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Q4120291 Medicina
Homem de 77 anos comparece ao consultório com queixa de dificuldade de memória para fatos que anteriormente não eram um problema, como nomes e trajetos. Sua esposa notou esses episódios de esqueci mentos mais do que o próprio paciente. Nega outras queixas cognitivas e seu déficit de memória não tem interferido em suas atividades de vida diária. Ele é apo sentado há 12 anos (ex-professor). Ao exame físico: nota-se que ele recorda 0 de 3 objetos na etapa de evocação do Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) após 5 minutos, e sua pontuação total no MEEM é de 27.

Com os dados descritos, a principal hipótese diagnóstica é
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Q4120290 Medicina
Homem de 34 anos, pedreiro, procura a unidade básica de saúde relatando tosse produtiva com expectoração mucoide há cerca de 6 semanas de duração. Ele refere febre vespertina baixa, sudorese noturna e perda ponderal de 5 quilos no período. O paciente é tabagista e reside em uma casa com sua esposa e dois filhos menores de dez anos. Não há uso de drogas ou alcoolismo. Ao exame físico: apresenta-se emagrecido; temperatura: 37,9 ºC; ausculta pulmonar com estertores crepitantes no terço superior do hemitórax direito; o restante não é digno de nota.

Uma vez confirmada a principal hipótese diagnóstica, a recomendação mais apropriada é
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Q4120289 Medicina
Mulher de 35 anos, não fumante, é diagnosticada com enfisema pulmonar. Ao ser questionada mais detalhada mente, ela informa que seu pai também foi teve a condição quando tinha cerca de 30 anos, apesar de nunca ter sido fumante. Seu pai faleceu aos 50 anos devido a uma cirrose hepática.

O exame complementar mais apropriado para confirmar a principal hipótese diagnóstica é
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Q4120288 Medicina

Mulher de 62 anos procura atendimento devido a fadiga. Ela gosta de cuidar do jardim, mas agora precisa de ajuda para atividades mais intensas por cansaço. O histórico é positivo para diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão, em uso de doses máximas de anlodipino, lisinopril e metformina. Não há tabagismo ou etilismo. Ao exame físico: pressão arterial: 158 x 96 mmHg; IMC: 34 kg/m2; sons cardíacos normais; há sibilos dispersos no exame pulmonar e edema simétrico distal 1+/4 em extremidades inferiores. ECG: ritmo sinusal normal com frequência cardíaca de 70 bpm. Exames séricos: hormônio estimulante da tireoide (TSH): de 5,2 mU/L (normal: 0,5 a 5); creatinina: 1,45 mg/dL; peptídeo natriurético tipo B: 120 pg/mL (normal < 100). O ecocardiograma mostra hipertrofia ventricular esquerda, sem valvopatia.


Assinale a alternativa que apresenta a causa mais provável dos sintomas desta paciente.

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Q4120287 Medicina
Homem de 54 anos, sem diagnóstico prévio de doença cardiovascular aterosclerótica (ASCVD) ou diabetes, comparece para consulta de rotina. O perfil lipídico atual revela: LDL: 142 mg/dL; HDL: 45 mg/dL; triglicerídeos: 155 mg/dL. Utilizando as equações PREVENT-ASCVD, seu risco de eventos cardiovasculares em 10 anos é estimado em 7,2%. O paciente pratica atividade física regular e nega tabagismo ou etilismo.

Com base nas recomendações mais recentes, a conduta mais apropriada é
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Q4120286 Medicina
Homem de 42 anos procura a unidade de pronto atendimento com história de febre alta (39,8 ºC), de início abrupto, há três dias. Ele relata cefaleia intensa, mialgia e dor retro orbitária. Não há sinais de choque, dor abdominal ou vômitos persistentes. O paciente é hipertenso e faz uso regular de losartana e anlodipino. Ao exame físico: consciente, orientado, corado, anictérico; pressão arterial de 130 x 85 mmHg; frequência cardíaca: 82 bpm; nota-se exantema maculopapular no tronco e membros. A prova do laço é realizada, resultando na formação de 25 petéquias em um quadrado de 2,5 cm de lado.

Considerando o estadiamento clínico e as condutas recomendadas pelo Ministério da Saúde, nessa circunstância, deve-se
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Q4120285 Medicina
Homem de 55 anos, obeso (IMC: 32 kg/m2), tabagista e sedentário, apresenta medidas de pressão arterial em consultas médicas variando entre 152 x 96 mmHg e 148 x 94 mmHg em dias distintos. Os exames complementares mostram colesterol LDL de 135 mg/dL e glicemia de jejum de 110 mg/dL. Não há histórico de doença cardiovascular manifesta ou doenUça renal crônica estabelecida.

Nesse cenário, é correto afirmar que se deve
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Q4120284 Saúde Pública
Um ambulatório de especialidades do SUS, reconhecido por boa produtividade assistencial, passou a registrar ao mesmo tempo aumento do absenteísmo e de retornos precoces, crescimento de demandas encaminhadas à ouvidoria e maior frequência de usuários com problemas clínicos e sociais complexos sendo frequentemente reencaminhados entre profissionais do próprio ambulatório. No serviço, os fluxos assistenciais e as mudanças organizacionais costumam ser definidos pela coordenação especializada em gestão de serviços de saúde e posteriormente comunicados às equipes. Em reuniões recentes, surgiram diferentes interpretações sobre as causas desse cenário e propostas distintas de reorganização do trabalho no serviço. Considerando a Política Nacional de Humanização, assinale a alternativa que apresenta corretamente a proposta mais adequada.
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Q4120283 Saúde Pública
Em um município com filas prolongadas para atenção especializada, a gestão propõe um novo protocolo de acesso. Pelo desenho apresentado, os casos com maior gravidade clínica continuariam tendo prioridade, mas, entre os pacientes de mesma prioridade assistencial, teriam preferência os trabalhadores com vínculo formal e contribuição regular à previdência, sob a justificativa de que essa medida “preserva a sustentabilidade do sistema sem abandonar critérios técnicos”.

Considerando a Reforma Sanitária Brasileira, que funda mentou o SUS, essa proposta é
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Q4120282 Direito Sanitário

Em uma UPA, uma criança de 6 anos dá entrada com febre alta há quatro dias, exantema maculopapular de progressão cefalocaudal, tosse, coriza e conjuntivite. A enfermeira comunica o caso ao médico plantonista, que solicita sorologia e orienta a enfermeira a realizar a notificação imediatamente. Em seguida, o gerente da unidade afirma que a vigilância só deveria ser acionada após o resultado do exame e apenas se a família confirmasse que a criança não passou por outro serviço de saúde no mesmo dia.


Segundo as normas vigentes relacionadas à notificação compulsória, assinale a alternativa correta sobre essa sequência de ações.

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Q4120281 Medicina
Em uma UBS localizada em território com alta frequência de consumo abusivo de álcool, a equipe multiprofissional discute diferentes estratégias para reduzir agravos relacionados à dependência alcoólica. Durante a reunião, foram propostas as seguintes ações: articular com a secretaria de desportos e lazer a ampliação de espaços comunitários de convivência no território; realizar atividades educativas na escola com adolescentes sobre fatores de risco para uso nocivo de álcool; aplicar rotineiramente instrumento de rastreamento em adultos com padrão de uso de risco; articular ações de reabilitação junto ao CAPS e reinserção social de usuários diagnosticados com consumo abusivo do álcool e com perda funcional importante.

Considerando os níveis de prevenção de Leavell e Clark, a ação que melhor exemplifica prevenção secundária é:
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Q4120280 Saúde Pública
Sobre a utilidade prática do indicador DALY (disability-adjusted life year – ano de vida ajustado por incapacidade) na gestão em saúde, é correto afirmar que esse indicador
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Q4120279 Medicina
Considerando a disponibilidade no Programa Nacional de Imunizações (PNI) do SUS da vacina contra a dengue (atenuada), produzida pelo laboratório Takeda (Qdenga), em qual das situações a seguir a conduta está correta em relação à sua indicação?
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Q4120278 Direito Sanitário
Ao iniciar a elaboração do Plano Municipal de Saúde, a gestão de um município identificou aumento das filas para atenção especializada, piora de indicadores de saúde mental e ampliação das desigualdades entre territórios. A gestora da pasta defendeu a realização de um amplo processo participativo para discutir esses problemas com usuários, trabalhadores e gestores, com o objetivo de definir prioridades e diretrizes gerais para a política de saúde dos próximos anos.

