômetros de Fortaleza, é uma referência aos espaços onde escravizados africanos resistiam no período colonial. Séculos depois, esse povo segue tendo de resistir. Era 2007 quando a marisqueira Cleomar Ribeiro da Rocha, presidenta da Associação Quilombola do Cumbe, ouviu falar pela primeira vez sobre os riscos de apagão e a necessidade de gerar mais energia. Na época, um parque eólico começava a ser estruturado no território ancestral onde nasceu, cresceu, casou e criou seus cinco filhos. Falava-se em progresso e nos empregos que seriam gerados pela instalação de uma usina de energia renovável, praticamente sem impactos para os nativos. “A infância da gente foi nas gamboas (braços do rio). As mulheres iam pescar camarão nativo e arrastar siri e levavam as filhas. Hoje não temos mais acesso a muitas dessas áreas, foi tudo privatizado. A gente se sente como se estivesse sendo expulso do nosso lugar”, conta Cleomar.
BETIM, F.; JUCA, B. Os ventos da economia verde não sopram para o Quilombo do Cumbe.
Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 14 maio 2025 (adaptado).

Qual objetivo é adequado para uma aula que tenha como foco os impactos nos modos de vida presentes na região mencionada no texto?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711108 Pedagogia
 A presença de um estudante cego na sala de aula inquietou um professor de Geografia sobre como trabalhar formas de relevo. A dificuldade se fazia porque no material didático tais formas eram apresentadas quase sempre de modo visual, por meio de mapas e imagens de satélites. O docente, aportando-se em seu processo de formação continuada, e conhecendo os preceitos da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, entendia que devia incluir esse estudante na compreensão daquele objeto do conhecimento.
Para a adequada identificação das formas predominantes do relevo brasileiro por esse estudante, o professor
Alternativas
Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711099 Pedagogia
A imagem e seus aportes ao desenvolvimento
do pensamento e das funções mentais
no ensino de Geografia

O que é relevante na relação entre a percepção, o ensino de Geografia e as imagens? Ora, existe uma articulação direta entre a percepção, os processos cognitivos e a linguagem. É a partir da visão e da percepção que se estrutura o pensamento visual. Assim, ao ler um desenho, uma fotografia ou um mapa, a criança vai desenvolvendo suas funções. Por isso, a imagem entra como mediadora na estruturação do pensamento: a criança lê a imagem, atribui sentido e estrutura o seu pensamento. A percepção dos estudantes sobre as cidades, por exemplo, pode ser questionada, construída e (re)construída a partir das imagens. Uma fotografia, uma pintura e/ou um vídeo da cidade oferecem a possibilidade de questionar os sentidos atribuídos à paisagem urbana observada, ao pensamento que se tem formado, mas que pode ser alterado, constituindo, assim, um outro modo de olhar e compreender a cidade.
PIRES, C. Disponível em: www.revistaedugeo.com.br.
Acesso em: 25 maio 2025 (adaptado).

Considerando os aportes teórico-metodológicos do texto e uma proposta de linguagem audiovisual a ser utilizada como suporte didático em uma aula de Geografia, um professor, ao abordar uma problemática do tema socioambiental, utilizou como recurso metodológico o(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711098 Geografia
O Matopiba é uma região composta pelo estado do Tocantins, e parte dos estados do Maranhão, Piauí e Bahia, onde vem se intensificando a expansão da agricultura principalmente no bioma Cerrado nas últimas duas décadas. Em 2024, cerca de 42% de toda a perda de vegetação nativa no país ocorreu na região do Matopiba, totalizando 516 529 ha. É na região do Matopiba que está concentrado 75% do desmatamento do Cerrado, em 2024.
Relatório Anual do Desmatamento no Brasil – RAD 2024. Disponível em: alerta.mapbiomas.org.
Acesso em: 22 maio 2025 (adaptado).

Em um plano de aula, cujo tema seja os impactos ambientais sobre a vegetação mencionada no texto, é necessária uma abordagem metodológica que envolva o crescimento da
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711097 Geografia
Fim de semana no parque


Olha só aquele clube que da hora

Olha o pretinho vendo tudo do lado de fora

Nem se lembra do dinheiro que tem que levar

Do seu pai bem louco gritando dentro do bar

Nem se lembra de ontem, de hoje e o futuro

Ele apenas sonha através do muro

Milhares de casas amontoadas

Ruas de terra esse é o morro, a minha área me espera

Gritaria na feira (vamos chegando!)

