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Q4000189 Medicina
Os sintomas e sinais da insuficiência adrenal dependem da taxa e extensão da perda da função adrenal, se a produção de mineralocorticoides está preservada, bem como a do grau de estresse físico. O início da insuficiência adrenal costuma ser muito gradual, e pode passar despercebido até que uma doença ou outro estresse precipite a crise adrenal.

Dos sinais /sintomas/ achados laboratoriais descritos abaixo, qual está presente apenas na crise adrenal aguda primária?
Alternativas
Q4000188 Medicina
Das seguintes medicações usadas no tratamento do diabetes Mellitus tipo 2, qual tem benefícios comprovados na prevenção de desfechos renais (reduzindo albuminúria, desacelerando queda da taxa de filtração glomerular e reduzindo progressão para falência renal)? 
Alternativas
Q4000187 Medicina
Homem, 58 anos, com diagnóstico de cirrose hepática por hepatite C, procura atendimento em emergência com aumento progressivo do volume abdominal e desconforto respiratório leve nas últimas duas semanas, a despeito do aumento da dose dos diuréticos (furosemida e espironolactona). Refere redução do apetite, mas nega febre ou dor abdominal. Ao exame físico, apresenta: PA: 104/68 mmHg, FC: 92 bpm. Abdome globoso com macicez móvel compatível com ascite volumosa. Edema de membros inferiores +/4.
Presença de flapping.
Feita paracentese diagnóstica, que afastou diagnóstico de Peritonite Bacteriana, Espontânea. Devido ao importante desconforto abdominal, foi indicada paracentese terapêutica com retirada de 6 litros de líquido ascítico.

É CORRETO afirmar que a conduta adicional mais adequada é: 
Alternativas
Q4000186 Medicina
Homem, 56 anos, portador de diabetes Mellitus tipo2, procura pronto-atendimento com história de febre diária há 10 dias, calafrios, anorexia e dor no hipocôndrio direito. Refere também perda de peso recente e mal-estar geral. Ao exame físico: febril (38,6 °C), frequência cardíaca de 104 bpm. Abdome com dor à palpação profunda no hipocôndrio direito.
Exames laboratoriais:

Leucócitos: 17.800/mm³ (predomínio de neutrófilos)
PCR: 210 mg/L
Fosfatase alcalina: 420 U/L
Bilirrubina total: 1,4 mg/dL
AST/ALT discretamente elevadas

Tomografia de abdome com contraste evidencia lesão hipodensa de 6 cm no lobo direito hepático com realce periférico.
É CORRETO afirmar que a conduta inicial mais adequada é:
Alternativas
Q4000185 Medicina
Homem, 30 anos, deu entrada no pronto-atendimento com episódios de forte dor em flanco esquerdo, irradiada para o testículo, acompanhada por disúria, náuseas e vômitos. Foram feitas hidratação e analgesia, com alívio da dor. Realizada tomografia de abdome e pelve sem contraste, que mostrou cálculo em ureter distal de 6 mm. Sumário de urina com 3 piócitos, nitrito negativo. Função renal normal.

É CORRETO afirmar que a conduta mais adequada é: 
Alternativas
Q4000184 Medicina
É CORRETO afirmar que o diagnóstico mais provável da gasometria arterial abaixo é:
PH  =7,20
HCO3 = 12
pCO2 = 26 mmHg
BE = -8 mEq/L
PO2 = 90 mmHg
Sódio sérico = 140 mEq/L
Cloreto sérico = 95 mEq/L
Potássio sérico = 5,0 mEq/L
Alternativas
Q4000183 Medicina
Homem, 50 anos, portador de diabetes, dislipidemia, hipotireoidismo e epilepsia, dá entrada no pronto-atendimento com confusão mental e sonolência iniciados há 24 horas. Faz uso de Metformina 2 g/dia, Levotiroxina 100 mcg/dia e Oxcarbamazepina. Ao exame: PA=120x80 mmHg, FC=90 bpm, hidratado.