Considerando o escopo das instâncias de participação social no SUS, qual é a estratégia correta nesse caso?
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Q4120277 Medicina
Em um município de 180.000 habitantes, a Secreta ria Municipal de Saúde ampliou o número de consultas médicas nas UBS e passou a divulgar esse dado como principal evidência de fortalecimento da Atenção Primária. No entanto, ao analisar os indicadores dos últimos dois anos, a equipe técnica identificou aumento das internações por complicações do diabetes, crises asmáticas e insuficiência cardíaca descompensada, especialmente em bairros com maior vulnerabilidade social. Também foi observado alto absenteísmo em consultas programadas nas UBS, baixa integração entre APS e atenção especializada e rotatividade frequente de profissionais das equipes de APS.

Qual é a interpretação correta para esse cenário?
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Q4120276 Saúde Pública
João, de 68 anos, é portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 e DPOC. Nos últimos oito meses, passou por consultas com clínico da UPA, cardiologista, pneumologista e endocrinologista, recebeu prescrições parcialmente divergentes, realizou exames repetidos em serviços diferentes e teve três atendimentos de urgência por descompensações clínicas. Durante visita domiciliar, a agente comunitária de saúde identifica que o paciente e a esposa não sabem exatamente quais medicamentos estão em uso, e relatam que “cada médico fala uma coisa”. Na reunião de equipe, surgem diferentes propostas para reorganizar o cuidado de João na rede.

Considerando a organização e as ações esperadas da atenção primária no SUS, o que a equipe deve fazer?
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Q4120275 Saúde Pública
Em uma reunião da Comissão Intergestores Bipartite, a Secretaria Estadual de Saúde apresenta a adesão ao Programa Agora Tem Especialistas, instituído para ampliar o acesso e reduzir o tempo de espera por consultas, exames, tratamentos e cirurgias eletivas no SUS. Duran te a discussão, um secretário municipal afirma que o pro grama deve ser entendido apenas como uma estratégia de expansão da oferta de procedimentos especializados, sem implicações relevantes sobre os princípios e as diretrizes do SUS, já que seu foco central é “andar mais rápido com a fila”.

Considerando a Portaria GM/MS no 7.266/2025 e os princípios e as diretrizes do SUS, é correto afirmar que a afirmação do secretário está
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Q4120274 Português

    Dizer que estamos “enxugando o gelo” é uma forma popular de descrever nossa impotência diante das causas de um problema, que nos condena a somente minimizar os d anos dele decorrentes. É o caso de quem atua na área da saúde, que convive diariamente com os limites das intervenções ao seu alcance. Também como usuários do sistema de saúde somos confrontados com fatores estruturais que condicionam nossos comportamentos. Essas constatações estão entre os muitos modos de explicar o que chamamos de “determinantes sociais da saúde”.



    Ao defini-los, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a esperança de vida é influenciada por fatores como o lugar onde se vive, o nível de escolaridade, a raça, o gênero, entre outros. Em relatório recente analisando os indicadores dos países com maior e menor expectativa de vida, a organização identificou uma diferença média de 33 anos. Ao contrário do que se poderia imaginar, os extremos não correspondem diretamente aos países com maior e menor renda. Tal complexidade vem levando ao uso, por extensão, de expressões como “determinantes geopolíticos da saúde”.



