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I. a espiritualidade emerge como meio de entendimento do processo de doença e enfrentamento da nova realidade e do futuro desconhecido, sendo parte essencial dos cuidados paliativos (Saad et al., 2001).
II. a espiritualidade compõe aquilo que dá sentido à vida, configurando um sentimento pessoal que estimula um interesse pelos outros e por si; uma explicação; um sentido para a vida capaz de fazer suportar sentimentos debilitantes de culpa, raiva e ansiedade (Saad et al., 2001).
III. o cuidado espiritual se associa não somente à melhor qualidade de vida do paciente em doença avançada, como também influencia os cuidados do final de vida (Balboni et al., 2011).
IV. a ausência do cuidado espiritual nos cuidados do final de vida está relacionada a tratamentos médicos mais agressivos e desnecessários, associados a uma maior carga de sintomas e angústia dos pacientes, ao maior número de falecimento entre familiares e aos altos custos médicos, sobretudo entre as minorias e os pacientes de alto enfrentamento religioso (Balboni et al., 2011).
( ) É preciso considerar que a negação é um mecanismo de defesa diante de uma quebra abrupta e grave com a realidade conhecida, para preservar a integridade psíquica, que está ameaçada e em possível sofrimento. Esse mecanismo de defesa é essencial, tendo a dupla função de evitar sentimentos dolorosos, como desesperança, medo, ansiedade e raiva, bem como permitir a organização gradual de mecanismos internos para lidar com a nova realidade de forma mais segura.
( ) A esperança pode ser uma forma de camuflar a realidade e, por vezes, assume a forma de fé religiosa ou da espera por um milagre, expressando desejos, medos e valores religiosos. Para o psicólogo, esse aspecto impede o atendimento, pois o paciente e ou o familiar/acompanhante não conseguem falar sobre o processo de adoecimento.
( ) É preciso considerar que a raiva pode surgir com uma reação a uma situação ameaçadora e invasiva, podendo se manifestar por meio de sentimentos como revolta, inveja, ressentimento e vitimização de uma injustiça, comumente expressa pela pergunta “Por que eu?”. É uma tentativa desorganizada de recuperar o controle e a integridade psíquica prévios ao adoecimento, bem como de resgatar a potência perdida.
( ) No caso de uma pessoa que recebe o diagnóstico de uma doença grave e ameaçadora da vida, é mais do que esperado que ela fique triste, sendo uma resposta absolutamente normal no processo de enfrentamento. Nem sempre essa tristeza pode ser depressão.
Marque, de cima para baixo, a alternativa CORRETA:
Roberto, 55 anos, solteiro, natural de Teresina, foi admitido no hospital com fortes dores, febre e intestino paralisado. Apresentava desconforto respiratório, evoluiu para uma septicemia e precisou de ventilação mecânica. Roberto estava acompanhado por sua mãe, a qual tem uma situação financeira precária. Após os exames, foi constatado que ele tinha um câncer de próstata com metástase, de modo que não resistiu e foi a óbito. O psicólogo realizou um atendimento com o paciente e três atendimentos com a mãe. Segundo Sampaio e Holanda (2012), como o psicólogo pode atuar nesse caso de acordo com a psicoterapia breve de apoio?
I. O psicólogo não conseguirá estabelecer uma aliança terapêutica, pois são poucos atendimentos tanto com o paciente quanto com a mãe.
II. O psicólogo poderá utilizar o reforçamento egóico, no sentido de buscar reserva de energia da mãe para enfrentar o momento do óbito.
III. O psicólogo poderá encontrar, nos casos de mães que vivenciam morte de filhos, sentimento de impotência, culpa e autoacusação corrosiva.
IV. O psicólogo, ao acompanhar uma mãe no processo de morte e morrer de um filho, poderá utilizar a livre expressão verbal e a validação de sentimentos para que a mãe seja acolhida na sua dor emocional.
Assinale a alternativa CORRETA:
I. A morte não é um fato permanente para a criança de três a cinco anos, sendo interprada como algo temporário.
II. A criança de cinco anos que perde a mãe tanto se culpa pelo falecimento dela como se entristece porque ela a abandonou, deixando de atender a seus rogos.
III. Para a criança de cinco anos que perde a mãe, esta se transforma em um ser que a criança ama e adora, mas também odeia com igual intensidade por causa da dura ausência que lhe provoca.
IV. Por volta dos nove ou dez anos, a criança começa a apresentar uma concepção realista sobre a morte, percebida como um processo biológico permanente.
( ) Enlutamento
( ) Enfrentamento
( ) Interação
( ) Reorganização psicossocial
( ) Planejamento
( ) Equilíbrio das demandas conflituosas.
( ) Facilitação para uma morte apropriada
I. Para Almendra et al. (2018), a teoria psicanalítica poderia dar o suporte na escuta das angústias de Luís, pois seria necessário o paciente criar um novo diálogo entre seu corpo queimado e seu psiquismo fragilizado.
II. Segundo Holanda e Sampaio, (2012) a indicação seria incentivar Luís a acionar a parte saudável preservada, bem como seus recursos sociais, enfrentado de maneira adaptativa os efeitos da crise.
III. Para Holanda e Sampaio (2012), os profissionais que atuam com esse tipo de intervenção devem ser ativos e diretos, procurando satisfazer às necessidades imediatas do paciente, utilizando-se de todos os recursos disponíveis.
Assinale a alternativa CORRETA:
I. Cuidado paliativo não é um diagnóstico, não é estático e não é algo que o paciente é ou não é. Trata-se de uma abordagem em saúde com foco no controle de sintomas, alívio e prevenção de sofrimentos multidimensionais.
II. A assistência e utilização dos recursos em UTI de forma otimizada dependem dos CP, pois estes minimizam o desconforto e alinham os valores do paciente à terapia tecnicamente adequada e proporcional.
III. A decisão compartilhada só tem espaço quando não há certeza, do ponto de vista técnico, dos benefícios e prejuízos decorrentes. Nesse caso, cabe a discussão com equipe e paciente/família sobre o objetivo de cuidado e trial de UTI.
Assinale a alternativa CORRETA:
( ) Na intervenção junto a familiares, são realizados atendimentos psicológicos breves, com cada familiar individualmente, focando a hospitalização, a doença e as dificuldades provindas dessa situação.
( ) Os encontros para intervenção psicológica com os familiares podem ocorrer antes, durante ou após o horário de visita, bem como podem ser agendados previamente.
( ) Os cuidados psicológicos aos familiares têm o objetivo de auxiliá-los no reconhecimento de sentimentos envolvidos na crise atual, das perdas ocasionadas e das adaptações necessárias.
( ) A assistência psicológica aos familiares do paciente destina-se a informar sobre as rotinas da UTI, a equipe multiprofissional e os aparelhos presentes nos leitos de cada paciente.
I. Pensamento criativo é uma das habilidades que contribui para tomada de decisão e a resolução de problemas, pois se trata de um recurso para responder, de modo adaptativo e flexível, às situações do dia a dia.
II. Tomada de decisão é a capacidade que o indivíduo tem de lidar de maneira construtiva com as decisões a serem tomadas. Permite analisar as consequências, riscos e benefícios de uma situação/comportamento e escolher a melhor alternativa.
III. Lidar com a ansiedade é a maneira que o indivíduo tem de reconhecer seus próprios sentimentos e emoções e ser capaz de manejá-los de maneira adequada e expressá-los de forma assertiva.
IV. Pensamento crítico é capacidade que o indivíduo tem de analisar informações e/ou situações objetivas, considerando diferentes pontos de vista, assim como aspectos positivos e negativos.
Assinale a alternativa CORRETA:
( ) Na etapa da Ação, há a incorporação da mudança do estilo de vida, sendo importante reforçar o sucesso, reavaliar a farmacoterapia, aplicar a prevenção de recaída e avaliar a situação de risco.
( ) Na etapa da Contemplação, o paciente percebe um problema, mas está ambivalente para promover mudança, devendo ser sensibilizado objetivamente.
( ) Na etapa da Manutenção, o paciente está pronto para começar mudanças. É necessário prover suporte e definir assistência a ele, devendo a família mostrar-se disposta a participar do tratamento.
( ) Na Recaída, a equipe dá prioridade ao diálogo sem confrontos, a fim de fazer o próprio paciente se autoavaliar.
( ) Na Determinação, o paciente percebe que tem o problema e que precisa promover mudanças, solicitando ajuda.
Marque, de cima para baixo, a alternativa CORRETA:
I. Em que pese a síndrome do delirium indique uma condição subjacente grave, amiúde é subdiagnosticada, indicativa de mau prognóstico e se associa a maiores taxas de morbimortalidade.
II. O delirium compreende um transtorno neuropsiquiátrico agudo, assinalado por estreitamento da consciência, prejuízo na atenção, sundonwing, alterações cognitivas e sensoperceptivas.
