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NÃO faz parte desta estrutura a(o):
Ele deve utilizar a função:
I. ambiente acessível para todos os alunos, professores e demais funcionários. II. funcionários especializados para atuar como consultores e facilitadores em questões específicas dos alunos surdos, cegos, paralisados cerebrais, com retardo mental, problemas físicos e motores, etc. III. uma biblioteca com materiais, recursos em vídeo e áudio que enfoquem as práticas educativas com crianças “normais”. IV. oportunidades para educadores reunirem-se para estabelecer rotinas na sala de aula e na escola em que ressaltem os melhores alunos, mais inteligentes, mais eficientes, mais rápidos etc. V. oportunidade para os professores aumentarem e aperfeiçoarem suas habilidades e atualizarem seus conhecimentos através de cursos. Estão corretos apenas os itens:
I. sugere uma reavaliação das disciplinas acadêmicas tradicionais. II. chama a atenção para a necessidade de compreendermos as interações que ocorrem nas salas de aula. III. alerta para os cuidados necessários na introdução de novas tecnologias na escola. IV. preocupa-se em explorar uma nova estrutura para o currículo que permita realizar as possibilidades educacionais do trabalho. V. reforça o caráter elitista da educação, em termos éticos, econômicos e políticos e orienta para a formulação de políticas governamentais. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):
Esse homem sempre vai ficar de sombra: nenhuma memória será bastante para lhe salvar do escuro. Em verdade, seu astro não era o Sol. Nem seu país não era a vida. Talvez, por razão disso, ele habitasse com cautela de um estranho. O vendedor de pássaros não tinha sequer o abrigo de um nome. Chamavam-lhe o passarinheiro.
Todas manhãs ele passava nos bairros dos brancos carregando suas enormes gaiolas. Ele mesmo fabricava aquelas jaulas, de tão leve material que nem pareciam servir de prisão. Parecia eram gaiolas aladas, voláteis. Dentro delas, os pássaros esvoavam suas cores repentinas. À volta do vendedeiro, era uma nuvem de pios, tantos que faziam mexer as janelas:
– Mãe, olha o homem dos passarinheiros!
E os meninos inundavam as ruas. As alegrias se intercambiavam: a gritaria das aves e o chilreio das crianças. O homem puxava de uma muska e harmonicava sonâmbulas melodias. O mundo inteiro se fabulava.
Por trás das cortinas, os colonos reprovavam aqueles abusos. Ensinavam suspeitas os seus pequenos filhos - aquele preto quem era? Alguém conhecia recomendações dele? Quem autorizara aqueles pés descalços a sujarem o bairro? Não, não e não. O negro que voltasse ao seu devido lugar. Contudo, os pássaros tão encantantes que são - insistiam os meninos. Os pais se agravavam: estava dito.
Mas aquela ordem pouco seria desempenhada.
[...]
O homem então se decidia a sair, juntar as suas raivas com os demais colonos. No clube, eles todos se aclamavam: era preciso acabar com as visitas do passarinheiro. Que a medida não podia ser de morte matada, nem coisa que ofendesse a vista das senhoras e seus filhos. O remédio, enfim, se haveria de pensar.
No dia seguinte, o vendedor repetiu a sua alegre invasão. Afinal, os colonos ainda que hesitaram: aquele negro trazia aves de belezas jamais vistas. Ninguém podia resistir às suas cores, seus chilreios. Nem aquilo parecia coisa deste verídico mundo. O vendedor se anonimava, em humilde desaparecimento de si:
– Esses são pássaros muito excelentes, desses com as asas todas de fora.
Os portugueses se interrogavam: onde desencantava ele tão maravilhosas criaturas? onde, se eles tinham já desbravado os mais extensos matos?
O vendedor se segredava, respondendo um riso. Os senhores receavam as suas próprias suspeições - teria aquele negro direito a ingressar num mundo onde eles careciam de acesso? Mas logo se aprontavam a diminuir-lhe os méritos: o tipo dormia nas árvores, em plena passarada. Eles se igualam aos bichos silvestres, concluíam.
Fosse por desdenho dos grandes ou por glória dos pequenos, a verdade é que, aos pouco-poucos, o passarinheiro foi virando assunto no bairro do cimento. Sua presença foi enchendo durações, insuspeitos vazios. Conforme dele se comprava, as casas mais se repletavam de doces cantos. Aquela música se estranhava nos moradores, mostrando que aquele bairro não pertencia àquela terra. Afinal, os pássaros desautenticavam os residentes, estrangeirando-lhes? [...] O comerciante devia saber que seus passos descalços não cabiam naquelas ruas. Os brancos se inquietavam com aquela desobediência, acusando o tempo. [...]
As crianças emigravam de sua condição, desdobrando-se em outras felizes existências. E todos se familiavam, parentes aparentes. [...]
Os pais lhes queriam fechar o sonho, sua pequena e infinita alma. Surgiu o mando: a rua vos está proibida, vocês não saem mais. Correram-se as cortinas, as casas fecharam suas pálpebras
COUTO, Mia. / Mia Couto – 1ª ed. – São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p.63 – 71. (Fragmento).
Observe as palavras destacadas nos fragmentos.
1. “Os pais LHES queriam fechar o sonho”.
2. “Mas logo se aprontavam a diminuir-LHE os méritos”.
3. “nenhuma memória será bastante para LHE salvar do escuro”.
Sobre elas é correto afirmar que:
I. Primo (2008) as define como um “subtipo” que se “diferencia substancialmente da micromídia analógica no que toca o alcance”. II. As micromídias digitais têm maior abrangência porque estão nas redes, ou seja, permanecem disponíveis em escala global. III. Em relação à publicação, elas são mais complexas de publicar devido a aspectos como a conexão generalizada e as rápidas mudanças das tecnologias de produção e de publicação em bases de dados. Está correto o que se afirma apenas em:
(Para Gostar de Ler, v.8 - contos. São Paulo, Editora Ática, 1988, p.7. Adaptado)
As ideias veiculadas no texto só vão de encontro da seguinte releitura: