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Q797753 Português

A seguir, apresenta-se um trecho do artigo “Sociedade, violência e políticas de segurança pública: da intolerância à construção do ato violento”, (Texto 01), escrito pela psicóloga e pesquisadora Márcia Mathias de Miranda, Coordenadora do Espaço de Estudos e Pesquisas das Violências e Criminalidade – EepViC – Machado Sobrinho. 

      Texto 01

      (...)

      Para o cientista, a violência é parte intrínseca da vida social e resultante das relações, da comunicação e dos conflitos de poder. O fato que reforça este argumento é o de nunca ter existido uma sociedade sem violência. A violência, conceitualmente, é um processo social diferente do crime (...). Ela é anterior ao crime e não é codificada no Código Penal.

      Trata-se de um fenômeno que não pode ser separado da condição humana e nem tratado fora da sociedade - a sociedade produz a violência em sua especificidade e em sua particularidade histórica. Há, na sociedade e no processo dinâmico que ela envolve, modificações na construção dos objetos sociais que são, muitas vezes, expressos como um problema social. Bater nos filhos, como um bom exemplo a ser citado, já foi uma estratégia para educá-los.

      A violência se presentifica até entre as expectativas do processo civilizatório que são, por sua vez, as de criação de indivíduos socialmente “adestrados” a partir do controle e da repressão dos impulsos internos a favor de uma convivência coletiva possível. O entendimento do processo de civilização deixa claro o quanto este processo é, em si, um processo violento. Segundo Freud o processo de civilização é o que responde pela “condição humana” (com o indivíduo deixando de necessitar e passando a desejar) e, segundo este autor, não é possível acabar com os conflitos violentos, uma vez que eles são intrínsecos ao homem – participam de sua constituição. Há, segundo esta compreensão, uma impossibilidade de normatização para se incidir sobre a condição psicológica e acabar com a violência – a violência é tida como o epifenômeno da condição humana.

      A violência para Freud circula no campo do sujeito (e não no campo do outro). O que nos interessa tomar como contribuição deste autor, entretanto, é o fato discutido por ele de que a violência estará sempre presente no campo social e histórico (por fazer parte da constituição humana). Este pressuposto tira-nos a ingenuidade de que é possível exterminar a violência das relações sociais e nos remete a uma racionalidade com relação a esta problemática. A compreensão da violência por meio desta perspectiva se opõe ao pânico e ao horror de uma “nova” condição existencial – a de pertencimento a uma sociedade atual completamente perdida, agressiva e perigosa.

      A violência é, de fato, algo indelével da experiência humana; o que não significa banalizá-la e favorecer uma “naturalização” deste ato, mas sim questionar todo exagero e intolerância destinados a ela, sustentados pelo quadro de medo da violência no qual a sociedade atualmente se encontra.

      (...)

(MIRANDA, Márcia Mathias de. SOCIEDADE, VIOLÊNCIA E POLÍTICAS DE SEGURANÇA PÚBLICA: DA INTOLERÂNCIA À CONSTRUÇÃO DO ATO VIOLENTO. http://www.machadosobrinho.com.br. Acesso: 15.2.2017).

Em sua discussão, a autora menciona as ideias de Sigmund Freud, eminente psicanalista e estudioso da natureza e comportamento humanos. Assim procedendo,
Alternativas
Q797752 Português

A seguir, apresenta-se um trecho do artigo “Sociedade, violência e políticas de segurança pública: da intolerância à construção do ato violento”, (Texto 01), escrito pela psicóloga e pesquisadora Márcia Mathias de Miranda, Coordenadora do Espaço de Estudos e Pesquisas das Violências e Criminalidade – EepViC – Machado Sobrinho. 

      Texto 01

      (...)

      Para o cientista, a violência é parte intrínseca da vida social e resultante das relações, da comunicação e dos conflitos de poder. O fato que reforça este argumento é o de nunca ter existido uma sociedade sem violência. A violência, conceitualmente, é um processo social diferente do crime (...). Ela é anterior ao crime e não é codificada no Código Penal.

      Trata-se de um fenômeno que não pode ser separado da condição humana e nem tratado fora da sociedade - a sociedade produz a violência em sua especificidade e em sua particularidade histórica. Há, na sociedade e no processo dinâmico que ela envolve, modificações na construção dos objetos sociais que são, muitas vezes, expressos como um problema social. Bater nos filhos, como um bom exemplo a ser citado, já foi uma estratégia para educá-los.

