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Ano: 2017 Banca: AOCP Órgão: Prefeitura de Pinhais - PR
Q1184209 Português
Experiências parisienses
         Rubinstein apoiou fortemente VillaLobos na realização de seu sonho de longa data: ir a Paris para poder, lá, dedicar-se exclusivamente a seu trabalho de composição. Para fundar o projeto em uma base realista, Rubinstein sugeriu estabelecer um plano de financiamento que foi adotado por alguns amigos de Villa-Lobos. A imprensa relatou sobre isso: “Tudo indica que é chegado o momento de encaminhar para a Europa esse formoso talento que ontem foi delirantemente aplaudido”.          Para colocar à disposição os meios necessários, o deputado Arthur Lemos apresentou uma proposta na câmara municipal de vereadores em julho de 1922 sob o título: “Para a divulgação de nossa música no exterior”. Foram pedidos 108 contos de réis – segundo a moeda de hoje, aproximadamente, 30 mil reais – para que pudessem ser realizados, ao total, 24 concertos com obras de compositores brasileiros nas capitais musicais da Europa. Já em 1912, Nepomuceno, Oswald, Braga e Nascimento haviam encaminhado uma iniciativa semelhante para o jovem compositor, muito promissor, Glauco Velásquez. O projeto contudo, fracassou, e Velásquez morreu dois anos mais tarde.        A fim de propagar seu objetivo, Villa-Lobos realizou uma série de oito concertos – quatro no Rio de Janeiro, quatro em São Paulo –, os quais ele dedicou a algumas personalidades de destacada posição social: ao presidente Epitácio Pessoa, ao vice-presidente Estácio Coimbra, ao senador Marcílio Lacerda e ao milionário Arnaldo Guinle. [...]        Apesar de todos os esforços, VillaLobos não conseguiu influenciar o ambiente no sentido intencionado. Não houve número considerável de público nem uma ressonância notável por parte da imprensa, e as personalidades importantes solicitadas também se mantiveram reservadas. O quarto concerto no Rio de Janeiro teve até mesmo de ser cancelado, já que não houve venda suficiente de ingressos. Ronald de Carvalho censurou, por conseguinte, em um artigo de jornal, a “decadência” do público no Rio de Janeiro. [...]
NEGWER, M. Villa-Lobos. O florescimento da música brasileira. São Paulo: Martins Fontes, 2009. p. 141-142. (adaptado)
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: AOCP Órgão: SES-DF
Q1182972 Português
Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI
Nestas últimas décadas, surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões. 
Separação e responsabilidade
Nos tempos de hoje, dentro de um espectro social muito amplo e profundo, os abandonos e as distâncias não ocupam mais do que algumas quadras ou quilômetros que podem ser vencidos em poucas horas. Nasceu uma geração de “pais órfãos de filhos”. Pais órfãos que não se negam a prestar ajuda financeira. Pais mais velhos que sustentam os netos nas escolas e pagam viagens de estudo fora do país. Pais que cedem seus créditos consignados para filhos contraírem dívidas em seus honrados nomes, que lhes antecipam herança, mas que não têm assento à vida familiar dos mais jovens, seus próprios filhos e netos, em razão – talvez, não diretamente de seu desinteresse, nem de sua falta de tempo – da crença de que seus pais se bastam. Este estilo de vida, nos dias comuns, que não inclui conversa amena e exclui a “presença a troco de nada, só para ficar junto”, dificulta ou, mesmo, impede o compartilhamento de valores e de interesses por parte dos membros de uma família na atualidade, resulta de uma cultura baseada na afirmação das individualidades e na política familiar focada nos mais jovens, nos que tomam decisões ego-centradas e na alta velocidade: tudo muito veloz, tudo fugaz, tudo incerto e instável. O desespero calado dos pais desvalidos, órfãos de quem lhes asseguraria conforto emocional e, quiçá material, não faz parte de uma genuína renúncia da parte destes pais, que ““não querem incomodar ninguém”, uma falsa racionalidade – e é para isso que se prestam as racionalizações – que abala a saúde, a segurança pessoal, o senso de pertença. É do medo de perder o pouco que seus filhos lhes concedem em termos de atenção e presença afetuosa. O primado da “falta de tempo” torna muito difícil viver um dia a dia em que a pessoa está sujeita ao pânico de não ter com quem contar. 
