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Q2335808 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Omáua, a menina que mora no fundo dos rios
(conto sobre o povo omágua-kambeba)

Houve um holandês que se casou com uma indígena. Eles tiveram uma filha, que morreu logo após o nascimento. A mãe chorou demais, muito mesmo, debruçada à margem do Rio Amazonas. Depois, ela adormeceu e sonhou que suas lágrimas enchiam o rio, provendo aquela região e até mesmo lugares distantes de água doce e mineral, garantindo ar puro para o mundo inteiro. Foi então que ela apareceu, aquela que mora no coração das pessoas do mundo todo, não só dos indígenas. Ela era a filha espiritual do rio Amazonas, aquela que nascera rio acima e rio abaixo e se espalha pelos outros rios do Brasil, fazendo o amor fluir por águas, mares, lagos, lagoas, montanhas, manguezais, árvores e pessoas. Ela disse: — Mamãe, sou eu a menina que corre sobre os rios. Sou eu que dou a eles as cores, que controlo a temperatura da água, que forneço o alimento aos peixes e que protejo os pescadores de qualquer mal. Sou eu, que ilumina as águas e protejo o coração das mulheres para que não sofram e sejam fortes. Sou eu o que acalanto as crianças quando sentem fome e dor. Sou eu que ajudo as mães e os bebês na hora do nascimento. Sou eu que tiro as dores do parto e dou paz a natureza. Eu sou também a filha e a irmã de coração que dá intuição às meninas, às jovens, às mulheres, às viúvas, às trabalhadoras e às anciãs. Todas fortaleço. Sou o coração que nelas bate e a alma que nelas cria. A guia na trajetória de uma vida. Eu sou a menina, a moça, a adulta e a anciã. Sou mulher antiga do e do hoje, em ação com todo o tempo. Eu sou o antes, o durante e o depois. E continuou: — Mamãe, a pele da cobra se chama atmosfera e eu sou Omáua, aquela que viaja por todas as águas! E eu te amo!”. Aindígena-mãe que dormiu ao lado do rio Amazonas e sonhou com Omáua despertou emocionada e compreendeu que a sua luta não era em vão. Sentiu que seus ancestrais estavam lhe dando um sinal para que se fizesse arte da própria história, e assim, fortalecesse os bebês que ainda estavam por nascer.

POTIGUARA, Eliane. Omáua, a menina que mora no fundo dos rios. In: DORRICO, Trudruá; NEGRO, Maurício. Originárias: uma antologia feminina da
literatura indígena. Ilustrações: Maurício Negro. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2023. (Adaptado).
Analise o que é solicitado, a partir da leitura do enunciado abaixo:
“A mãe chorou demais, muito mesmo, debruçada à margem do Rio Amazonas. ”
O elemento em destaque, sintaticamente, é qualificado como: 
Alternativas
Q2335807 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Omáua, a menina que mora no fundo dos rios
(conto sobre o povo omágua-kambeba)

Houve um holandês que se casou com uma indígena. Eles tiveram uma filha, que morreu logo após o nascimento. A mãe chorou demais, muito mesmo, debruçada à margem do Rio Amazonas. Depois, ela adormeceu e sonhou que suas lágrimas enchiam o rio, provendo aquela região e até mesmo lugares distantes de água doce e mineral, garantindo ar puro para o mundo inteiro. Foi então que ela apareceu, aquela que mora no coração das pessoas do mundo todo, não só dos indígenas. Ela era a filha espiritual do rio Amazonas, aquela que nascera rio acima e rio abaixo e se espalha pelos outros rios do Brasil, fazendo o amor fluir por águas, mares, lagos, lagoas, montanhas, manguezais, árvores e pessoas. Ela disse: — Mamãe, sou eu a menina que corre sobre os rios. Sou eu que dou a eles as cores, que controlo a temperatura da água, que forneço o alimento aos peixes e que protejo os pescadores de qualquer mal. Sou eu, que ilumina as águas e protejo o coração das mulheres para que não sofram e sejam fortes. Sou eu o que acalanto as crianças quando sentem fome e dor. Sou eu que ajudo as mães e os bebês na hora do nascimento. Sou eu que tiro as dores do parto e dou paz a natureza. Eu sou também a filha e a irmã de coração que dá intuição às meninas, às jovens, às mulheres, às viúvas, às trabalhadoras e às anciãs. Todas fortaleço. Sou o coração que nelas bate e a alma que nelas cria. A guia na trajetória de uma vida. Eu sou a menina, a moça, a adulta e a anciã. Sou mulher antiga do e do hoje, em ação com todo o tempo. Eu sou o antes, o durante e o depois. E continuou: — Mamãe, a pele da cobra se chama atmosfera e eu sou Omáua, aquela que viaja por todas as águas! E eu te amo!”. Aindígena-mãe que dormiu ao lado do rio Amazonas e sonhou com Omáua despertou emocionada e compreendeu que a sua luta não era em vão. Sentiu que seus ancestrais estavam lhe dando um sinal para que se fizesse arte da própria história, e assim, fortalecesse os bebês que ainda estavam por nascer.

POTIGUARA, Eliane. Omáua, a menina que mora no fundo dos rios. In: DORRICO, Trudruá; NEGRO, Maurício. Originárias: uma antologia feminina da
literatura indígena. Ilustrações: Maurício Negro. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2023. (Adaptado).
A partir da leitura do texto, é CORRETO inferir que a narrativa apresentada desenvolve a ideia de:
Alternativas
Q2335806 Pedagogia
A teoria histórico-cultural vygotskyana tenta explicar a aprendizagem e o desenvolvimento como fenômenos humanos mediados semioticamente, com ênfase particular para a palavra. Vygotsky entende que o desenvolvimento dos processos psicológicos ao observarmos o desenvolvimento de uma criança, percebemos em suas atividades diárias, quais são as tarefas que consegue realizar com ou sem ajuda de outras pessoas, a partir de então, conclui-se que a criança atravessa dois níveis de aprendizagem. Nesse sentido, os conceitos CORRETOS que a teoria aponta são: 
Alternativas
Q2335805 Pedagogia
Os conceitos apresentados por Henri Wallon auxiliam na compreensão da construção da base do ensino e aprendizagem da criança, ajudando no entendimento das outras fases do ser humano. É CORRETO afirmar, que há pilares que fundamentam a Teoria do desenvolvimento Infantil de Wallon que são:
Alternativas
Q2335804 Pedagogia
A Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, também conhecida como Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é uma lei federal brasileira que dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente. No ano de 2002, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) publicou uma cartilha visando à atualização dos psicólogos que trabalham com a população adolescente no Brasil. É CORRETO afirmar, o que a Lei e o CFPpreveem como atuação do Psicólogo:
Alternativas
Q2335803 Pedagogia
O estudo do desenvolvimento humano inclui diferentes aspectos do ciclo vital, desde a concepção até o envelhecimento. Três epistemólogos se destacam quando pensamos sobre os sistemas explicativos do desenvolvimento humano. São eles: Jean Piaget, Lev S.Vygotsky e Henri Wallon. Em se tratando da teoria genética Piagetiana, qual a assertiva CORRETAde como se entende o conceito de aprendizagem: 
Alternativas
Q2335802 Direito Constitucional
Segundo o artigo 205 da Constituição Federal “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade”. A relação entre a escola, família e sociedade é um dos temas mais palpitantes e discutidos mundialmente. Este fato, é evidenciado na literatura especializada, nos congressos, nos cursos de formação de professores e outros. Sobre esta intersecção é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q2335801 Pedagogia
No DECRETO Nº 7.611, DE 17 DE NOVEMBRO DE 2011, que dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado (AEE) e dá outras providências, lista um vasto conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos. Nesse sentido, é CORRETO afirmar sobre o AEE:
Alternativas
Q2335800 Psicologia
A psicanálise nem sempre esteve presente nas discussões referentes à psicologia escolar/educacional. Hoje, essa relação possibilita, dentre outros a compreensão da aprendizagem, do desenvolvimento da criança, do adolescente e do adulto. Uma das maiores contribuições da psicanálise à educação, é a discussão sobre os estágios psicossexuais, que estariam diretamente entrelaçados com o desenvolvimento e personalidade humana. A partir dessa assertiva, assinale a alternativa CORRETA quanto aos focos principais dos estágios?
Alternativas
Q2335799 Psicologia
Há muita confusão conceitual quando se pensa sobre problemas, transtornos, distúrbios e o que são dificuldades de aprendizagem. Dos conceitos abaixo, qual a alternativa CORRETA sobre Dificuldades de Aprendizagem?
Alternativas
Q2335798 Psicologia
A partir de estudos do cérebro, compreendeu-se que toda aprendizagem compreende três funções básicas, que são o conjunto técnico e mecânico da aprendizagem. Na medida que o ser humano cresce, estas carecem de estimulação e de amadurecimento. Então, é CORRETO afirmar que as funções são:
Alternativas
Q2335797 Pedagogia
Ao fornecer informações e explicações acerca das características da atividade da criança nas várias fases de seu desenvolvimento, a psicologia genética de Jean Piaget, constitui-se numa valiosa ferramenta para a educação. É CORRETO afirmar sobre a psicogenética Piagetiana: 
Alternativas
Q2335796 Pedagogia
A teoria de desenvolvimento de Henri Wallon pode ampliar a compreensão do processo ensino-aprendizagem e favorecer nesse processo, a aprendizagem de novos comportamentos, novas ideias e novos valores. Para tanto, é CORRETO que a teoria wallloniana pode incluir quais eixos no processo de desenvolvimento?
Alternativas
Q2335795 Pedagogia
L. S. Vygotsky (1999) buscou, ao longo de seus estudos, introduzir na Psicologia do desenvolvimento humano a discussão do materialismo histórico-dialético sobre categorias como natureza e cultura, entre outros conceitos. É CORRETO afirmar, sobre o pensamento de Vygotsky: 
Alternativas
Q2335794 Psicologia
Historicamente, considerando a formação/atuação de psicólogo escolar/educacional, há muitas permanências/tendências de construção do campo da Psicologia escolar/educacional. Nesse sentido, é CORRETO afirmar: 
Alternativas
Q2335793 Pedagogia
Vigotski (1927/1995; 1927/2004) enfatiza que qualquer aspecto investigado deve ser estudado historicamente em todas as suas fases de desenvolvimento, desde o momento de seu aparecimento até a sua dissipação. Para o autor a aprendizagem dos conteúdos escolares é compreendida como um dos principais elementos que potencializam, por meio de mediações intencionais, a dinamicidade do processo de desenvolvimento. Portanto, é CORRETO afirmar: 
Alternativas
Q2335792 Pedagogia
Tendo como ponto norteador a Psicologia Histórico – Cultural, alguns estudos analisam criticamente a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), no que concerne aos discursos sobre competências e habilidades emocionais, separados de outros aspectos do desenvolvimento humano. Assim, é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q2335788 Pedagogia
Sobre a Emenda Constitucional n.º 108, de 27 de agosto de 2020 é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q2335785 Pedagogia
Sobre características do século XXI que influenciam a educação, leia o fragmento a seguir:

“Não temos ideia de como o mundo e o mercado de trabalho serão em 2050, na realidade não sabemos de quais habilidades específicas vamos precisar. Podemos estar investindo muito esforço para ensinar as crianças como programar em C++ ou como falar chinês para descobrir que em 2.050 a Inteligência Artificial (IA) pode programar softwares muito melhor que humanos e que um novo aplicativo de tradução do Google o habilita a conduzir uma conversa num mandarim, cantonês ou hakka quase impecáveis. Num sentido mais amplo, as escolas deveriam minimizar habilidades técnicas e enfatizar habilidades para propósitos genéricos da vida. O mais importante será a habilidade para lidar com mudanças, aprender coisas novas e preservar seu equilíbrio mental em situações que não lhe são familiares. Para poder acompanhar o mundo de 2050 vamos precisar não só inventar ideias e produtos – acima de tudo vamos precisar reinventar a nós mesmos várias e várias vezes” (Harari, 2018).

Considerando o fragmento, a competência da BNCC/2017 que atende à principal demanda apresentada pelo autor é:
Alternativas
Q2335781 Português
O Texto 2 a seguir serve de base para a questão:

Por que tantas mulheres continuam em relacionamentos abusivos

Por Ana Prado
Atualizado em 02 de maio de 2018, 17h06 – Publicado em 02 de maio de 2018, 16h49.

    É muito provável que você conheça alguém que já esteve – ou que está – em um relacionamento abusivo. Relações em que há agressões físicas, verbais ou psicológicas são, infelizmente, algo muito comum.
    Apesar de o tema estar sendo discutido mais amplamente na mídia, e de aquele papo antigo de “não meter a colher” em briga de casal estar finalmente sendo deixado de lado, ainda é muito comum que se culpe a vítima pela situação. Afinal, pensam muitas pessoas, por que as mulheres ainda “deixam” que isso aconteça? Por que se “submetem” a isso em vez de simplesmente irem embora?
    Em um artigo publicado no site The Conversation, o professor e pesquisador Daniel G. Saunders, da Universidade de Michigan, fala sobre seus estudos a respeito desse assunto e traz alguma luz para que se entenda o que impede as mulheres de se livrarem de relacionamentos abusivos.
    A resposta, como se pode imaginar, está ligada a uma série de fatores. Um dos mais comuns é a falta de recursos – a mulher talvez não tenha um emprego, ou não ganhe o suficiente para se sustentar sozinha. Se ela tiver filhos, a situação fica ainda mais complicada.
    Outro motivo é a falta de apoio da família, amigos e colegas, que muitas vezes não acreditam ou até culpam a vítima pelo abuso; e há ainda o medo: afinal, as mulheres podem ter motivos reais para temer por sua vida caso deixem seu companheiro. Um estudo feito pelo próprio professor Saunders constatou que o risco de homicídio aumenta logo depois de a vítima deixar o abusador.

    Mas há outras razões, menos visíveis, que mantêm a vítima presa a essa relação:

    - O parceiro não é violento o tempo todo, mas também se mostra gentil e sensível;

    - O parceiro se mostra arrependido e a vítima fica com pena;

    - O parceiro diz que vai procurar tratamento e a vítima cria esperanças de que ele vá mudar.

    “Deixar o parceiro é frequentemente um processo complexo com vários estágios: minimizar o abuso e tentar ajudar o agressor; abrir os olhos ao fato de que o relacionamento é abusivo e perder a esperança de que vai melhorar; e, finalmente, focar nas próprias necessidades de segurança e sanidade e lutar para superar os obstáculos externos”, escreve o professor.
    Quando o abusador é um homem de status ou alguém querido na comunidade, a vítima tem ainda outros dois fortes motivos para ficar relutante: por um lado, o medo de destruir a carreira do parceiro; de outro, o de não acreditarem em sua palavra. 

Descrença pública

    O medo da descrença de outras pessoas é bem fundamentado. “Em um estudo, o público via um ataque contra um parceiro íntimo como menos grave do que um ataque a um estranho, ainda que o mesmo nível de força fosse usado”, escreve Saunders.
    “Embora a aceitação pública do abuso doméstico tenha diminuído com o tempo, a culpabilização das vítimas está ligada a pontos de vista machistas, como a crença de que a discriminação contra a mulher não é mais um problema e homens e mulheres têm oportunidades iguais”, completa.
    Esse tipo de comportamento não está restrito a pessoas leigas: profissionais de saúde, terapeutas conjugais, juízes, policiais e outras autoridades que deveriam proteger as vítimas muitas vezes as ignoram, as desacreditam ou minimizam as agressões.
    Para ajudar a combater esse tipo de erro, o professor sugere que se envolvam meninos e homens no combate à violência doméstica, educando-os sobre o assunto e incentivando um comportamento mais cuidadoso e respeitoso para com as mulheres.
    E há ainda uma solução mais imediata: “É preciso pouco ou nenhum treinamento para que os profissionais, ou qualquer outra pessoa, deem crédito às experiências das vítimas e, assim, possam ajudá-las a cultivar a força interior para conseguir sair dessa relação”, escreve. Para isso, basta mostrar a essas mulheres que elas não estão sozinhas e que você acredita nelas. Isso já faz muita diferença.

Disponível em: <https://super.abril.com.br/coluna/como-pessoas-funcionam/por-que-tantas-mulheres-continuam-em-relacionamentos-abusivos/>. Acesso em: 21
nov. 2023. 
A partir do Texto 2, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
9661: B
9662: D
9663: A
9664: E
9665: E
9666: C
9667: C
9668: C
9669: D
9670: A
9671: D
9672: B
9673: D
9674: E
9675: B
9676: A
9677: B
9678: B
9679: A
9680: B