Foram encontradas 1.412 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Médico |
Q782138 Português

Será a felicidade necessária? 

Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta ' 'Você é feliz?' ', dois fardos são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência. Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho, e a conclusão pode não ser clara.

Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das teses libertárias dos anos 1960. E irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais cruel para a pobre criança. ' 'É a felicidade necessária?' ' é a chamada de capa da última revista New Yorker (22 de março) para um artigo que, assinado por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre ' 'satisfação' ', como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (The Politics of Happiness: What Government Can Learn from the New Research on Well-Being), constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de 17000 dólares para 27 000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para 70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, ' 'por que trabalhar tanto, arriscando desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB?' '.

Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (Happiness Around the World: The Paradox of Happy Peasants and Miserable Millionaires), informa que os nigerianos, com seus 1400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia, Amartya Sen e Joseph Stiglitz. Como exemplo de que PIB e felicidade não caminham juntos, eles evocam os congestionamentos de trânsito, ' 'que podem aumentar o PIB, em decorrência do aumento do uso da gasolina, mas não a qualidade de vida' '. 

Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego (as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para o filho.

(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, ed. 2157, 24 mar. 2010)

Tendo como base o artigo de Elizabeth Kolbert comentado por Roberto Pompeu de Toledo, considere as seguintes afirmativas: 1. Os dois livros e o relatório que fundamentam a análise de Kolbert mostram não haver correlação entre a riqueza dos países e a felicidade de seus habitantes. 2. Os dados sobre a felicidade dos afegãos causa surpresa porque mostram que eles se atribuem mais felicidade que habitantes de países como Estados Unidos, Rússia e Bangladesh. 3. Derek Bok propõe que o governo americano dê menos ênfase ao crescimento econômico que ao bem-estar da população. 4. Segundo Toledo, as medidas propostas por Derek Bok ao governo americano estão pautadas na grandiosidade do conceito de felicidade. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Médico |
Q782137 Português

Será a felicidade necessária? 

Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta ' 'Você é feliz?' ', dois fardos são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência. Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho, e a conclusão pode não ser clara.

Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das teses libertárias dos anos 1960. E irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais cruel para a pobre criança. ' 'É a felicidade necessária?' ' é a chamada de capa da última revista New Yorker (22 de março) para um artigo que, assinado por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre ' 'satisfação' ', como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (The Politics of Happiness: What Government Can Learn from the New Research on Well-Being), constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de 17000 dólares para 27 000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para 70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, ' 'por que trabalhar tanto, arriscando desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB?' '.

Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (Happiness Around the World: The Paradox of Happy Peasants and Miserable Millionaires), informa que os nigerianos, com seus 1400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia, Amartya Sen e Joseph Stiglitz. Como exemplo de que PIB e felicidade não caminham juntos, eles evocam os congestionamentos de trânsito, ' 'que podem aumentar o PIB, em decorrência do aumento do uso da gasolina, mas não a qualidade de vida' '. 

Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego (as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para o filho.

(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, ed. 2157, 24 mar. 2010)

Assinale a alternativa que apresenta uma expressão que poderia substituir a empregada no texto, sem prejuízo de forma ou de sentido
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Médico |
Q782136 Português

Será a felicidade necessária? 

Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta ' 'Você é feliz?' ', dois fardos são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência. Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho, e a conclusão pode não ser clara.

Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das teses libertárias dos anos 1960. E irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais cruel para a pobre criança. ' 'É a felicidade necessária?' ' é a chamada de capa da última revista New Yorker (22 de março) para um artigo que, assinado por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre ' 'satisfação' ', como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (The Politics of Happiness: What Government Can Learn from the New Research on Well-Being), constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de 17000 dólares para 27 000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para 70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, ' 'por que trabalhar tanto, arriscando desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB?' '.

Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (Happiness Around the World: The Paradox of Happy Peasants and Miserable Millionaires), informa que os nigerianos, com seus 1400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia, Amartya Sen e Joseph Stiglitz. Como exemplo de que PIB e felicidade não caminham juntos, eles evocam os congestionamentos de trânsito, ' 'que podem aumentar o PIB, em decorrência do aumento do uso da gasolina, mas não a qualidade de vida' '. 

Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego (as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para o filho.

