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Q3377540 Matemática
Durante o verão é comum encontrar nas praias barracas de locação de cadeiras de praia e guarda-sol. Considere uma barraca que cobra um valor x pelo aluguel do guarda-sol e x/3 pelo aluguel da cadeira. Se em determinado dia essa barraca faturar R$ 1.500,00 com os aluguéis desses itens, sendo que o número de cadeiras alugadas equivale ao dobro do número de guarda- -sóis alugados, pode-se concluir que o faturamento gerado apenas com os aluguéis de cadeiras é:
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Q3377539 Matemática
Um conjunto com vários bebedouros são instalados a partir de um único cano de água, o que faz com que a vazão de saída de água dependa do número de bebedouros abertos no momento. Com apenas 1 bebedouro aberto, a vazão é de 50 ml/s e, ao acionar um segundo bebedouro, a vazão total é dividida pelo número total de bebedouros acionados, passando a ser 25 ml/s em cada um deles e, assim, sucessivamente. Sendo assim, se forem acionados 10 bebedouros ao mesmo tempo, o tempo necessário para encher completamente um copo de 250 ml utilizando a água proveniente de apenas um dos bebedouros será de:
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Q3377538 Matemática
Walter aproveitou as férias do trabalho para assistir a todos os episódios da sua série favorita de desenhos animados. Faltando 14 dias para o fim de suas férias, Walter só havia conseguido assistir a 18 episódios, o que corresponde a 30% dos episódios da série. Neste caso, para que Walter consiga terminar todos os episódios antes de suas férias acabarem, é necessário que ele assista, no mínimo, quantos episódios por dia?
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Q3377537 Português
A boca, no papel


   O garoto da vizinha me pediu que o ajudasse a fazer (a fazer, não, a completar) um trabalho escolar sobre a boca. Estava preocupado porque só conseguira escrever isto: “Pra que serve a boca? A boca serve pra falar, gritar e contar. Serve também pra comer, beber, beijar e morder. Eu acho que a boca é um barato”. Queria que eu acrescentasse alguma coisa.

   – Que coisa?

   – Qualquer coisa, ué. Escrevi só quatro linhas, a professora vai bronquear.

   – Mas em quatro linhas você disse o essencial. Para mim, só faltou dizer que a boca serve também para calar. Em boca fechada não entra mosquito.

   – Isso não dá nem uma linha – e os olhos do garoto ficaram tristes.

   – Por favor, me ajude...

  Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.

***

   A boca de que estou falando, aliás, escrevendo, pode ser alegre, amarga, ameaçadora, sensual, deprimida, fria, sei lá o quê. Uma boca pode variar muito de expressão e mesmo não ter nenhuma. Uma das bocas mais gozadas que eu já vi foi a boca- -de-chupar-ovo, uma boquinha de nada, da minha tia Zuleica. Se fosse um pouquinho mais apertada, eu queria ver ela se alimentando – por onde? Mas esta boca está fora da moda, só aparece no jornal nos retratos das melindrosas de 1928, que faziam a boca ainda menor desenhando o contorno com o batom. Os lábios ficavam de fora, de longe.

   Estou lendo escondido as poesias de Gregório de Matos. Dizem que ele tinha o apelido de Boca do Inferno por causa dos negócios que escrevia e que eram infernais. Infernais no tempo dele, pois na rua e em toda parte já escutei coisas muito mais cabeludas, xii!...

   Toquinho canta uma letra que fala em boca da noite, acho que ele queria falar no anoitecer. É bonito, mas não consigo imaginar essa boca na cara da noite. Sou mais a boca do dia, que não sei se alguém já teve ideia de falar nela, mas o amanhecer engolindo a escuridão da noite é mais legal que o anoitecer papando os restos de dia.

   Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados. Se a boca fosse livre para todos, então a vida seria melhor.

  É a tal história: quanta gente fazendo boquinha pra conseguir o quê? Nada. E com quatro ou cinco bocas em casa pra sustentar.


