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A individualidade assim descrita nada tem em comum com as diversas concepções do individualismo e, sobretudo, com aquele que denominarei “individualismo de direita, à americana”, que é tão-somente uma tentativa disfarçada de coagir e vencer o indivíduo em sua singularidade. Esse pretenso individualismo, que sugere fórmulas como “livre empresa”, arrivismo e sociedade liberal, é o laisser-faire econômico e social: a exploração das massas pelas classes dominantes com a ajuda da velhacaria legal; a degradação espiritual e o doutrinamento sistemático do espírito servil, processo conhecido sob o nome de “educação”. Essa forma de “individualismo” corrompido e viciado, verdadeira camisa de força da individualidade, reduz a vida a uma corrida degradante aos bens materiais, ao prestígio social; sua sabedoria suprema exprime-se numa frase: “Cada um por si e maldito seja o último”.
GOLDMAN, Emma. O indivíduo, a sociedade e o Estado, e outros ensaios. São Paulo: Editora Hedra, 2007, p. 32. [Adaptado].
Qual conceito sintetizaria a descrição do parágrafo?
Alguns escritores confundiram sociedade e governo de tal forma que restou entre essas duas partes pouca ou nenhuma diferença. Contudo, elas não apenas são diferentes como também possuem origens diversas. A sociedade é produto das nossas necessidades, e o governo, da nossa maldade; a sociedade promove a nossa felicidade de modo positivo, unindo nossas afeições, e o governo faz isso de modo negativo, cerceando os nossos excessos. Uma encoraja a agregação, o outro cria distinções. Uma é padroeira, o outro é punidor.
PAINE, Thomas. O bom senso. São Paulo, Faro Editorial. 2022, p. 11. [Adaptado].
Embora nascido na Inglaterra, Thomas Paine (1737-1809) foi um dos intelectuais mais importantes para a Independência dos Estados Unidos. Inclusive, sua participação resultou na honraria de ser considerado um dos Founding Fathers of the United States (Pais Fundadores dos Estados Unidos). O texto demonstra sua aproximação com qual teoria política?
Na Bolívia, logo após o problema criado pelas medidas do governo Melgarejo, relativas à apropriação de terrenos e propriedades indígenas, o governo do presidente Frias (1874- 1876) em consonância com a Assembleia Nacional promulgou a lei de “exvinculación”. A lei de exvinculación teve um efeito devastador para os índios. De um lado quebrava-se a histórica vinculação dos mesmos com a terra da comunidade e, por outro, se acelerava o processo de expropriações em favor do Estado, que uma vez consolidadas passavam a ser leiloadas. Isto intensificou o surgimento de grandes latifúndios no altiplano e vales. A lei reconhecia a propriedade soberana e pessoal dos índios sobre sua terra, mas a desvinculava da comunidade, por isso o termo “ex-vinculação”, porque fraturava a base de uma relação secular do índio com a terra. A “sayaña” dentro do “ayllu” formava uma unidade de propriedade comunitária indivisível. A lei foi na contramão da essência comunal e representou, sobretudo, uma visão ideológica e modernizadora que não respeitava e ou não entendia a realidade histórica e cultural dos povos indígenas.
HASSLOCHER-MORENO, Alejandro Marcel. Bolívia e a questão indígena: da escravidão à cidadania plena. Revista Campo da História, v. 7, n. 1, 2022, p. 344. [Adaptado].
Qual conceito foi a base pelo próprio governo para a formulação desta disposição legal?
As mudanças climáticas extremas vivenciadas desde o ano passado colocaram o planeta em estado de alerta máximo. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), 2023 é considerado o mais quente em 174 anos de medições meteorológicas, superando 2016, com 1,29°C acima da média, e 2020, com 1,27°C a mais que o normal. Apesar dos esforços para minimizar os efeitos da crise, 2024 deve ser ainda mais preocupante.
DOURADO, Isabel. Meio ambiente entra em alerta máximo em 2024. Disponível em:https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2024/01/6781580-meio-ambiente-entra-em-alerta-maximo-em-2024.html . Acesso em: 25 mai. 2024.
As consequências das alterações climáticas se devem ao aquecimento das águas do Pacífico, pelo fenômeno conhecido como
A implantação do sistema rodoviário no estado de Sergipe seguiu uma tendência nacional, pois suas vias passaram a ser construídas, principalmente, a partir das décadas de 1960 e 1970, hoje há uma dependência desse modal para o escoamento de cargas em Sergipe. Houve ainda melhorias relativas no modal rodoviário no território sergipano, principalmente entre 2007 e 2013, considerando as rodovias estaduais e a BR-101.
JUNIOR, Nelson Fernandes Felipe. PINHEIRO, Fabiana Santos. Infraestruturas de transportes e desenvolvimento econômico: uma análise do modal rodoviário no estado de Sergipe. 2019. Disponível em:https://journals.openedition.org/confins/20243 . Acesso em: 18 jun. 2024.
Quais problemas esse modal de transporte enfrenta no estado?
[...] o espaço é tomado no sentido do vivido, ou seja, o lugar tem por natureza o espaço, ele é um recorte que caracteriza a afetividade e a identidade pela experiência de vida. O conceito de lugar possibilita, inicialmente, uma autoanálise, a consciência da própria identidade do aluno e do docente, a valorização das percepções que eles têm do lugar em que vivem [...].
ANDRADE, M. S. P.; EVANGELISTA, A. M. Abordagem do conceito de lugar nos anos iniciais do ensino fundamental à luz da pesquisa-ação e do aporte fenomenológico. In: SCABELLO, A. L. et al. (org.). Geografia em debate. Teresina: EDUFPI, 2016, p. 371-394.
No contexto do enunciado apresentado anteriormente, “a valorização das percepções que eles têm do lugar em que vivem” é uma estratégia de ensino utilizada em sala de aula que considera os
O litoral de Sergipe apresenta 163 km de extensão e ocupa uma superfície de 5.514,7 km², existindo nessa área 23 municípios classificados como litorâneos. O litoral sergipano é relativamente pequeno, entretanto, apresenta cenários paisagísticos e atrativos naturais com potencial turístico.
ALEXANDRE, MACEDO e ARAÚJO. Os impactos socioculturais e socioambientais do turismo no ambiente costeiro: um olhar para o litoral sul sergipano. 2019. Disponível em:https://journals.openedition.org/confins/22118 . Acesso em: 18 jun. 2024.
Considerando o relevo dessa região, é possível registrar a presença de dois ambientes geomorfológicos distintos, são eles:
Observe a imagem a seguir.

O objeto de análise da Geografia é o espaço geográfico.
Essa análise enfrenta o dilema básico do tamanho do
espaço a ser estudado, que varia do espaço local ao
planetário. Essa variação de tamanhos do espaço para a
Geografia, é uma questão de

Considerando as redes geográficas e os fluxos produtivos do espaço da cidade de Aracaju - SE, e os investimentos recentes dos programas de habitação governamental demonstrados pelo mapa, qual problematização deve ser apresentada para os estudantes?
No estado de Sergipe, segundo dados do Ministério das Cidades e da Gerência Executiva de Habitação de Aracaju da Caixa Econômica Federal em Sergipe (CEF, 2018) indicam que foram construídos 138 empreendimentos imobiliários do PMCMV no período de 2009 a 2017. Entre estes, 110 empreendimentos foram distribuídos em 13 bairros da capital. Sendo que apenas nove (09) empreendimentos correspondem à faixa de rendimento familiar de até três salários-mínimos.
CAMPOS, Antônio Carlos. SANTOS, Flávio Henrique Matos. Estado e reestruturação urbana em Sergipe (2000 - 2018): uma análise sobre os principais programas de habitação de interesse social. 2019. Disponível em: https://journals.openedition.org/confins/21285. Acesso em: 18 jun. 2024.
Os autores denunciam que os investimentos públicos foram aplicados de forma desigual sobre o espaço e direcionados a uma determinada camada da sociedade. Quais problemas urbanos essa situação intensificou?
A dinâmica recente da economia sergipana gerou/gera relevantes mudanças espaciais e sociais (produção, circulação, empregos, renda, consumo etc.). Todavia, o estado possui um setor portuário obsoleto, ou seja, com reduzida modernização, eficiência e competitividade.
JUNIOR, Nelson Fernandes Felipe. O setor portuário de Sergipe: redes, fluxos e participação do capital privado. Revista de Geografia (Recife). V. 35, No. 5, 2018. Disponível em:https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistageografia/article/download/229392/309 . Acesso em: 18 jun. 2024.
O setor portuário é vital para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de um Estado. São gargalos do setor portuário em Sergipe