Questões de Concurso Para cpcon

Foram encontradas 21.682 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3583224 Geografia
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Educação 2023, 9 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não concluíram o ensino médio, por terem abandonado os estudos ou nunca terem frequentado essa etapa. A Tabela 1 a seguir mostra a idade em que esses jovens, que já frequentaram a escola, interromperam os estudos pela última vez.

Tabela 1 -Pessoas de 14 a 29 anos com nível de instrução inferior ao médio completo e que já frequentaram a escola, por idade em que abandonou a escola pela última vez, segundo o sexo, a cor ou raça e as Grandes Regiões (%) 

Imagem associada para resolução da questão


A partir deste contexto, analise as assertivas a seguir.
I- Ao analisar a idade que estes jovens de 14 a 29 anos deixaram a escola, é importante observar que os quatro maiores percentuais de abandono escolar se deram nas faixas a partir de 16 anos de idade.
II- Observa-se a ocorrência de abandono escolar precoce na idade correspondente ao Ensino Fundamental, com taxas de 6,2% em uma faixa etária e 6,6% em outra. Esse padrão se mantém semelhante segundo o sexo, a cor ou raça e as Grandes Regiões.
III- O grande marco da mudança foi a idade de 15 anos que, em geral, é a idade de ingresso no Ensino Médio. Nessa idade, o percentual de jovens que abandonaram a escola quase triplicou frente aos 14 anos de idade.
IV- Em termos regionais, o marco do aumento do abandono escolar aos 15 anos acontece em todas as Regiões, sendo maior nas Regiões Norte e Nordeste.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3583223 Pedagogia
Dona Marta, moradora de um bairro periférico de uma cidade brasileira, procurou a creche pública municipal mais próxima de sua casa para tentar matricular sua filha de dois anos. Ao chegar ao estabelecimento, foi informada de que, no momento, não havia vagas disponíveis para crianças da idade da filha. Inconformada, Dona Marta argumentou que é dever do Estado brasileiro garantir vaga na escola pública de Educação Infantil mais próxima para toda criança com idade igual ou superior à de sua filha. Diante da insatisfação da mãe, uma professora da unidade tentou explicá-la que, embora a oferta de Educação Infantil gratuita para crianças de até cinco anos seja dever do Estado brasileiro, a matrícula só é obrigatória a partir dos quatro anos, conforme prevê a legislação. Ainda assim, Dona Marta não se conformou com a negativa e afirmou que acionaria o Poder Público para exigir o direito da filha à Educação Infantil.

A partir deste contexto, à luz das disposições mais recentes da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB (Lei nº 9.394/1996), assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3583222 Pedagogia
TEXTO 1


Um professor dos Anos Iniciais do nível fundamental se propôs a trabalhar a utilização de um formulário de registro de mudanças do tempo durante a semana, utilizando os próprios sentidos dos estudantes como instrumentos de observação. Para tal, ele propôs uma sequência de ensino e aprendizagem cujos objetivos educacionais e conteúdos de aprendizagem foram listados no Quadro 1 abaixo:

Quadro 1 - Objetivos educacionais e conteúdos de aprendizagem

Objetivos educacionais

1. Utilizar um formulário simples de registro das mudanças do tempo como elemento para discriminar e identificar os fenômenos meteorológicos.
2. Preencher um formulário com registros de percepções sensoriais.
3. Utilizar metódica e sistematicamente um formulário, durante uma semana.

Conteúdos de aprendizagem

I. O tempo e as mudanças meteorológicas ;
II. Os dias da semana ;
III. Os símbolos como representações de ideias ;
IV. Rigor no trabalho sistemático ;
V. Prazer pelo trabalho concluído, bem realizado e bem apresentado ;
VI. Registro sistemático de dados sobre mudança de tempo mediante um formulário.


Fonte: ZABALA, A. Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. Porto Alegre: Artmed, 1999. Adaptado.

Considerando o Texto I e os objetivos e conteúdos mostrados no Quadro 1, à luz das discussões de Zabala (1999) sobre o papel dos objetivos educacionais e os conteúdos de aprendizagem, avalie as asserções a seguir e a relação entre elas.

I- No Quadro 1, os conteúdos de aprendizagem estão associados aos objetivos educacionais, servindo como meios para que estes sejam alcançados.

PORQUE

II- Ao responder à pergunta “o que se deve aprender?” no contexto da educação escolar, é necessário considerar conteúdos de aprendizagem de naturezas variadas: conceituais, procedimentais e atitudinais.

A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA: 
Alternativas
Q3583221 Pedagogia
TEXTO 1


Um professor dos Anos Iniciais do nível fundamental se propôs a trabalhar a utilização de um formulário de registro de mudanças do tempo durante a semana, utilizando os próprios sentidos dos estudantes como instrumentos de observação. Para tal, ele propôs uma sequência de ensino e aprendizagem cujos objetivos educacionais e conteúdos de aprendizagem foram listados no Quadro 1 abaixo:

Quadro 1 - Objetivos educacionais e conteúdos de aprendizagem

Objetivos educacionais

1. Utilizar um formulário simples de registro das mudanças do tempo como elemento para discriminar e identificar os fenômenos meteorológicos.
2. Preencher um formulário com registros de percepções sensoriais.
3. Utilizar metódica e sistematicamente um formulário, durante uma semana.

Conteúdos de aprendizagem

I. O tempo e as mudanças meteorológicas ;
II. Os dias da semana ;
III. Os símbolos como representações de ideias ;
IV. Rigor no trabalho sistemático ;
V. Prazer pelo trabalho concluído, bem realizado e bem apresentado ;
VI. Registro sistemático de dados sobre mudança de tempo mediante um formulário.


Fonte: ZABALA, A. Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. Porto Alegre: Artmed, 1999. Adaptado.

Considerando o Texto I e os conteúdos de aprendizagem mostrados no Quadro 1, à luz da tipologia de conteúdos de Zabala (1999), é CORRETO afirmar que o(s) conteúdo(s):
Alternativas
Q3583220 Português

Considerando os Textos V e VI, analise as assertivas a seguir.


I- Os textos Ve VI possuem ponto de vista semelhante sobre economia em compras.

II- Os textos Ve VI são considerados multissemióticos, pois possuem texto verbal e não verbal que, juntos, produzem sentido.

III- O texto V é considerado multissemiótico. Já o texto VI não é considerado multissemiótico.

IV- No texto V, o conhecimento prévio do personagem pode contribuir para uma produção de sentidos ainda mais significativa.

V- O uso do “Se” nos textos V e VI introduzem a ideia de condicionalidade.




É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3583214 Português
Texto I - Vício de adolescentes em redes sociais pode virar, oficialmente, um transtorno mental; entenda


Jornal o Globo


   Um grupo de cientistas está propondo que a relação nociva de alguns adolescentes com as redes sociais e a internet seja considerada, oficialmente, um novo tipo de transtorno mental.

   Se a proposta ganhar impulso e for aceita, ela poderia entrar no manual de estatísticas e diagnósticos da psiquiatria, o DSM, que influencia políticas públicas no mundo todo. Segundo os proponentes, a ideia é que a condição possa também integrar a Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

   A proposta ganhou visibilidade nesta semana com a revista científica JAMA, da Associação Médica Americana, que publicou um artigo sugerindo critérios para determinar o que é o consumo exagerado de mídias sociais e a partir de que ponto ele se torna um distúrbio médico.

   O trabalho foi baseado em um estudo feito com adolescentes pela Universidade de Stony Brook, em Nova York, liderado pela sanitarista Lauren Hale, que buscou avaliar o quanto o tempo excessivo de tela estava afetando a vida dos voluntários.

   Inspirado em um critério gradual para avaliar gradações de alcoolismo, o pediatra Dimitri Christakis, da Universidade de Washington, propôs uma escala para avaliar a relação patológica de adolescentes com as redes de acordo com o tempo gasto nesse tipo de mídia.

   Os dois cientistas afirmam que a situação é urgente. Nos Estados Unidos, onde mais de 95% dos adolescentes possuem smartphones, os profissionais de saúde precisam de um sistema de classificação para trabalhar com o problema. É relativamente consensual entre psicólogos e psiquiatras que os indivíduos afetados que enfrentam problemas na escola, no trabalho ou nas relações pessoais precisam de ajuda.

   “Introduzir essa classificação não poderia ser mais urgente”, escrevem Hale e Christakis. “Enquanto acadêmicos se alongam em discussões abstratas sobre o assunto, mais de 6 milhões de adolescentes americanos já estão exibindo o que nós chamamos provisoriamente de consumo pesado de mídia, e uma parcela considerável deles provavelmente já sofre de transtorno de uso de mídia”.

    A proposta inicial da dupla é que se definam inicialmente os limiares de tempo gasto com redes sociais e internet para identificar indivíduos com problemas. Os pesquisadores reconhecem, porém, que será preciso discutir o conteúdo consumido, porque o problema está ligado a fenômenos como o bullying e a propagação de conteúdos preconceituosos e ofensivos. “Embora o debate sobre a existência de algo como transtorno de games, vício em internet ou uso problemático de mídias sociais continue entre acadêmicos e a indústria, o tempo gasto em dispositivos envolvidos em diversas atividades está substituindo as interações do mundo real de maneira tanto sutil quanto dramática”, dizem os pesquisadores.

   A OMS, por exemplo, já publicou um documento com diretrizes. A organização recomenda que o uso desses dispositivos seja evitado por crianças abaixo de 2 anos, e que para crianças de 2 a 4 anos não ultrapasse uma hora supervisionada por dia. A ideia é maximizar o tempo de interação com pessoas reais e desestimular o sedentarismo, seja pelo consumo games, desenhos animados ou qualquer atividade em tela.

   Grupos de psicólogos e pediatras estão produzindo também diretrizes mais voltadas a crianças maiores e adolescentes, que têm usado também redes sociais. Para essa faixa etária acima dos 11 anos, a Academia Americana de Pediatria não estabelece um limite de tempo, por exemplo, mas pede atenção para que atividades em telas não prejudiquem sono, esportes e relações pessoais.

   A Sociedade Brasileira de Pediatria segue princípios semelhantes, e recomenda que crianças menores de 13 anos não tenham seus próprios perfis em plataformas. (Esse limite já é lei nos EUA e outros países). É recomendado que entre 13 e 17 anos o uso de redes sociais seja supervisionado.

   Uma recomendação mais específica é a de não deixar dispositivos dentro dos quartos das crianças e adolescentes durante a noite, e retirá-los uma a duas horas antes de dormir. Outro ponto importante é evitar acesso a telas na hora de fazer lição de casa. No mais, os pediatras pedem a pais ou responsáveis atenção para sinais problemáticos, como irritabilidade excessiva diante da restrição a tablets ou smartphones.

   Em suma, o ideal é que os pais os ajudem a avaliar a qualidade do conteúdo a ser consumido na internet e evitem fontes propensas a desinformação e hostilidade. Há casos especiais que requerem mais atenção, como adolescentes com histórico de traumas ou problema de autoimagem corporal.


Fonte: VÍCIO DE ADOLESCENTES EM REDES SOCIAIS PODE VIRAR, OFICIALMENTE, UM TRANSTORNO MENTAL; ENTENDA. Jornal O Globo, 5 jun. 2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/05/06/vicio-de-adolescentes-em-redes-sociais-pode-virar-oficialmente-um-transtorno-mentalentenda.ghtml.Acesso em: 12 maio 2025. Adaptado.








Fonte: Disponível em: https://www.instagram.com/p/DJMRsMnRDux/?igsh=ZnVqbGtyYWQ0ems0. Acesso em: 12 maio 2025. 



Texto IV– Infográfico






Fonte: Disponível em: https://iclnoticias.com.br/atg/dependencia-digital/. Acesso em: 12 maio 2025.
Analise as palavras "recompensa", "reage" e "liberada" presentes no Texto IV e indique a alternativa que apresenta, CORRETA e respectivamente, os processos de formação de palavras. 
Alternativas
Q3583213 Português
Texto I - Vício de adolescentes em redes sociais pode virar, oficialmente, um transtorno mental; entenda


Jornal o Globo


   Um grupo de cientistas está propondo que a relação nociva de alguns adolescentes com as redes sociais e a internet seja considerada, oficialmente, um novo tipo de transtorno mental.

   Se a proposta ganhar impulso e for aceita, ela poderia entrar no manual de estatísticas e diagnósticos da psiquiatria, o DSM, que influencia políticas públicas no mundo todo. Segundo os proponentes, a ideia é que a condição possa também integrar a Classificação Internacional de Doenças (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

   A proposta ganhou visibilidade nesta semana com a revista científica JAMA, da Associação Médica Americana, que publicou um artigo sugerindo critérios para determinar o que é o consumo exagerado de mídias sociais e a partir de que ponto ele se torna um distúrbio médico.

   O trabalho foi baseado em um estudo feito com adolescentes pela Universidade de Stony Brook, em Nova York, liderado pela sanitarista Lauren Hale, que buscou avaliar o quanto o tempo excessivo de tela estava afetando a vida dos voluntários.

   Inspirado em um critério gradual para avaliar gradações de alcoolismo, o pediatra Dimitri Christakis, da Universidade de Washington, propôs uma escala para avaliar a relação patológica de adolescentes com as redes de acordo com o tempo gasto nesse tipo de mídia.

   Os dois cientistas afirmam que a situação é urgente. Nos Estados Unidos, onde mais de 95% dos adolescentes possuem smartphones, os profissionais de saúde precisam de um sistema de classificação para trabalhar com o problema. É relativamente consensual entre psicólogos e psiquiatras que os indivíduos afetados que enfrentam problemas na escola, no trabalho ou nas relações pessoais precisam de ajuda.

   “Introduzir essa classificação não poderia ser mais urgente”, escrevem Hale e Christakis. “Enquanto acadêmicos se alongam em discussões abstratas sobre o assunto, mais de 6 milhões de adolescentes americanos já estão exibindo o que nós chamamos provisoriamente de consumo pesado de mídia, e uma parcela considerável deles provavelmente já sofre de transtorno de uso de mídia”.

    A proposta inicial da dupla é que se definam inicialmente os limiares de tempo gasto com redes sociais e internet para identificar indivíduos com problemas. Os pesquisadores reconhecem, porém, que será preciso discutir o conteúdo consumido, porque o problema está ligado a fenômenos como o bullying e a propagação de conteúdos preconceituosos e ofensivos. “Embora o debate sobre a existência de algo como transtorno de games, vício em internet ou uso problemático de mídias sociais continue entre acadêmicos e a indústria, o tempo gasto em dispositivos envolvidos em diversas atividades está substituindo as interações do mundo real de maneira tanto sutil quanto dramática”, dizem os pesquisadores.

   A OMS, por exemplo, já publicou um documento com diretrizes. A organização recomenda que o uso desses dispositivos seja evitado por crianças abaixo de 2 anos, e que para crianças de 2 a 4 anos não ultrapasse uma hora supervisionada por dia. A ideia é maximizar o tempo de interação com pessoas reais e desestimular o sedentarismo, seja pelo consumo games, desenhos animados ou qualquer atividade em tela.

   Grupos de psicólogos e pediatras estão produzindo também diretrizes mais voltadas a crianças maiores e adolescentes, que têm usado também redes sociais. Para essa faixa etária acima dos 11 anos, a Academia Americana de Pediatria não estabelece um limite de tempo, por exemplo, mas pede atenção para que atividades em telas não prejudiquem sono, esportes e relações pessoais.

   A Sociedade Brasileira de Pediatria segue princípios semelhantes, e recomenda que crianças menores de 13 anos não tenham seus próprios perfis em plataformas. (Esse limite já é lei nos EUA e outros países). É recomendado que entre 13 e 17 anos o uso de redes sociais seja supervisionado.

   Uma recomendação mais específica é a de não deixar dispositivos dentro dos quartos das crianças e adolescentes durante a noite, e retirá-los uma a duas horas antes de dormir. Outro ponto importante é evitar acesso a telas na hora de fazer lição de casa. No mais, os pediatras pedem a pais ou responsáveis atenção para sinais problemáticos, como irritabilidade excessiva diante da restrição a tablets ou smartphones.

   Em suma, o ideal é que os pais os ajudem a avaliar a qualidade do conteúdo a ser consumido na internet e evitem fontes propensas a desinformação e hostilidade. Há casos especiais que requerem mais atenção, como adolescentes com histórico de traumas ou problema de autoimagem corporal.


Fonte: VÍCIO DE ADOLESCENTES EM REDES SOCIAIS PODE VIRAR, OFICIALMENTE, UM TRANSTORNO MENTAL; ENTENDA. Jornal O Globo, 5 jun. 2025. Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/05/06/vicio-de-adolescentes-em-redes-sociais-pode-virar-oficialmente-um-transtorno-mentalentenda.ghtml.Acesso em: 12 maio 2025. Adaptado.








Fonte: Disponível em: https://www.instagram.com/p/DJMRsMnRDux/?igsh=ZnVqbGtyYWQ0ems0. Acesso em: 12 maio 2025. 



Texto IV– Infográfico






Fonte: Disponível em: https://iclnoticias.com.br/atg/dependencia-digital/. Acesso em: 12 maio 2025.
Sobre o Texto III, analise as assertivas.
I- O uso das aspas em “cheia de gás” foi usado para destacar uma expressão popular no texto.
II- As aspas sinalizam que a expressão usada não é padrão e pode ser interpretada de forma diferente do significado literal.
III- Ao usar aspas, indica-se ao leitor que o sentido da expressão é literal.
IV- O texto não verbal não colabora com o entendimento do uso das expressões Pessoa “cheia de gás” e Pessoa cheia de gases.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3581805 Fonoaudiologia
Em um município da região sudeste, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2023 (PNAD Contínua 2023) indicam que 12,7% das crianças entre 6 e 14 anos apresentam dificuldades severas de aprendizagem, com histórico de atrasos escolares associados a fatores linguísticos, cognitivos e ambientais. A Secretaria Municipal de Educação e Saúde, em ação intersetorial, implantou um programa piloto de atuação fonoaudiológica nas escolas públicas, com enfoque na promoção da saúde e apoio às equipes pedagógicas, especialmente nos processos de alfabetização e inclusão.
Considerando as diretrizes e possibilidades de atuação do fonoaudiólogo na interface entre Saúde e Educação, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3581804 Fonoaudiologia
No Brasil, o aleitamento materno (AM) é reconhecido como a prática alimentar mais adequada para os bebês, sendo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de forma exclusiva até os seis meses e complementar até os dois anos ou mais. Apesar das políticas públicas como a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC), a taxa de AM ainda não alcança os parâmetros esperados. A atuação do fonoaudiólogo em ambientes hospitalares, especialmente com recém-nascidos de risco, é parte fundamental da promoção e sustentação do AM.
Com base nesse contexto e no conhecimento técnico-científico sobre aleitamento materno e Fonoaudiologia, analise as afirmativas a seguir.
I- A atuação do fonoaudiólogo em AM limita-se às situações de risco clínico grave em UTIs neonatais, sendo pouco relevante no atendimento a bebês saudáveis ou em ambiente domiciliar.
II- O aleitamento materno é o melhor alimento para o bebê, uma prática que oferece os nutrientes necessários e também protege contra doenças. Enquanto a má nutrição nos estágios iniciais da vida pode levar a danos significativos ao crescimento físico e desenvolvimento cerebral.
III- A prática fonoaudiológica no AM é essencial para o trabalho em equipe multiprofissional e inclui tanto aspectos fisiológicos quanto culturais da amamentação.
IV- O aleitamento materno é uma prática puramente biológica, determinada exclusivamente por fatores anatômicos e reflexos do bebê, sendo pouco influenciada por elementos socioculturais.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3581803 Fonoaudiologia
Em um hospital de referência em doenças infectocontagiosas no estado de Alagoas, a equipe de Terapia Intensiva recebe um paciente de 43 anos, diagnosticado com tuberculose em estado avançado. O paciente encontra-se traqueostomizado e com sinais clínicos de disfagia. A equipe multiprofissional, seguindo diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH), conta com atuação ativa do fonoaudiólogo e, de acordo com Silva et al (2016), no Brasil, embora a presença da fonoaudiologia em UTIs seja relativamente recente, essa atuação tem se mostrado essencial, sobretudo em casos de desordens neurológicas, infecciosas e após intubação prolongada.
FONTE: SILVA, Diêgo Lucas Ramos e; LIRA, Fabrício Osman Quixadá; OLIVEIRA, Julio Cesar Cavalcanti de; CANUTO, Marisa Siqueira Brandão. Atuação da fonoaudiologia em unidade de terapia intensiva de um hospital de doenças infecciosas de Alagoas. CEFAC, São Paulo, v. 18, n. 1, p. 174-183, jan./fev. 2016. DOI: 10.1590/1982-021620161811201.
Com base na atuação fonoaudiológica hospitalar, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3581801 Fonoaudiologia
Um estudo realizado por Avilla et al (2022) a respeito das alterações de fluência na fala caracterizada por repetições, prolongamentos e bloqueios serviu de base para analisar o cenário apresentado em um município do interior com cerca de 80 mil habitantes. ASecretaria de Saúde deste local identificou que aproximadamente 5% das crianças em idade pré-escolar apresentam sinais de alterações na fluência da fala, embora apenas uma pequena parte tenha recebido avaliação fonoaudiológica formal. Considerando-se as evidências científicas mais atuais sobre a Gagueira Crônica do Desenvolvimento (GCD), assinale a alternativa CORRETA sobre os aspectos clínicos, etiológicos, diagnósticos e terapêuticos da GCD na infância.
FONTE: ÁVILA, Nathalia dos Santos Fernandes de; JUSTE, Fabiola; COSTA, Julia Biancalana; ANDRADE, Claudia Regina Furquim de. Ensaio clínico de tratamento – em três modalidades – para crianças com distúrbios da fluência e gagueira. CoDAS, São Paulo, v. 34, n. 2, e20200264, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/2317-1782/20212020264.
Alternativas
Q3581800 Fonoaudiologia
Um paciente de 68 anos, com histórico de tontura e episódios frequentes de instabilidade, foi encaminhado ao serviço de fonoaudiologia para avaliação otoneurológica. Durante a anamnese, o paciente relata quedas ocasionais, principalmente ao caminhar em superfícies irregulares. Ele também se queixa de uma sensação de desequilíbrio, que piora quando realiza movimentos bruscos com a cabeça. O fonoaudiólogo, levando em consideração os critérios fundamentados pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2020), solicitou diversos testes otoneurológicos para avaliar a função vestibular e o risco de quedas deste idoso.
Com base no contexto clínico apresentado, assinale a alternativa CORRETA sobre os testes e escalas utilizados na avaliação otoneurológica.
Alternativas
Q3581799 Fonoaudiologia
Em um município do interior do Brasil, a equipe de saúde auditiva da rede municipal está em processo de atualização dos protocolos clínicos para avaliação audiológica, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2020). Afim de alinhar os procedimentos às diretrizes científicas e normativas mais recentes, nesta campanha, um paciente de 45 anos, trabalhador da construção civil, relatou dificuldade progressiva para compreender fala em ambientes ruidosos. Ao realizar a avaliação audiológica completa foram identificados: condutos auditivos livres de obliterações; limiares auditivos de via aérea maiores que 25 dB NA; via óssea com limiares maiores que 15 dB NA; com gap aéreo-ósseo de até 10 dB; configuração audiométrica descendente acentuada; média tonal de 500 Hz, 1 kHz e 2 kHz em 65 dB NAem ambas as orelhas; e IPRF de 64%.
Com base nos achados audiológicos e nos critérios técnicos reconhecidos, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3581798 Fonoaudiologia
De acordo com Altmann (2019), a afasia é uma disfunção da linguagem que pode comprometer a comunicação verbal ou escrita, esta clareza é importante para analisar o caso de Maria, de 58 anos, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico há 6 meses e foi diagnosticada com afasia de Broca. Ela apresenta dificuldades significativas em expressar-se verbalmente, mas a sua compreensão de linguagem está preservada. Após uma avaliação fonoaudiológica detalhada, foi iniciado um tratamento terapêutico voltado para a recuperação das suas habilidades linguísticas. O fonoaudiólogo que acompanha Maria optou por uma abordagem que visa a estimulação intensiva da linguagem por meio de exercícios de nomeação, linguagem automática e uso de pistas facilitadoras.
Com base no quadro clínico apresentado e o contexto da afasia de Broca, assinale a alternativa CORRETA sobre os conceitos e abordagens no tratamento fonoaudiológico.
Alternativas
Q3581797 Fonoaudiologia
No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (2024) indicam que a população idosa crescerá 10 vezes mais que a de jovens até 2050. O envelhecimento populacional traz desafios à saúde pública, especialmente em relação aos distúrbios do sono e às alterações funcionais do sistema estomatognático. Um homem de 75 anos, com diagnóstico de Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) moderada, IMC de 28,3 kg/m², hipertenso e em uso de medicação, relatava sonolência excessiva diurna, roncos intensos (confirmados pela esposa), dificuldade de concentração e fadiga ao acordar. Sem sucesso na adaptação ao CPAP, iniciou tratamento fonoaudiológico com foco miofuncional orofacial.
FONTE: SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Em 2070, número de brasileiros com 60 anos ou mais deve mais que dobrar. Rio de Janeiro: SBGG, 2024. Disponível em: https://sbgg.org.br/em-2070-numero-de-brasileiros-com-60-anos-ou-mais-deve-mais-que-dobrar/ . Acesso em: 20 abr. 2025.
Considerando a atuação fonoaudiológica dentro no processo de envelhecimento e nas disfunções associadas à AOS, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3581796 Fonoaudiologia
Em um hospital municipal, a equipe multiprofissional realiza atendimento a Antônio de 72 anos, admitido na emergência com sinais clínicos compatíveis com Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCi). A tomografia confirmou o diagnóstico e o paciente recebeu tratamento trombolítico intravenoso com alteplase dentro da janela terapêutica de 4,5 horas. No entanto, 48 horas após a admissão, o paciente permanece restrito à dieta zero por apresentar sinais clínicos compatíveis com disfagia. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o AVC é a principal causa de morte no país, sendo o AVCi responsável por cerca de 85% dos casos.
Diante do caso descrito e do conhecimento científico atual sobre a disfagia no contexto do AVCi e da trombólise, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3581795 Fonoaudiologia
Carlos, 48 anos, professor de história em escola pública municipal, foi diagnosticado com Paralisia Unilateral de Prega Vocal (PUPV) após cirurgia para retirada de um tumor na tireoide. Após queixas de voz soprosa, cansaço ao falar e episódios frequentes de tosse ao ingerir líquidos, foi encaminhado para avaliação fonoaudiológica. De acordo com dados de Barcelos et al (2017), a taxa de abandono da reabilitação vocal em pacientes com PUPV é de aproximadamente 23,5%, o que representa um desafio na adesão aos modelos tradicionais de terapia.
FONTE: BARCELOS, Camila Barbosa. Terapia vocal breve e intensiva para paralisia unilateral de prega vocal. São Paulo, 2018. 77 p. Tese (Doutorado) — Fundação Antônio Prudente, Curso de Pós-Graduação em Ciências – Área de concentração: Oncologia. Orientadora: Elisabete Carrara-de Angelis. Considerando a situação clínica apresentada e os conhecimentos atuais sobre a PUPV e sua reabilitação vocal, analise as afirmativas a seguir.
I- Aterapia vocal tradicional apresenta evidências de melhora vocal em pacientes com PUPV, porém está frequentemente associada a dificuldades de adesão, como ausências e abandono do tratamento.
II- A posição da prega vocal paralisada não exerce influência significativa nos sintomas clínicos, sendo os quadros de disfonia ou disfagia determinados apenas pela etiologia da paralisia.
III- A terapia vocal breve e intensiva é baseada principalmente em métodos empíricos sem fundamentação neurofisiológica, sendo considerada uma abordagem de eficácia inferior à terapia tradicional.
IV- Embora cirurgias como a tireoplastia tipo I promovam melhorias, o acompanhamento fonoaudiológico antes e depois da intervenção é considerado essencial para a eficácia do tratamento.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3581794 Fonoaudiologia
O estudo de Silva et al(2021) correlaciona a oferta do trabalho do fonoaudiólogo no Sistema Único de Saúde (SUS) com a melhora dos indicadores socais nas últimas décadas. A reflexão desse cenário foi levantada a partir do caso de Maria, uma criança de 06 anos, residente em um município do Norte do Brasil, que apresenta dificuldades persistentes de articulação da fala e atraso no desenvolvimento da linguagem. Após avaliação na Unidade Básica de Saúde (UBS), a equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) indica a necessidade de acompanhamento fonoaudiológico. No entanto, a UBS informa que não há fonoaudiólogo disponível no território, sendo necessário encaminhamento para outro município, distante 120 km. Esse cenário se repete em outras localidades da região, afetando o acesso de crianças, idosos e adultos com diferentes necessidades de reabilitação fonoaudiológica.
FONTE: SILVA, Raul Philipe Marcos; NASCIMENTO, Cynthia Maria Barboza do; MIRANDA, Gabriella Morais Duarte; SILVA, Vanessa Lima da; LIMA, Maria Luiza Lopes Timóteo de; VILELA, Mirella Bezerra Rodrigues. Evolução da oferta de fonoaudiólogos no SUS: um estudo sobre a correlação com os indicadores sociais no Brasil na última década. CoDAS, São Paulo, v. 33, n. 2, e20190243, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2317-1782/20202019243. Acesso em: 9 de mar. 2025.
Considerando a situação descrita e os princípios organizativos do Sistema Único de Saúde (SUS), assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Respostas
5621: D
5622: E
5623: C
5624: E
5625: D
5626: C
5627: D
5628: E
5629: B
5630: E
5631: B
5632: B
5633: E
5634: D
5635: A
5636: A
5637: C
5638: A
5639: C
5640: D