Pode crer eu gosto disso mais calor humano Na periferia a alegria é igual

É quase meio dia a euforia é geral

É lá que moram meus irmãos, meus amigos

E a maioria por aqui se parece comigo

MANO BROWN. Raio-X do Brasil. São Paulo: Zimbabwe Records, 1993 (fragmento)
Esse trecho permite a identificação e reflexão de qual dinâmica que perpassa a produção do espaço brasileiro?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711096 Geografia
Fim de semana no parque


Olha só aquele clube que da hora

Olha o pretinho vendo tudo do lado de fora

Nem se lembra do dinheiro que tem que levar

Do seu pai bem louco gritando dentro do bar

Nem se lembra de ontem, de hoje e o futuro

Ele apenas sonha através do muro

Milhares de casas amontoadas

Ruas de terra esse é o morro, a minha área me espera

Gritaria na feira (vamos chegando!)

Pode crer eu gosto disso mais calor humano Na periferia a alegria é igual

É quase meio dia a euforia é geral

É lá que moram meus irmãos, meus amigos

E a maioria por aqui se parece comigo

MANO BROWN. Raio-X do Brasil. São Paulo: Zimbabwe Records, 1993 (fragmento)
Uma professora propôs à sua turma do 8º ano do Ensino Fundamental a escuta do trecho da canção. Em seguida, a professora utilizou a cartografia social como instrumento avaliativo e solicitou aos estudantes que construíssem seus próprios mapas para caracterizar a dinâmica urbana dos seus respectivos bairros. Considerando essa situação, a escolha do trecho da canção e da cartografia social se justifica porque ambas
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711093 Geografia
TEXTO 1

A desertificação no semiárido brasileiro foi citada pelo Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) em seu relatório Mudanças climáticas e Terra de 2019. O relatório apontou que 94% da região semiárida brasileira está sujeita à desertificação. Segundo o pesquisador que participou da elaboração do relatório, Humberto Barbosa, a “região semiárida é a mais impactada (pela mudança do clima) no Brasil”. A degradação dos solos do semiárido também se deve a outra ação humana: o desmatamento na Caatinga, ecossistema natural da região. Segundo Barbosa, ainda não se sabe quanto da desertificação se deve ao desmatamento e quanto se deve às mudanças climáticas. “É muito difícil separar os dois processos”.

Disponível em: https://bit.ly/44PF331. Acesso em: 20 maio 2025 (adaptado).

TEXTO 2

Quarto maior bioma do Brasil, abarcando 11% do território nacional, a Caatinga já perdeu 53,5% de sua cobertura original, segundo o MapBiomas, plataforma que monitora o uso do solo no país. SÁ, I. B. et al. Processos de desertificação no semiárido brasileiro. In:

SÁ, I. B.; SILVA, P. C. G. (Ed.).

Semiárido brasileiro: pesquisa desenvolvimento e inovação. Petrolina: Embrapa Semiárido, 2010.
Um professor de Geografia em uma escola do semiárido brasileiro está desenvolvendo uma sequência didática sobre os impactos socioambientais descritos no texto. Nesse contexto, a melhor forma de aplicar o raciocínio geográfico e o pensamento espacial para compreender as dinâmicas socioambientais da desertificação no semiárido é por meio de:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711091 Geografia
As redes geográficas e os fluxos, os quais são por elas viabilizados e potencializados, têm gerado cada vez mais uma racionalidade do consumo e consequentemente uma mudança no modo de vida das pessoas, que seguem um padrão global. Todavia, diferenciam-se no lugar ao encontrar especificidades materiais e imateriais, como a cultura, a materialidade urbana, os níveis de renda, o grau de escolaridade, o nível de conectividade.
SANTOS, E.; LOCATEL, C. D. Redes geográficas e a capilarização
do conteúdo urbano. Sociedade e Território,
n. 2, maio-ago. 2021 (adaptado).