Exames laboratoriais:
Sódio sérico 118 mEq/L
Sódio urinário: 68 mEq/L
Glicemia=96 mg/dl
TSH=3,2 mUI/L

É CORRETO afirmar que o diagnóstico mais provável e a conduta inicial mais adequada são, respectivamente
Alternativas
Q4000182 Medicina
No tratamento da Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC), o papel do tratamento com glicocorticoides está evoluindo. A justificativa do uso é reduzir a resposta inflamatória à pneumonia, o que pode, por sua vez, diminuir a progressão para lesão pulmonar, síndrome do desconforto respiratório agudo e mortalidade.

Em relação ao uso de corticoide na PAC, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4000181 Medicina
Homem, 62 anos, hipertenso e tabagista, dá entrada na unidade mista com dor torácica há 2 horas, sudorese e náuseas. Ao exame: PA 82/56 mmHg, FC 54 bpm, turgência jugular presente, ausculta pulmonar sem estertores. ECG mostra supradesnivelamento de ST em DII, DIII e aVF. Após monitorização e acesso venoso, qual das seguintes condutas farmacológicas deve ser evitada nesse momento, por risco de agravamento da instabilidade hemodinâmica? 
Alternativas
Q4000180 Medicina
De acordo com as recomendações atuais da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial – 2025, sobre diagnóstico e tratamento farmacológico da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999894 Fonoaudiologia
A Disfunção Temporomandibular (DTM) é reconhecida pelo Ministério da Saúde como uma condição musculoesquelética de alta prevalência, afetando de 15% a 30% da população adulta brasileira, com maior incidência entre mulheres e impacto direto sobre funções estomatognáticas, como mastigação, deglutição, fala e mobilidade mandibular (Brasil, 2022). Estudos recentes também apontam que fatores musculares, articulares e psicossociais interagem no desenvolvimento e manutenção da DTM, tornando o manejo interdisciplinar um componente essencial da abordagem terapêutica (Nascimento et al., 2024).
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
NASCIMENTO, Lucas Mateus do; CHIANCA, Rafaelly Domingos Campos de Souza; SILVA, Ricardo Felipe Ferreira da; MENDONÇA, Luana da Rocha Alves. Estudo das diferentes formas de tratamento para disfunções temporomandibulares. Revista Ciência Plural, [S. l.], v. 10, n. 2, p. 1–14, 2024.
Com base nessas informações e considerando o tratamento para disfunções temporomandibulares, analise as afirmações a seguir.

I- A efetividade das intervenções em DTM é condicionada por uma avaliação integrada das funções estomatognáticas, pois padrões mastigatórios, amplitude e controle da mobilidade mandibular e características neuromusculares influenciam as opções e os resultados terapêuticos.
II- Entre as abordagens conservadoras recomendadas na literatura, destacam-se exercícios musculares direcionados, técnicas manuais e de mobilização articular, assim como medidas termoterápicas, podendo tais recursos ser combinados de forma adaptada ao perfil clínico do paciente.
III- A condução terapêutica pode ser estabelecida de maneira autônoma por profissionais treinados em terapia orofacial, desde que se mantenha uma avaliação funcional rigorosa e critérios clínicos adequados ao acompanhamento do paciente.
IV- Elementos psicoemocionais, como estressores crônicos e padrões de ansiedade, são fatores que podem modular a dor orofacial e contribuir para a manutenção ou exacerbação dos sintomas, devendo ser considerados na avaliação e no planejamento terapêutico.
V- As placas oclusais são descritas como recurso integrante do arsenal conservador para DTM, indicadas em situações nas quais se busca reduzir sobrecargas oclusais, modular atividade muscular e proteger estruturas articulares, frequentemente em combinação com outras medidas.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3999893 Fonoaudiologia
A Organização Mundial da Saúde (OMS), no Global Report on Assistive Technology (WHO; UNICEF, 2022), estima que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo necessitam de tecnologia assistiva, e esse número pode dobrar até 2050 devido ao envelhecimento populacional e ao aumento das condições crônicas que impactam comunicação, mobilidade e autonomia. No Brasil, estudos de Alves et al. (2009) mostram que a tecnologia assistiva desempenha papel fundamental na promoção da funcionalidade ao apoiar comunicação suplementar e alternativa, acesso à leitura e escrita, otimização sensorial e adaptação de tarefas em diversos contextos da Fonoaudiologia.
Fonte: ALVES, C. C,; MONTEIRO, G. B,; RABELLO, S,; GASPARETTO, M.E,; CARVALHO, K. M. Assistive technology applied to education of students with visual impairment. Rev Panam Salud Publica, v. 26, n. 2, p. 148-152, ago. 2009. DOI: 10.1590/s1020-49892009000800007. PMID: 19814894.
MONTEIRO, M. M. B.; MONTILHA, R. C. I.; GASPARETTO, M. E. R. F. O trabalho fonoaudiológico e a linguagem escrita de pessoas com baixa visão: estudo exploratório. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 17, n. 1, p. 121–136, jan./abr. 2011.
WORLD HEALTH ORGANIZATION; UNICEF. Global Report on Assistive Technology. Geneva: WHO, 2022.

