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A arte conceitual, que alcançou seu auge entre o final dos anos 1960 e meados dos anos 1970, propôs uma ruptura radical com a tradição artística ocidental. Ao decretar que o cerne da obra de arte reside na proposição mental, no projeto e no processo de reflexão, o movimento atacou diretamente o fetiche do objeto material e do mercado artístico tradicional. A execução física da obra tornou-se uma etapa secundária, muitas vezes delegada a terceiros ou registrada por meios puramente documentais, como textos, mapas e fotografias.
Com base na definição apresentada, assinale a alternativa que contém um exemplo de Arte Conceitual.
Leia o fragmento a seguir, extraído de O auto da Compadecida, de Ariano Suassuna:
JOÃO GRILO: É a velha, com o cachorro. Como é, o senhor benze ou não benze?
PADRE: Pensando bem, acho melhor não benzer. O bispo está aí e eu só benzo se ele der licença. (À esquerda aparece a mulher do padeiro e o padre corre para ele.) Pare, pare! (Aparece o padeiro.) Parem, parem! Um momento. Entre o senhor e entre a senhora: o cachorro fica lá!
MULHER: Ai, padre, pelo amor de Deus, meu cachorro está morrendo. É o filho que eu conheço neste mundo, padre. Não deixe o cachorrinho morrer, padre.
PADRE, comovido: Pobre mulher! Pobre cachorro!
João Grilo estende-lhe um lenço e ele se assoa ruidosamente.
PADEIRO: O senhor benze o cachorro, Padre João?
JOÃO GRILO: Não pode ser, o bispo está aí e o padre só benzia se fosse o cachorro do major Antônio Morais, gente mais importante, porque senão o homem pode reclamar.
A partir da leitura do trecho e das indicações dadas pelo autor, assinale a alternativa que descreve corretamente os elementos da linguagem teatral presentes na cena.
Observe ao lado a obra Violino e castiçal, pintada por Georges Braque em 1910.

Disponível em: https://www.georgesbraque.org/.
A tela em questão é um exemplo da fase analítica do movimento cubista. Rompendo radicalmente com a tradição pictórica ocidental em vigência desde o Renascimento, o Cubismo propôs um novo modo de representação do mundo real.
A partir da análise da obra de Braque e de seus fundamentos estéticos, a pintura apresentada se filia ao Cubismo porque:
A respeito dos princípios estruturais e conceituais da perspectiva linear renascentista, assinale a alternativa correta.
O texto a seguir é referência para a questão
Em 10 de dezembro de 1987, Londrina foi palco de um evento que entraria para a história policial brasileira: o assalto com o maior número de reféns já registrados no país. Sete homens armados invadiram a agência do Banestado, exigindo uma montanha de 30 milhões de cruzados e, no processo, mantiveram mais de 300 pessoas reféns.
Essa é a história que o diretor José Eduardo Belmonte decidiu contar em Assalto à Brasileira, filme que adapta um dos capítulos policiais mais bizarros do país. O longa não perde tempo com introduções prolixas; rapidamente somos jogados no olho do furacão, acompanhando Paulo (Murilo Benício), um jornalista recém-demitido que vai à agência buscar sua rescisão, e Moreno (Christian Malheiros), o líder do assalto. Os motivos dos criminosos são contextualizados pela crise econômica da época, mas o filme prefere a ação imediata a longas explicações.
Benício é o grande destaque do longa. Ele entrega uma atuação fantástica, um equilíbrio entre a tensão, a comédia e a malandragem do personagem em cada cena, seja no desespero inicial ou nas negociações com a polícia. Contudo, o foco não recai apenas sobre o ator. Quase todo o elenco entrega performances memoráveis. Muitos dos reféns roubam a cena com reações cômicas diante do absurdo, e a química entre os assaltantes é um acerto cirúrgico; suas interações fazem o público se divertir, como se tivessem reunido “Os Trapalhões” para executar um grande assalto. […]
Outro ponto técnico que merece destaque é a direção de arte e a fotografia. Trabalhando com um espaço limitado – o banco assaltado em questão –, a equipe constrói uma ambientação incrivelmente fiel à década de 80, desde a redação da Folha de Londrina até a multidão histérica do lado de fora. […]
Disponível em: https://www.omelete.com.br/.
O texto a seguir é referência para a questão
Em 10 de dezembro de 1987, Londrina foi palco de um evento que entraria para a história policial brasileira: o assalto com o maior número de reféns já registrados no país. Sete homens armados invadiram a agência do Banestado, exigindo uma montanha de 30 milhões de cruzados e, no processo, mantiveram mais de 300 pessoas reféns.
Essa é a história que o diretor José Eduardo Belmonte decidiu contar em Assalto à Brasileira, filme que adapta um dos capítulos policiais mais bizarros do país. O longa não perde tempo com introduções prolixas; rapidamente somos jogados no olho do furacão, acompanhando Paulo (Murilo Benício), um jornalista recém-demitido que vai à agência buscar sua rescisão, e Moreno (Christian Malheiros), o líder do assalto. Os motivos dos criminosos são contextualizados pela crise econômica da época, mas o filme prefere a ação imediata a longas explicações.
Benício é o grande destaque do longa. Ele entrega uma atuação fantástica, um equilíbrio entre a tensão, a comédia e a malandragem do personagem em cada cena, seja no desespero inicial ou nas negociações com a polícia. Contudo, o foco não recai apenas sobre o ator. Quase todo o elenco entrega performances memoráveis. Muitos dos reféns roubam a cena com reações cômicas diante do absurdo, e a química entre os assaltantes é um acerto cirúrgico; suas interações fazem o público se divertir, como se tivessem reunido “Os Trapalhões” para executar um grande assalto. […]
Outro ponto técnico que merece destaque é a direção de arte e a fotografia. Trabalhando com um espaço limitado – o banco assaltado em questão –, a equipe constrói uma ambientação incrivelmente fiel à década de 80, desde a redação da Folha de Londrina até a multidão histérica do lado de fora. […]
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