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Q3090967 Linguística
Enfatizando a natureza histórica e social da língua, dos sujeitos e das interações verbais, [João Wanderley Geraldi] considera fundamental compreender o trabalho linguístico (dos sujeitos) como atividade constitutiva, em que se entrecruzam produção histórica e social de sistemas de referências e de operações discursivas. Nesse âmbito, por sua vez, há ações que se fazem com a linguagem e sobre a linguagem, assim como há ações da linguagem sobre os sujeitos. Trata-se, assim, de distinguir, nesses níveis de ação, os diferentes níveis de reflexão: atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas; e, nesse trabalho linguístico, que ocorre sempre em determinada situação histórico-social – espaço de relações interlocutivas – produzem-se discursos necessariamente significativos. [...] a especificidade do ensino da língua encontra-se, portanto, no trabalho com o texto, compreendido sempre como uma atividade de produção de sentidos [...].

SILVA, L; FERREIRA, N; MORTATTI, M. (Orgs.). O texto na sala de aula: um clássico sobre o ensino de língua portuguesa. Campinas: Autores Associados, 2014. [Adaptado].
A linguista brasileira Irandé Antunes enfatiza que o uso do texto em sala de aula é um pretexto para análise frasal à luz da gramática normativa. Tal ação, segundo a pesquisadora, configura um equívoco quanto ao modo de agenciar atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas. A distinção entre a aula de gramática e a aula de análise linguística reside no fato de 
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Q3090966 Pedagogia
Enfatizando a natureza histórica e social da língua, dos sujeitos e das interações verbais, [João Wanderley Geraldi] considera fundamental compreender o trabalho linguístico (dos sujeitos) como atividade constitutiva, em que se entrecruzam produção histórica e social de sistemas de referências e de operações discursivas. Nesse âmbito, por sua vez, há ações que se fazem com a linguagem e sobre a linguagem, assim como há ações da linguagem sobre os sujeitos. Trata-se, assim, de distinguir, nesses níveis de ação, os diferentes níveis de reflexão: atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas; e, nesse trabalho linguístico, que ocorre sempre em determinada situação histórico-social – espaço de relações interlocutivas – produzem-se discursos necessariamente significativos. [...] a especificidade do ensino da língua encontra-se, portanto, no trabalho com o texto, compreendido sempre como uma atividade de produção de sentidos [...].

SILVA, L; FERREIRA, N; MORTATTI, M. (Orgs.). O texto na sala de aula: um clássico sobre o ensino de língua portuguesa. Campinas: Autores Associados, 2014. [Adaptado].
O ensino da produção textual, a partir da proposta de João Wanderley Geraldi, é dialógico, reflexivo, interativo e focado no desenvolvimento da capacidade do aluno de agir como sujeito da linguagem. Nesse sentido, o papel do professor, no ensino da escrita, é de
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Q3090965 Pedagogia
Na obra “A literatura em perigo”, de Tzvetan Todorov (2009), nota-se uma inquietação do autor quanto à forma como a literatura vem sendo ensinada e entendida nas instituições educacionais. Todorov defende a ideia de que a literatura corre o risco de perder sua função primordial de humanizar o ser humano e de favorecer uma compreensão mais profunda tanto do mundo quanto de si mesmo. A crítica de Todorov pode ser explicada pelo fato de o ensino de literatura
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Q3090964 Linguística
Marcos Bagno é, no Brasil, uma das referências no assunto do preconceito linguístico e, em especial, na área da Sociolinguística. Pode-se dizer que as ideias desse linguista embasam uma pedagogia da variação linguística por abarcar
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Q3090963 Pedagogia
[...] Temos no Brasil gramáticas tradicionais de boa qualidade – como a de Celso Cunha e Lindley Cintra; dispomos do excelente dicionário Houaiss, certamente um dos melhores da língua; realizamos, no início dos anos 1970, um extenso levantamento da norma culta falada e, na década de 1980, um extenso levantamento da norma culta escrita no Brasil desde 1950. Nada desse acervo de instrumentos normativos teve até agora, porém, repercussão no modo como se representa a língua no senso comum, no modo como se prepara o professor ou no modo como se ensina o português. Nem mesmo a presença dos linguistas nos debates sobre o ensino do português neste último quarto de século conseguiu alterar substancialmente esse quadro. E essa situação está a exigir uma criteriosa reflexão. Nós, linguistas, temos de reconhecer que, em geral, temos tido pouco sucesso nas nossas relações com a escola. Talvez isso seja consequência de não termos tido sucesso nas nossas relações com a sociedade em geral. Não são de pequena monta os conflitos que estão hoje instaurados entre o saber acadêmico e um certo senso comum. Até há pouco tempo nós, linguistas, não tínhamos nos apercebido do tamanho e da gravidade desses conflitos.