      A violência se presentifica até entre as expectativas do processo civilizatório que são, por sua vez, as de criação de indivíduos socialmente “adestrados” a partir do controle e da repressão dos impulsos internos a favor de uma convivência coletiva possível. O entendimento do processo de civilização deixa claro o quanto este processo é, em si, um processo violento. Segundo Freud o processo de civilização é o que responde pela “condição humana” (com o indivíduo deixando de necessitar e passando a desejar) e, segundo este autor, não é possível acabar com os conflitos violentos, uma vez que eles são intrínsecos ao homem – participam de sua constituição. Há, segundo esta compreensão, uma impossibilidade de normatização para se incidir sobre a condição psicológica e acabar com a violência – a violência é tida como o epifenômeno da condição humana.

      A violência para Freud circula no campo do sujeito (e não no campo do outro). O que nos interessa tomar como contribuição deste autor, entretanto, é o fato discutido por ele de que a violência estará sempre presente no campo social e histórico (por fazer parte da constituição humana). Este pressuposto tira-nos a ingenuidade de que é possível exterminar a violência das relações sociais e nos remete a uma racionalidade com relação a esta problemática. A compreensão da violência por meio desta perspectiva se opõe ao pânico e ao horror de uma “nova” condição existencial – a de pertencimento a uma sociedade atual completamente perdida, agressiva e perigosa.

      A violência é, de fato, algo indelével da experiência humana; o que não significa banalizá-la e favorecer uma “naturalização” deste ato, mas sim questionar todo exagero e intolerância destinados a ela, sustentados pelo quadro de medo da violência no qual a sociedade atualmente se encontra.

      (...)

(MIRANDA, Márcia Mathias de. SOCIEDADE, VIOLÊNCIA E POLÍTICAS DE SEGURANÇA PÚBLICA: DA INTOLERÂNCIA À CONSTRUÇÃO DO ATO VIOLENTO. http://www.machadosobrinho.com.br. Acesso: 15.2.2017).

O texto traz uma discussão sobre um fenômeno que tem permeado todas as civilizações, em todos os tempos: a violência. Nessa discussão, a autora
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Q2813561 Pedagogia

A educação é direito de todos e dever do Estado, entretanto, é livre a iniciativa privada, desde que atenda às seguintes condições:

Alternativas
Q2813560 Pedagogia

A lei Nº 11.645, de 10 de março de 2008, que altera a lei de diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura AfroBrasileira e Indígena”. Sobre os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros, a referida lei diz que

Alternativas
Q2813559 Pedagogia

Leia o texto a seguir:


(...) Reúna-se com os professores e funcionários para debater o clima na escola e mostrar como ele influencia a aprendizagem. Proponha uma pesquisa interna com todos os segmentos para avaliar esse aspecto e convide-os a participar. É fundamental explicar como os resultados serão usados para evitar resistências. (...)

Disponível em: http://gestaoescolar.abril.com.br/


O texto lido trata-se de um trecho de uma reportagem acerca de estratégias para realização da avaliação

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Q2813558 Pedagogia

Os Temas Transversais dos Parâmetros Curriculares Nacionais baseiam-se na ideia de que um determinado tema social seja trabalhado coordenadamente por professores de várias disciplinas.

“Um destes Temas tem seu trabalho organizado em quatro blocos de conteúdo: Respeito Mútuo, Justiça, Diálogo e Solidariedade”


O trecho em destaque relaciona-se ao tema:

Alternativas
Q2813557 Pedagogia

A educação de qualidade é um direito previsto em lei e tem como critérios ser relevante, pertinente e equitativa. Neste caso, o significado de ser equitativa refere-se

Alternativas
Q2813556 Pedagogia

Analise as 3 situações de avaliação apresentadas a seguir.


1- ____________Aplicar um instrumento de avaliação para saber o nível atual de desempenho do aluno e comparar essa informação com aquilo que é necessário ensinar no processo educativo.

2- ____________Registrar notas semestrais nos diários de classe e classificar os alunos em aprovados por média e os que ficaram para a recuperação.

3- ____________Utilizar resultados de atividades avaliativas formais e informais para identificar eventuais problemas e dificuldades dos alunos e corrigi-los antes de avançar.


