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Brown (2004, p.19) states five principles of language assessment: “practicality, reliability, validity, authenticity, and washback”.
Read the statements below about these principles and check if they are correct or incorrect.
I. A test is practical when it stays within appropriate time constraints, is relatively easy to administer, has a scoring/evaluation procedure that is specific and time-efficient, and is not excessively expensive.
II. A reliable test is consistent and dependable. If the teacher gives the same test to the same student or matched students on two different occasions, the test should yield similar result. There are a number of factors that may contribute to the unreliability of a test: fluctuations in the student, in scoring, in test administration, and in the test itself.
III. Face validity will likely be high if learners encounter: expected format with familiar tasks, clear directions, reasonable level of difficulty, etc.
IV. Authenticity may be presented in the following ways: the language in the test is as natural as possible; items are contextualized; topics are meaningful (for the students); etc.
V. Language testing washback is a kind of positive reinforcement; the teacher praises the students for their correct answers and “forgets” their mistakes.
In relation to the previous statements, choose the CORRECT alternative:
According to Richards; Rodgers (2001, p.16) “approaches and methods can be studied not as prescriptions for how to teach but as a source of well-used practices, which teachers can adapt or implement based on their own needs”.
Read the following statements about five current communicative approaches and check if they are TRUE (T) or FALSE (F).
( ) The Communicative Language Teaching approach states that learning is a process of creative construction and involves trial and error.
( ) According to the Natural Approach, a focus on comprehension and meaningful communication as well as the provision of the right kinds of comprehensible input provide the necessary and sufficient conditions for successful classroom second and foreign language acquisition.
( ) Cooperative learning is the instructional use of small groups through which students work together without accomplishing shared goals.
( ) Content-Based Instruction refers to an approach to second language teaching in which teaching is organized around the substance or subject matter that students learn or communicate through language rather than the language used to convey it.
( ) In the Task-based Language Teaching approach the activities and tasks can be either those that learners might need to achieve in real life or those that have a pedagogical purpose specific to the classroom.
Choose the alternative which CORRECTLY shows if the statements are TRUE or FALSE:
O autor Jonathan Culler, ao longo do livro “Teoria literária: introdução” (1999, p. 34), aponta que não existe um critério único, absoluto e suficiente para definir um texto como sendo literário ou não, e analisa, no capítulo “O que é literatura e tem ela importância?”, a dificuldade em distingui-los. “A literatura, poderíamos concluir, é um ato de fala ou evento textual que suscita certos tipos de atenção. Contrasta com outros tipos de atos de fala, tais como dar informação, fazer perguntas ou fazer promessas […] Não há maneiras especiais de organizar a linguagem que nos digam que algo é literatura? Ou o fato de sabermos que algo é literatura nos leva a dar-lhe um tipo de atenção que não damos aos jornais e, consequentemente, a encontrar nela tipos especiais de organização e sentidos implícitos? A resposta deve certamente estar no fato de que ambos os casos ocorrem: às vezes o objeto tem traços que o tornam literário mas às vezes é o contexto literário que nos faz tratá-lo como literatura. Mas linguagem altamente organizada não necessariamente transforma algo em literatura: nada é mais altamente padronizado que a lista telefônica […] A "literatura" não é apenas uma moldura na qual colocamos a linguagem: nem toda sentença se tornará literária se registrada na página como um poema. Mas, por outro lado, a literatura não é só um tipo especial de linguagem, pois muitas obras literárias não ostentam sua diferença em relação a outros tipos de linguagem: funcionam de maneiras especiais devido à atenção especial que recebem”.
O autor vai apontar, então, no capítulo “O que é literatura e tem ela importância?”, perspectivas para pensar a obra literária e examina pontos a respeito da natureza da literatura.