Com base nesse texto, um professor destacou o papel do meio técnico-científico-informacional na popularização do e-commerce e pediu aos estudantes que debatessem a influência da ciência e tecnologia no cotidiano do comércio. Assim, conclui-se que a venda de mercadorias é viabilizada por redes de comércio
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711089 Pedagogia
TEXTO 1

Ensino de geografia e geografia humanista

Aproximações a partir da teoria paulofreiriana e dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Geografia
A geografia humanista destaca-se pela ênfase dada ao ser humano, aos seus valores, às experiências e ao universo vivido. Em âmbito científico, aquilo que era visto com contornos claros, limitados e precisos, abriu a possibilidade de incorporação de variáveis relativas aos aspectos do inconsciente, do imaginário e das emoções, em fluxos que quebraram a rigidez, permitiram a flexibilidade e a singularidade do ser. Essas questões, antes inconcebíveis, na atualidade se enquadram ao lado de áreas de prestígio, por exemplo bioengenharia, pensamento quântico e ciberespaço. No que se refere à geografia escolar, pode-se afirmar que a fenomenologia, assim como o materialismo histórico-dialético, contribuiu para uma nova forma de pensar o ensino, a aprendizagem e a relação entre ambos, não somente em nível acadêmico, como também em âmbito escolar. Assim, os diversos horizontes do pensamento geográfico influenciam o ensino de Geografia, tanto na sistematização de conteúdos, habilidades e competências, como no modo de ensinar e aprender. Embora saibamos que a geografia humanista influenciou e vem influenciando o ensino de Geografia, de modo direto ou indireto, nas escolas brasileiras, acreditamos que ainda exista uma carência acerca de sua sistematização e organização.
SUESS, R. C.; LEITE, C. M. C. Ensino de geografia e geografia humanista: aproximações a partir da teoria paulofreiriana e
dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Geografia. Rev. Bras. Educ. Geog., n. 15, jan.-jun., 2018 (adaptado).

TEXTO 2
 Contribuições marxistas para pensarmos o ensino de Geografia
O ensino de Geografia pelo marxismo promove a compreensão da totalidade concreta e a propagação de valores fundamentais, como solidariedade, liberdade, justiça e igualdade. A ciência geográfica fundamenta-se na compreensão do espaço como totalidade. Ensinar Geografia significa possibilitar a compreensão do espaço nos aspectos materiais e imateriais, ou em termos marxistas, compreender dialeticamente a realidade. O ensino de Geografia colabora para o exame crítico das condições materiais e imateriais dos sujeitos com suas relações originárias de suas situações econômica, cultural, social, histórica e espacial. Ensinar Geografia é permitir aos sujeitos compreenderem-se como criadores de sua própria história e espacialidade. Mas não se trata de criação individual, pois a coletividade é mola propulsora dessa construção.
BARBOSA, T.; AZEVEDO, J. R. N. Contribuições marxistas para pensarmos o ensino de geografia.
Rev. Bras. Educ. Geog., n. 2, jul.-dez., 2011 (adaptado).

Ao analisar os excertos dos textos, os quais versam sobre duas correntes do pensamento geográfico, um docente concluiu que
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711088 Geografia
A geografia escolar possui uma história que está atrelada à própria historiografia da Geografia, esta entendida como campo de conhecimento que se constituiu como ciência e disciplina escolar. A geografia tradicional, também conhecida como geografia moderna, fundamentou-se no método positivista. De acordo com o positivismo, a análise da realidade deve ser reduzida à aparência dos fenômenos, abarcando somente os aspectos visíveis, concretos. Por sua vez, a geografia pragmática buscou uma atualização apenas da forma, e não do conteúdo da corrente tradicional. Já a geografia quantitativa pautou-se nos métodos matemáticos para explicar a realidade. Reduziu a análise das relações entre os elementos da paisagem como relações meramente quantitativas. A geografia crítica dedicou-se a analisar a relação entre a sociedade e a natureza na produção do espaço geográfico. Dessa maneira, diferentemente do pensamento anterior, considerou a realidade como mutável, dinâmica e em permanente movimento. No ensino, essa corrente esteve presente através da ênfase dada à construção do espaço permeado de tensões, conflitos e contradições. A geografia humanista, calcada especialmente na fenomenologia, também apresentou crítica ao positivismo lógico que embasou a geografia moderna e quantitativa. Essa linha do pensamento geográfico se interessou pelos indivíduos e suas experiências no mundo. 

MENEZES, V. S. A historiografia da geografia acadêmica e escolar: uma relação de (des)encontros.

