Questões de Concurso
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Leia a afirmativa a seguir.
A prática de ________ entre os usuários do trânsito tem o poder de promover o ________ e a(s) ________.
Marque a opção que completa CORRETA respectivamente as lacunas.
Numere a coluna B, condições adversas, pela coluna A, identificando cada uma delas.
COLUNA A
I. Condutor.
II. Veículo.
III. Vias.
IV. Trânsito.
V. Iluminação.
COLUNA B
( ) Deficiência visual, motora ou auditiva.
( ) Ofuscamento, penumbra e noite.
( ) Trânsito lento ou congestionado.
( ) Pavimentação inexistente ou defeituosa.
( ) Pneus gastos ou mal calibrados.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
Leia com atenção as afirmativas a seguir e marque (V) para as VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS. A vítima com suspeita de fratura nas costelas apresenta os seguintes sintomas:
( ) dores intensas no tórax, ao tentar se movimentar ou respirar.
( ) amolecimento dos tecidos na área afetada.
( ) alterações no tamanho das pupilas.
( ) dores de cabeça.
( ) deformações e deslocamentos.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
Analise a situação hipotética a seguir.
Paulo, ao conduzir um veículo, marca Ford na CE 040, no sentido Fortaleza - Eusébio, envolveu-se em um acidente automobilístico com um veículo, marca Fiat, que trafegava no sentido contrário. Em decorrência do acidente, saiu lesionado e NÃO apresentava movimentos respiratórios nem pulsação.
Diante da situação, marque a alternativa CORRETA que indica as providencias a ser adotadas.
Observe o símbolo.

Ele indica deficiente
Marque a opção que apresenta a afirmativa CORRETA.
Comete infração de natureza gravíssima, o condutor que
Leia a afirmativa a seguir.
O ________, em condições ________, é um ________ de todos e ________ dos órgãos e entidades componentes do ________, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.
Marque a opção que completa CORRETA e respectivamente as lacunas.
Analise as afirmativas a seguir sobre o Município de Pacujá.
I. As primeiras casas construídas em Pacujá pertenciam a José Rodrigues.
II. O Município de Pacujá possui apenas dois distritos.
III. Os primeiros professores do Município de Pacujá foram a Sra. Alta Melo, Maria Liberotina Guimarães Ramos e Mestre Levinho.
IV. O aniversário do Município é no dia 22 de setembro.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Medo da Eternidade
Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
— Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa.
— Não acaba nunca, e pronto.
— Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.
— Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
— E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
— Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
— Perder a eternidade? Nunca. O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
— Acabou-se o docinho. E agora?
— Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
— Olha só o que me aconteceu! - Disse eu em fingidos espanto e tristeza. - Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
— Já lhe disse - repetiu minha irmã - que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
Clarice Lispector