Todas as alternativas abaixo correspondem a um ponto examinado pelo autor, EXCETO:
Considere as seguintes análises de Antonio Candido, em “Formação da Literatura Brasileira: momentos decisivos” (2000) sobre poetas da literatura brasileira:
I. Nele, o lirismo é pura expressão da sensibilidade, desligada de qualquer pretensão mais afoita. Saudade, ternura, natureza e desejo são modulados numa frauta singela. Extremamente romântico na fuga à abstração, à generalização, sempre transpõe no poema um sentimento imediato, banhando-se naquela magia desde então ligada ao seu nome. O senso dramático da vida reponta, logo atenuado pela vocação elegíaca e o arrepio sensual. A tristeza, nele, não impede o encantamento da carne; aumenta-o, pelo contrário, como acontece nos temperamentos voluptuosos. Por isso, contribui decisivamente, com seu grande talento poético, para fixar um de seus aspectos românticos: a excitação dos sentidos, bastante viva para despertar e envolver a imaginação e, todavia, mascarada por jogo hábil de negaceios: ora a tristeza da posse inatingível, ora a ironia da possa disfarçada, ora o falso pudor da posse protelada. E, dominando tudo, a capacidade quase virtuosística de elaborar imagens delicadas, a fim de atenuar as consequências finais da corte amorosa. Depois dele - na obra de Castro Alves – a paixão aparecerá mais próxima à natureza, e o drama do espírito não mais sufocará a fruição das coisas.
II. Se as imagens recorrentes valem alguma coisa para entender os poetas, a presença da rocha aponta nele para um anseio profundo de encontrar o alicerce, ponto básico de referência. Quando quer localizar um personagem, é perto ou sobre uma rocha que o situa. Na pedra, quase tanto quanto nos troncos, grava os seus lamentos. Para imagem da dor ou sofrimento, não quer outro símile. Todavia, é como antítese que mais aparecem, servindo para contrastar a ternura do sentimento. Nas Obras a um ciclo de oposição sentimento-rocha, brandura-dureza, em que vem se exprimir, segundo a convenção lírica, a sua sensibilidade profunda.
III. Em nossa literatura é dos maiores poetas, dentro os sete ou oito que trouxeram alguma coisa à nossa visão de mundo. Com ele a pesquisa neoclássica da natureza alcança a expressão mais humana e artisticamente mais pura. A recuperação da naturalidade, cujos artífices foram os primeiros árcades, encontra nele a nota fundamental humana. Ao contrário da tradição impessoal do Cultismo e da delegação poética arcádica, vemos uma personalidade que se revela, mas, ao mesmo tempo, constrói-se no plano literário, que considera a si mesmo como objeto legítimo da arte, e por isso se desvenda, nas suas penas, no seu gosto, em toda a escavação profunda e sinuosa da confidência; mas só desvenda para atingir a imagem eloquente, a frase bela que permite elaborar uma expressão artística, ou seja, uma estilização de si mesma.
Assinale a alternativa CORRETA que indica, respectivamente, os poetas de que tratam as análises I, II e III.
Convocando saber, experiência, imaginação, memória, razão, sensibilidade e tudo o mais que lhe confere a romântica aura de gênio e de “maldito” (pela vida desgraçada que levou e o quanto sofreu na carne o drama da condição humana), o poeta penetra num labirinto, descortinado pela sondagem do “eu”, marcada por estágios de angústia crescente, à medida que progride a vida interior. De onde o tom permanente de dor cósmica, no sentido em que é mais do que sofrimento individual do poeta, é o universal ecoando nele e nele encontrando meio de expressão. O fruto desta incursão nos caminhos da alma consiste numa confissão ou autobiografia moral, marcada pela “ânsia de infinito”. À medida que avança na jornada interior, vai desintegrando o próprio “eu” com a finalidade de erguer o retrato do “Eu”, ou do “Nós”, composto pela soma de todos os “eus” alheios que lhe ficaram impressos na inteligência e na sensibilidade. O núcleo de sua poesia reflexiva pode ser sintetizada como: a vida não tem razão de ser, e descobri-lo e pensá-lo de forma incessante é inútil e perigoso, pois apenas acentua o quanto irremediavelmente miserável é a condição humana.
MASSAUD. Moisés. A Literatura Portuguesa. 37. ed. São Paulo: Cultrix, 2013- texto adaptado
O texto acima se refere a qual poeta da Literatura Portuguesa? Assinale a alternativa CORRETA.