(DE ANDRADE, Carlos Drummond. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987. Adaptado.)
“É a tal história: quanta gente fazendo boquinha pra conseguir o quê?” (12º§) É correto afirmar que a palavra “história” destacada é acentuada pelo mesmo motivo que a seguinte expressão:
Alternativas
Q3377536 Português
A boca, no papel


   O garoto da vizinha me pediu que o ajudasse a fazer (a fazer, não, a completar) um trabalho escolar sobre a boca. Estava preocupado porque só conseguira escrever isto: “Pra que serve a boca? A boca serve pra falar, gritar e contar. Serve também pra comer, beber, beijar e morder. Eu acho que a boca é um barato”. Queria que eu acrescentasse alguma coisa.

   – Que coisa?

   – Qualquer coisa, ué. Escrevi só quatro linhas, a professora vai bronquear.

   – Mas em quatro linhas você disse o essencial. Para mim, só faltou dizer que a boca serve também para calar. Em boca fechada não entra mosquito.

   – Isso não dá nem uma linha – e os olhos do garoto ficaram tristes.

   – Por favor, me ajude...

  Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.

***

   A boca de que estou falando, aliás, escrevendo, pode ser alegre, amarga, ameaçadora, sensual, deprimida, fria, sei lá o quê. Uma boca pode variar muito de expressão e mesmo não ter nenhuma. Uma das bocas mais gozadas que eu já vi foi a boca- -de-chupar-ovo, uma boquinha de nada, da minha tia Zuleica. Se fosse um pouquinho mais apertada, eu queria ver ela se alimentando – por onde? Mas esta boca está fora da moda, só aparece no jornal nos retratos das melindrosas de 1928, que faziam a boca ainda menor desenhando o contorno com o batom. Os lábios ficavam de fora, de longe.

   Estou lendo escondido as poesias de Gregório de Matos. Dizem que ele tinha o apelido de Boca do Inferno por causa dos negócios que escrevia e que eram infernais. Infernais no tempo dele, pois na rua e em toda parte já escutei coisas muito mais cabeludas, xii!...

   Toquinho canta uma letra que fala em boca da noite, acho que ele queria falar no anoitecer. É bonito, mas não consigo imaginar essa boca na cara da noite. Sou mais a boca do dia, que não sei se alguém já teve ideia de falar nela, mas o amanhecer engolindo a escuridão da noite é mais legal que o anoitecer papando os restos de dia.

   Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados. Se a boca fosse livre para todos, então a vida seria melhor.

  É a tal história: quanta gente fazendo boquinha pra conseguir o quê? Nada. E com quatro ou cinco bocas em casa pra sustentar.


(DE ANDRADE, Carlos Drummond. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987. Adaptado.)
“Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados.” (11º§) É possível inferir que a expressão grifada expressa ideia de:
Alternativas
Q3377535 Português
A boca, no papel


   O garoto da vizinha me pediu que o ajudasse a fazer (a fazer, não, a completar) um trabalho escolar sobre a boca. Estava preocupado porque só conseguira escrever isto: “Pra que serve a boca? A boca serve pra falar, gritar e contar. Serve também pra comer, beber, beijar e morder. Eu acho que a boca é um barato”. Queria que eu acrescentasse alguma coisa.

   – Que coisa?

   – Qualquer coisa, ué. Escrevi só quatro linhas, a professora vai bronquear.

   – Mas em quatro linhas você disse o essencial. Para mim, só faltou dizer que a boca serve também para calar. Em boca fechada não entra mosquito.

   – Isso não dá nem uma linha – e os olhos do garoto ficaram tristes.

   – Por favor, me ajude...

  Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.

***

   A boca de que estou falando, aliás, escrevendo, pode ser alegre, amarga, ameaçadora, sensual, deprimida, fria, sei lá o quê. Uma boca pode variar muito de expressão e mesmo não ter nenhuma. Uma das bocas mais gozadas que eu já vi foi a boca- -de-chupar-ovo, uma boquinha de nada, da minha tia Zuleica. Se fosse um pouquinho mais apertada, eu queria ver ela se alimentando – por onde? Mas esta boca está fora da moda, só aparece no jornal nos retratos das melindrosas de 1928, que faziam a boca ainda menor desenhando o contorno com o batom. Os lábios ficavam de fora, de longe.