A sequência correta quanto à função assumida pela avaliação é

Alternativas
Q2813555 Pedagogia

Esquemas de ação são as formas como o ser humano interage com o mundo. Nesse processo, ele organiza mentalmente a realidade para entendê-la, desenvolvendo a inteligência. As formas de interação evoluem progressivamente conforme a faixa etária e as experiências individuais. Segundo Piaget, o desenvolvimento se dá em quatro períodos:

Alternativas
Q2813554 Pedagogia

Considerando-se o paradigma da educação permanente e com base no pensamento de Canário (2015), a formação do professor não está circunscrita a uma primeira e curta etapa que antecede o exercício profissional, mas, ao contrário, deve ser vista como um processo na globalidade do percurso profissional. As duas vertentes de formação devem ser asseguradas e realizadas de modo integrado e até no mesmo tipo de instituição, quando possível.

O trecho destacado em negrito, no texto acima, refere-se à formação

Alternativas
Q2813553 Pedagogia

Os professores têm um papel fundamental na formação de aprendizes autônomos. Das atividades didáticas apresentadas nas alternativas abaixo, a que possui maior potencial para desenvolver a autonomia do aluno é

Alternativas
Q2813552 Pedagogia

O contrato didático, segundo Brousseau, é um conjunto recíproco de comportamentos esperados entre alunos e professor, sendo mediados pelo saber. Com isso, ele pode ser entendido como um instrumento que auxilia na análise das relações professor, aluno e saber.

O principal aspecto em que se baseia o contrato didático é

Alternativas
Q2813551 Pedagogia

Analise as assertivas abaixo sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB):


I- O IDEB serve como referência para a implantação de escolas públicas e privadas no país.

II- O IDEB foi criado para monitorar as políticas públicas no país e auxiliar na definição de metas de qualidade para os sistemas de ensino.

III- É medido anualmente e teve sua primeira edição em 2013.

IV- O IDEB é calculado com base em uma fórmula que considera dois componentes: o nível de conhecimento dos alunos aferidos pela Prova Brasil e a taxa de rendimento escolar.

V- A nota do IDEB varia de 0 a 6 pontos e funciona como um indicador de qualidade.


Sobre o IDEB é CORRETO apenas o que se afirma em:

Alternativas
Q2813550 Pedagogia

Visando ampliar a compreensão dos conteúdos escolares, existe um princípio curricular da escola brasileira que fundamenta a organização e gestão do currículo, denominado abordagem interdisciplinar. A definição que melhor expressa o conceito desta abordagem é:

Alternativas
Q2813549 Pedagogia

O planejamento de ensino é uma ação do cotidiano da prática docente e caracteriza-se por ser um processo de reflexão. Segundo SAVIANI (1987, p. 23), "a palavra reflexão vem do verbo latino 'reflectire' que significa 'voltar atrás'. Desta forma, o entendimento é de que planejar consiste em desencadear um processo de repensar todo o ensino, utilizando como roteiro os elementos curriculares básicos e, com base nestes elementos, perguntas devem ser respondidas pelo planejamento.

Desta forma, a pergunta: “para que ensinar e aprender?” relaciona-se e é respondida por qual elemento curricular?

Alternativas
Q2813548 Pedagogia

Na relação entre escola e família podem ser identificadas diversas formas de envolvimento dos pais e responsáveis por alunos nas atividades da escola. Uma delas é o envolvimento no processo de gestão escolar através

Alternativas
Q2813547 Pedagogia

Existem escolas que compram modelos prontos de Projeto Político Pedagógico (PPP) ou os encomendam a consultores externos. Com estas atitudes, contraria-se o princípio da gestão democrática denominado

Alternativas
Q2813545 Biologia

Em relação às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, assinale a alternativa ERRADA:

Alternativas
Q2813544 Biologia

Em relação aos bons hábitos de higiene, marque a alternativa ERRADA:

Alternativas
Q2813543 Biologia

Em relação à cadeia alimentar, marque a alternativa ERRADA:

Alternativas
Respostas
4701: A
4702: C
4703: E
4704: D
4705: C
4706: A
4707: A
4708: D
4709: A
4710: A
4711: D
4712: A
4713: B
4714: E
4715: D
4716: C
4717: A
4718: E
4719: C
4720: A