A partir das afirmações de Luiz Roncari (2014), sobre a obra “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, analise as afirmativas identificando com “V” as VERDADEIRAS e com “F” as FALSAS, assinalando a seguir a alternativa CORRETA, na sequência de cima para baixo:
( ) Na obra, Manuel Antônio Almeida busca o ponto de encontro ou fronteira da sociedade da “ordem” com a da “desordem”. Como as duas não existiam separadamente, o que ele observa é o processo de relações e contato de uma com a outra e a contaminação de uma pela outra, através dos processos de transbordamento das personagens de um lugar social para o outro.
( ) Na descrição da preparação do parto organizado pela comadre, a madrinha de Leonardo, os elementos da religião católica são utilizados com finalidades mágicas, dentro de práticas típicas da crendice e da superstição popular, apontando, com isso, que o sincretismo ou a mistura é o elemento constante e organizador de quase todas as manifestações festivas, ritualísticas ou simplesmente da tradução dos costumes que o autor descreve.
( ) Na construção das personagens, Manuel Antônio Almeida ultrapassou as suas caracterizações como tipos, as suas individualidades não estão sujeitas e determinadas às suas condições sociais, raciais, profissionais, pois ao fixar o foco do romance na área de contato intersociais, raciais, éticos e culturais, faz com que as personagens consigam superar e ultrapassar suas condições, além de afirmarem-se como indivíduos de personalidades autônomas.
( ) Manuel Antônio Almeida buscou equilibrar duas forças de sentido oposto, uma coagindo para a “ordem” e outra para “desordem”, uma identificada com o Estado português, de origem externa e extração europeia e civilizada, e a outra identificada com as forças da “terra”, mameluca. No entanto, não conseguiu que tais forças opostas convivessem e criassem uma ordem em que as duas naturezas e dimensões do homem encontrassem espaço de realização e equilíbrio.
( ) Os melhores momentos de apreensão de contato e reunião de culturas e cores raciais diferentes, dentro da obra, são os encontros festivos e comemorativos, como o que ocorre no capítulo “Origem, Nascimento e Batizado”.
Antonio Candido, na obra “Literatura e Sociedade” (2014), aborda vários níveis da correlação entre literatura e sociedade, sendo este o tema que percorre os ensaios que compõem o livro e que dão unidade a esta obra. Ele analisa o vínculo entre obra e ambiente, sem perder a dimensão estética do literário. Em suas palavras, “O externo (no caso, o social) importa, não como causa, nem como significado, mas como elemento que desempenha um certo papel na constituição da estrutura, tornando-se, portanto, interno” (CANDIDO, p. 14). Considerando a obra como um organismo, o autor ainda aponta: “Hoje sentimos que, ao contrário do que pode parecer à primeira vista, é justamente esta concepção da obra como organismo que permite, no seu estudo, levar em conta e variar o jogo de fatores que a condicionam e motivam; pois quando é interpretado como elemento da estrutura, cada fator se torna componente essencial do caso em foco […]” (CANDIDO, p. 25).
O último ensaio da obra “Literatura e Sociedade” (2014) é voltado à estrutura literária e função histórica, no qual o autor opera, na prática, as diretrizes teórico-metodológicas apresentadas nos ensaios anteriores. Com base neste último ensaio, analise as assertivas:
I. Candido, ao analisar a estrutura da obra Caramuru, de José de Santa Rita Durão, identifica a colonização, a natureza e o índio como os princípios estruturais que ordenam as partes, os motivos e os episódios e que todos os três são perpassados pela ambiguidade, cuja análise permite perceber que o princípio organizador do poema, que liga as partes e dissolve as contradições, é a religião e, devido a ele, os princípios estruturais se vinculam uns aos outros sutilmente. Tal caráter ambíguo permitiu o reaproveitamento da obra pelo Romantismo em sua faceta indianista.
II. Na formação de uma consciência literária de autonomia no Brasil, eclodida com o Romantismo, Caramuru, de José de Santa Rita Durão, que teve então seu grande momento, desempenhou uma função fundamental devido ao caráter de paradigma ressaltado pelos escritores franceses, o que foi possível, em grande parte, por causa da natureza ambígua do poema, permitindo que os precursores franceses e os primeiros românticos brasileiros operassem nele uma dupla distorção e um duplo aproveitamento, o ideológico e o estético.