A dificuldade de reconhecer a falta que o outro faz
Do prisma dos relacionamentos afetivos e dos compromissos existenciais, todas as gerações têm medo de confessar o quanto o outro faz falta em suas vidas, como se isso fraqueza fosse. Montou-se, coletivamente, uma enorme e terrível armadilha existencial, como se ninguém mais precisasse de ninguém. A família nuclear é muito ameaçadora. Para o conforto, segurança e bem-estar: um número grande de filhos não mais é bem-vindo, pais longevos não são bem tolerados e tudo isso custa muito caro, financeira, material e psicologicamente falando. Sobrevieram a solidão e o medo permanente que impregnam a cultura utilitarista, que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes. Pais em desespero tentam comprar o amor dos filhos e temem os ataques e abandono de clientes descontentes. Mas, carinho de filho não se compra, assim como ausência de pai e mãe não se compensa com presentes, dinheiro e silêncio sobre as dores profundas, as gerações em conflito se infringem. [...]. Diálogo? Só existe o verdadeiro diálogo entre aqueles que não comungam das mesmas crenças e valores, que são efetivamente diferentes. Conversar, trocar ideias não é dialogar. Dialogar é abrirse para o outro. É experiência delicada e profunda de autorrevelação. Dialogar requer tempo, ambiente e clima, para que se realizem escutas autênticas e para que sejam afastadas as mútuas projeções. O que sabem, pais e filhos, sobre as noites insones de uns e de outros?  O que conversam eles sobre os receios, inseguranças e solidão? E sobre os novos amores? Cada geração se encerra dentro de si própria e age como se tudo estivesse certo e correto, quando isso não é verdade. 
FRAIMAN, A. “Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI”. Disponível em <http://www.revistapazes.com/54402/>. Acesso em 30 out. 2017. (Adaptado)
Em relação à pontuação utilizada no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: AOCP Órgão: SES-DF
Q1182955 Português
Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI
Nestas últimas décadas, surgiu uma geração de pais sem filhos presentes, por força de uma cultura de independência e autonomia levada ao extremo, que impacta negativamente no modo de vida de toda a família. Muitos filhos adultos ficam irritados por precisarem acompanhar os pais idosos ao médico, aos laboratórios. Irritam-se pelo seu andar mais lento e suas dificuldades de se organizar no tempo, sua incapacidade crescente de serem ágeis nos gestos e decisões. 
Separação e responsabilidade
Nos tempos de hoje, dentro de um espectro social muito amplo e profundo, os abandonos e as distâncias não ocupam mais do que algumas quadras ou quilômetros que podem ser vencidos em poucas horas. Nasceu uma geração de “pais órfãos de filhos”. Pais órfãos que não se negam a prestar ajuda financeira. Pais mais velhos que sustentam os netos nas escolas e pagam viagens de estudo fora do país. Pais que cedem seus créditos consignados para filhos contraírem dívidas em seus honrados nomes, que lhes antecipam herança, mas que não têm assento à vida familiar dos mais jovens, seus próprios filhos e netos, em razão – talvez, não diretamente de seu desinteresse, nem de sua falta de tempo – da crença de que seus pais se bastam. Este estilo de vida, nos dias comuns, que não inclui conversa amena e exclui a “presença a troco de nada, só para ficar junto”, dificulta ou, mesmo, impede o compartilhamento de valores e de interesses por parte dos membros de uma família na atualidade, resulta de uma cultura baseada na afirmação das individualidades e na política familiar focada nos mais jovens, nos que tomam decisões ego-centradas e na alta velocidade: tudo muito veloz, tudo fugaz, tudo incerto e instável. O desespero calado dos pais desvalidos, órfãos de quem lhes asseguraria conforto emocional e, quiçá material, não faz parte de uma genuína renúncia da parte destes pais, que ““não querem incomodar ninguém”, uma falsa racionalidade – e é para isso que se prestam as racionalizações – que abala a saúde, a segurança pessoal, o senso de pertença. É do medo de perder o pouco que seus filhos lhes concedem em termos de atenção e presença afetuosa. O primado da “falta de tempo” torna muito difícil viver um dia a dia em que a pessoa está sujeita ao pânico de não ter com quem contar. 
A dificuldade de reconhecer a falta que o outro faz
Do prisma dos relacionamentos afetivos e dos compromissos existenciais, todas as gerações têm medo de confessar o quanto o outro faz falta em suas vidas, como se isso fraqueza fosse. Montou-se, coletivamente, uma enorme e terrível armadilha existencial, como se ninguém mais precisasse de ninguém. A família nuclear é muito ameaçadora. Para o conforto, segurança e bem-estar: um número grande de filhos não mais é bem-vindo, pais longevos não são bem tolerados e tudo isso custa muito caro, financeira, material e psicologicamente falando. Sobrevieram a solidão e o medo permanente que impregnam a cultura utilitarista, que transformou as relações humanas em transações comerciais. As pessoas se enxergam como recursos ou clientes. Pais em desespero tentam comprar o amor dos filhos e temem os ataques e abandono de clientes descontentes. Mas, carinho de filho não se compra, assim como ausência de pai e mãe não se compensa com presentes, dinheiro e silêncio sobre as dores profundas, as gerações em conflito se infringem. [...]. Diálogo? Só existe o verdadeiro diálogo entre aqueles que não comungam das mesmas crenças e valores, que são efetivamente diferentes. Conversar, trocar ideias não é dialogar. Dialogar é abrirse para o outro. É experiência delicada e profunda de autorrevelação. Dialogar requer tempo, ambiente e clima, para que se realizem escutas autênticas e para que sejam afastadas as mútuas projeções. O que sabem, pais e filhos, sobre as noites insones de uns e de outros?  O que conversam eles sobre os receios, inseguranças e solidão? E sobre os novos amores? Cada geração se encerra dentro de si própria e age como se tudo estivesse certo e correto, quando isso não é verdade. 