(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, ed. 2157, 24 mar. 2010)

A partir do texto, considere as seguintes afirmativas: 1. Observa-se uma convergência entre os pontos de vista de Roberto Pompeu de Toledo, Derek Bok, Amartya Sen e Joseph Stiglitz. 2. Toledo argumenta que as mães não deveriam desejar que seus filhos fossem felizes, e sim que cursassem boas universidades e conseguissem empregos bem remunerados. 3. Tanto o ensaio de Toledo quanto o artigo publicado na revista New Yorker em 22/03/2010 enfatizam a preocupação dos pais com a felicidade dos filhos. Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Médico |
Q782135 Português

Será a felicidade necessária? 

Felicidade é uma palavra pesada. Alegria é leve, mas felicidade é pesada. Diante da pergunta ' 'Você é feliz?' ', dois fardos são lançados às costas do inquirido. O primeiro é procurar uma definição para felicidade, o que equivale a rastrear uma escala que pode ir da simples satisfação de gozar de boa saúde até a conquista da bem-aventurança. O segundo é examinar-se, em busca de uma resposta. Nesse processo, depara-se com armadilhas. Caso se tenha ganhado um aumento no emprego no dia anterior, o mundo parecerá belo e justo; caso se esteja com dor de dente, parecerá feio e perverso. Mas a dor de dente vai passar, assim como a euforia pelo aumento de salário, e se há algo imprescindível, na difícil conceituação de felicidade, é o caráter de permanência. Uma resposta consequente exige colocar na balança a experiência passada, o estado presente e a expectativa futura. Dá trabalho, e a conclusão pode não ser clara.

Os pais de hoje costumam dizer que importante é que os filhos sejam felizes. É uma tendência que se impôs ao influxo das teses libertárias dos anos 1960. E irrelevante que entrem na faculdade, que ganhem muito ou pouco dinheiro, que sejam bem-sucedidos na profissão. O que espero, eis a resposta correta, é que sejam felizes. Ora, felicidade é coisa grandiosa. É esperar, no mínimo, que o filho sinta prazer nas pequenas coisas da vida. Se não for suficiente, que consiga cumprir todos os desejos e ambições que venha a abrigar. Se ainda for pouco, que atinja o enlevo místico dos santos. Não dá para preencher caderno de encargos mais cruel para a pobre criança. ' 'É a felicidade necessária?' ' é a chamada de capa da última revista New Yorker (22 de março) para um artigo que, assinado por Elizabeth Kolbert, analisa livros recentes sobre o tema. No caso, a ênfase está nas pesquisas sobre felicidade (ou sobre ' 'satisfação' ', como mais modestamente às vezes são chamadas) e no impacto que exercem, ou deveriam exercer, nas políticas públicas. Um dos livros analisados, de autoria do ex-presidente de Harvard Derek Bok (The Politics of Happiness: What Government Can Learn from the New Research on Well-Being), constata que nos últimos 35 anos o PIB per capita dos americanos aumentou de 17000 dólares para 27 000, o tamanho médio das casas cresceu 50% e as famílias que possuem computador saltaram de zero para 70% do total. No entanto, a porcentagem dos que se consideram felizes não se moveu. Conclusão do autor, de lógica irrefutável e alcance revolucionário: se o crescimento econômico não contribui para aumentar a felicidade, ' 'por que trabalhar tanto, arriscando desastres ambientais, para continuar dobrando e redobrando o PIB?' '.

Outro livro, de autoria de Carol Graham, da Universidade de Maryland (Happiness Around the World: The Paradox of Happy Peasants and Miserable Millionaires), informa que os nigerianos, com seus 1400 dólares de PIB per capita, atribuem-se grau de felicidade equivalente ao dos japoneses, com PIB per capita 25 vezes maior, e que os habitantes de Bangladesh se consideram duas vezes mais felizes que os da Rússia, quatro vezes mais ricos. Surpresa das surpresas, os afegãos atribuem-se bom nível de felicidade, e a felicidade é maior nas áreas dominadas pelo Talibã. Os dois livros vão na mesma direção das conclusões de um relatório, também citado no artigo da New Yorker, preparado para o governo francês por dois detentores do Nobel de Economia, Amartya Sen e Joseph Stiglitz. Como exemplo de que PIB e felicidade não caminham juntos, eles evocam os congestionamentos de trânsito, ' 'que podem aumentar o PIB, em decorrência do aumento do uso da gasolina, mas não a qualidade de vida' '. 

Embora embaladas com números e linguagem científica, tais conclusões apenas repisariam o pedestre conceito de que dinheiro não traz felicidade, não fosse que ambicionam influir na formulação das políticas públicas. O propósito é convidar os governantes a afinar seu foco, se têm em vista o bem-estar dos governados (e podem eles ter em vista algo mais relevante?). Derek Bok, o autor do primeiro dos livros, aconselha ao governo americano programas como estender o alcance do seguro-desemprego (as pesquisas apontam a perda de emprego como mais causadora de infelicidade do que o divórcio), facilitar o acesso a medicamentos contra a dor e a tratamentos da depressão e proporcionar atividades esportivas para as crianças. Bok desce ao mesmo nível terra a terra da mãe que trocasse o grandioso desejo de felicidade pelo de uma boa faculdade e um bom salário para o filho.

(Roberto Pompeu de Toledo. Veja, ed. 2157, 24 mar. 2010)

No trecho em linguagem figurada "dois fardos são lançados às costas do inquirido" (linhas 1 e 2), a expressão assinalada corresponde a:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782134 Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs)
Sobre o Regimento Interno do Tribunal de Justiça, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) O Presidente do Tribunal de Justiça é o chefe do Poder Judiciário. ( ) O Órgão Especial do Tribunal de Justiça é composto de Juízes de Direito e Desembargadores. ( ) Compete ao Corregedor-Geral da Justiça receber e processar reclamações contra Juízes. ( ) O Tribunal Pleno é constituído pelos vinte e cinco membros mais antigos do Tribunal de Justiça.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782133 Legislação Estadual
Sobre a organização e divisão do Poder Judiciário do Estado do Paraná, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782132 Legislação dos Tribunais de Justiça (TJs)
Acerca do regime jurídico dos servidores do Poder Judiciário do Estado do Paraná, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782131 Administração Financeira e Orçamentária
Sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000), identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas:
( ) A instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos de competência constitucional do ente da Federação é requisito essencial da responsabilidade na gestão fiscal. ( ) A concessão de benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa de impacto orçamentário-financeiro. ( ) A despesa total com pessoal nos Estados, em cada período de apuração, como regra geral, não poderá exceder a 60% de sua receita líquida. ( ) Considera-se transitória a despesa corrente derivada de lei que fixe para o ente obrigação legal de sua execução por um período superior a cinco exercícios.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782130 Direito Constitucional
São fundamentos da República Federativa do Brasil previstos na Constituição Federal:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782129 Legislação Estadual
Sobre a lei de diretrizes orçamentárias do Estado do Paraná, considere as seguintes afirmativas:
1. Compreenderá as metas e prioridades da administração pública estadual direta e indireta. 2. Compreenderá as projeções de receitas e despesas para o exercício financeiro subsequente. 3. Compreenderá as diretrizes relativas à política de pessoal do Estado. 4. Compreenderá as disposições sobre as alterações na legislação tributária.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782128 Legislação Estadual
Compete ao Estado do Paraná instituir os seguintes tributos, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782127 Legislação Estadual
Sobre o Poder Judiciário, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782126 Direito Constitucional
Numere a coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.
1. Competência da União. 2. Competência dos Estados. 3. Competência dos Municípios. 4. Competência comum (União, Estados, Municípios). ( ) Proteger o meio ambiente. ( ) Emitir moeda. ( ) Legislar sobre assuntos de interesse local. ( ) Explorar serviços locais de gás canalizado.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782125 Geografia
Curitiba foi sede de grande parte dos investimentos industriais originados a partir dos anos 1970, principalmente localizados na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) e na área contígua do Centro Industrial de Araucária (CIAR). Os anos 1990 foram marcados por outros acontecimentos:
1. Uma política de reaproveitamento de plantas industriais urbanas para outros fins, em função de limitações ambientais e logísticas. 2. Disposição do poder público de outros municípios da Região Metropolitana de Curitiba em facilitar e atrair investimentos industriais. 3. Crescimento de atividades de serviços especializados para empresas industriais e outras. 4. Expansão dos investimentos industriais para outras áreas e municípios da Região Metropolitana de Curitiba.
Estão corretos os itens:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782124 Economia
Nos anos 1990, o contexto de abertura da economia e consequente reestruturação de investimentos empresariais proporcionou ao Paraná a possibilidade de ampliar e diversificar sua base industrial. Um conjunto de fatores favoráveis a esse acontecimento é reconhecido pelos estudiosos do fenômeno. Sobre o assunto, considere os seguintes fatores:
1. Disponibilidade mínima de infraestrutura logística para as cadeias produtivas interessadas. 2. Desejo de empresas em ramos industriais muito sindicalizados em diluir o poder de negociação sindical. 3. Disposição dos governos estaduais em disputar investimentos através de benefícios fiscais e de outra natureza. 4. Proximidade com outros países do Mercosul.
São fatores que ampliaram e diversificaram a base industrial no Paraná:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782123 Legislação Estadual
São princípios da Administração Pública previstos de maneira expressa na Constituição do Estado do Paraná, EXCETO:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782122 Economia
Ao fim da década de 60 do século XX, a Companhia de Desenvolvimento do Paraná (CODEPAR) foi transformada no Banco de Desenvolvimento do Paraná (BADEP), em atendimento a exigências do Banco Central. Uma vantagem trazida pelo novo formato institucional e reconhecida por estudiosos do desenvolvimento econômico paranaense foi:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782121 Economia
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do IBGE para 2011, houve uma perda de população em mais de um terço dos municípios paranaenses cujos perfis socioeconômicos são eminentemente agrícolas. Com relação às demandas de tais municípios sobre a atuação do Estado, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes expectativas:
( ) Queda da demanda por programas sociais, em função da queda na mão de obra excedente local. ( ) Queda da demanda por serviços de saúde relacionados a gestantes e crianças. ( ) Aumento da injeção de recursos via previdência rural para a economia local. ( ) Aumento da demanda por serviços de saúde relacionados a pessoas idosas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782120 Economia
O gráfico ao lado traz a representação de um grupo de municípios paranaenses (aqueles com menos de 50 mil habitantes e cuja agricultura participa em média com mais de 20% de seu PIB), de acordo com seu indicador Índice Ipardes de Desempenho Municipal-IPDM Saúde em 2010 e a taxa de variação do mesmo indicador entre os anos de 2005 e 2010. Há ali a identificação de três clusters de municípios, circundados e enumerados de 1 a 3. Sobre as informações ilustradas, considere as seguintes afirmativas: 