III. O aproveitamento dos textos poéticos O Uraguai, de José Basílio da Gama, e Caramuru, de José de Santa Rita Durão, para a prosa em língua francesa, vertidas por François Eugène Garay de Monglave, consistiu num processo de descaracterização, conforme aponta Candido, imprimindo aos textos um “caráter intermediário”, de passagem, entre poema e romance. Essas adaptações, assim como outras operadas na França, aproximam tais obras brasileiras do momento romântico francês, e as traduções, adaptações e recepções que tiveram em território francês foram importantes para estabelecerem um aspecto específico do romantismo brasileiro, o Indianismo. A escolha da substância novelística, em lugar da épica, diz Candido, tornou O Uraguai e Caramuru mais próximos e familiares à sensibilidade romântica, voltada para ficção e lirismo e que, observando tal fato, é possível avaliar a importância do trabalho realizado pelos franceses, em uma sequência coerente e progressiva que preludiou a ficção romântica brasileira.
Assinale a alternativa em que (todas) a(s) afirmativa(s) está (ao) CORRETA(S):
Rildo Cosson, em “Letramento literário: teoria e prática” (2016, p.47- 48) diz: “[…] adotamos como princípio do letramento literário a construção de uma comunidade de leitores. É essa comunidade que oferecerá um repertório, uma moldura cultural dentro da qual o leitor poderá se mover e construir o mundo e a ele mesmo. Para tanto, é necessário que o ensino da Literatura efetive um movimento contínuo de leitura, partindo do conhecido para o desconhecido, do simples para o complexo, do semelhante para o diferente, com o objetivo de ampliar e consolidar o repertório cultural do aluno. Nesse caso, é importante ressaltar que tanto a seleção de obras quanto as práticas de sala de aula devem acompanhar este movimento”.
O autor, logo após tal pressuposto sobre letramento literário, apresenta duas sequências para desenvolver as atividades das aulas de Literatura: sequência básica e sequência expandida. A sequência expandida, além de ter os mesmos passos da sequência básica, possui outros. São eles:
Assinale a alternativa CORRETA.
Leia o poema abaixo, de Gregório de Matos Guerra:
À negra Margarida que acariciava um mulato
1 Carina, que acariais
aquele Senhor José
ontem tanga de guiné,
hoje Senhor de Cascais:
vós, e outras catingas mais,
outros cães, e outras cadelas
amais tanto as parentelas,
que imagina o vosso amor,
que em chamando ao cão Senhor
Ihe dourais suas mazelas.
2 Longe vá o mau agouro;
tirai-vos desse furor,
que o negro não toma cor,
e menos tomará ouro:
quem nasceu de negro couro,
sempre a pintura o respeita
tanto, que nunca o enfeita
de outra cor, pois fora aborto,
é, como quem nasceu torto,
que tarde, ou nunca endireita.
3 A nenhum cão chamais tal,
Senhor ao cão? isso não:
que o Senhor é perfeição,
e o cão é perro neutral:
do dilúvio universal
a esta parte, que é
desde o tempo de Noé,
gerou Cão filho maldito
negros de Guiné, e Egito,
que os brancos gerou Jafé.
4 Gerou o maldito Cão
não só negros negregados,
mas como amaldiçoados
sujeitos à escravidão:
ficou todo o canzarrão
sujeito a ser nosso servo
por maldito, e por protervo;
e o forro, que inchar se quer,
não pode deixar de ser
dos nossos cativos nervo.
5 Os que no direito expertos
penetram termos tão finos,
bem sabem, que os libertinos
distam muito dos libertos:
se há brancos tão inexpertos,
que dão benignos, ou bravos
alforrias por agravos:
os que destes são nascidos,
por libertinos são tidos,
porém são filhos de escravos.
6 O filho da minha escrava,
e dos meus vizinhos velhos,
que eu vejo pelos artelhos,
que ontem soltaram da trava;
porque tanto se deprava
com tal brio, e pundonor,
que quer Ihe chamem Senhor:
se consta o seu senhorio
de um bananal regadio,
que cavou com seu suor!