    Trata-se de uma provocação no sentido de explorar os impactos da atualidade internacional sobre a saúde pública. É preciso reconhecer que o campo das relações internacionais não dá aos temas de saúde coletiva a atenção que merecem. Entre muitos exemplos, menciono uma emergência de saúde pública atual, que é a poliomielite. Declarada em maio de 2014, a continuidade dessa emergência foi confirmada pela OMS. Como é possível que uma “emergência” dure quase doze anos? A resposta está nos conflitos armados que puseram fim ao sonho de erradicar uma doença cuja persistência é vergonhosa.



    Isto significa que, além dos numerosos civis mortos e feridos, há muitas outras dimensões do aniquilamento da saúde a lamentar. Alguém diria: basta fechar as fronteiras ou fazer exigências rigorosas sobre a saúde de quem viaja. Na prática, restrições formais jamais evitaram que pessoas passassem de um território a outro, eis que as motivações que as levam a mover-se prescindem de um despachante, em muitos casos sendo a simples sobrevivência. O que as restrições encorajam é o ingresso irregular, que depauper a inutilmente quem circula, por vezes famílias inteiras que vão perdendo o que possuem ao longo de deslocamentos. Permitir a entrada regular, prestando assistência a quem chega e acompanhando seu percurso por meio da vigilância em saúde, é a melhor forma de proteger um país. A propósito, o Sistema Único de Saúde é um bastião da segurança nacional ao garantir o acesso à saúde a todas as pessoas que se encontram em nosso território.



(Deisy Ventura, “Determinantes geopolíticos da saúde: uma chamada à reflexão e à ação”, Jornal da USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/. Adaptado)

Considere a passagem a seguir:


“… eis que as motivações que as levam a mover-se prescindem de um despachante, em muitos casos sendo a simples sobrevivência. O que as restrições encorajam é o ingresso irregular, que depaupera inutilmente quem circula…” (4o parágrafo)


Os termos destacados podem ser substituídos, sem alteração do sentido original, respectivamente, por:

Alternativas
Q4120273 Português

    Dizer que estamos “enxugando o gelo” é uma forma popular de descrever nossa impotência diante das causas de um problema, que nos condena a somente minimizar os d anos dele decorrentes. É o caso de quem atua na área da saúde, que convive diariamente com os limites das intervenções ao seu alcance. Também como usuários do sistema de saúde somos confrontados com fatores estruturais que condicionam nossos comportamentos. Essas constatações estão entre os muitos modos de explicar o que chamamos de “determinantes sociais da saúde”.



    Ao defini-los, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a esperança de vida é influenciada por fatores como o lugar onde se vive, o nível de escolaridade, a raça, o gênero, entre outros. Em relatório recente analisando os indicadores dos países com maior e menor expectativa de vida, a organização identificou uma diferença média de 33 anos. Ao contrário do que se poderia imaginar, os extremos não correspondem diretamente aos países com maior e menor renda. Tal complexidade vem levando ao uso, por extensão, de expressões como “determinantes geopolíticos da saúde”.



    Trata-se de uma provocação no sentido de explorar os impactos da atualidade internacional sobre a saúde pública. É preciso reconhecer que o campo das relações internacionais não dá aos temas de saúde coletiva a atenção que merecem. Entre muitos exemplos, menciono uma emergência de saúde pública atual, que é a poliomielite. Declarada em maio de 2014, a continuidade dessa emergência foi confirmada pela OMS. Como é possível que uma “emergência” dure quase doze anos? A resposta está nos conflitos armados que puseram fim ao sonho de erradicar uma doença cuja persistência é vergonhosa.



    Isto significa que, além dos numerosos civis mortos e feridos, há muitas outras dimensões do aniquilamento da saúde a lamentar. Alguém diria: basta fechar as fronteiras ou fazer exigências rigorosas sobre a saúde de quem viaja. Na prática, restrições formais jamais evitaram que pessoas passassem de um território a outro, eis que as motivações que as levam a mover-se prescindem de um despachante, em muitos casos sendo a simples sobrevivência. O que as restrições encorajam é o ingresso irregular, que depauper a inutilmente quem circula, por vezes famílias inteiras que vão perdendo o que possuem ao longo de deslocamentos. Permitir a entrada regular, prestando assistência a quem chega e acompanhando seu percurso por meio da vigilância em saúde, é a melhor forma de proteger um país. A propósito, o Sistema Único de Saúde é um bastião da segurança nacional ao garantir o acesso à saúde a todas as pessoas que se encontram em nosso território.



(Deisy Ventura, “Determinantes geopolíticos da saúde: uma chamada à reflexão e à ação”, Jornal da USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/. Adaptado)

Considere a passagem:


Alguém diria: basta fechar as fronteiras ou fazer exigências rigorosas sobre a saúde de quem viaja _____________________ , na prática, restrições formais jamais evitaram que pessoas passassem de um território a outro… (4o parágrafo).


Preservando-se a relação de sentido pretendida, assinale a alternativa que apresenta uma expressão coerente para preencher a lacuna inserida na passagem. 

Alternativas
Q4120272 Português

    Dizer que estamos “enxugando o gelo” é uma forma popular de descrever nossa impotência diante das causas de um problema, que nos condena a somente minimizar os d anos dele decorrentes. É o caso de quem atua na área da saúde, que convive diariamente com os limites das intervenções ao seu alcance. Também como usuários do sistema de saúde somos confrontados com fatores estruturais que condicionam nossos comportamentos. Essas constatações estão entre os muitos modos de explicar o que chamamos de “determinantes sociais da saúde”.



    Ao defini-los, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a esperança de vida é influenciada por fatores como o lugar onde se vive, o nível de escolaridade, a raça, o gênero, entre outros. Em relatório recente analisando os indicadores dos países com maior e menor expectativa de vida, a organização identificou uma diferença média de 33 anos. Ao contrário do que se poderia imaginar, os extremos não correspondem diretamente aos países com maior e menor renda. Tal complexidade vem levando ao uso, por extensão, de expressões como “determinantes geopolíticos da saúde”.



    Trata-se de uma provocação no sentido de explorar os impactos da atualidade internacional sobre a saúde pública. É preciso reconhecer que o campo das relações internacionais não dá aos temas de saúde coletiva a atenção que merecem. Entre muitos exemplos, menciono uma emergência de saúde pública atual, que é a poliomielite. Declarada em maio de 2014, a continuidade dessa emergência foi confirmada pela OMS. Como é possível que uma “emergência” dure quase doze anos? A resposta está nos conflitos armados que puseram fim ao sonho de erradicar uma doença cuja persistência é vergonhosa.



    Isto significa que, além dos numerosos civis mortos e feridos, há muitas outras dimensões do aniquilamento da saúde a lamentar. Alguém diria: basta fechar as fronteiras ou fazer exigências rigorosas sobre a saúde de quem viaja. Na prática, restrições formais jamais evitaram que pessoas passassem de um território a outro, eis que as motivações que as levam a mover-se prescindem de um despachante, em muitos casos sendo a simples sobrevivência. O que as restrições encorajam é o ingresso irregular, que depauper a inutilmente quem circula, por vezes famílias inteiras que vão perdendo o que possuem ao longo de deslocamentos. Permitir a entrada regular, prestando assistência a quem chega e acompanhando seu percurso por meio da vigilância em saúde, é a melhor forma de proteger um país. A propósito, o Sistema Único de Saúde é um bastião da segurança nacional ao garantir o acesso à saúde a todas as pessoas que se encontram em nosso território.



(Deisy Ventura, “Determinantes geopolíticos da saúde: uma chamada à reflexão e à ação”, Jornal da USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/. Adaptado)

Considere a passagem a seguir:

“Tal complexidade vem levando ao uso, por extensão, de expressões como ‘determinantes geopolíticos da saúde’”. (2o parágrafo)

A expressão destacada pode ser substituída, em conformidade com a norma-padrão de regência, por:
Alternativas
Respostas
1641: A
1642: B
1643: A
1644: C
1645: D
1646: E
1647: B
1648: D
1649: E
1650: A
1651: C
1652: B
1653: C
1654: C
1655: B
1656: E
1657: D
1658: E
1659: B
1660: C