1. O cluster 1 destaca municípios de menor desempenho na área de saúde e que pioraram ou pouco evoluíram nos respectivos indicadores.
2. O cluster 2 destaca municípios com níveis médios de desempenho do IPDM, mas que regrediram ou pouco evoluíram nos indicadores de saúde, sugerindo que as dimensões de renda e educação têm se mostrado relevantes na manutenção do indicador geral.
3. O cluster 3 destaca municípios com melhoras significativas nos indicadores de saúde, sugerindo que as dimensões de renda e educação pioraram no mesmo período.
4. Há um claro outlier que obteve melhoria substancial nos indicadores de saúde mesmo com um IPDM final ainda baixo.


Assinale a alternativa correta
Alternativas
Ano: 2013 Banca: TJ-PR Órgão: TJ-PR Prova: TJ-PR - 2013 - TJ-PR - Economista |
Q782119 Economia
O primeiro grande movimento de industrialização da economia brasileira no período entreguerras teve repercussão limitada no Paraná, como explica o economista Francisco Magalhães. Sobre o assunto, considere os seguintes fatores:
1. Mercado interno limitado por sua população, que representava aproximadamente 3% do total brasileiro. 2. Seu pequeno núcleo industrial ter forte vinculação com o mate e ter sido por isso impactado negativamente com a crise mundial de 1929. 3. Insuficiência em sua infraestrutura para a aceleração e diversificação da atividade industrial para além daquelas relacionadas ao mate. 4. Expansão prévia da cultura do café, que já havia se tornado a principal atividade econômica no Paraná no início daquele período.
São fatores limitadores desse movimento no Paraná:
Alternativas
Respostas
421: D
422: B
423: B
424: A
425: A
426: A
427: D
428: A
429: B
430: D
431: C
432: C
433: A
434: X
435: A
436: B
437: B
438: A
439: C
440: C