7 E se são justos os brios
daqueles, que escravos têm,
nisso a mor baixeza vêm,
pois têm por servos seu tios:
e se algum com desvarios
diz, que o ter por natural
sangue de branco o faz tal,
nisso a condenar-se vêm,
porque se o branco faz bem,
como o negro não faz mal?
8 Tomem de leite um cabaço,
lancem-lhe um golpe de tinta,
a brancura fica extinta,
todo o leite sujo, e baço:
assim sucede ao madraço,
que com a negra se tranca;
do branco o leite se arranca,
da negra a tinta se entorna,
o leite negro se torna,
e a tinta não se faz branca.
9 Mas tornando a vós, Carira,
que ao negro Senhor chamais,
porque é Senhor de Cascais,
quando vos casca, e atira:
crede, amiga, que é mentira
ser branco um negro da Mina,
nem vós sejais tão menina,
que creiais, que ele não crê,
que é negro, pois sempre vê
em casa a mãe Caterina.
10 Dizei ao Vosso Senhor
entre um, e outro carinho,
que o negro do seu focinho
é cor, que não toma cor:
e que dê graças a Amor
que vos pôs os olhos tortos
para não ver tais abortos,
mas que há de esbrugar mantenha
daqui até que Deus venha
julgar os vivos, e mortos.
(RONCARI, Luiz. Literatura Brasileira: dos primeiros cronistas aos últimos românticos. 2. ed. São Paulo: Edusp, 2014, p. 115-118.)
Considere as seguintes afirmações sobre o poema.
I. A sonoridade de “cão”, na terceira estrofe, possibilita que associe os negros a Cam, filho amaldiçoado de Noé.
II. Da segunda estrofe à oitava ocorre o procedimento estilístico denominado zeugma, pois há omissão do sujeito a quem o eu-lírico se dirige no poema, já exposto na primeira estrofe:“Carina”.
III. A metáfora do leite e da tinta, presente na oitava estrofe, associa-se ao critério de limpeza de sangue, pois a ideia, no mundo colonial, é a de que a mestiçagem não branqueava o sangue negro, mas enegrecia o sangue branco.
IV. O poema começa com a crítica à negra Carina, que dedica seus afetos a um mulato, que, por ser livre, afasta-se de seus familiares maternos, ainda escravos, já que devia ser filho de escrava com algum senhor branco.
V. A metonímia é a figura de linguagem que o poeta usa para caracterizar seus desafetos. Exemplos são: “tanga”, “catingas” e “outros cães, cadelas” presentes na primeira estrofe.
Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:
Ao abordar a questão da tonicidade no português brasileiro, Bechara afirma que os vocábulos átonos proclíticos, ao perderem seu acento próprio para se subordinarem ao do tônico seguinte, acabam por sofrer reduções no seu volume fonético. Das alternativas abaixo, todas apresentam consequências da próclise de clíticos, EXCETO:
Segundo Lyons, os neogramáticos adotaram a compreensão de que a Linguística tem que ser necessariamente histórica. Saussure, por outro lado, argumenta que a descrição sincrônica de línguas particulares pode ser igualmente explicativa. Das alternativas abaixo, todas estão corretas em relação ao apresentado por Lyons sobre a explicação sincrônica e a explicação diacrônica, EXCETO:
Na obra “Produção textual, análise de gêneros e compreensão”, Marcuschi apresenta e analisa a proposta de trabalho com texto em sala de aula conhecida como “sequências didáticas”, elaborada inicialmente por Dolz e Schneuwly. Analise as afirmativas abaixo, que listam considerações feitas por Marcuschi sobre as sequências didáticas, identificando com “V” as VERDADEIRAS e com “F” as FALSAS, assinalando a seguir a alternativa CORRETA, na sequência de cima para baixo:
( ) Tal proposta está alinhada à concepção de língua como um conjunto de práticas sociais e entende os gêneros nessa mesma linha.
( ) Na proposta de “sequências didáticas”, os gêneros são tratados como formas históricas com uma relativa estabilidade e com circulação na sociedade para consumo dos falantes e leitores em geral.