FARACO, C. A. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
Documentos oficiais, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), orientam que o ensino da língua deve ser reflexivo, de modo que os alunos compreendam o funcionamento da língua em diferentes contextos e possam usá-la de forma crítica e competente, adaptando-se às necessidades comunicativas diversas. Tendo como referência o Texto 4, pode-se afirmar que uma das principais contribuições dos linguistas para o ensino reflexivo da língua é orientado pelo uso dos gêneros discursivos como
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Q3090962 Pedagogia
[...] Temos no Brasil gramáticas tradicionais de boa qualidade – como a de Celso Cunha e Lindley Cintra; dispomos do excelente dicionário Houaiss, certamente um dos melhores da língua; realizamos, no início dos anos 1970, um extenso levantamento da norma culta falada e, na década de 1980, um extenso levantamento da norma culta escrita no Brasil desde 1950. Nada desse acervo de instrumentos normativos teve até agora, porém, repercussão no modo como se representa a língua no senso comum, no modo como se prepara o professor ou no modo como se ensina o português. Nem mesmo a presença dos linguistas nos debates sobre o ensino do português neste último quarto de século conseguiu alterar substancialmente esse quadro. E essa situação está a exigir uma criteriosa reflexão. Nós, linguistas, temos de reconhecer que, em geral, temos tido pouco sucesso nas nossas relações com a escola. Talvez isso seja consequência de não termos tido sucesso nas nossas relações com a sociedade em geral. Não são de pequena monta os conflitos que estão hoje instaurados entre o saber acadêmico e um certo senso comum. Até há pouco tempo nós, linguistas, não tínhamos nos apercebido do tamanho e da gravidade desses conflitos.

FARACO, C. A. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
Os conflitos instaurados entre o saber acadêmico e certo senso comum acabam afetando diretamente o modo como o ensino de português acontece na escola. Os documentos oficiais da educação, sobretudo os que tratam do ensino de linguagem, comportam o saber acadêmico, todavia as pesquisas sobre o ensino da língua materna não adentram a escola de modo pleno, o que favorece o ensino do português pautado na
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Q3090961 Pedagogia
Os modalizadores são as marcas linguísticas responsáveis pela sinalização da atitude do sujeito falante em relação a seu próprio enunciado. Os principais tipos de modalidades apontados pela Lógica são a indicação de necessidade ou possibilidade, certeza ou incerteza, obrigatoriedade ou não-obrigatoriedade. Cada tipo de modalizador linguístico, produz um efeito de sentido e expressa uma determinada intenção por parte do autor.

KOCH, I. V. Introdução à linguística textual: trajetória e grandes temas. São Paulo: Contexto, 2015.
Ciente de que a concepção de língua/linguagem adotada pelo professor incidirá no modo como o português será ensinado aos alunos, é possível indicar que o trabalho com os modalizadores está mais alinhado com a concepção de língua/linguagem entendida como
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Q3090960 Linguística
Os modalizadores são as marcas linguísticas responsáveis pela sinalização da atitude do sujeito falante em relação a seu próprio enunciado. Os principais tipos de modalidades apontados pela Lógica são a indicação de necessidade ou possibilidade, certeza ou incerteza, obrigatoriedade ou não-obrigatoriedade. Cada tipo de modalizador linguístico, produz um efeito de sentido e expressa uma determinada intenção por parte do autor.

KOCH, I. V. Introdução à linguística textual: trajetória e grandes temas. São Paulo: Contexto, 2015.
Fenômeno discursivo presente tanto nas manifestações escritas quanto nas manifestações orais da linguagem, os modalizadores são boas ferramentas para o trabalho pleno com o texto em sala de aula, porque
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Q3090959 Pedagogia
Leia o texto a seguir.

Para que a função utilitária da literatura – e da arte em geral – possa dar lugar à sua dimensão humanizadora, transformadora e mobilizadora, é preciso supor – e, portanto, garantir a formação de – um leitor-fruidor, ou seja, de um sujeito que seja capaz de se implicar na leitura dos textos, de “desvendar” suas múltiplas camadas de sentido, de responder às suas demandas e de firmar pactos de leitura.
BNCC. Linguagens, Língua Portuguesa, Ensino Fundamental. P. 138.