A partir desse contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I- A tecnologia assistiva utilizada na Fonoaudiologia é composta principalmente por recursos estruturados em plataformas digitais e programas informatizados, sendo estes considerados a base das intervenções voltadas à ampliação de habilidades comunicativas e de acesso à linguagem.
PORQUE
II- A tecnologia assistiva abrange um conjunto diversificado de recursos, estratégias e serviços ópticos, não ópticos, digitais ou analógicos destinados a promover autonomia, participação e desempenho funcional de pessoas com diferentes necessidades comunicativas.

A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3999892 Fonoaudiologia
Texto III

Marcos, 72 anos, diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) esporádica há 4 anos. Início apendicular, com progressão para comprometimento bulbar nos últimos 2 anos. Atualmente acamado, com importante fraqueza global e dependência extensa para atividades diárias. Está em uso contínuo de riluzol desde o diagnóstico.

Há 6 meses, evoluiu com piora respiratória e episódios de pneumonia aspirativa, sendo submetido à traqueostomia eletiva. Utiliza ventilação mecânica de suporte noturno e oxigênio suplementar. Apresenta tosse muito fraca, acúmulo de secreções e necessidade frequente de aspiração traqueal. Tentativa de válvula de fala não foi bem-sucedida por intolerância, sem obtenção de fonação funcional.

Havia presença de disartronia severa antes da traqueostomia. Atualmente, não há comunicação oral efetiva. Registros anteriores descrevem voz fraca, soprosa, hipointensa, com redução de ressonância e velocidade de fala. Compreensão e cognição preservadas, utilizando comunicação alternativa simples (acenos e pranchas básicas).

Quanto à deglutição, apresentou piora progressiva, com episódios de engasgos e aspiração. Há 5 meses, foi instalada gastrostomia (PEG) como via principal de alimentação. Pequenas ofertas orais durante higiene bucal provocam tosse, queda transitória da saturação e presença de secreção salivar espessa, além de história de “voz úmida” registrada anteriormente à traqueostomia.

Na avaliação fonoaudiológica recente, apresentou: face com fraqueza de fechamento labial; língua com atrofia e fasciculações, com mobilidade bastante reduzida; palato com elevação limitada e assimétrica; tosse voluntária ineficaz e articulação impossibilitada funcionalmente.


Escore funcional:

- ALSFRS-R total: ALSFRS-R (Amyotrophic Lateral Sclerosis Functional Rating Scale – Revised) que avalia desempenho em comunicação, deglutição, mobilidade e respiração: 9/48

- ALSFRS-R – subescala bulbar (fala, salivação, deglutição): 1/12

- Escala de Plaitakis – domínio bulbar que avalia face, língua, palato, fala e deglutição): 2/15
Os estudos de Albuquerque, Pernambuco e Lopes (2022) sobre Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) destacam que as alterações da deglutição podem ocorrer em praticamente todos os pacientes ao longo da evolução da doença, exigindo intervenções multidisciplinares que priorizem segurança alimentar e redução do risco aspirativo.
Fonte: ALBUQUERQUE, K. M. F.; PERNAMBUCO, L.; LOPES, L. W. Impacto do tratamento medicamentoso na voz, fala e deglutição de pacientes com esclerose lateral amiotrófica: revisão sistemática.Audiology Communication Research, v.27, e2999, p. 1-9, 2022.

Considerando o caso do Senhor Marcos e a conduta fonoaudiológica para manejo da disfagia, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999891 Fonoaudiologia
Texto III

Marcos, 72 anos, diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) esporádica há 4 anos. Início apendicular, com progressão para comprometimento bulbar nos últimos 2 anos. Atualmente acamado, com importante fraqueza global e dependência extensa para atividades diárias. Está em uso contínuo de riluzol desde o diagnóstico.

Há 6 meses, evoluiu com piora respiratória e episódios de pneumonia aspirativa, sendo submetido à traqueostomia eletiva. Utiliza ventilação mecânica de suporte noturno e oxigênio suplementar. Apresenta tosse muito fraca, acúmulo de secreções e necessidade frequente de aspiração traqueal. Tentativa de válvula de fala não foi bem-sucedida por intolerância, sem obtenção de fonação funcional.

Havia presença de disartronia severa antes da traqueostomia. Atualmente, não há comunicação oral efetiva. Registros anteriores descrevem voz fraca, soprosa, hipointensa, com redução de ressonância e velocidade de fala. Compreensão e cognição preservadas, utilizando comunicação alternativa simples (acenos e pranchas básicas).

Quanto à deglutição, apresentou piora progressiva, com episódios de engasgos e aspiração. Há 5 meses, foi instalada gastrostomia (PEG) como via principal de alimentação. Pequenas ofertas orais durante higiene bucal provocam tosse, queda transitória da saturação e presença de secreção salivar espessa, além de história de “voz úmida” registrada anteriormente à traqueostomia.

Na avaliação fonoaudiológica recente, apresentou: face com fraqueza de fechamento labial; língua com atrofia e fasciculações, com mobilidade bastante reduzida; palato com elevação limitada e assimétrica; tosse voluntária ineficaz e articulação impossibilitada funcionalmente.


Escore funcional:

- ALSFRS-R total: ALSFRS-R (Amyotrophic Lateral Sclerosis Functional Rating Scale – Revised) que avalia desempenho em comunicação, deglutição, mobilidade e respiração: 9/48

- ALSFRS-R – subescala bulbar (fala, salivação, deglutição): 1/12

- Escala de Plaitakis – domínio bulbar que avalia face, língua, palato, fala e deglutição): 2/15
De acordo com Chieia et al., (2010), bem como Brown e Al-Chalabi, (2017), a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é a doença do neurônio motor mais comum, apesar de rara, apresentando incidência estimada entre 1,5 e 3 casos por 100.000 habitantes ao ano, com evolução que frequentemente compromete voz, fala e deglutição.
Fonte: BROWN, R. H.; AL-CHALABI, A. Amyotrophic lateral sclerosis. The New England Journal of Medicine, v. 377, n. 2, p. 162–172, 2017.
CHIEIA, M. A. T. et al. Amyotrophic lateral sclerosis in Brazil: regional and demographic differences in a heterogeneous population. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 68, n. 2, p. 263–268, 2010.

Considerando o caso do Senhor Marcos, descrito no texto III, no que diz respeito ao manejo fonoaudiológico da voz diante do estágio atual da doença, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999890 Fonoaudiologia
Um estudo feito por Reis et al. (2024) demonstrou que profissionais da voz, como professores, cantores e teleatendentes, apresentam alta prevalência de sintomas decorrentes do uso intensivo da voz, incluindo fadiga vocal. Esta realidade intensificou pesquisas e diretrizes clínicas publicadas para discutir o uso da fotobiomodulação (FBM) como recurso tecnológico potencialmente aplicável à habilitação e reabilitação vocal, considerando seus possíveis efeitos fisiológicos, bem como as limitações metodológicas ainda existentes.
Fonte: REIS, A. S. B. F. et al. Fadiga vocal de professores brasileiros da rede pública: prevalência e autorreferência. Audiol Commun Res., v. 29, e2933, p. 1-8, 2024.