FRAIMAN, A. “Idosos órfãos de filhos vivos são os novos desvalidos do século XXI”. Disponível em <http://www.revistapazes.com/54402/>. Acesso em 30 out. 2017. (Adaptado)
A respeito dos usos dos vocábulos “que” e “se”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1175149 Redação Oficial
Na redação oficial de expedientes, é requerido o padrão culto da língua. Assinale a alternativa que apresenta o consenso do que é o padrão culto.
Alternativas
Q1175148 Redação Oficial
Na redação de expedientes oficiais, é necessário respeito à polidez, à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação e uniformidade das comunicações. Assinale a alternativa que apresenta essas características da redação oficial.
Alternativas
Q1175147 Administração Geral
Em cada fase da história da teoria da administração, é enfatizado um aspecto importante da administração. Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma dessas ênfases.
Alternativas
Q1175146 Administração Geral
Considere a cadeia escalar de autoridade presente nos níveis organizacionais e assinale a alternativa que apresenta o nível organizacional que inclui as autoridades de presidente e diretor.
Alternativas
Q1175145 Administração Geral
De acordo com a natureza do trabalho do administrador, ele desempenha alguns papeis. Assinale a alternativa que apresenta alguns dos papeis informacionais do administrador.
Alternativas
Q1175144 Administração Geral
Os administradores devem procurar melhorar sua comunicação, esforçando-se não somente para serem compreendidos mas também para compreender os outros. Para tanto, algumas técnicas podem melhorar a eficácia desses dois aspectos do processo de comunicação no ambiente de trabalho. Referente ao assunto, relacione as técnicas com suas características e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
1. Acompanhamento. 2. Retroação. 3. Empatia. 4. Repetição.
( ) A forma de comunicação depende muito do que se conhece sobre o destinatário, requerendo maior orientação para ele do que para o emissor. ( ) Assegura que, se uma mensagem não for compreendida, haverá outras partes que transmitirão a mesma mensagem. ( ) Trata de verificar se o significado da mensagem foi realmente captado, envolvendo a suposição de que a mensagem pode ter sido mal interpretada. ( ) Abertura de um canal para a resposta do destinatário que permite ao emissor determinar se a mensagem foi recebida e se produziu a resposta desejada.
Alternativas
Q1175143 Gestão de Pessoas
Assinale a alternativa que apresenta os tipos de comunicação interpessoal no ambiente de trabalho.
Alternativas
Q1175142 Gestão de Pessoas
Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta. A escola das relações humanas inaugurou a preocupação com ________________ e com assuntos relacionados com _______________ e ____________ das pessoas.
Alternativas
Q1175141 Gestão de Pessoas
Qual é o aspecto que proporciona um local de trabalho que contribui para o bem estar dos funcionários e deve ser incluído no desenho de um programa de relações com empregados?
Alternativas
Q1175140 Gestão de Pessoas
A seleção de pessoal comporta três modelos de tratamento. Assinale a alternativa que apresenta o modelo de tratamento a ser utilizado quando há vários candidatos e uma só vaga.
Alternativas
Q1175139 Gestão de Pessoas
No processo de recrutamento, é importante a avaliação dos seus resultados. Assinale a alternativa que apresenta uma das medidas de critério de avaliação orientado para o método de recrutamento.
Alternativas
Q1175138 Administração de Recursos Materiais
Qual é a técnica de administração de materiais que puxa a produção?
Alternativas
Q1175137 Administração de Recursos Materiais
Referente aos principais enfoques dos administradores de materiais, assinale a alternativa que apresenta aquele que é, em grande parte, baseado em técnicas que integram os elementos de tecnologia de manufatura e otimizam a utilização de pessoas, materiais e instalações ou equipamentos.
Alternativas
Q1175134 Gestão de Pessoas
Quando o homem busca o trabalho e não o emprego, tem em mente uma atividade que lhe ofereça satisfação. A ética da satisfação adota o princípio de que a vida deve ser vivida e gozada por si só. Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, os valores éticos de inovação e competência como exemplos de satisfação profissional.
Alternativas
Q1175133 Ética na Administração Pública
Diversas são as discussões a respeito do conceito de ética. Assinale a alternativa que apresenta um conceito de ética em seu caráter científico.
Alternativas
Q1175132 Arquivologia
Um dos segredos dos arquivos é a avaliação e os prazos dos documentos. Assinale a alternativa que apresenta o procedimento de avaliação, em relação a documentos operacionais com prazo de 1 a 2 anos na organização.
Alternativas
Q1175131 Arquivologia
Assinale a alternativa que apresenta o arquivo cujo papel é desobstruir espaços nos locais de trabalho e custodiar as informações da organização, dentre outros.
Alternativas
Respostas
2701: C
2702: D
2703: D
2704: C
2705: B
2706: C
2707: E
2708: D
2709: D
2710: B
2711: C
2712: E
2713: D
2714: A
2715: A
2716: B
2717: E
2718: A
2719: C
2720: B