Conforme o texto, para que a arte, com destaque para a literatura, cumpra sua função mais elevada de transformar a essência do sujeito leitor, é necessário que a escola
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Q3090958 Linguística
Linguistas como Luiz Antônio Marcuschi, Leonor Lopes Fávero e Ingedore Villaça Koch não defendem a existência de uma dicotomia entre oralidade e escrita por considerarem que tais modalidades formam um continuum tipológico. Mesmo com diversas pesquisas acerca do assunto, o trabalho com a oralidade recebe pouca atenção em sala de aula, pois essa modalidade é ainda considerada
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Q3090957 Linguística
Leia o texto a seguir.

[...] A verdadeira substância da língua não é constituída de um sistema abstrato de formas linguísticas nem pela enunciação monológica isolada, nem pelo ato psicofisiológico de sua produção, mas pelo fenômeno social da interação verbal, realizada através da enunciação ou das enunciações. A interação verbal constitui assim a realidade fundamental da língua.
BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. Tradução de Maria Ermantina Galvão. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p.123.

A concepção de língua/linguagem concebida a partir da perspectiva teórica do pensador russo Mikhail Bakhtin é tida como
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Q3090931 Matemática
Ao lado de uma escadaria será instalada uma rampa para possibilitar o acesso de cadeiras de rodas. A altura total do piso em relação à rua é de 2m e a inclinação dessa rampa será de 30º. Qual é o comprimento da rampa e a distância entre o ponto que a construção deve ser iniciada até o ponto de medida da altura do piso, respectivamente?
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Q3090930 Matemática
Qual é a área lateral de um bloco retangular reto cuja diagonal mede 12cm, o comprimento 4cm e a largura 2√5 cm?
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Q3090928 Matemática
Determinado tipo de bactéria se reproduz aumentando seu número em 10% a cada dia. Em quantos dias o número de bactérias será 100 vezes maior que o inicial? (Considere, se necessário, log 11/10 = 0,041).
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Q3090911 Atualidades
A ocupação do território municipal de Padre Bernardo teve início no século passado com o estabelecimento das primeiras fazendas de criação de gado às margens do Rio Maranhão e seus tributários mais importantes, onde se localizam pastagens de boa qualidade.

Com o decorrer dos anos, surgiram outros fatores responsáveis pelo crescimento econômico demográfico da região. Ao aumento natural dos rebanhos, associava-se, de modo paralelo e consequente, a ocorrência de picadas, que levaram ao surgimento das pousadas dos vaqueiros, a caminho de Niquelândia e das famílias que desciam do Nordeste para a região Centro-Sul.

A função religiosa foi, sem dúvida, a mais importante na instalação e no crescimento do povoado, pois a partir de 1933, romeiros provenientes da região do Vão dos Angicos, no município de Luziânia, se dirigiam todos os anos, durante o mês de julho para rezarem na capela do Divino, erguida por fazendeiros locais. Com o surgimento de algumas casas em volta da capela, os fazendeiros começaram a lotear partes do vale, com o objetivo de formar uma cidade.

Em 1951, foi fundado o Arraial com o nome de Barro Alto do vão dos Angicos e, para a formação do Patrimônio, os Senhores Januário de Amorim e Valentim José Cabral doaram doze alqueires de terra ao Santo Padroeiro. Ainda na condição de povoado, a localidade passou a denominar-se Padre Bernardo, em homenagem ao vigário que percorria as fazendas locais, celebrando batizados e casamentos, enfatizando cada vez mais a função da cura. 

A partir de 1957 a expansão do núcleo urbano se deve ao Senhor José Monteiro Lima, que dividiu sua fazenda em sítios e lotes, doando às famílias sem recursos e vendendo aos que desejassem se fixar na região. 

Um maior dinamismo ocorrido no município deve-se ao avanço das fronteiras agrícolas para o Centro-Oeste e mais precisamente à construção de Brasília, dado ao seu favorável posicionamento geográfico em relação do Distrito Federal.

Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/go/padrebernardo/historico>. Acesso em: 8 out. 2024.
Segundo a Pesquisa Metropolitana por Amostra de Domicílios (PMAD) 2017/2018, no tocante à religião, a pesquisa revelou que a população de Padre Bernardo se declarou católica, com 47,95% (12.519) do total. Os evangélicos tradicionais são 20,68% (5.399) e os pentecostais 12,70% (3.316), que representam juntos o percentual de 33,38% (8.715) da população. Os que declararam não ter religião alguma somam 17,67% (4.613) dos entrevistados, ocupando a terceira posição no município. Os espíritas correspondem a 0,15% (38), e outras religiões aparecem com 0,65% (169) do total.” (PMAD, 2017/2018). Em relação à frequência religiosa, qual a porcentagem/quantidade dos que se declararam não frequentadores de cultos religiosos?
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Q3090910 História e Geografia de Estados e Municípios
A ocupação do território municipal de Padre Bernardo teve início no século passado com o estabelecimento das primeiras fazendas de criação de gado às margens do Rio Maranhão e seus tributários mais importantes, onde se localizam pastagens de boa qualidade.

Com o decorrer dos anos, surgiram outros fatores responsáveis pelo crescimento econômico demográfico da região. Ao aumento natural dos rebanhos, associava-se, de modo paralelo e consequente, a ocorrência de picadas, que levaram ao surgimento das pousadas dos vaqueiros, a caminho de Niquelândia e das famílias que desciam do Nordeste para a região Centro-Sul.

A função religiosa foi, sem dúvida, a mais importante na instalação e no crescimento do povoado, pois a partir de 1933, romeiros provenientes da região do Vão dos Angicos, no município de Luziânia, se dirigiam todos os anos, durante o mês de julho para rezarem na capela do Divino, erguida por fazendeiros locais. Com o surgimento de algumas casas em volta da capela, os fazendeiros começaram a lotear partes do vale, com o objetivo de formar uma cidade.

Em 1951, foi fundado o Arraial com o nome de Barro Alto do vão dos Angicos e, para a formação do Patrimônio, os Senhores Januário de Amorim e Valentim José Cabral doaram doze alqueires de terra ao Santo Padroeiro. Ainda na condição de povoado, a localidade passou a denominar-se Padre Bernardo, em homenagem ao vigário que percorria as fazendas locais, celebrando batizados e casamentos, enfatizando cada vez mais a função da cura. 

A partir de 1957 a expansão do núcleo urbano se deve ao Senhor José Monteiro Lima, que dividiu sua fazenda em sítios e lotes, doando às famílias sem recursos e vendendo aos que desejassem se fixar na região. 

Um maior dinamismo ocorrido no município deve-se ao avanço das fronteiras agrícolas para o Centro-Oeste e mais precisamente à construção de Brasília, dado ao seu favorável posicionamento geográfico em relação do Distrito Federal.

Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/go/padrebernardo/historico>. Acesso em: 8 out. 2024.
Segundo a Lei Complementar nº 181/2023, do legislativo do Estado de Goiás, sancionada pelo governador, instituiu-se a Região Metropolitana do Entorno do Distrito Federal (RME), da qual o município de Padre Bernardo, GO, passou a fazer parte com mais 10 municípios goianos. As Regiões Metropolitanas e as Aglomerações Urbanas são recortes instituídos por lei complementar estadual, de acordo com a determinação da Constituição Federal de 1988, visando integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. Qual alternativa corresponde às políticas públicas da Lei Complementar nº 181/2023, de acordo com a determinação da Constituição Federal de 1988?
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Q3090909 História e Geografia de Estados e Municípios
A ocupação do território municipal de Padre Bernardo teve início no século passado com o estabelecimento das primeiras fazendas de criação de gado às margens do Rio Maranhão e seus tributários mais importantes, onde se localizam pastagens de boa qualidade.

Com o decorrer dos anos, surgiram outros fatores responsáveis pelo crescimento econômico demográfico da região. Ao aumento natural dos rebanhos, associava-se, de modo paralelo e consequente, a ocorrência de picadas, que levaram ao surgimento das pousadas dos vaqueiros, a caminho de Niquelândia e das famílias que desciam do Nordeste para a região Centro-Sul.

A função religiosa foi, sem dúvida, a mais importante na instalação e no crescimento do povoado, pois a partir de 1933, romeiros provenientes da região do Vão dos Angicos, no município de Luziânia, se dirigiam todos os anos, durante o mês de julho para rezarem na capela do Divino, erguida por fazendeiros locais. Com o surgimento de algumas casas em volta da capela, os fazendeiros começaram a lotear partes do vale, com o objetivo de formar uma cidade.

Em 1951, foi fundado o Arraial com o nome de Barro Alto do vão dos Angicos e, para a formação do Patrimônio, os Senhores Januário de Amorim e Valentim José Cabral doaram doze alqueires de terra ao Santo Padroeiro. Ainda na condição de povoado, a localidade passou a denominar-se Padre Bernardo, em homenagem ao vigário que percorria as fazendas locais, celebrando batizados e casamentos, enfatizando cada vez mais a função da cura. 