   Estou lendo escondido as poesias de Gregório de Matos. Dizem que ele tinha o apelido de Boca do Inferno por causa dos negócios que escrevia e que eram infernais. Infernais no tempo dele, pois na rua e em toda parte já escutei coisas muito mais cabeludas, xii!...

   Toquinho canta uma letra que fala em boca da noite, acho que ele queria falar no anoitecer. É bonito, mas não consigo imaginar essa boca na cara da noite. Sou mais a boca do dia, que não sei se alguém já teve ideia de falar nela, mas o amanhecer engolindo a escuridão da noite é mais legal que o anoitecer papando os restos de dia.

   Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados. Se a boca fosse livre para todos, então a vida seria melhor.

  É a tal história: quanta gente fazendo boquinha pra conseguir o quê? Nada. E com quatro ou cinco bocas em casa pra sustentar.


(DE ANDRADE, Carlos Drummond. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987. Adaptado.)
“A boca de que estou falando, aliás, escrevendo, pode ser alegre, amarga, ameaçadora, sensual, deprimida, fria, sei lá o quê.” (8º§) Os vocábulos que substituem corretamente o termo em destaque são:
Alternativas
Q3377534 Português
A boca, no papel


   O garoto da vizinha me pediu que o ajudasse a fazer (a fazer, não, a completar) um trabalho escolar sobre a boca. Estava preocupado porque só conseguira escrever isto: “Pra que serve a boca? A boca serve pra falar, gritar e contar. Serve também pra comer, beber, beijar e morder. Eu acho que a boca é um barato”. Queria que eu acrescentasse alguma coisa.

   – Que coisa?

   – Qualquer coisa, ué. Escrevi só quatro linhas, a professora vai bronquear.

   – Mas em quatro linhas você disse o essencial. Para mim, só faltou dizer que a boca serve também para calar. Em boca fechada não entra mosquito.

   – Isso não dá nem uma linha – e os olhos do garoto ficaram tristes.

   – Por favor, me ajude...

  Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.

***

   A boca de que estou falando, aliás, escrevendo, pode ser alegre, amarga, ameaçadora, sensual, deprimida, fria, sei lá o quê. Uma boca pode variar muito de expressão e mesmo não ter nenhuma. Uma das bocas mais gozadas que eu já vi foi a boca- -de-chupar-ovo, uma boquinha de nada, da minha tia Zuleica. Se fosse um pouquinho mais apertada, eu queria ver ela se alimentando – por onde? Mas esta boca está fora da moda, só aparece no jornal nos retratos das melindrosas de 1928, que faziam a boca ainda menor desenhando o contorno com o batom. Os lábios ficavam de fora, de longe.

   Estou lendo escondido as poesias de Gregório de Matos. Dizem que ele tinha o apelido de Boca do Inferno por causa dos negócios que escrevia e que eram infernais. Infernais no tempo dele, pois na rua e em toda parte já escutei coisas muito mais cabeludas, xii!...

   Toquinho canta uma letra que fala em boca da noite, acho que ele queria falar no anoitecer. É bonito, mas não consigo imaginar essa boca na cara da noite. Sou mais a boca do dia, que não sei se alguém já teve ideia de falar nela, mas o amanhecer engolindo a escuridão da noite é mais legal que o anoitecer papando os restos de dia.

   Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados. Se a boca fosse livre para todos, então a vida seria melhor.

  É a tal história: quanta gente fazendo boquinha pra conseguir o quê? Nada. E com quatro ou cinco bocas em casa pra sustentar.


(DE ANDRADE, Carlos Drummond. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987. Adaptado.)
“Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.” (7º§) A expressão em destaque tem valor semântico de:
Alternativas
Q3377533 Português
A boca, no papel


   O garoto da vizinha me pediu que o ajudasse a fazer (a fazer, não, a completar) um trabalho escolar sobre a boca. Estava preocupado porque só conseguira escrever isto: “Pra que serve a boca? A boca serve pra falar, gritar e contar. Serve também pra comer, beber, beijar e morder. Eu acho que a boca é um barato”. Queria que eu acrescentasse alguma coisa.

   – Que coisa?

   – Qualquer coisa, ué. Escrevi só quatro linhas, a professora vai bronquear.

   – Mas em quatro linhas você disse o essencial. Para mim, só faltou dizer que a boca serve também para calar. Em boca fechada não entra mosquito.

   – Isso não dá nem uma linha – e os olhos do garoto ficaram tristes.

   – Por favor, me ajude...

  Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.

***

   A boca de que estou falando, aliás, escrevendo, pode ser alegre, amarga, ameaçadora, sensual, deprimida, fria, sei lá o quê. Uma boca pode variar muito de expressão e mesmo não ter nenhuma. Uma das bocas mais gozadas que eu já vi foi a boca- -de-chupar-ovo, uma boquinha de nada, da minha tia Zuleica. Se fosse um pouquinho mais apertada, eu queria ver ela se alimentando – por onde? Mas esta boca está fora da moda, só aparece no jornal nos retratos das melindrosas de 1928, que faziam a boca ainda menor desenhando o contorno com o batom. Os lábios ficavam de fora, de longe.

   Estou lendo escondido as poesias de Gregório de Matos. Dizem que ele tinha o apelido de Boca do Inferno por causa dos negócios que escrevia e que eram infernais. Infernais no tempo dele, pois na rua e em toda parte já escutei coisas muito mais cabeludas, xii!...

   Toquinho canta uma letra que fala em boca da noite, acho que ele queria falar no anoitecer. É bonito, mas não consigo imaginar essa boca na cara da noite. Sou mais a boca do dia, que não sei se alguém já teve ideia de falar nela, mas o amanhecer engolindo a escuridão da noite é mais legal que o anoitecer papando os restos de dia.

   Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados. Se a boca fosse livre para todos, então a vida seria melhor.

  É a tal história: quanta gente fazendo boquinha pra conseguir o quê? Nada. E com quatro ou cinco bocas em casa pra sustentar.


(DE ANDRADE, Carlos Drummond. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987. Adaptado.)
Assinale a opção em que a partícula “o” sublinhada aparece com o emprego diverso do que se apresenta no seguinte trecho do texto: [...] é mais legal que o anoitecer papando os restos de dia.” (10º§)
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Q3377532 Português
A boca, no papel


   O garoto da vizinha me pediu que o ajudasse a fazer (a fazer, não, a completar) um trabalho escolar sobre a boca. Estava preocupado porque só conseguira escrever isto: “Pra que serve a boca? A boca serve pra falar, gritar e contar. Serve também pra comer, beber, beijar e morder. Eu acho que a boca é um barato”. Queria que eu acrescentasse alguma coisa.

   – Que coisa?

   – Qualquer coisa, ué. Escrevi só quatro linhas, a professora vai bronquear.

   – Mas em quatro linhas você disse o essencial. Para mim, só faltou dizer que a boca serve também para calar. Em boca fechada não entra mosquito.

   – Isso não dá nem uma linha – e os olhos do garoto ficaram tristes.

   – Por favor, me ajude...

  Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.

***

   A boca de que estou falando, aliás, escrevendo, pode ser alegre, amarga, ameaçadora, sensual, deprimida, fria, sei lá o quê. Uma boca pode variar muito de expressão e mesmo não ter nenhuma. Uma das bocas mais gozadas que eu já vi foi a boca- -de-chupar-ovo, uma boquinha de nada, da minha tia Zuleica. Se fosse um pouquinho mais apertada, eu queria ver ela se alimentando – por onde? Mas esta boca está fora da moda, só aparece no jornal nos retratos das melindrosas de 1928, que faziam a boca ainda menor desenhando o contorno com o batom. Os lábios ficavam de fora, de longe.

   Estou lendo escondido as poesias de Gregório de Matos. Dizem que ele tinha o apelido de Boca do Inferno por causa dos negócios que escrevia e que eram infernais. Infernais no tempo dele, pois na rua e em toda parte já escutei coisas muito mais cabeludas, xii!...

   Toquinho canta uma letra que fala em boca da noite, acho que ele queria falar no anoitecer. É bonito, mas não consigo imaginar essa boca na cara da noite. Sou mais a boca do dia, que não sei se alguém já teve ideia de falar nela, mas o amanhecer engolindo a escuridão da noite é mais legal que o anoitecer papando os restos de dia.

   Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados. Se a boca fosse livre para todos, então a vida seria melhor.

  É a tal história: quanta gente fazendo boquinha pra conseguir o quê? Nada. E com quatro ou cinco bocas em casa pra sustentar.


(DE ANDRADE, Carlos Drummond. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987. Adaptado.)
“Infernais no tempo dele, pois na rua e em toda parte já escutei coisas muito mais cabeludas, xii!..” (9º§) O verbo cujo tempo é idêntico ao do sublinhado anteriormente está também grifado em:
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Q3377531 Português
A boca, no papel


   O garoto da vizinha me pediu que o ajudasse a fazer (a fazer, não, a completar) um trabalho escolar sobre a boca. Estava preocupado porque só conseguira escrever isto: “Pra que serve a boca? A boca serve pra falar, gritar e contar. Serve também pra comer, beber, beijar e morder. Eu acho que a boca é um barato”. Queria que eu acrescentasse alguma coisa.

   – Que coisa?

   – Qualquer coisa, ué. Escrevi só quatro linhas, a professora vai bronquear.

   – Mas em quatro linhas você disse o essencial. Para mim, só faltou dizer que a boca serve também para calar. Em boca fechada não entra mosquito.

   – Isso não dá nem uma linha – e os olhos do garoto ficaram tristes.

   – Por favor, me ajude...

  Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.

***

   A boca de que estou falando, aliás, escrevendo, pode ser alegre, amarga, ameaçadora, sensual, deprimida, fria, sei lá o quê. Uma boca pode variar muito de expressão e mesmo não ter nenhuma. Uma das bocas mais gozadas que eu já vi foi a boca- -de-chupar-ovo, uma boquinha de nada, da minha tia Zuleica. Se fosse um pouquinho mais apertada, eu queria ver ela se alimentando – por onde? Mas esta boca está fora da moda, só aparece no jornal nos retratos das melindrosas de 1928, que faziam a boca ainda menor desenhando o contorno com o batom. Os lábios ficavam de fora, de longe.

   Estou lendo escondido as poesias de Gregório de Matos. Dizem que ele tinha o apelido de Boca do Inferno por causa dos negócios que escrevia e que eram infernais. Infernais no tempo dele, pois na rua e em toda parte já escutei coisas muito mais cabeludas, xii!...

   Toquinho canta uma letra que fala em boca da noite, acho que ele queria falar no anoitecer. É bonito, mas não consigo imaginar essa boca na cara da noite. Sou mais a boca do dia, que não sei se alguém já teve ideia de falar nela, mas o amanhecer engolindo a escuridão da noite é mais legal que o anoitecer papando os restos de dia.

   Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados. Se a boca fosse livre para todos, então a vida seria melhor.

  É a tal história: quanta gente fazendo boquinha pra conseguir o quê? Nada. E com quatro ou cinco bocas em casa pra sustentar.


(DE ANDRADE, Carlos Drummond. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987. Adaptado.)
No trecho “Uma boca pode variar muito de expressão e mesmo não ter nenhuma.” (8º§), é possível perceber:
Alternativas
Q3377530 Português
A boca, no papel


   O garoto da vizinha me pediu que o ajudasse a fazer (a fazer, não, a completar) um trabalho escolar sobre a boca. Estava preocupado porque só conseguira escrever isto: “Pra que serve a boca? A boca serve pra falar, gritar e contar. Serve também pra comer, beber, beijar e morder. Eu acho que a boca é um barato”. Queria que eu acrescentasse alguma coisa.

   – Que coisa?

   – Qualquer coisa, ué. Escrevi só quatro linhas, a professora vai bronquear.

   – Mas em quatro linhas você disse o essencial. Para mim, só faltou dizer que a boca serve também para calar. Em boca fechada não entra mosquito.

   – Isso não dá nem uma linha – e os olhos do garoto ficaram tristes.

   – Por favor, me ajude...

  Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.

***

   A boca de que estou falando, aliás, escrevendo, pode ser alegre, amarga, ameaçadora, sensual, deprimida, fria, sei lá o quê. Uma boca pode variar muito de expressão e mesmo não ter nenhuma. Uma das bocas mais gozadas que eu já vi foi a boca- -de-chupar-ovo, uma boquinha de nada, da minha tia Zuleica. Se fosse um pouquinho mais apertada, eu queria ver ela se alimentando – por onde? Mas esta boca está fora da moda, só aparece no jornal nos retratos das melindrosas de 1928, que faziam a boca ainda menor desenhando o contorno com o batom. Os lábios ficavam de fora, de longe.

   Estou lendo escondido as poesias de Gregório de Matos. Dizem que ele tinha o apelido de Boca do Inferno por causa dos negócios que escrevia e que eram infernais. Infernais no tempo dele, pois na rua e em toda parte já escutei coisas muito mais cabeludas, xii!...

   Toquinho canta uma letra que fala em boca da noite, acho que ele queria falar no anoitecer. É bonito, mas não consigo imaginar essa boca na cara da noite. Sou mais a boca do dia, que não sei se alguém já teve ideia de falar nela, mas o amanhecer engolindo a escuridão da noite é mais legal que o anoitecer papando os restos de dia.

   Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados. Se a boca fosse livre para todos, então a vida seria melhor.

  É a tal história: quanta gente fazendo boquinha pra conseguir o quê? Nada. E com quatro ou cinco bocas em casa pra sustentar.


(DE ANDRADE, Carlos Drummond. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987. Adaptado.)
No fragmento “O garoto da vizinha me pediu que o ajudasse a fazer (a fazer, não, a completar) um trabalho escolar sobre a boca.” (1º§), os parênteses revelam:
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Q3377529 Português
A boca, no papel


   O garoto da vizinha me pediu que o ajudasse a fazer (a fazer, não, a completar) um trabalho escolar sobre a boca. Estava preocupado porque só conseguira escrever isto: “Pra que serve a boca? A boca serve pra falar, gritar e contar. Serve também pra comer, beber, beijar e morder. Eu acho que a boca é um barato”. Queria que eu acrescentasse alguma coisa.

   – Que coisa?

   – Qualquer coisa, ué. Escrevi só quatro linhas, a professora vai bronquear.

   – Mas em quatro linhas você disse o essencial. Para mim, só faltou dizer que a boca serve também para calar. Em boca fechada não entra mosquito.

   – Isso não dá nem uma linha – e os olhos do garoto ficaram tristes.

   – Por favor, me ajude...

  Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.

***

   A boca de que estou falando, aliás, escrevendo, pode ser alegre, amarga, ameaçadora, sensual, deprimida, fria, sei lá o quê. Uma boca pode variar muito de expressão e mesmo não ter nenhuma. Uma das bocas mais gozadas que eu já vi foi a boca- -de-chupar-ovo, uma boquinha de nada, da minha tia Zuleica. Se fosse um pouquinho mais apertada, eu queria ver ela se alimentando – por onde? Mas esta boca está fora da moda, só aparece no jornal nos retratos das melindrosas de 1928, que faziam a boca ainda menor desenhando o contorno com o batom. Os lábios ficavam de fora, de longe.

   Estou lendo escondido as poesias de Gregório de Matos. Dizem que ele tinha o apelido de Boca do Inferno por causa dos negócios que escrevia e que eram infernais. Infernais no tempo dele, pois na rua e em toda parte já escutei coisas muito mais cabeludas, xii!...

   Toquinho canta uma letra que fala em boca da noite, acho que ele queria falar no anoitecer. É bonito, mas não consigo imaginar essa boca na cara da noite. Sou mais a boca do dia, que não sei se alguém já teve ideia de falar nela, mas o amanhecer engolindo a escuridão da noite é mais legal que o anoitecer papando os restos de dia.

   Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados. Se a boca fosse livre para todos, então a vida seria melhor.

  É a tal história: quanta gente fazendo boquinha pra conseguir o quê? Nada. E com quatro ou cinco bocas em casa pra sustentar.


(DE ANDRADE, Carlos Drummond. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987. Adaptado.)
Assinale a alternativa que apresenta o sinônimo mais inadequado para a palavra sublinhada.
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Q3377528 Português
A boca, no papel


   O garoto da vizinha me pediu que o ajudasse a fazer (a fazer, não, a completar) um trabalho escolar sobre a boca. Estava preocupado porque só conseguira escrever isto: “Pra que serve a boca? A boca serve pra falar, gritar e contar. Serve também pra comer, beber, beijar e morder. Eu acho que a boca é um barato”. Queria que eu acrescentasse alguma coisa.

   – Que coisa?

   – Qualquer coisa, ué. Escrevi só quatro linhas, a professora vai bronquear.

   – Mas em quatro linhas você disse o essencial. Para mim, só faltou dizer que a boca serve também para calar. Em boca fechada não entra mosquito.

   – Isso não dá nem uma linha – e os olhos do garoto ficaram tristes.

   – Por favor, me ajude...

  Então resolvi fazer a minha redação, como aluno ausente do Colégio Esperança, e passá-la ao coleguinha, a título de assessor de emergência.

***

   A boca de que estou falando, aliás, escrevendo, pode ser alegre, amarga, ameaçadora, sensual, deprimida, fria, sei lá o quê. Uma boca pode variar muito de expressão e mesmo não ter nenhuma. Uma das bocas mais gozadas que eu já vi foi a boca- -de-chupar-ovo, uma boquinha de nada, da minha tia Zuleica. Se fosse um pouquinho mais apertada, eu queria ver ela se alimentando – por onde? Mas esta boca está fora da moda, só aparece no jornal nos retratos das melindrosas de 1928, que faziam a boca ainda menor desenhando o contorno com o batom. Os lábios ficavam de fora, de longe.

   Estou lendo escondido as poesias de Gregório de Matos. Dizem que ele tinha o apelido de Boca do Inferno por causa dos negócios que escrevia e que eram infernais. Infernais no tempo dele, pois na rua e em toda parte já escutei coisas muito mais cabeludas, xii!...

   Toquinho canta uma letra que fala em boca da noite, acho que ele queria falar no anoitecer. É bonito, mas não consigo imaginar essa boca na cara da noite. Sou mais a boca do dia, que não sei se alguém já teve ideia de falar nela, mas o amanhecer engolindo a escuridão da noite é mais legal que o anoitecer papando os restos de dia.

   Boca por boca, não ando atrás da boca-livre, que aliás nunca passou perto de mim, e só um grupo consegue, os privilegiados. Se a boca fosse livre para todos, então a vida seria melhor.

  É a tal história: quanta gente fazendo boquinha pra conseguir o quê? Nada. E com quatro ou cinco bocas em casa pra sustentar.


(DE ANDRADE, Carlos Drummond. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987. Adaptado.)
A ideia principal do texto é:
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Q3376657 Saúde Pública
A infecção pelo vírus Zika pode ser assintomática ou sintomática. Quando sintomática, pode apresentar quadro clínico variável, desde manifestações brandas e autolimitadas até complicações neurológicas e malformações congênitas. O Zika vírus é uma arbovirose causada pelo vírus Zika (ZIKV), que pode ser transmitido por meio de
Alternativas
Q3376656 Administração Pública
De acordo com os conceitos de eficácia, eficiência e efetividade, relacione adequadamente as colunas a seguir.

1. Eficiência.
2. Eficácia.
3. Efetividade.

( ) Obter transformações concretas na situação de saúde, coerente com os objetivos propostos pela gestão.
( ) Utilização dos recursos disponíveis da melhor maneira possível, no menor tempo possível e com menor custo, evitando “desperdícios”.
( ) Por meio das ações produzidas, alcançar os melhores resultados possíveis, principalmente em relação à cobertura (número de pessoas atendidas) e à concentração (número de ações oferecidas a cada pessoa).

A sequência está correta em
Alternativas
Q3376655 Saúde Pública
O Agente de Combate às Endemias (ACE) é um profissional fundamental para o controle de endemias e deve trabalhar de forma integrada às equipes de Atenção Básica na Estratégia Saúde da Família (ESF), participando das reuniões e trabalhando sempre em parceria com o Agente Comunitário de Saúde (ACS). Eles utilizam instrumentos para coletar informações a respeito da população de sua área; um desses instrumentos é a visita domiciliar. Sobre a visita domiciliar, analise as afirmativas a seguir.

I. As visitas domiciliares não necessitam ser planejadas, o ACE pode ir e ficar na casa do cliente o tempo e a hora que precisar; inclusive, o ACE poderá fazer perguntas aleatórias sem dar explicação ao morador.
II. O ACE, na visita domiciliar, deve realizar inspeções criteriosas em depósitos, terrenos baldios, caixas d’água, calhas, telhados e, no interior das residências, aplicar larvicidas e inseticidas quando necessário e orientar a população a respeito da prevenção e controle de doenças como dengue, chagas, leptospirose e raiva.
III. É uma forma de atenção em saúde coletiva voltada para o atendimento ao indivíduo e à família ou à coletividade, que é prestada nos domicílios ou junto aos diversos recursos sociais locais, visando à maior equidade da assistência em saúde.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3376654 Direito Sanitário
De acordo com a Lei nº 8.142/1990, os recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) serão alocados como cobertura das ações e serviços de saúde a serem implementados pelos Municípios, Estados e Distrito Federal, dentre outros. Estes recursos serão repassados de forma regular e automática para os Municípios, Estados e Distrito Federal. Considerando o exposto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Os recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) serão alocados como, dentre outros, despesas de custeio e de capital do Ministério da Saúde, seus órgãos e entidades, da administração direta e indireta, e investimentos previstos em lei orçamentária, de iniciativa do Poder Legislativo e aprovados pelo Congresso Nacional.
( ) Os recursos serão destinados, pelo menos oitenta por cento, aos Municípios, afetando-se o restante aos Estados.
( ) Para receberem os recursos de que trata o Art. 3º desta Lei, os Municípios, os Estados e o Distrito Federal deverão contar com Fundo de Saúde, Conselho de Saúde, plano de saúde, relatórios de gestão, contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento, comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), previsto o prazo de dois anos para sua implantação.
( ) Conferência de Saúde reunir-se-á a cada dois anos com a representação dos vários segmentos sociais, para avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes, convocada pelo Poder Executivo ou, extraordinariamente, pela conferência de saúde ou pelo Conselho de Saúde.

A sequência está correta em 
Alternativas
Q3376653 Saúde Pública
A Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Contaminantes Químicos (VIGIPEQ) tem por objetivo o desenvolvimento de ações de vigilância em saúde, de forma a adotar medidas de promoção, prevenção contra doenças e agravos, além da atenção integral à saúde das populações expostas a contaminantes químicos. São exemplos de contaminantes químicos, EXCETO: 
Alternativas
Q3376652 Engenharia Ambiental e Sanitária
Sobre o lixo e a coleta seletiva, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) O lixo séptico ou hospitalar deve ir para valas sépticas ou ser incinerado.
( ) Os lixões são, basicamente, locais em que os resíduos são confinados no solo, livre do contato com o ar e cobertos com uma camada de terra.
( ) O terreno onde se localiza o aterro sanitário é impermeabilizado para permitir que os líquidos e os gases resultantes da decomposição que estes resíduos sofrem embaixo da terra, principalmente aqueles causados por bactérias, sejam drenados e tratados, a fim de evitar a contaminação do ambiente.
( ) A incineração é um processo dispendioso, no qual o lixo é queimado em fornos de alta temperatura, propiciando uma relativa redução no volume do lixo, além de destruir a maioria do material orgânico e dos contaminantes que causam problemas nos aterros.

A sequência está correta em
Alternativas
Q3376651 Saúde Pública
“A _____________ é considerada uma doença em que todas as faixas etárias estão igualmente suscetíveis a ela; porém, as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte. É uma doença febril aguda, sistêmica, dinâmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos doentes se recupera; no entanto, parte deles podem progredir para formas graves, inclusive virem a óbito.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
Alternativas
Respostas
8781: C
8782: D
8783: B
8784: D
8785: C
8786: A
8787: B
8788: C
8789: C
8790: B
8791: D
8792: D
8793: B
8794: D
8795: B
8796: D
8797: A
8798: A
8799: A
8800: A