Geographia Meridionalis, n. 2, dez. 2015 (adaptado).
Com base nesse texto, qual objetivo é adequado para uma aula cujo assunto é o território, considerando que a abordagem teórico-metodológica é a geografia dialético-marxista?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711087 Geografia
A geografia escolar possui uma história que está atrelada à própria historiografia da Geografia, esta entendida como campo de conhecimento que se constituiu como ciência e disciplina escolar. A geografia tradicional, também conhecida como geografia moderna, fundamentou-se no método positivista. De acordo com o positivismo, a análise da realidade deve ser reduzida à aparência dos fenômenos, abarcando somente os aspectos visíveis, concretos. Por sua vez, a geografia pragmática buscou uma atualização apenas da forma, e não do conteúdo da corrente tradicional. Já a geografia quantitativa pautou-se nos métodos matemáticos para explicar a realidade. Reduziu a análise das relações entre os elementos da paisagem como relações meramente quantitativas. A geografia crítica dedicou-se a analisar a relação entre a sociedade e a natureza na produção do espaço geográfico. Dessa maneira, diferentemente do pensamento anterior, considerou a realidade como mutável, dinâmica e em permanente movimento. No ensino, essa corrente esteve presente através da ênfase dada à construção do espaço permeado de tensões, conflitos e contradições. A geografia humanista, calcada especialmente na fenomenologia, também apresentou crítica ao positivismo lógico que embasou a geografia moderna e quantitativa. Essa linha do pensamento geográfico se interessou pelos indivíduos e suas experiências no mundo. 

MENEZES, V. S. A historiografia da geografia acadêmica e escolar: uma relação de (des)encontros.

Geographia Meridionalis, n. 2, dez. 2015 (adaptado).
Considerando esse texto como suporte didático, valendo-se do fundamento epistêmico para desenvolver o pensamento espacial, com base no princípio da analogia em uma perspectiva humanista, qual avaliação é adequada para uma aula cujo objetivo é analisar os deslocamentos populacionais decorrentes de condições climáticas?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - GEOGRAFIA - Licenciatura |
Q3711086 Geografia
A geografia escolar possui uma história que está atrelada à própria historiografia da Geografia, esta entendida como campo de conhecimento que se constituiu como ciência e disciplina escolar. A geografia tradicional, também conhecida como geografia moderna, fundamentou-se no método positivista. De acordo com o positivismo, a análise da realidade deve ser reduzida à aparência dos fenômenos, abarcando somente os aspectos visíveis, concretos. Por sua vez, a geografia pragmática buscou uma atualização apenas da forma, e não do conteúdo da corrente tradicional. Já a geografia quantitativa pautou-se nos métodos matemáticos para explicar a realidade. Reduziu a análise das relações entre os elementos da paisagem como relações meramente quantitativas. A geografia crítica dedicou-se a analisar a relação entre a sociedade e a natureza na produção do espaço geográfico. Dessa maneira, diferentemente do pensamento anterior, considerou a realidade como mutável, dinâmica e em permanente movimento. No ensino, essa corrente esteve presente através da ênfase dada à construção do espaço permeado de tensões, conflitos e contradições. A geografia humanista, calcada especialmente na fenomenologia, também apresentou crítica ao positivismo lógico que embasou a geografia moderna e quantitativa. Essa linha do pensamento geográfico se interessou pelos indivíduos e suas experiências no mundo. 

MENEZES, V. S. A historiografia da geografia acadêmica e escolar: uma relação de (des)encontros.

Geographia Meridionalis, n. 2, dez. 2015 (adaptado).
 Considerando esse texto, qual abordagem metodológica é adequada para um plano de aula cujo objetivo é avaliar os impactos ambientais na Amazônia brasileira, em uma perspectiva humanista?
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Q3711060 Pedagogia
O conceito de língua de acolhimento refere-se à aprendizagem de uma língua não materna em contextos de migração. O objetivo principal dessa formação linguística e cultural é a inserção dos sujeitos migrantes à sociedade de acolhimento. Dito de outro modo, o que caracteriza o ensino de língua de acolhimento é principalmente a especificidade do público a ser atendido. Trata-se, pois, de pessoas que chegam ao novo país, geralmente com poucos recursos financeiros e desgastadas pelo processo migratório, tendo, em alguns casos, essa condição agravada pelo rompimento brusco de laços familiares, linguísticos e culturais. Desse modo, o conhecimento da língua do país de acolhimento não é apenas uma condição necessária e indispensável para ser autônomo. Trata-se da apropriação da língua do país de acolhimento como uma forma de inserção e de compreensão ampliada daquele novo espaço. A necessidade de comunicação diária no trabalho, no transporte, nas questões ligadas à saúde e às relações interpessoais faz parte desse processo de aprendizagem do que denominamos “língua de acolhimento”.

BARBOSA, L. M. A.; SILVA, J. F. S. Português como Língua de Acolhimento
na Educação Básica: reflexões iniciais sobre PLAc.
Disponível em:  https://avamec.mec.gov.br. Acesso em: 19 maio 2025 (adaptado).
As aulas de Português como Língua de Acolhimento (PLAc) contemplam práticas pedagógicas voltadas a sujeitos cuja língua materna não é o português, com o objetivo de promover inserção social, cultural e comunicativa no país de acolhimento. Ainda que esse conceito tenha sido desenvolvido em contextos de migração internacional, ele também pode oferecer fundamentos teóricos e metodológicos para o ensino de Língua Portuguesa a povos indígenas no Brasil. Esses povos, que falam línguas originárias e vivenciam relações históricas marcadas por apagamentos linguísticos e sociais, encontram na escola um espaço em que o português se apresenta, muitas vezes, como uma língua de poder, e não de pertencimento.

Considerando o texto e os aspectos geopolíticos envolvidos no ensino de português a povos indígenas, é correto afirmar que o ensino de PLAc em contextos indígenas deve
Alternativas
Q3711059 Pedagogia
O conceito de língua de acolhimento refere-se à aprendizagem de uma língua não materna em contextos de migração. O objetivo principal dessa formação linguística e cultural é a inserção dos sujeitos migrantes à sociedade de acolhimento. Dito de outro modo, o que caracteriza o ensino de língua de acolhimento é principalmente a especificidade do público a ser atendido. Trata-se, pois, de pessoas que chegam ao novo país, geralmente com poucos recursos financeiros e desgastadas pelo processo migratório, tendo, em alguns casos, essa condição agravada pelo rompimento brusco de laços familiares, linguísticos e culturais. Desse modo, o conhecimento da língua do país de acolhimento não é apenas uma condição necessária e indispensável para ser autônomo. Trata-se da apropriação da língua do país de acolhimento como uma forma de inserção e de compreensão ampliada daquele novo espaço. A necessidade de comunicação diária no trabalho, no transporte, nas questões ligadas à saúde e às relações interpessoais faz parte desse processo de aprendizagem do que denominamos “língua de acolhimento”.

BARBOSA, L. M. A.; SILVA, J. F. S. Português como Língua de Acolhimento
na Educação Básica: reflexões iniciais sobre PLAc.
Disponível em:  https://avamec.mec.gov.br. Acesso em: 19 maio 2025 (adaptado).
O ensino de Língua Portuguesa em comunidades quilombolas exige práticas pedagógicas que considerem não apenas o domínio da norma-padrão, mas também as dimensões históricas, identitárias e sociolinguísticas desses territórios. Nessas comunidades, o pretuguês – variedade linguística de base africana resultante de processos de resistência e de ressignificação – expressa práticas comunicativas que desafiam a hegemonia da norma culta e revelam outras formas legítimas de uso da língua. No contexto de políticas de Português como Língua de Acolhimento (PLAc), a valorização de repertórios diversos é central para uma educação linguística equitativa e comprometida com os direitos linguísticos dos sujeitos. 

Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa que apresenta uma abordagem pedagógica coerente com os princípios de equidade linguística e de inclusão educacional.
Alternativas
Q3711058 Português
O conceito de língua de acolhimento refere-se à aprendizagem de uma língua não materna em contextos de migração. O objetivo principal dessa formação linguística e cultural é a inserção dos sujeitos migrantes à sociedade de acolhimento. Dito de outro modo, o que caracteriza o ensino de língua de acolhimento é principalmente a especificidade do público a ser atendido. Trata-se, pois, de pessoas que chegam ao novo país, geralmente com poucos recursos financeiros e desgastadas pelo processo migratório, tendo, em alguns casos, essa condição agravada pelo rompimento brusco de laços familiares, linguísticos e culturais. Desse modo, o conhecimento da língua do país de acolhimento não é apenas uma condição necessária e indispensável para ser autônomo. Trata-se da apropriação da língua do país de acolhimento como uma forma de inserção e de compreensão ampliada daquele novo espaço. A necessidade de comunicação diária no trabalho, no transporte, nas questões ligadas à saúde e às relações interpessoais faz parte desse processo de aprendizagem do que denominamos “língua de acolhimento”.