A partir de 1957 a expansão do núcleo urbano se deve ao Senhor José Monteiro Lima, que dividiu sua fazenda em sítios e lotes, doando às famílias sem recursos e vendendo aos que desejassem se fixar na região. 

Um maior dinamismo ocorrido no município deve-se ao avanço das fronteiras agrícolas para o Centro-Oeste e mais precisamente à construção de Brasília, dado ao seu favorável posicionamento geográfico em relação do Distrito Federal.

Disponível em: <https://cidades.ibge.gov.br/brasil/go/padrebernardo/historico>. Acesso em: 8 out. 2024.
Segundo o IBGE, qual é a estimativa populacional de habitantes do município de Padre Bernardo, GO, para o ano de 2024?
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Q3090908 História e Geografia de Estados e Municípios
Leia o texto a seguir.

O catolicismo era o cimento que ligava e mantinha estável os vários segmentos da sociedade colonial. Era o elemento comum e o pré-requisito primário de sociabilidade que abarcava o Rei e o mais humilde dos escravos, a beata devota e o mais valente dos bandeirantes. Ser católico, nos tempos coloniais, não se restringia à salvação da alma e demais liturgias religiosas, mas significava também participar de atividades de lazer, integrar-se no corpo político e apreciar produções estéticas. O catolicismo era o elemento de identidade comum que homogeneizava as demais diferenças sociais, ligadas ao nascimento, à cor da pele, a posses materiais e ao gênero.
ARRAIS, Cristiano Alencar; OLIVEIRA, Eliézer Cardoso de; LEMES, Fernando Lobo. O Século XVIII em Goiás: a construção da Colônia. Goiânia: Cânone, 2019, p. 97.

Sobre as manifestações religiosas católicas em Goiás, destaca-se uma, como a única em todo o mundo que só se celebra aqui, desde o século XIX, o que faz dessa festa uma devoção inédita e única na Igreja Católica, por ter a pessoa de Deus Pai como único foco dessa romaria. Isso se refere aos festejos
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Q3090907 História e Geografia de Estados e Municípios
Leia o texto a seguir.

O relevo predominante é de terras de baixas amplitudes altimétricas e, na maior parte, terras planas. O ponto mais alto do Estado é a Serra do Pouso Alto, que está a 1.676 metros do nível do mar. O Estado de Goiás está localizado no Planalto Central do Brasil, entre chapadas, planaltos, depressões e vales. Há muitas variações de relevo no Estado de Goiás, terrenos cristalinos sedimentares antigos, áreas de planalto, moldados por processos erosivos, áreas de chapadas. 65% das terras de Goiás tem aptidão boa ou regular para lavouras. Cerca de 47 % das terras têm aptidão para agricultura com alto nível de capital e tecnologia havendo a necessidade constante de emprego de práticas de conservação do solo.
Disponível em: <https://www.codevasf.gov.br/acesso-ainformacao/institucional/biblioteca-geraldo-rocha/publicacoes/outraspublicacoes/caderno-de-caracterizacao-estado-de-goias.pdf>. Acesso em: 07 out. 2024.

Sobre o relevo do Estado de Goiás, é possível afirmar que
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Q3090906 História e Geografia de Estados e Municípios
Leia o texto a seguir.

A implantação da Estrada de Ferro Goiás, interligando o território goiano ao Sudeste, contribui para romper os grilhões que condicionavam a produção agrícola local a uma situação de quase subsistência. As lavouras cresceram e se especializaram ao ritmo do prolongamento dos trilhos. Assim, a agricultura, ao lado da pecuária de corte, começava a se organizar também como atividade mercantil. A produção que antes apodrecia nas roças, por falta de meios de transporte para escoá-la, passou a ser exportada para os mercados do Centro-Sul.
BORGES, Barsanufo Gomides. A economia agrária goiana no contexto nacional (1930-1960). In: ARRAIS, Cristiano A.; SANDES, Noé F. (Org). A história escrita: percursos da historiografia goiana. Goiânia: Gráfica UFG, 2018, p. 118.

Neste contexto, o primeiro produto agrícola a ser escoado pela estrada de ferro foi
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Respostas
12421: C
12422: A
12423: D
12424: B
12425: C
12426: D
12427: B
12428: A
12429: D
12430: A
12431: C
12432: A
12433: D
12434: C
12435: D
12436: A
12437: D
12438: C
12439: B
12440: A