III. Evidências na história de vida, no exame físico ou nos exames laboratoriais apontam que o delirium é uma consequência fisiológica direta de uma condição médica geral, intoxicação ou abstinência de substâncias psicoativas, uso de medicação ou uma combinação desses fatores.
IV. Os sintomas alusivos ao delirium possuem caráter flutuante, insidioso, com períodos de melhora e de piora, podendo mimetizar transtornos mentais como depressão, esquizofrenia e mania.
( ) Botega (2012): disforia pós-parto (puerperal blues); depressão puerperal; transtorno de ansiedade; transtornos psicóticos.
( ) Baptista (2021): baby blues; depressão pós-parto; psicose puerperal.
( ) Botega (2012): disforia pós-parto (puerperal blues); depressão puerperal; transtornos psicóticos.
( ) Baptista (2021): baby blues; depressão pós-parto; transtorno de ansiedade; psicose puerperal.
( ) A alteridade é um dispositivo destinado à escuta dos usuários em todas as suas dimensões e destina-se à construção de vínculos desses sujeitos com as(os) profissionais que compõem as equipes de saúde, para garantir o acesso aos serviços.
( ) O acolhimento refere-se à experiência das relações intersubjetivas, que pressupõem a internalização da existência do outro. Trata-se de colocar-se no lugar do usuário para comunicar-se com ele com fluidez, ética e responsabilidade e compreender suas representações, necessidades e demandas de saúde.
( ) A ambiência trata do cuidado aos componentes estéticos que podem melhorar a condição de saúde da população, a exemplo do cuidado com o espaço geográfico e afetivo.
Marque, de cima para baixo, a alternativa CORRETA.
I. Considerar a situação-problema, ou seja, a crise instalada que precisa ser suportada, atravessada, enfrentada da melhor maneira que for possível para a pessoa.
II. Desenvolver um trabalho de atenção à dor física, à perda da saúde, à condição de sadio e às reações (des)adaptativas que interferem na adesão ao tratamento e na elaboração do luto.
III. Adotar a prática clínica psicológica em um contexto como o hospital é dirigir-se ao ser que adoece, frente às diversas patologias e aos diferentes espaços de atendimento.
IV. Atuar de acordo com a demanda de sofrimento e a subjetividade do paciente e seus familiares, que também estão aflitos, visto que toda doença está impregnada de subjetividade.
Assinale a alternativa CORRETA:
I. A responsabilização penal recairá principalmente sobre quem praticou o ato que deu causa ao evento, podendo existir responsabilidade solidária no caso do cometimento por várias pessoas, cada qual respondendo pelo ato que praticou.
II. Não existe documento com valor jurídico que isente o médico da responsabilidade da alta de paciente menor de 18 anos, por maior que seja a pressão familiar.
III. No caso de pacientes infantis, termo de responsabilidade de pedido de alta poderá ser assinado pelos pais/responsáveis, no entanto o pedido só terá valor se não implicar graves prejuízos à saúde e à vida do paciente.
Assinale a alternativa CORRETA:
I. se insere na atenção de alta complexidade, incluindo ações que requerem tecnologias mais duras.
II. abrange serviços de atenção secundária e os ambulatórios, destinados ao tratamento longitudinal, ao acompanhamento contínuo e à coordenação do cuidado em todos os pontos de atenção, que atendem, por exemplo, gestantes de alto risco, follow-up de bebês prematuros ou que estiveram em UTI neonatal.
III. dá voz à subjetividade, aproxima-se do paciente em sofrimento, favorece a elaboração simbólica do adoecimento.
IV. incide nos aspectos subjetivos e emocionais do adoecimento, assim como nos possíveis desdobramentos relacionados ao tratamento, recuperação, sequelas, cuidados paliativos e óbito.
I. Na relação interprofissional com a equipe, é preciso um rigor ético do que se compartilha e do que se comunica, sendo que a atuação em ações coletivas exige respeito e legitimação profissional.
II. A dinâmica do contexto hospitalar pede a flexibilidade metodológica da psicologia. É possível manter o sigilo mesmo na adaptação do setting terapêutico, que, na maioria das vezes, acontece na “beira do leito”, precisando ser adaptado a certas interferências, como TV ligada ou pessoas circulando.
III. Como referencial ético, o princípio da beneficência estabelece que os atos diagnósticos ou terapêuticos devam, além de não causar, evitar danos ao paciente, ao passo que o princípio da não maleficência pressupõe a oferta da melhor assistência possível ao paciente com o intuito de prevenir, remover ou evitar o malefício.
Assinale a alternativa CORRETA: