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Q2540539 Português

Para responder à questão, leia o Texto VI.


Texto VI


Como identificar fake news: na dúvida, não compartilhe 


Fake news são formas de desinformação estrategicamente disseminadas que ganharam impulso graças à internet

12/09/2023 16:40


    Com a revolução digital, houve um grande aumento da disseminação de notícias falsas (fake news). Para que esses conteúdos fake news atinjam grande público, são usados algoritmos que aumentam seu alcance e repercussão. Além disso, as notícias falsas são compartilhadas com e por pessoas que já acreditam em determinadas ideias, o que torna ainda maior a chance de produzirem posicionamentos radicais entre as pessoas.

    Por conta dessas características, a desinformação é estrategicamente usada como arma política na conquista de simpatizantes e votos nas eleições, impedindo o acesso a dados precisos por parte das eleitoras e dos eleitores para que possam tomar decisões conscientes.
    Por essa razão, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou a página Fato ou Boato, que integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação; outros Tribunais Regionais Eleitorais também criaram páginas para verificação de notícias falsas. No Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), a Central de Combate à Desinformação ganhou o nome de Gralha Confere.


Veja abaixo como identificar fake news:


  • • Títulos chamativos ou bombásticos


Em muitos casos, o título não se relaciona ao restante do texto. Nunca leia só o título e confira se o fato já foi publicado em outros veículos. 

  • • Erros ortográficos ou gramaticais

Textos jornalísticos são revisados antes de serem publicados. Se o texto contém erros, desconfie. Cheque a informação em outros veículos mais reconhecidos.


  • • Textos opinativos como se fossem notícia

Todo artigo opinativo deve vir assinado pelo seu autor. Mesmo em entrevistas, a opinião dos entrevistados é apresentada de forma imparcial pelo veículo. Se a suposta notícia traz opinião disfarçada no meio do texto, não é isenta.


  • • Sites ou canais desconhecidos

Convém checar se outros veículos também publicaram a notícia. Isso ajuda a garantir a credibilidade da informação.


  • • Notícia verdadeira mas antiga

Nem sempre as notícias são falsas, mas podem ser antigas e estar descontextualizadas visando gerar desinformação. Por essa razão é importante verificar a data da publicação e buscar a fonte para saber da veracidade do fato e em que data ocorreu.


  • • URL falsificada

É comum que as fake news sejam divulgadas em páginas com que aparentemente são de um veículo tradicional, mas que fake news links direcionam o usuário para outro site onde está publicado o conteúdo falso. Então, verifique se o site que veicula o conteúdo é verdadeiro.


  • • Consulte agências de checagem

Os conteúdos mentirosos que viralizam costumam ser desmentidos por agências de checagem de notícias. Se recebeu algo que despertou dúvidas, consulte essas agências para ver se há algum desmentido sobre o assunto.


Fonte: TRE-PR. Como identificar fake news: na dúvida, não compartilhe. Disponível em: https://www.tre-pr.jus.br/comunicacao/noticias/2023/Setembro/como-identificar-fake-news-na-duvida-nao-compartilhe-1 .Acesso em: 24 mar. 2024.

A regência do termo “formas” está adequada no trecho “Fake news são formas de desinformação estrategicamente disseminadas que ganharam impulso graças à internet”, pois:
Alternativas
Q2540538 Português

Para responder à questão, leia o Texto VI.


Texto VI


Como identificar fake news: na dúvida, não compartilhe 


Fake news são formas de desinformação estrategicamente disseminadas que ganharam impulso graças à internet

12/09/2023 16:40


    Com a revolução digital, houve um grande aumento da disseminação de notícias falsas (fake news). Para que esses conteúdos fake news atinjam grande público, são usados algoritmos que aumentam seu alcance e repercussão. Além disso, as notícias falsas são compartilhadas com e por pessoas que já acreditam em determinadas ideias, o que torna ainda maior a chance de produzirem posicionamentos radicais entre as pessoas.

    Por conta dessas características, a desinformação é estrategicamente usada como arma política na conquista de simpatizantes e votos nas eleições, impedindo o acesso a dados precisos por parte das eleitoras e dos eleitores para que possam tomar decisões conscientes.
    Por essa razão, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou a página Fato ou Boato, que integra o Programa de Enfrentamento à Desinformação; outros Tribunais Regionais Eleitorais também criaram páginas para verificação de notícias falsas. No Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), a Central de Combate à Desinformação ganhou o nome de Gralha Confere.


Veja abaixo como identificar fake news:


  • • Títulos chamativos ou bombásticos


Em muitos casos, o título não se relaciona ao restante do texto. Nunca leia só o título e confira se o fato já foi publicado em outros veículos. 

  • • Erros ortográficos ou gramaticais

Textos jornalísticos são revisados antes de serem publicados. Se o texto contém erros, desconfie. Cheque a informação em outros veículos mais reconhecidos.


  • • Textos opinativos como se fossem notícia

Todo artigo opinativo deve vir assinado pelo seu autor. Mesmo em entrevistas, a opinião dos entrevistados é apresentada de forma imparcial pelo veículo. Se a suposta notícia traz opinião disfarçada no meio do texto, não é isenta.


  • • Sites ou canais desconhecidos

Convém checar se outros veículos também publicaram a notícia. Isso ajuda a garantir a credibilidade da informação.


  • • Notícia verdadeira mas antiga

Nem sempre as notícias são falsas, mas podem ser antigas e estar descontextualizadas visando gerar desinformação. Por essa razão é importante verificar a data da publicação e buscar a fonte para saber da veracidade do fato e em que data ocorreu.


  • • URL falsificada

É comum que as fake news sejam divulgadas em páginas com que aparentemente são de um veículo tradicional, mas que fake news links direcionam o usuário para outro site onde está publicado o conteúdo falso. Então, verifique se o site que veicula o conteúdo é verdadeiro.


  • • Consulte agências de checagem

Os conteúdos mentirosos que viralizam costumam ser desmentidos por agências de checagem de notícias. Se recebeu algo que despertou dúvidas, consulte essas agências para ver se há algum desmentido sobre o assunto.


Fonte: TRE-PR. Como identificar fake news: na dúvida, não compartilhe. Disponível em: https://www.tre-pr.jus.br/comunicacao/noticias/2023/Setembro/como-identificar-fake-news-na-duvida-nao-compartilhe-1 .Acesso em: 24 mar. 2024.

No Texto VI, existe relação de sentido entre as palavras “desinformação” e “fake news” considerando a:
Alternativas
Q2540531 Português

Para responder à questão, leia atentamente o Texto II.


Texto II


Quando as estações mudarem

Será que uma flor

Tem medo da primavera acabar?

E com as suas pétalas de amor o vento se mudar

Será que um dia vão voltar tendo um milhão de estrelas para se guiar?

Mas uma coisa eu sei o teu perfume vai ficar

Eu vim de tão longe daqui

Eu vim de tão longe, raízes eu finquei aqui

Eu vim de tão longe pra ver o sol nascer

Eu vim de tão longe sei que outras flores vão florescer

E quando as estações mudarem

E a chuva cair

Me fazendo lembrar que tudo muda

Tudo passará E quando as estações mudarem

E a chuva cair

Me fazendo lembrar que tudo muda

Tudo passa, tudo passará.


Fonte:Quando as estações mudarem. Tamarindos. 2020.

A partir da leitura dos versos a seguir, analise o que se pede.


“Será que uma flor/Tem medo da primavera acabar?”


Sintaticamente, o trecho em destaque é qualificado no trecho como:

Alternativas
Q2540530 Português

Para responder à questão, leia atentamente o Texto II.


Texto II


Quando as estações mudarem

Será que uma flor

Tem medo da primavera acabar?

E com as suas pétalas de amor o vento se mudar

Será que um dia vão voltar tendo um milhão de estrelas para se guiar?

Mas uma coisa eu sei o teu perfume vai ficar

Eu vim de tão longe daqui

Eu vim de tão longe, raízes eu finquei aqui

Eu vim de tão longe pra ver o sol nascer

Eu vim de tão longe sei que outras flores vão florescer

E quando as estações mudarem

E a chuva cair

Me fazendo lembrar que tudo muda

Tudo passará E quando as estações mudarem

E a chuva cair

Me fazendo lembrar que tudo muda

Tudo passa, tudo passará.


Fonte:Quando as estações mudarem. Tamarindos. 2020.

Sobre o processo de coesão observado em “Eu vim de tão longe daqui/Eu vim de tão longe, raízes eu finquei aqui/Eu vim de tão longe pra ver o sol nascer /Eu vim de tão longe sei que outras flores vão florescer“, é CORRETO afirmar que existe um(a):
Alternativas
Q2540529 Português

Para responder à questão, leia o Texto I.


Texto I - A cidade ilhada


     A voz de um estrangeiro pronunciou meu nome, e o homem identificou-se: cônsul do Japão em Manaus. Pediu-me que fosse encontrá-lo depois do almoço no porto. Às duas horas, no barco do consulado, acrescentou.
    - Podia adiantar o assunto?

    - Kazuki Kurokawa, disse o cônsul, secamente.

    - Ele está em Manaus?

    - Não posso explicar agora.

    Agradeceu, despediu-se e desligou o telefone.

    Kazuki Kurokawa: ainda me lembrava dele e guardara o presente que me deu durante sua breve passagem por Manaus. Eu era pesquisadora e trabalhava no departamento de Cooperação Científica da Universidade do Amazonas quando recebi um fax de Kazuki Kurokawa: queria fazer um passeio pelo rio Negro, mas só podia passar dois dias na cidade. Não mencionou reuniões de trabalho com pesquisadores da universidade nem do INPA. Ao ler seu currículo, soube que ele era biólogo de água doce e professor aposentado da Universidade de Tóquio. Experiência de campo na África portuguesa e nas Filipinas.

    Fiz uma reserva no hotel Tropical e às treze horas de um sábado fui ao aeroporto. Quando a porta da sala de desembarque se abriu, um bafo quente e úmido paralisou os passageiros. Desse torpor surgiu um homem miúdo, carregando uma sacola vermelha. Os olhinhos apertados e vivos procuraram a placa com o seu nome, e logo a cabeça branca veio na minha direção. Não parecia combalido pelo fuso horário, nem pelas vinte horas de voo com três escalas, nem pelo calor do começo da tarde. Com reverência, me ofereceu um pequeno estojo com tampa de madeira. Dentro do estojo vi um rolinho de papel-arroz com ideogramas.

    - Uma lembrança do Japão, ele disse, com sotaque de Portugal.

    Pedi que traduzisse os ideogramas.

    "No lugar desconhecido habita o desejo."

Fonte: Hatoum, Milton.A cidade ilhada. [fragmento] São Paulo: Companhia das Letras, 2023. 

Releia o trecho: “Quando a porta da sala de desembarque se abriu, um bafo quente e úmido paralisou os passageiros. Desse torpor surgiu um homem miúdo, carregando uma sacola vermelha. Os olhinhos apertados e vivos procuraram a placa com o seu nome, e logo a cabeça branca veio na minha direção.”
Considerando que o texto se trata de uma narrativa, qual a tipologia textual predominante no trecho lido?
Alternativas
Q2540528 Português

Para responder à questão, leia o Texto I.


Texto I - A cidade ilhada


     A voz de um estrangeiro pronunciou meu nome, e o homem identificou-se: cônsul do Japão em Manaus. Pediu-me que fosse encontrá-lo depois do almoço no porto. Às duas horas, no barco do consulado, acrescentou.
    - Podia adiantar o assunto?

    - Kazuki Kurokawa, disse o cônsul, secamente.

    - Ele está em Manaus?

    - Não posso explicar agora.

    Agradeceu, despediu-se e desligou o telefone.

    Kazuki Kurokawa: ainda me lembrava dele e guardara o presente que me deu durante sua breve passagem por Manaus. Eu era pesquisadora e trabalhava no departamento de Cooperação Científica da Universidade do Amazonas quando recebi um fax de Kazuki Kurokawa: queria fazer um passeio pelo rio Negro, mas só podia passar dois dias na cidade. Não mencionou reuniões de trabalho com pesquisadores da universidade nem do INPA. Ao ler seu currículo, soube que ele era biólogo de água doce e professor aposentado da Universidade de Tóquio. Experiência de campo na África portuguesa e nas Filipinas.

    Fiz uma reserva no hotel Tropical e às treze horas de um sábado fui ao aeroporto. Quando a porta da sala de desembarque se abriu, um bafo quente e úmido paralisou os passageiros. Desse torpor surgiu um homem miúdo, carregando uma sacola vermelha. Os olhinhos apertados e vivos procuraram a placa com o seu nome, e logo a cabeça branca veio na minha direção. Não parecia combalido pelo fuso horário, nem pelas vinte horas de voo com três escalas, nem pelo calor do começo da tarde. Com reverência, me ofereceu um pequeno estojo com tampa de madeira. Dentro do estojo vi um rolinho de papel-arroz com ideogramas.

    - Uma lembrança do Japão, ele disse, com sotaque de Portugal.

    Pedi que traduzisse os ideogramas.

    "No lugar desconhecido habita o desejo."

Fonte: Hatoum, Milton.A cidade ilhada. [fragmento] São Paulo: Companhia das Letras, 2023. 

Considerando a estrutura do período composto “Pediu-me que fosse encontrá-lo depois do almoço no porto.”, analise as afirmações abaixo.
I-  Pediu-me exerce a função sintática de oração principal. II- Que, no período composto em análise, exerce a função de conjunção integrante. III- Que, no período composto em análise, exerce a função de pronome relativo. IV- A oração introduzida pelo que se classifica como oração subordinada substantiva objetiva direta. que V- A oração introduzida pelo que se classifica como oração subordinada substantiva subjetiva. É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q2540526 Português

Para responder à questão, leia o Texto I.


Texto I - A cidade ilhada


     A voz de um estrangeiro pronunciou meu nome, e o homem identificou-se: cônsul do Japão em Manaus. Pediu-me que fosse encontrá-lo depois do almoço no porto. Às duas horas, no barco do consulado, acrescentou.
    - Podia adiantar o assunto?

    - Kazuki Kurokawa, disse o cônsul, secamente.

    - Ele está em Manaus?

    - Não posso explicar agora.

    Agradeceu, despediu-se e desligou o telefone.

    Kazuki Kurokawa: ainda me lembrava dele e guardara o presente que me deu durante sua breve passagem por Manaus. Eu era pesquisadora e trabalhava no departamento de Cooperação Científica da Universidade do Amazonas quando recebi um fax de Kazuki Kurokawa: queria fazer um passeio pelo rio Negro, mas só podia passar dois dias na cidade. Não mencionou reuniões de trabalho com pesquisadores da universidade nem do INPA. Ao ler seu currículo, soube que ele era biólogo de água doce e professor aposentado da Universidade de Tóquio. Experiência de campo na África portuguesa e nas Filipinas.

    Fiz uma reserva no hotel Tropical e às treze horas de um sábado fui ao aeroporto. Quando a porta da sala de desembarque se abriu, um bafo quente e úmido paralisou os passageiros. Desse torpor surgiu um homem miúdo, carregando uma sacola vermelha. Os olhinhos apertados e vivos procuraram a placa com o seu nome, e logo a cabeça branca veio na minha direção. Não parecia combalido pelo fuso horário, nem pelas vinte horas de voo com três escalas, nem pelo calor do começo da tarde. Com reverência, me ofereceu um pequeno estojo com tampa de madeira. Dentro do estojo vi um rolinho de papel-arroz com ideogramas.

    - Uma lembrança do Japão, ele disse, com sotaque de Portugal.

    Pedi que traduzisse os ideogramas.

    "No lugar desconhecido habita o desejo."

Fonte: Hatoum, Milton.A cidade ilhada. [fragmento] São Paulo: Companhia das Letras, 2023. 

A partir da leitura do Texto I, é CORRETO inferir que a ideia desenvolvida se resume em:
Alternativas
Q2540523 Português
Considerando o que diz a norma-padrão, a respeito de orações subordinadas reduzidas, analise as assertivas acerca das propostas de expansão e classificação das orações que se encontram reduzidas:
I- Reduzida: É essencial . comparecer à reunião pedagógica Desenvolvida: É essencial que você compareça à reunião pedagógica. Classificação da oração reduzida: Oração Subordinada Substantiva Subjetiva. II- Reduzida: Os alunos não sabiam ser dia de prova. Desenvolvida: Os alunos não sabiam que era dia de prova. Classificação da oração reduzida: Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta Reduzida de Particípio. III- Reduzida: Pensei estar preparado para a prova. Desenvolvida: Pensei que estivesse preparado para a prova. Classificação da oração reduzida: Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta Reduzida de Infinitivo.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2540522 Português

Leia o texto a seguir:


A produção de textos por frequentação é uma estratégia didática ________ se apresentam propostas de produções de texto, sem se exigir um trabalho de aprofundamento em cada gênero. Um exemplo de situação relacionada a projetos de leitura e escrita que requerem a produção por frequentação é a elaboração de um jornal escolar, já que, pelo tempo pedagógico, não é possível escrever textos organizados em todos os gêneros ________ circulam nesse suporte se o tratamento didático a ser dado a cada um dos gêneros for o de aprofundamento. ________, elege-se um dado gênero para aprofundamento e os demais escrevem-se por frequentação, a partir do repertório dos estudantes, com a orientação básica do docente. 


Com a finalidade de estabelecer uma coesão adequada à norma-padrão para a escrita em língua portuguesa, quais das expressões a seguir devem preencher, respectivamente, as lacunas inseridas no trecho lido?

Alternativas
Q2540521 Pedagogia
Observando-se as propriedades e a operacionalização pedagógica dos gêneros textuais nas modalidades de uso da língua, a fala e a escrita, analise as assertivas a seguir:
I- Tanto a modalidade falada quanto a modalidade escrita da língua devem figurar, no âmbito do ensino, como objetos de conhecimento, sem que haja entre elas hierarquizações, de modo que gêneros textuais orais e escritos sejam considerados igualmente relevantes para as interações sociais e para as atividades pedagógicas. II- Os gêneros textuais escritos asseguram o acesso à norma padrão, já que figuram como material linguístico mais comum nas esferas sociais formais. Já os gêneros da modalidade oral, por servirem apenas em interações comunicacionais informais, viabilizam usos mais flexíveis e, portanto, mais criativos da língua. III- Os gêneros textuais desempenham importantes papéis na comunicação escrita e oral, e cada gênero desempenha uma função social específica na interação do autor com o leitor. Contudo, na escrita, diferentemente da oralidade, os gêneros viabilizam usos mais flexíveis e criativos. IV- Os gêneros textuais exercem função social específica nas situações cotidianas de comunicação e apresentam uma intenção comunicativa bem definida.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2540520 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto II - Assum Preto - Luiz Gonzaga

Tudo em vorta é só beleza

Sol de Abril e a mata em frô

Mas Assum Preto, cego dos óio

Num vendo a luz, ai, canta de dor


Mas Assum Preto, cego dos óio

Num vendo a luz, ai, canta de dor


Tarvez por ignorança

Ou mardade das pió

Furaro os óio do Assum Preto

Pra ele assim, ai, cantá mió


Furaro os óio do Assum Preto

Pra ele assim, ai, cantá mió


Assum Preto veve sorto

Mas num pode avuá

Mil vez a sina de uma gaiola

Desde que o céu, ai, pudesse oiá


Mil vez a sina de uma gaiola

Desde que o céu, ai, pudesse oiá


Assum Preto, o meu cantar

É tão triste como o teu

Também roubaro o meu amor

Que era a luz, ai, dos óios meus

Também roubaro o meu amor

Que era a luz, ai, dos óios meus


Fonte: Disponível em: www.letras.mus.br/luiz-gonzaga/47082/. Acesso em: 19 mai. 2024.

Sobre a canção lida, é CORRETO dizer que:
Alternativas
Q2540519 Pedagogia

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Texto II - Assum Preto - Luiz Gonzaga

Tudo em vorta é só beleza

Sol de Abril e a mata em frô

Mas Assum Preto, cego dos óio

Num vendo a luz, ai, canta de dor


Mas Assum Preto, cego dos óio

Num vendo a luz, ai, canta de dor


Tarvez por ignorança

Ou mardade das pió

Furaro os óio do Assum Preto

Pra ele assim, ai, cantá mió


Furaro os óio do Assum Preto

Pra ele assim, ai, cantá mió


Assum Preto veve sorto

Mas num pode avuá

Mil vez a sina de uma gaiola

Desde que o céu, ai, pudesse oiá


Mil vez a sina de uma gaiola

Desde que o céu, ai, pudesse oiá


Assum Preto, o meu cantar

É tão triste como o teu

Também roubaro o meu amor

Que era a luz, ai, dos óios meus

Também roubaro o meu amor

Que era a luz, ai, dos óios meus


Fonte: Disponível em: www.letras.mus.br/luiz-gonzaga/47082/. Acesso em: 19 mai. 2024.

Segundo Travaglia (2009, p. 42),“[o]s dialetos na dimensão territorial, geográfica ou regional representam a variação que acontece entre pessoas de diferentes regiões em que se fala a mesma língua”. A partir deste pressuposto, quando se propõe uma atividade pedagógica para se trabalhar as variações linguísticas é importante que se aceite as diferenças culturais e sociais das variantes da língua. Fonte: Travaglia, L. C. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática. 14 edi. São Paulo: Cortez, 2009.
Com base nas perspectivas adotadas, qual destas propostas está mais adequada para o trabalho no componente curricular de língua portuguesa com a letra de música apresentada?
Alternativas
Q2540518 Pedagogia
Levando em consideração o ensino da língua materna nas escolas e o contraponto entre a prescrição gramatical e a educação linguística, analise as assertivas:
I- A prescrição gramatical pode ser sistemática, formalizada em práticas pedagógicas bem descritas, apoiada em instrumentais metodológicos e arcabouços teóricos bem definidos, enquanto a educação linguística é flexível, sem práticas pedagógicas descritas, porque o ponto de partida é a língua do aluno. II- A educação linguística tem como principais elementos constitutivos: (i) o desenvolvimento ininterrupto das habilidades de ler, escrever, falar e escutar; (ii) o conhecimento e reconhecimento da realidade intrinsecamente múltipla, variável e heterogênea da língua, realidade sujeita aos influxos das ideologias e dos juízos de valor; (iii) a constituição de um conhecimento sistemático sobre a língua, tomada como objeto de análise, reflexão e investigação. III- A educação linguística tem como propósito o ensino acrítico da nomenclatura gramatical tradicional e dos exercícios mecânicos de sua aplicação. IV- Na prescrição gramatical, discute-se a problemática da variação linguística em seu vínculo com o ensino de língua; reavaliando a noção tradicional de erro, ao deslocá-la do âmbito estritamente linguístico para dentro do âmbito sociológico.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2540517 Pedagogia
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular, “Conhecer e perceber os efeitos de sentido nos textos decorrentes de fenômenos léxico-semânticos, tais como aumentativo/diminutivo; sinonímia/antonímia; polissemia ou homonímia; figuras de linguagem; modalizações epistêmicas, deônticas, apreciativas; modos e aspectos verbais” (2017, p.83) estão incluídos em qual conhecimento linguístico?
Alternativas
Q2540516 Pedagogia
Especialmente após o período pandêmico e as aulas remotas, a ausência de competências básicas na leitura tem sido considerada a causa de muitos fracassos na escola. Sobre isto, É CORRETO deduzir que:
Alternativas
Q2540515 Pedagogia
Sobre a leitura, este processo significa que o leitor deve:
Alternativas
Q2540514 Português

Para responder à questão, leia atentamente o Texto I:


Texto I – Escutatória - Rubem Alves


Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.

Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.

Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.

Daí a dificuldade: 

A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor...

Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.

Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...

E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.

No fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.

Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala.

Há um longo, longo silêncio.

Vejam a semelhança... 

Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio...

Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as ideias estranhas.

Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.

Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.

Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...

Pensamentos que ele julgava essenciais.

São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.

Primeira: fiquei em silêncio só por delicadeza.

Na verdade, não ouvi o que você falou.

Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.

Falo como se você não tivesse falado. 

Segunda: ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.

É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou. E, assim vai a reunião.

Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.

E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.

Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência...

E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.

No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.

Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...

Que de tão linda nos faz chorar. 

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio.

Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.

Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

Fonte: ALVES, Rubens. Escutatória In: As melhores crônicas de Rubem Alves. São Paulo: Papirus, 2008.

Observe o trecho em destaque:


“Primeira: fiquei em silêncio só por delicadeza.

Na verdade, não ouvi o que você falou. 

Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. [...]

Segunda: ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou”.


Fazendo uma analogia entre o que se refere no trecho e as aulas de língua portuguesa, numa situação em que o estudante é aquele que fala e o professor, aquele que escuta, pressupõe-se que:
Alternativas
Q2540513 Português

Para responder à questão, leia atentamente o Texto I:


Texto I – Escutatória - Rubem Alves


Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.

Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.

Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.

Daí a dificuldade: 

A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor...

Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.

Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...

E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.

No fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.

Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala.

Há um longo, longo silêncio.

Vejam a semelhança... 

Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio...

Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as ideias estranhas.

Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.

Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.

Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...

Pensamentos que ele julgava essenciais.

São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.

Primeira: fiquei em silêncio só por delicadeza.

Na verdade, não ouvi o que você falou.

Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.

Falo como se você não tivesse falado. 

Segunda: ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.

É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou. E, assim vai a reunião.

Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.

E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.

Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência...

E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.

No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.

Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...

Que de tão linda nos faz chorar. 

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio.

Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.

Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

Fonte: ALVES, Rubens. Escutatória In: As melhores crônicas de Rubem Alves. São Paulo: Papirus, 2008.

Sabendo que o uso do verbo normalmente exige o uso de preposição, observe o trecho: “E, assim vai a reunião”, qual explicação que ir pode ser dada para a falta de crase neste contexto?
Alternativas
Q2540512 Português

Para responder à questão, leia atentamente o Texto I:


Texto I – Escutatória - Rubem Alves


Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.

Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.

Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.

Daí a dificuldade: 

A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor...

Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.

Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...

E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.

No fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.

Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala.

Há um longo, longo silêncio.

Vejam a semelhança... 

Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio...

Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as ideias estranhas.

Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.

Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.

Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...

Pensamentos que ele julgava essenciais.

São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.

Primeira: fiquei em silêncio só por delicadeza.

Na verdade, não ouvi o que você falou.

Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.

Falo como se você não tivesse falado. 

Segunda: ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.

É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou. E, assim vai a reunião.

Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.

E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.

Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência...

E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.

No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.

Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...

Que de tão linda nos faz chorar. 

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio.

Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.

Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

Fonte: ALVES, Rubens. Escutatória In: As melhores crônicas de Rubem Alves. São Paulo: Papirus, 2008.

No trecho: “Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma. Daí a dificuldade: A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.”, percebe-se uma reflexão sobre a escuta e sobre o papel do interlocutor na comunicação. Sobre isso, marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2540511 Português

Para responder à questão, leia atentamente o Texto I:


Texto I – Escutatória - Rubem Alves


Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.

Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.

Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.

É preciso também não ter filosofia nenhuma.

Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro: Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.

Daí a dificuldade: 

A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor...

Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.

Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...

E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.

No fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.

Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala.

Há um longo, longo silêncio.

Vejam a semelhança... 

Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio...

Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as ideias estranhas.

Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.

Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.

Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...

Pensamentos que ele julgava essenciais.

São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou.

Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.

Primeira: fiquei em silêncio só por delicadeza.

Na verdade, não ouvi o que você falou.

Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.

Falo como se você não tivesse falado. 

Segunda: ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.

É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.

Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou. E, assim vai a reunião.

Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.

E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.

Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência...

E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.

A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.

No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.

Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...

Que de tão linda nos faz chorar. 

Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio.

Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.

Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

Fonte: ALVES, Rubens. Escutatória In: As melhores crônicas de Rubem Alves. São Paulo: Papirus, 2008.

Sobre o título do texto, analise as informações:
I- A palavra escutatória é um neologismo, com sentido de habilidade de desenvolvimento do processo de escuta ativa. II- Derivada do verbo escutar, a palavra escutatória é o antônimo de falatório. III- O termo escutatória passou por um processo de formação de palavras: a derivação sufixal.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
8101: B
8102: E
8103: C
8104: A
8105: A
8106: C
8107: D
8108: D
8109: E
8110: D
8111: C
8112: D
8113: B
8114: E
8115: A
8116: B
8117: B
8118: A
8119: A
8120: C