Essas discussões enfatizam princípios amplamente reconhecidos na área da voz, como o caráter multifatorial das disfonias, a centralidade da terapia vocal comportamental, a necessidade de formação específica para o uso de dispositivos terapêuticos e a prudência diante de condições vocais complexas.

Com base nesses princípios, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999889 Fonoaudiologia
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS, 2019), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2020), estima-se que, no Brasil, mais de 10 milhões de pessoas tenham algum grau de deficiência auditiva e uma parcela significativa desse grupo depende de políticas públicas que promovam autonomia, mobilidade e acessibilidade, entre elas os benefícios fiscais destinados a pessoas com deficiência, como isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), reconhecidos pelo Ministério Público Federal e previstos na legislação brasileira (Lei nº 8.989/1995 e normativos correlatos). Esses mecanismos configuram ações estatais voltadas à equidade, inclusão e acessibilidade que impactam diretamente a vida da pessoa com deficiência auditiva, dialogando diretamente com a atuação do fonoaudiólogo ao favorecer condições para que o indivíduo exerça sua autonomia e usufrua de direitos previstos em políticas públicas inclusivas.
Fonte: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIAE ESTATÍSTICA(IBGE). Pesquisa Nacional de Saúde 2019: Ciclos de Vida. Rio de Janeiro: IBGE, 2020.

Considerando o papel da Fonoaudiologia para a orientação dos usuários com deficiência auditiva no âmbito da saúde coletiva e das políticas públicas, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999888 Fonoaudiologia
O processo de envelhecimento tem impacto generalizado sobre o organismo humano, ocasionando também degeneração dos órgãos vestibulares periféricos, fator que aumenta a probabilidade de deslocamento de otocônias, o qual ajuda a explicar a maior incidência de Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) em idosos. E recentemente, Hõhn, Sheldon e Bézier (2019) reforçaram a informação de que mecanismos de canalitíase no canal semicircular posterior são responsáveis pela maioria dos quadros clínicos, e que manobras de reposicionamento canalicular seguem como primeira linha de tratamento. Estas informações foram localizadas a partir da busca de fundamentação teórica para oferecer suporte terapêutico em um ambulatório público para Nilda, uma paciente de 72 anos, que relata vertigem breve e rotatória ao virar na cama e ao estender a cabeça para trás. A manobra de Dix-Hallpike evoca vertigem intensa e nistagmo torsional hiperbatido em direção ao ouvido examinado, compatível com VPPB de canal semicircular posterior por canalitíase.
Fonte: HÖHN, S.; SHELDON, M.; BÉZIER, M. Cupulolithiasis vs canalolithiasis in posterior canal BPPV: diagnostic challenges. European Archives of Oto-RhinoLaryngology, v. 276, n. 5, p. 1531–1538, 2019.

Considerando as recomendações atuais para avaliação e manejo da VPPB, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999887 Segurança e Saúde no Trabalho
No Brasil, a exposição ocupacional ao ruído permanece como um dos principais agravos à saúde do trabalhador. Segundo Santana et al.(2019), cerca de 32,1% dos trabalhadores brasileiros relataram exposição ocupacional a níveis elevados de pressão sonora. Já Lima, Ribeiro e Soares (2022) apontam que, entre 2012 e 2021, mais de 7.400 casos de Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) foram notificados no país, especialmente entre trabalhadores da indústria e transporte.
Fonte: LIMA, D. S.; RIBEIRO, F. S.; SOARES, N. V. Notificações de Perda Auditiva Induzida por Ruído no Brasil (2012–2021). Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, v. 22, n. 2, 2022.
SANTANA, V. S. et al. Exposição ocupacional a ruído no Brasil: análise epidemiológica de base populacional. Cadernos de Saúde Pública, v. 35, n. 10, 2019.

Nesse cenário, o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), regulamentado pela Norma Regulamentadora nº 7 (NR-7), constitui o eixo central da vigilância da saúde do trabalhador. Ele articula a interpretação dos exames audiométricos ocupacionais e a implantação de ações preventivas, devendo se integrar aos Programas de Conservação Auditiva (PCA) e ao Programa de Prevenção de Perdas Auditivas (PPPA), conforme orientações do Conselho Federal de Fonoaudiologia.
Considerando essas normativas, as quais estabelecem a atuação do Fonoaudiólogo na perspectiva da Audiologia Ocupacional, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.

I- O PCMSO desempenha papel essencial na vigilância da saúde auditiva, pois utiliza os resultados dos exames audiométricos ocupacionais (referência e sequenciais) para identificar precocemente alterações auditivas relacionadas ao trabalho, avaliar a aptidão do trabalhador e direcionar condutas preventivas.
PORQUE
II- A NR-7 determina que, sempre que os exames audiométricos apresentarem critérios de desencadeamento ou agravamento de perda auditiva induzida por ruído, o médico coordenador do PCMSO deve registrar o caso no relatório anual, avaliar a aptidão, revisar medidas de proteção e integrar os achados ao planejamento das ações preventivas da empresa.

A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3999886 Fonoaudiologia
Em estudo realizado na cidade de São Paulo, Oiticica e Bittar (2015) identificaram que aproximadamente 22% da população adulta relatou zumbido, reforçando sua relevância epidemiológica para a saúde pública municipal. As informações desta pesquisa foram relembradas durante o atendimento de um paciente de 56 anos, trabalhador industrial exposto a ruído ocupacional que procurou acompanhamento no serviço municipal de fonoaudiologia, que passou a adotar um protocolo ampliado com medidas psicoacústicas do zumbido e investigação do Limiar de Desconforto Auditivo (LDA).
Fonte: OITICICA, Jeanne; BITTAR, Roseli Saraiva Moreira. Prevalência de zumbido na população adulta da cidade de São Paulo. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, São Paulo, v. 81, n. 2, p. 167–177, 2015.

Durante a avaliação, o paciente descreve o zumbido como contínuo e unilateral, dificuldade em identificar sua qualidade sonora e incômodo exacerbado a sons de intensidade moderada. Considerando a prática clínica e a literatura técnico-científica, analise as afirmativas abaixo.
I- As medidas psicoacústicas do zumbido podem ser aplicadas normalmente mesmo quando o zumbido é pulsátil, desde que o paciente consiga descrever sua intensidade.
II- A pesquisa da intensidade e da frequência do zumbido deve sempre ser realizada na orelha ipsilateral, independentemente de o sintoma ser unilateral ou bilateral.
III- Em zumbidos descritos como ruídos complexos (como chiado, cachoeira ou mistura de sons), recomenda-se iniciar a aproximação do estímulo utilizando ruído branco (white noise) ou ruído de banda estreita para facilitar a correspondência perceptiva.
IV- O Limiar Mínimo de Mascaramento (LMM) deve ser pesquisado na orelha ipsilateral ao zumbido, utilizando apresentação ascendente de estímulos; em zumbidos de origem coclear, costuma ser encontrado entre 5 e 10 dB acima do limiar tonal.
V- O LDA tem como objetivo determinar o limiar de dor auditiva do paciente e, por isso, deve ser conduzido com incrementos até que o paciente relate dor física evidente.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3999885 Saúde Pública
De acordo com o Relatório de Gestão 2023 do Ministério da Saúde, observa-se, no período recente, crescimento da demanda por ações regulatórias, consultas e exames especializados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), com destaque para os serviços vinculados à Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPcD). Esse cenário evidencia a ampliação da procura por serviços de reabilitação, incluindo a reabilitação auditiva, refletindo tanto o aumento da identificação das necessidades da população quanto o fortalecimento das redes assistenciais especializadas no país. Esse cenário levou a Secretaria Estadual de Saúde a ampliar o papel dos profissionais da equipe gestora, incluindo fonoaudiólogos, para qualificar processos de regulação, planejamento e articulação interfederativa.
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Relatório de Gestão 2023. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023.

Considerando os princípios da Saúde Coletiva, da gestão do SUS e as competências do fonoaudiólogo no âmbito da saúde pública, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
81: B
82: B
83: D
84: E
85: C
86: B
87: A
88: E
89: D
90: C
91: A
92: B
93: E
94: C
95: A
96: A
97: C
98: D
99: B
100: D