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Q3827732 Medicina

Mulher de 64 anos, hipertensa e com síndrome metabólica, apresenta dor torácica típica aos esforços.


Exames realizados:



•  ECG repouso: normal.


•  Teste ergométrico: infradesnivelamento de ST em esforço moderado.


•  Cintilografia de perfusão: defeito reversível leve em parede anterior.


•  AngioTC coronária: coronárias sem placas obstrutivas.


•  Cateterismo cardíaco subsequente: ausência de estenoses epicárdicas significativas.



Apesar disso, mantém dor torácica limitante durante atividades habituais.


Qual é o melhor próximo passo diagnóstico segundo as diretrizes mais atuais?

Alternativas
Q3827731 Medicina

Homem de 58 anos, previamente saudável, apresenta dispneia progressiva, edema de membros inferiores e ascite há 4 meses. Não há história de cirurgia cardíaca, tuberculose ou radioterapia. Ao exame físico: pressão jugular elevada com sinal de Kussmaul positivo; bulhas normofonéticas; edema importante de membros inferiores; sem sopros significativos.


Demais exames:



•  ECG: baixo voltagem difusa.


•  Rx tórax: coração de tamanho normal.


•  Ecocardiograma:

Pericárdio discretamente espessado.

Septo interventricular com movimento paradoxal (“septal bounce”).

Veia cava inferior dilatada.

Função sistólica preservada.

Velocidade de fluxo mitral E’ medial > E’ lateral.

Pressões pulmonares normais.


•  Cateterismo cardíaco (hemodinâmica):

Pressões diastólicas iguais entre VE e VD (“equalização”).

Curva de enchimento em “raiz quadrada” (dip-and-plateau).

Pressão de artéria pulmonar normal.



Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas
Q3827730 Medicina

Um homem de 55 anos, com hipertensão, tabagismo e histórico de ataque isquêmico transitório (AIT), apresenta-se a um pronto-socorro rural com 3 horas de dor torácica intermitente. Na chegada, sua frequência cardíaca é de 92 bpm e a pressão arterial é de 170 × 90 mmHg. Peso: 76 kg. Ao exame físico, ele está diaforético e ansioso. Os pulmões estão limpos, o coração tem ritmo regular com um suave galope de S3, e o abdome é flácido e não doloroso. As extremidades estão quentes e sem edema. Um eletrocardiograma é obtido (figura a seguir). Ele recebe um bolo intravenoso de tenecteplase 40 mg. Após a administração da terapia fibrinolítica, os sintomas do paciente desaparecem e a elevação do segmento ST melhora.



Q45.png (540×257)

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)


Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta no manejo desse paciente?

Alternativas
Q3827729 Medicina
Para qual dos seguintes pacientes a cintilografia miocárdica de perfusão com estresse farmacológico com vasodilatador, realizada antes da alta hospitalar, é mais apropriada?
Alternativas
Q3827728 Medicina

Uma mulher de 45 anos, com histórico de hipertensão e diabetes tipo 2, chega ao pronto-socorro com 3 horas de dor torácica intensa e persistente. Seus sinais vitais iniciais são: pressão arterial 85 × 60 mmHg; frequência cardíaca 110 bpm; frequência respiratória 25 irpm; e saturação de O2 de 95% em 4 L de O2 suplementar. Ao exame físico, ela está pálida e diaforética. À ausculta, apresenta ritmo taquicárdico regular, galope de S3 e estertores bibasais. A pressão venosa jugular está em 14 cm H2O. As extremidades estão frias e pegajosas. Um cateter urinário é inserido e, após 1 hora, não há diurese. O eletrocardiograma mostra depressões do segmento ST nas precordiais, sem elevação do ST.


Qual é a classificação de Killip desta paciente?

Alternativas
Q3827727 Medicina

Mulher, 67 anos, hipertensa e diabética, apresenta-se ao pronto-socorro com dor torácica em aperto, iniciada em repouso há 1h 30min, com duração de 20 minutos, associada a sudorese fria. Ela relata episódios semelhantes nos últimos 3 dias, sempre em repouso, mas de menor intensidade.


No atendimento:


•  PA: 148 × 82 mmHg.


•  FC 92: bpm. •  SaO2 : 96%.


•  Não há estertores, perfusão periférica normal.


•  ECG inicial: ritmo sinusal, sem supra de ST, com inversão de T em V4–V6.


•  Troponina ultrassensível (0h): normal.


•  Cálculo de risco GRACE inicial: 118 (risco intermediário).


•  História de DAC prévia: negativa.


Nesse caso, qual é a conduta diagnóstica mais apropriada? 

Alternativas
Q3827726 Medicina

 Mulher de 59 anos, hipertensa e com antecedente de Covid há 1 ano, apresenta palpitações, dor torácica atípica e fadiga persistente há 4 meses. Exames realizados: ECG = ritmo sinusal, alterações inespecíficas da repolarização. Ecocardiograma = ventrículos com função normal, sem hipertrofia, sem alterações segmentares, AE discretamente aumentado; holter 24 horas = extrassístoles ventriculares isoladas e 1 episódio curto de TVNS (5 batimentos); troponina basal = negativa; angioTC coronária = sem doença aterosclerótica significativa. O cardiologista suspeita de miocardite crônica ou cicatriz miocárdica como potencial substrato arrítmico.


Qual é o melhor próximo exame para confirmar diagnóstico e definir risco?

Alternativas
Q3827725 Medicina

Uma mulher de 45 anos, portadora de cardiomiopatia não isquêmica e insuficiência cardíaca classe II, queixa-se de inquietação frequente durante o sono e sonolência diurna nos últimos meses. Ela também tem hipertensão e fibrilação atrial, tendo falhado múltiplas drogas antiarrítmicas e uma tentativa de ablação há 4 meses. Suas medicações incluem: rivaroxabana, 20 mg/dia; sacubitril/valsartana, 97/103 mg 2x/dia; metoprolol succinato,100 mg/dia; furosemida, 40 mg/dia; e espironolactona, 25 mg/dia. Exame físico: altura = 1,78 m, peso = 62,6 kg, frequência cardíaca de 92 bpm e PA: 118 × 78 mmHg. O exame cardíaco revela ritmo irregular com sopro holossistólico grau 2/6 irradiado para a axila, sem galope. Os pulmões estão claros e não há edema. Ela realiza polissonografia e recebe diagnóstico de apneia central do sono.


Além da história de insuficiência cardíaca, qual das alternativas a seguir apresenta um importante fator de risco para apneia central do sono nessa paciente?

Alternativas
Q3827724 Medicina

Homem, 63 anos, hipertenso e diabético, com dor torácica atípica há 2 meses, relata episódios ocasionais desencadeados por esforço emocional, mas nunca em repouso. Ele faz caminhada leve diariamente sem limitação. Exames: ECG = ritmo sinusal, sem alterações isquêmicas; ecocardiograma transtorácico = FEVE 60%, sem alterações segmentares; probabilidade pré-teste (PPT) para DAC obstrutiva = baixa-intermediária (12%); creatinina = normal; não tem contraindicação a contraste iodado.


Qual é o exame mais apropriado para estratificação diagnóstica da doença arterial coronariana nesse momento?

Alternativas
Q3827723 Medicina

Homem de 54 anos, previamente hipertenso e ex-tabagista, é atendido pelo SAMU após colapso súbito em ambiente público. A equipe encontra o paciente em fibrilação ventricular (FV), sem pulso. Iniciam RCP e aplicam:


Choque 1: 200 J.


Choque 2: 200 J.


Choque 3: 200 J.


Entre os choques, recebeu adrenalina (1 mg) e amiodarona (300 mg), sem mudança do ritmo. Após três ciclos completos de RCP + desfibrilação adequada, o paciente permanece em FV refratária.


O médico da equipe decide pela dupla sequência de desfibrilação (DSED), usando dois desfibriladores, com pás posicionadas: um sistema anterolateral, e o outro, anteroposterior.


Assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta sobre a DSED,segundo evidências e diretrizes contemporâneas.

Alternativas
Q3827722 Medicina

Homem de 64 anos, com história de cardiopatia isquêmica e FEVE 35%, sofre colapso súbito enquanto caminha em casa. A esposa presencia o evento, inicia compressões imediatamente, e o SAMU chega em 6 minutos. Na chegada, o monitor mostra ritmo não chocável compatível com atividade elétrica sem pulso (AESP) a 30 bpm, sem pulso palpável. A via aérea está patente e a ventilação adequada com bolsa-valva-máscara. Após 2 minutos de RCP, administra-se 1 mg de epinefrina, sem mudança do ritmo. O acesso periférico, funcionante, está mantido. Os profissionais identificam o seguinte quadro clínico durante a RCP: turgência jugular aumentada; desvio de traqueia para a esquerda; hemitórax direito sem entrada de ar; hipotensão pregressa segundo familiares; estertores ausentes e ausência de trauma.


Qual é a próxima conduta mais apropriada?

Alternativas
Q3827721 Medicina

Homem, 23 anos, 2 anos após transplante cardíaco por cardiomiopatia idiopática familiar, procura o pronto-socorro por dispneia. No pós-transplante, teve pneumonia por Aspergillus aos 2 meses, além de hipertensão, gota e epilepsia atribuída a AVC cardioembólico pré-transplante. Usa: tacrolimus (TAC), 0,5 mg 2x/dia; micofenolato, 1.000 mg 2x/dia; pravastatina, 20 mg/dia; levetiracetam, 500 mg 2x/dia; alopurinol, 100 mg/dia; voriconazol, 200 mg 2x/dia; e lisinopril, 10 mg/dia. O ecocardiograma mostra fração de ejeção de 25%, redução em relação a 60% há 1 mês. Nível de TAC é indetectável. Ele afirma estar tomando TAC regularmente, mas admite não ter sido tão regular com os demais medicamentos.


A suspensão de qual medicamento mais provavelmente explica esse quadro?

Alternativas
Q3827720 Medicina

Homem, 74 anos, hipertenso e diabético, apresenta dispneia aos esforços progressiva há 3 meses. O ecocardiograma mostra:


•  FEVE = 45%.


•  Hipertrofia excêntrica leve.


•  Insuficiência mitral funcional moderada.


•  Pressão sistólica estimada da artéria pulmonar (PSAP): 62 mmHg.


•  Átrio esquerdo significativamente aumentado (volume indexado:52 mL/m²).


•  Ventrículo direito com função preservada.


•  BNP: 820 pg/mL. Radiografia de tórax: congestão vascular moderada. Espirometria normal.



O cardiologista solicita cateterismo cardíaco direito, que revela:


•  PAP média: 38 mmHg.


•  POAP: 22 mmHg.


•  RVP: 2,1 UW.



Nesse caso, o diagnóstico hemodinâmico mais provável e a conduta mais adequada são, correta e respectivamente:

Alternativas
Q3827719 Medicina

Mulher, 62 anos, com histórico de esclerodermia, apresenta dispneia progressiva aos esforços. No ecocardiograma recente, a pressão sistólica estimada da artéria pulmonar foi de 58 mmHg, com aumento discreto do átrio direito e insuficiência tricúspide leve. Fração de ejeção preservada. Ela não apresenta doença cardíaca esquerda, doença pulmonar crônica ou tromboembolismo conhecido. O exame físico mostra estertores ausentes, turgência jugular normal e saturação de oxigênio de 96% em ar ambiente.


O próximo passo mais apropriado na investigação dessa paciente é: 

Alternativas
Q3827718 Medicina

Uma mulher de 85 anos, hipertensa e com fibrilação atrial permanente nos últimos 10 anos, apresenta-se ao consultório para uma consulta. Ela está se sentindo bem, sem palpitações ou dispneia. Suas medicações incluem: carvedilol, 6,25 mg, duas vezes ao dia; lisinopril, 10 mg por dia; rivaroxabana 20 mg por dia. Ao exame físico: PA: 105 × 70 mmHg; FC: 88 bpm. O exame cardíaco revela ritmo irregularmente irregular, e o restante do exame é normal. O eletrocardiograma mostra FA com FC: 90 bpm e bloqueio de ramo esquerdo. O ecocardiograma mostra fração de ejeção normal.


Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada no momento.

Alternativas
Q3827717 Medicina

Uma mulher de 77 anos, hipertensa, apresenta-se ao pronto-socorro após um episódio de síncope não testemunhado em casa. Ela estava de pé e não apresentou sintomas prévios. A paciente apenas se recorda de ter acordado no chão. Não há história prévia de síncope. Medicamento em uso: anlodipina 5 mg/dia. Um eletrocardiograma é registrado:



Q32.png (557×280)

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)


A paciente permaneceu assintomática após o evento, e os exames laboratoriais iniciais foram normais.


A melhor conduta para essa paciente é:

Alternativas
Q3827716 Medicina

Mulher, 56 anos, portadora de miocardiopatia dilatada não isquêmica e fração de ejeção de 20%, em terapia de ressincronização cardíaca com desfibrilador (CRT-D) implantado há 6 meses, apresenta-se ao consultório com história de 2 semanas de piora progressiva da dispneia aos esforços. Nega qualquer falta de adesão medicamentosa ou dietética. Continua em uso regular dos seguintes medicamentos: furosemida, 40 mg, duas vezes ao dia; carvedilol, 6,25 mg, duas vezes ao dia; sacubitril/valsartana, 24/26 mg, duas vezes ao dia; espironolactona, 12,5 mg ao dia; empagliflozina, 10 mg ao dia.


Ao exame físico: FC 88 bpm; PA 98 x 60 mmHg; pressão venosa jugular 12 cmH2 O; pulmões limpos; ritmo cardíaco regular, com presença de B3; extremidades aquecidas, com leve edema. Realizou eletrocardiograma (ECG), conforme segue:



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(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)


A radiografia de tórax mostra leve congestão vascular pulmonar. Assim sendo, assinale a alternativa que a presenta a melhor conduta para esse caso.

Alternativas
Q3827715 Medicina

Homem, 62 anos, hipertenso e portador de DPOC leve, chega ao pronto-socorro com palpitações intensas, iniciadas há cerca de 40 minutos, associadas a leve dispneia. Ao exame:


PA 104 × 62 mmHg; FC 188 bpm; FR 22 irpm; saturação 95% AA. Está consciente, sudorético, sem dor torácica. Realizou o ECG a seguir:



Q30.png (541×286)

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)


Foi realizada manobra vagal: sem resposta significativa. Na sequência, foram administradas 6 mg de adenosina, ocorrendo breve pausa e retorno imediato da taquicardia, mantendo o mesmo padrão. Eco portátil: função normal, sem sinais de congestão.


Qual é a conduta mais apropriada nesse cenário?

Alternativas
Q3827714 Medicina

Homem de 50 anos é encaminhado para avaliação cardiológica. Ele é ex-tabagista e realizou uma tomografia computadorizada de tórax para rastreamento de câncer de pulmão. O exame foi negativo para malignidade, mas mostrou uma possível anomalia de artéria coronária. Uma angiotomografia coronária subsequente revelou uma artéria coronária direita (RCA) anômala, originando-se do seio coronariano esquerdo e com trajeto interarterial, sem aterosclerose.


Para investigar melhor o achado, ele realizou uma cintilografia do miocárdio para pesquisa de isquemia ao esforço – induzida, que mostrou isquemia moderada na parede inferior.


Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada.

Alternativas
Q3827713 Medicina

Mulher de 80 anos é trazida ao pronto-socorro após queda da própria altura. Apresenta antecedentes de hipertensão, dislipidemia e fibrilação atrial persistente. Ela é alérgica à aspirina e faz uso dos seguintes medicamentos: lisinopril e apixabana. Ao exame físico, apresenta sopro sistólico no bordo esternal direito e rotação externa do membro inferior esquerdo. O eletrocardiograma está ilustrado a seguir:


Q28.png (525×297)

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)



O ecocardiograma bidimensional mostra fração de ejeção de 50%, área valvar aórtica de 0,72 cm2, gradiente médio de 41 mmHg e insuficiência aórtica leve. Após discussão pelo “heart team”, decide-se pelo implante transcateter de valva aórtica (TAVI).


Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela que é contraindicação absoluta para TAVI, considerando o quadro clínico e a apresentação nessa paciente.

Alternativas
Respostas
9341: C
9342: E
9343: C
9344: D
9345: D
9346: C
9347: E
9348: B
9349: C
9350: C
9351: D
9352: B
9353: C
9354: E
9355: B
9356: C
9357: D
9358: C
9359: C
9360: B