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Leia a fábula a seguir.
A lebre e a tartaruga
Era uma vez uma lebre que se divertia atormentando sua colega tartaruga. Sempre que a tartaruga caminhava, a lebre a acusava de ser lenta e desengonçada. A tartaruga tentava ignorá-la, mas a lebre insistia nas provocações. Certo dia, a tartaruga desafiou a lebre para uma corrida. Na floresta, ninguém conseguia acreditar que a tartaruga, tão lenta, tivera coragem de chamar a veloz lebre para uma disputa. No horário marcado, a corrida começou. A lebre logo desapareceu entre as árvores, ao passo que a tartaruga se deslocava vagarosamente. De tanto correr, a lebre se cansou no meio do caminho. Depois de verificar que estava muito adiante de sua adversária, a lebre deitou-se para descansar e adormeceu. Enquanto a lebre dormia, a tartaruga prosseguiu caminhando. Quando a lebre acordou, a tartaruga já cruzava a linha de chegada.
O texto a seguir, uma proposta de redação aplicada no vestibular da UFPR em 2024, é referência para a questão.
QUESTÃO DISCURSIVA 03
Leia a seguir o parágrafo final de um comunicado aos interessados.
Dessa forma, informamos a todos que retomaremos nossas atividades e reabriremos ao público a partir do dia 1.º do próximo mês, das 8h00 às 19h00, como de praxe. A contar dessa data, estaremos à disposição para atendê-los no endereço habitual.
Escreva um ou dois parágrafos iniciais que apresentem articulação de continuidade com a finalização do texto proposto, que deverá ser considerada como fecho do texto por você elaborado. Uma articulação adequada deve:
- indicar o/a(s) destinatário/a(s) do texto;
- ser clara e coerente com relação ao parágrafo final;
- introduzir informações novas, que garantam a progressão no tratamento do assunto;
- ter no mínimo 8 e no máximo 10 linhas.
Critérios de avaliação:
1 - Indica o/a(s) destinatário/a(s) do texto.
2 - Introduz informações novas, que garantam a progressão no tratamento do assunto.
3 - Observa os aspectos formais da norma padrão da língua portuguesa.
Disponível em: https://servicos.nc.ufpr.br.
Considere o texto a seguir:
Mulheres da “geração sanduíche” podem mudar as regras do jogo
Reportagem desta Folha (“Meninas de 10 a 14 anos cuidam mais da casa e da família do que homens, diz estudo”, 8/3) revelou uma realidade que deveria preocupar todo o país. Ainda na adolescência, quase 80% das brasileiras já acumulam estudos com trabalho doméstico ou atividades de cuidado. Aos 25 anos, mais da metade concilia trabalho remunerado com as responsabilidades da casa, e uma parcela expressiva enfrenta simultaneamente três jornadas.
Os números mostram que a desigualdade entre homens e mulheres continua começando muito cedo. Mas eles também suscitam uma pergunta menos óbvia: quem será capaz de romper esse ciclo? Minha resposta é a “geração sanduíche”.
As mulheres que hoje têm entre 40 e 60 anos ocupam uma posição singular na história brasileira. Foram educadas em uma sociedade que ainda naturalizava a divisão desigual das responsabilidades domésticas, mas construíram suas trajetórias em um país que ampliou, como nunca antes, o acesso feminino à educação, ao mercado de trabalho e aos espaços de liderança.
São mulheres que conhecem, por experiência própria, o peso das antigas regras e, ao mesmo tempo, participaram da construção das novas. Poucas gerações reuniram tamanho repertório para compreender as dificuldades do passado e identificar os caminhos do futuro.
A expressão “geração sanduíche” costuma ser associada à responsabilidade simultânea pelos filhos e pelos pais idosos. Mas sua importância vai muito além dessa condição. Pela primeira vez, uma geração feminina ocupa, ao mesmo tempo, posições de influência nas empresas, nas universidades, nas organizações públicas e dentro das próprias famílias. Essa dupla presença amplia sua capacidade de transformação. […]