( ) A estratégia de modularidade situa as ações no contexto da realidade e naturaliza o trabalho com a língua.
( ) O caráter modular da proposta traz flexibilidade ao trabalho, uma vez que a modularidade pode obedecer uma ordem aleatória.
Para Oliveira (2004, p. 23), “Embora não seja tarefa fácil definir o objeto de estudos da Semântica, afirma-se classicamente que seu objeto é o ‘significado’ das palavras e das sentenças. Abordagens mais recentes entendem que seu objetivo é descrever a capacidade que um falante tem para interpretar qualquer sentença de sua língua. Em quaisquer abordagens, devemos definir o conceito de significado. O problema é que não há consenso sobre o que é o ‘significado’.”
Oliveira sintetiza noções particulares de “significado” eleitas por diferentes abordagens semânticas. Considerando o apresentado pela autora no texto Semântica, que integra a obra Introdução à linguística: domínios e fronteiras” (vol. 2), organizada por Fernanda Mussalim e Ana Christina Bentes (2004), assinale a sequência que ilustra o preenchimento CORRETO dos parênteses, de cima para baixo:
1 – Estruturalismo de vertente saussureana
2 – Semântica Formal
3 – Semântica da Enunciação
4 – Semântica Cognitiva
( ) o significado é um termo complexo, composto por duas partes.
( ) o significado é o resultado do jogo argumentativo criado na linguagem e por ela.
( ) o significado é definido como uma unidade de diferença.
( ) o significado é a superfície linguística de um conceito adquirido por meio de interações sensório-motoras com o mundo.
Analise as afirmativas abaixo sobre a transitividade verbal no português brasileiro:
I. Segundo Bechara, verbos que apresentam significado lexical referente a realidades bem concretas não necessitam de outros signos léxicos e são chamados de intransitivos, pela gramática tradicional.
II. Os verbos cujo conteúdo léxico é de grande extensão semântica e que necessitam delimitar essa extensão através de auxílio de outros signos léxicos adequados à realidade concreta, segundo Bechara, recebem o nome de transitivos.
III. Para Perini, a descrição das transitividades verbais deve ser feita em termos de exigência, recusa e aceitação livre de cada uma das funções relevantes.
IV. De acordo com Perini, as pesquisas indicam que há duas funções sintáticas relevantes para a definição da transitividade verbal, são elas: objeto direto e objeto indireto.
V. Na classificação apresentada por Perini, o verbo fazer apresenta o traço [Ex-OD].
Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:
Carlos Alberto Faraco, no livro “Norma culta brasileira: desatando alguns nós” (2008, p. 160), afirma que: “A crítica à gramatiquice e ao normativismo não significa, como pensam alguns desavisados, o abandono da reflexão gramatical e do ensino da norma culta/comum/standard. Refletir sobre a estrutura da língua e sobre seu funcionamento social é atividade auxiliar indispensável para o domínio fluente da fala e da escrita. E conhecer a norma culta/comum/standard é parte integrante do amadurecimento das nossas competências linguístico-culturais, em especial as que estão relacionadas à cultura escrita. O lema aqui pode ser: reflexão gramatical sem gramatiquice e estudo da norma culta/comum/standard sem normativismo.”
Considerando essa citação, assinale a alternativa que evidencia a concepção de norma culta/comum/standard defendida pelo autor.
No que tange o ensino de gramática nas aulas de língua portuguesa, os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, no item Linguagens, códigos e suas tecnologias, (BRASIL, 2002, p. 81) estabelecem que: “O ensino de gramática não deve ser visto como um fim em si mesmo, mas como um mecanismo para a mobilização de recursos úteis à implementação de outras competências, como a interativa e a textual” (BRASIL, 2002, p. 81). Tal concepção está alinhada ao conceito de “análise linguística” apresentado por Geraldi na obra “Portos de Passagem”.
Das alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO corresponde às ideias apresentadas pelo autor:
Um mito
Por Sirio Possenti
O mito mais renitente sobre as línguas é o de que teria havido, em algum momento, línguas perfeitas. Em cada país – ou cultura – há quem lamente sua decadência. As pessoas estariam falando muito mal, ninguém mais respeita as regras, a gramática precisa “voltar” a ser ensinada, quem sabe até mesmo o latim, já que isso ajudaria a melhorar as coisas, da grafia ao sentido, passando pelas regências e concordâncias. As queixas são generalizadas.