BARBOSA, L. M. A.; SILVA, J. F. S. Português como Língua de Acolhimento
na Educação Básica: reflexões iniciais sobre PLAc.
Disponível em:  https://avamec.mec.gov.br. Acesso em: 19 maio 2025 (adaptado).
Com base no texto, a abordagem que contempla uma perspectiva translíngue para o ensino de Português como Língua de Acolhimento (PLAc)
Alternativas
Q3711057 Português
Um médico plantonista foi afastado do trabalho após ter uma foto sua publicada numa rede social com o título Uma imagem fala mais que mil palavras. Na foto, ele mostra o receituário médico com o seguinte dizer: Não existe peleumonia e nem raôxis. Vinte minutos antes da postagem, na quarta-feira (27), o médico havia atendido um paciente de 42 anos que estudou até o segundo ano do Ensino Fundamental e não sabe como falar corretamente algumas palavras.

Seu enteado o acompanhava na consulta e revela que, assim que souberam o diagnóstico, o paciente perguntou sobre o tratamento para a “peleumonia”. A reação do médico não foi muito profissional, afirma o acompanhante. “Quando meu padrasto falou pneumonia e raios X de forma errada, ele deu risada. Na hora, não desconfiamos que ele iria debochar depois na internet. O que ele fez foi absurdo. O procurei e escrevi para ele na rede social que, independente dele ser doutor, não existe faculdade para formar caráter. Assim que ele viu minha postagem, apagou a foto. Ele não quis conversar com a gente”. O enteado conta que o padrasto ainda não sabe que virou assunto na internet e teme pela reação dele. Ele diz que o padrasto não pôde estudar por falta de dinheiro.

                                VICTAL, R. Médico debocha de paciente na internet: “Não existe peleumonia”. Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 23 maio 2025 (adaptado).
Tendo em vista a valorização da diversidade linguística, da autonomia discente e da reflexão crítica sobre o preconceito linguístico, qual das seguintes propostas é adequada para abordar o texto?
Alternativas
Q3711056 Linguística
Um médico plantonista foi afastado do trabalho após ter uma foto sua publicada numa rede social com o título Uma imagem fala mais que mil palavras. Na foto, ele mostra o receituário médico com o seguinte dizer: Não existe peleumonia e nem raôxis. Vinte minutos antes da postagem, na quarta-feira (27), o médico havia atendido um paciente de 42 anos que estudou até o segundo ano do Ensino Fundamental e não sabe como falar corretamente algumas palavras.

Seu enteado o acompanhava na consulta e revela que, assim que souberam o diagnóstico, o paciente perguntou sobre o tratamento para a “peleumonia”. A reação do médico não foi muito profissional, afirma o acompanhante. “Quando meu padrasto falou pneumonia e raios X de forma errada, ele deu risada. Na hora, não desconfiamos que ele iria debochar depois na internet. O que ele fez foi absurdo. O procurei e escrevi para ele na rede social que, independente dele ser doutor, não existe faculdade para formar caráter. Assim que ele viu minha postagem, apagou a foto. Ele não quis conversar com a gente”. O enteado conta que o padrasto ainda não sabe que virou assunto na internet e teme pela reação dele. Ele diz que o padrasto não pôde estudar por falta de dinheiro.

                                VICTAL, R. Médico debocha de paciente na internet: “Não existe peleumonia”. Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 23 maio 2025 (adaptado).
Em adesão a uma perspectiva sociolinguística crítica de ensino de língua, um professor decide abordar a leitura do texto em sala de aula. Qual das propostas pedagógicas favorece a desconstrução de posturas preconceituosas?
Alternativas
Respostas
301: B
302: D
303: C
304: B
305: A
306: C
307: B
308: B
309: D
310: B
311: D
312: B
313: D
314: A
315: A
316: C
317: C
318: B
319: B
320: C