A primeira versão desse mito que conhecemos é a história de Babel, embora no livro não se diga que se falava corretamente, mas apenas que se falava uma só língua e todos se compreendiam. O castigo foi a diversidade linguística. Antes disso, o livro informara que Adão deu a cada criatura um nome adequado. Não se fala em sintaxe, concordância, regência, muito menos em correção, mas apenas na adequação dos nomes, que, diga-se, é hoje um tópico de muitas queixas.
Na verdade, o mito da decadência (o avesso do da perfeição antiga) vigora em muitos outros campos: os escritores eram melhores, havia verdadeiros filósofos, os políticos tinham mais compostura (e eram melhores oradores), o casamento era para valer, as mulheres, então... etc.
O dado mais curioso sobre a questão é que as queixas são bem antigas. Cícero já se queixava da mesma coisa, e conhece-se o Appendix Probi, que fazia uma lista de palavras corretas e de sua contraparte “errada” (por exemplo, condenava oricla, de que derivou orelha, defendendo auris; condenava rivus, contra rius, de onde obviamente veio rio; condenava socra (sogra) em vez de socrus; defendia ansa contra a forma nova asa etc.). Ou seja, já naquele tempo se faziam listas de erros, que hoje é um esporte bem lucrativo.
O curioso é que, a cada época, os defensores do seu padrão não se dão conta de que ele foi condenado anteriormente (quem deixaria de dizer rio, asa ou sogra?). Há queixas gerais, pura repetição de clichês, e queixas específicas, que tematizam questões particulares. As queixas começam pela grafia, sem que os críticos se deem conta de que uma lei pode mudá-la. A “invenção” de palavras consideradas desnecessárias ou o emprego das atuais em sentido “corrompido” também é um alvo muito comum.
Disponível em:<http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/3113/n/um_mito> Acesso em: 04 out. 2016
O texto de Sirio Possenti aborda uma questão recorrente quando o assunto é a língua portuguesa: o mito da decadência. Na obra “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz”, Marcos Bagno apresenta outros mitos relacionados a essa temática. Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa que desenvolve, de maneira INCORRETA, as ideias apresentadas por Sirio no texto acima e por Bagno na obra citada.
Para facilitar o entendimento das etapas que compõem as Boas Práticas, deve-se definir alguns termos importantes e que fazem parte da elaboração dos manuais, tais como:
I. Inocuidade dos alimentos: é a garantia de que o alimento está isento de contaminantes, de forma a não oferecer riscos à saúde dos consumidores.
II. Sanificação ou desinfecção: é a inibição ou destruição de microrganismos por intermédio de agentes químicos ou biológicos.
III. Contaminação: é a presença de substâncias ou agentes estranhos de origem biológica, química ou física, consideradas como nocivas ou não à saúde humana.
IV. Microrganismos deteriorantes: são aqueles causadores de doenças humanas, por intoxicações ou toxinfecções alimentares.
Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:
A higienização é uma das etapas mais importantes para o controle dos riscos de contaminação dos alimentos, assegurando o controle da contaminação química ou microbiológica dos alimentos pelo contato com equipamentos, utensílios, superfícies ou pessoas. A sanificação é a etapa da higienização responsável pela destruição/eliminação de microrganismos. A escolha do melhor sanificante químico vai depender daquele que melhor se apresenta para cada tipo de material e uso. Sobre as características dos principais sanificantes/desinfetantes químicos, é INCORRETO afirmar que:
A aplicação das Boas Práticas de Fabricação nas agroindústrias depende diretamente do entendimento que se tem de quais os pontos que implicam risco direto de contaminação dos alimentos, e, por isso, devem ser mensurados e controlados. A ordenação das salas do prédio, ou seja, o fluxo, é tão importante quanto estabelecer as separações físicas (setorizações) para garantir as condições higiênicas necessárias. Com relação à racionalização do fluxo, é INCORRETO afirmar: