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Q4121423 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar

Médico do trabalho é acionado pela gestão de RH diante de alto absenteísmo em um setor. A análise aponta indefinição de atribuições e modelo de liderança excessiva mente centralizado.


Considerando a gestão de recursos humanos voltada à saúde do trabalhador, a medida prioritária deve ser a seguinte:

Alternativas
Q4121422 Direito Previdenciário

No âmbito do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), a aposentadoria especial é concedida ao segurado exposto a agentes nocivos à saúde, conforme critérios legais.


Em relação à carência desse benefício, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4121421 Segurança e Saúde no Trabalho
Auxiliar de enfermagem, há 8 anos na função, refere dor em punhos e mãos, parestesia noturna em polegar, indicador e médio, além de dificuldade para preensão fina. Relata movimentos repetitivos de punho e uso de instrumentos inadequados. Ao exame, apresenta sinal de Tinel positivo bilateral.

À luz da ergonomia e da prevenção de distúrbios relacionados ao trabalho, a conduta mais adequada é
Alternativas
Q4121420 Segurança e Saúde no Trabalho
Em inspeção em unidade de conservação, o médico do trabalho municipal verifica que trabalhadores da limpeza de trilhas não dispõem de sanitários nem de local para refeições. A administração justifica a irregularidade pelas dificuldades de acesso.

Considerando a saúde ocupacional como direito humano, assinale a alternativa correta.
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Q4121328 Direito Constitucional
Após denúncia anônima e durante uma operação deflagrada por órgãos competentes, um policial militar foi preso em flagrante exercendo ilegalmente a medicina em um hospital municipal, além de ser demitido da corporação. A punição disciplinar militar atendeu aos pressupostos de legalidade, inclusive, foi aplicada por autoridade competente.

Assim, não caberá, em relação a punições disciplinares militares, como nesse caso hipotético, o seguinte remédio constitucional:
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Q4121056 Português
Leia o texto para responder à questão:


A literatura como remédio: os clássicos e a saúde da alma


   Desde muito, os livros vêm sendo responsáveis por grandes transformações em direções e com efeitos muito variáveis. Vivenciada como uma operação essencialmente solitária e subjetiva, a leitura de obras literárias foi sempre considerada uma experiência tão poderosa quanto perigosa. E, se nem sempre se tenha explicitado a necessidade da supervisão, a importância, pelo menos, da interlocução é algo que aparece como elemento fundamental no contexto da experiência da leitura. Assim, fica evidente que não basta simplesmente incentivar ou promover a leitura de obras literárias, mas que é preciso também, de alguma forma, acompanhá-la.

    Ainda que essencialmente solitária, a leitura pode ser algo excessivamente pesado e difícil para se enfrentar sozinho. Por outro lado, se vencidas as dificuldades iniciais de falta de hábito e compreensão, o grande poder mobilizador da leitura praticamente exige uma dinâmica de expressão e compartilhamento, concretizada numa situação de interlocução, para que esse processo ocorra de forma saudável e produtiva do ponto de vista da humanização.

    Um dos exemplos mais interessantes nesse sentido talvez seja a biblioterapia, que propõe a leitura de obras literárias como recurso psicoterapêutico. Abordagem fundamentada na teoria de catarse de Aristóteles e na psicanálise freudiana, a biblioterapia surgiu como proposta ainda na década de 1940, porém só mais recentemente, no contexto da busca de abordagens alternativas para os efeitos patológicos causados pelo acirramento da dinâmica desumanizadora da vida moderna, que ela passou a ser mais difundida e utilizada em diversos contextos e modalidades.

   Concomitantemente, porém com um grau de difusão significativamente maior, cabe assinalar o aparecimento dos grupos de leitura ou clubes do livro, onde leitores se reúnem para compartilhar sensações, impressões e opiniões suscitadas pela leitura de determinada obra. Tais dinâmicas, ainda pouco estudadas, porém em franco processo de expansão, parecem operar como elemento incentivador da prática da leitura, ao mesmo tempo em que possibilitam o desdobramento do processo reflexivo, formativo e humanizador que a experiência literária propicia.


(Dante Gallian. São Paulo: Martin Claret, 2019; ePUB. Adaptado)
O trecho do 4° parágrafo “Concomitantemente, porém com um grau de difusão significativamente maior...” pode ser reescrito, preservando seu sentido, como:
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Q4120918 Biologia
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a estrutura urogenital que tem origem embrionária no ducto de Wolff.
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Q4120824 Direito Administrativo
Um servidor público teve sua capacidade de trabalho reduzida em decorrência de acidente de trabalho. Para o exercício de cargo cujas atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que esse servidor sofreu em sua capacidade física, enquanto permanecer nessa condição, desde que possua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos para o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem, haverá como provimento derivado
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Q4120817 Português
A literatura como remédio: os clássicos e a saúde da alma

        Desde muito, os livros vêm sendo responsáveis por grandes transformações em direções e com efeitos muito variáveis. Vivenciada como uma operação essencialmente solitária e subjetiva, a leitura de obras literárias foi sempre considerada uma experiência tão poderosa quanto perigosa. E, se nem sempre se tenha explicitado a necessidade da supervisão, a importância, pelo menos, da interlocução é algo que aparece como elemento fundamental no contexto da experiência da leitura. Assim, fica evidente que não basta simplesmente incentivar ou promover a leitura de obras literárias, mas que é preciso também, de alguma forma, acompanhá-la.

        Ainda que essencialmente solitária, a leitura pode ser algo excessivamente pesado e difícil para se enfrentar sozinho. Por outro lado, se vencidas as dificuldades iniciais de falta de hábito e compreensão, o grande poder mobilizador da leitura praticamente exige uma dinâmica de expressão e compartilhamento, concretizada numa situação de interlocução, para que esse processo ocorra de forma saudável e produtiva do ponto de vista da humanização.

        Um dos exemplos mais interessantes nesse sentido talvez seja a biblioterapia, que propõe a leitura de obras literárias como recurso psicoterapêutico. Abordagem fundamentada na teoria de catarse de Aristóteles e na psicanálise freudiana, a biblioterapia surgiu como proposta ainda na década de 1940, porém só mais recentemente, no contexto da busca de abordagens alternativas para os efeitos patológicos causados pelo acirramento da dinâmica desumanizadora da vida moderna, que ela passou a ser mais difundida e utilizada em diversos contextos e modalidades.

        Concomitantemente, porém com um grau de difusão significativamente maior, cabe assinalar o aparecimento dos grupos de leitura ou clubes do livro, onde leitores se reúnem para compartilhar sensações, impressões e opiniões suscitadas pela leitura de determinada obra. Tais dinâmicas, ainda pouco estudadas, porém em franco processo de expansão, parecem operar como elemento incentivador da prática da leitura, ao mesmo tempo em que possibilitam o desdobramento do processo reflexivo, formativo e humanizador que a experiência literária propicia.

(Dante Gallian. São Paulo: Martin Claret, 2019; ePUB. Adaptado)
Estão em conformidade com a norma-padrão de pontuação as vírgulas acrescentadas no seguinte trecho:
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Q4120298 Psiquiatria
Homem de 28 anos é atendido com queixa principal de um humor deprimido nos últimos 3 – 4 meses. Ele também observa que está dormindo mais do que o habitual, até 14 horas por noite, mas não se sente descansado, ao contrário, sente-se cansado e exausto o tempo todo. Ele engordou 6,3 kg no último mês, algo que o deixa muito insatisfeito, mas afirma que parece ter um desejo tão intenso por doces que o ganho de peso parecia inevitável. Os exames séricos, incluindo a função tireoidiana, estão dentro dos limites normais. Ele não quer tomar medicamentos que possam reduzir sua libido e não quer ganhar mais peso, ao contrário.

Admitindo-se a principal hipótese diagnóstica, o medica mento inicial mais apropriado a esse paciente é
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Q4120284 Medicina
Um ambulatório de especialidades do SUS, reconhecido por boa produtividade assistencial, passou a registrar ao mesmo tempo aumento do absenteísmo e de retornos precoces, crescimento de demandas encaminhadas à ouvidoria e maior frequência de usuários com problemas clínicos e sociais complexos sendo frequentemente reencaminhados entre profissionais do próprio ambulatório. No serviço, os fluxos assistenciais e as mudanças organizacionais costumam ser definidos pela coordenação especializada em gestão de serviços de saúde e posteriormente comunicados às equipes. Em reuniões recentes, surgiram diferentes interpretações sobre as causas desse cenário e propostas distintas de reorganização do trabalho no serviço. Considerando a Política Nacional de Humanização, assinale a alternativa que apresenta corretamente a proposta mais adequada.
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Q4120283 Saúde Pública
Em um município com filas prolongadas para atenção especializada, a gestão propõe um novo protocolo de acesso. Pelo desenho apresentado, os casos com maior gravidade clínica continuariam tendo prioridade, mas, entre os pacientes de mesma prioridade assistencial, teriam preferência os trabalhadores com vínculo formal e contribuição regular à previdência, sob a justificativa de que essa medida “preserva a sustentabilidade do sistema sem abandonar critérios técnicos”.

Considerando a Reforma Sanitária Brasileira, que funda mentou o SUS, essa proposta é
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Q4120282 Saúde Pública

Em uma UPA, uma criança de 6 anos dá entrada com febre alta há quatro dias, exantema maculopapular de progressão cefalocaudal, tosse, coriza e conjuntivite. A enfermeira comunica o caso ao médico plantonista, que solicita sorologia e orienta a enfermeira a realizar a notificação imediatamente. Em seguida, o gerente da unidade afirma que a vigilância só deveria ser acionada após o resultado do exame e apenas se a família confirmasse que a criança não passou por outro serviço de saúde no mesmo dia.


Segundo as normas vigentes relacionadas à notificação compulsória, assinale a alternativa correta sobre essa sequência de ações.

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Q4120280 Saúde Pública
Sobre a utilidade prática do indicador DALY (disability-adjusted life year – ano de vida ajustado por incapacidade) na gestão em saúde, é correto afirmar que esse indicador
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Q4120278 Saúde Pública
Ao iniciar a elaboração do Plano Municipal de Saúde, a gestão de um município identificou aumento das filas para atenção especializada, piora de indicadores de saúde mental e ampliação das desigualdades entre territórios. A gestora da pasta defendeu a realização de um amplo processo participativo para discutir esses problemas com usuários, trabalhadores e gestores, com o objetivo de definir prioridades e diretrizes gerais para a política de saúde dos próximos anos.

Considerando o escopo das instâncias de participação social no SUS, qual é a estratégia correta nesse caso?
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Q4120276 Medicina
João, de 68 anos, é portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 e DPOC. Nos últimos oito meses, passou por consultas com clínico da UPA, cardiologista, pneumologista e endocrinologista, recebeu prescrições parcialmente divergentes, realizou exames repetidos em serviços diferentes e teve três atendimentos de urgência por descompensações clínicas. Durante visita domiciliar, a agente comunitária de saúde identifica que o paciente e a esposa não sabem exatamente quais medicamentos estão em uso, e relatam que “cada médico fala uma coisa”. Na reunião de equipe, surgem diferentes propostas para reorganizar o cuidado de João na rede.

Considerando a organização e as ações esperadas da atenção primária no SUS, o que a equipe deve fazer?
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Q4120275 Saúde Pública
Em uma reunião da Comissão Intergestores Bipartite, a Secretaria Estadual de Saúde apresenta a adesão ao Programa Agora Tem Especialistas, instituído para ampliar o acesso e reduzir o tempo de espera por consultas, exames, tratamentos e cirurgias eletivas no SUS. Duran te a discussão, um secretário municipal afirma que o pro grama deve ser entendido apenas como uma estratégia de expansão da oferta de procedimentos especializados, sem implicações relevantes sobre os princípios e as diretrizes do SUS, já que seu foco central é “andar mais rápido com a fila”.

Considerando a Portaria GM/MS no 7.266/2025 e os princípios e as diretrizes do SUS, é correto afirmar que a afirmação do secretário está
Alternativas
Q4120271 Saúde Pública

    Dizer que estamos “enxugando o gelo” é uma forma popular de descrever nossa impotência diante das causas de um problema, que nos condena a somente minimizar os d anos dele decorrentes. É o caso de quem atua na área da saúde, que convive diariamente com os limites das intervenções ao seu alcance. Também como usuários do sistema de saúde somos confrontados com fatores estruturais que condicionam nossos comportamentos. Essas constatações estão entre os muitos modos de explicar o que chamamos de “determinantes sociais da saúde”.



    Ao defini-los, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a esperança de vida é influenciada por fatores como o lugar onde se vive, o nível de escolaridade, a raça, o gênero, entre outros. Em relatório recente analisando os indicadores dos países com maior e menor expectativa de vida, a organização identificou uma diferença média de 33 anos. Ao contrário do que se poderia imaginar, os extremos não correspondem diretamente aos países com maior e menor renda. Tal complexidade vem levando ao uso, por extensão, de expressões como “determinantes geopolíticos da saúde”.



    Trata-se de uma provocação no sentido de explorar os impactos da atualidade internacional sobre a saúde pública. É preciso reconhecer que o campo das relações internacionais não dá aos temas de saúde coletiva a atenção que merecem. Entre muitos exemplos, menciono uma emergência de saúde pública atual, que é a poliomielite. Declarada em maio de 2014, a continuidade dessa emergência foi confirmada pela OMS. Como é possível que uma “emergência” dure quase doze anos? A resposta está nos conflitos armados que puseram fim ao sonho de erradicar uma doença cuja persistência é vergonhosa.



    Isto significa que, além dos numerosos civis mortos e feridos, há muitas outras dimensões do aniquilamento da saúde a lamentar. Alguém diria: basta fechar as fronteiras ou fazer exigências rigorosas sobre a saúde de quem viaja. Na prática, restrições formais jamais evitaram que pessoas passassem de um território a outro, eis que as motivações que as levam a mover-se prescindem de um despachante, em muitos casos sendo a simples sobrevivência. O que as restrições encorajam é o ingresso irregular, que depauper a inutilmente quem circula, por vezes famílias inteiras que vão perdendo o que possuem ao longo de deslocamentos. Permitir a entrada regular, prestando assistência a quem chega e acompanhando seu percurso por meio da vigilância em saúde, é a melhor forma de proteger um país. A propósito, o Sistema Único de Saúde é um bastião da segurança nacional ao garantir o acesso à saúde a todas as pessoas que se encontram em nosso território.



(Deisy Ventura, “Determinantes geopolíticos da saúde: uma chamada à reflexão e à ação”, Jornal da USP. Disponível em: https://jornal.usp.br/. Adaptado)

Considere a passagem:



“Ao contrário do que se poderia imaginar, os extremos não correspondem diretamente aos países com maior e menor renda” (2o parágrafo).



Nessa trecho, fica implícita a ideia de que

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Q4120268 Português

    Quando eu era pequeno, assistia eletrizado àqueles filmes de cadeia em branco e preto. Os prisioneiros vestiam uniforme e planejavam fugas de tirar o fôlego na cadeira do cinema.


    Em 1989, vinte anos depois de formado médico cancerologista, fui gravar um vídeo sobre AIDS na enfermaria da Penitenciária do Estado, construção projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo nos anos 20, no complexo do Carandiru, em São Paulo. Quando entrei e a porta pesada bateu atrás de mim, senti um aperto na garganta igual ao das matinês do cine Rialto, no Brás.


    Nas semanas que se seguiram, as imagens do presídio não me saíram da cabeça. Os presos na soleira das celas, o carcereiro com a barba por fazer, um PM de metralhadora distraído na muralha, ecos na galeria mal iluminada, o cheiro, a ginga da malandragem, tuberculose, caquexia, solidão e a figura calada do Dr. Getúlio, meu ex-aluno no cursinho, que cuidava dos presos com AIDS.


    Duas semanas depois, procurei o dr. Manoel Schechtman, responsável pelo departamento médico do sistema prisional, e me ofereci para fazer um trabalho voluntário de prevenção à AIDS. Na conversa, o Dr. Manoel me explicou que a situação da epidemia na Penitenciária não era das piores se comparada à dos 7.200 presos da Casa de Detenção, o maior presídio do país, situado no mesmo complexo, de frente para a movi mentada avenida Cruzeiro do Sul, vizinho do metrô, a dez minutos da praça da Sé, quilômetro zero de São Paulo.


    O trabalho começou em 1989 e dura até hoje. Com o apoio da Universidade Paulista (UNIP), uma instituição particular de São Paulo, fizemos pesquisas epidemiológicas sobre a prevalência do HIV, organizamos palestras, gravamos vídeos, editamos a revista em quadrinhos Vira-Latas, e atendi doentes. Com os anos, ganhei confiança e pude andar com liberdade pela cadeia. Ouvi histórias, fiz amizades ver dadeiras, aprendi medicina e muitas outras coisas. Na convivência, penetrei alguns mistérios da vida no cárcere, inacessíveis se eu não fosse médico.


    Neste livro, procuro mostrar que a perda da liberdade e a restrição do espaço físico não conduzem à barbárie, ao contrário do que muitos pensam. Em cativeiro, os homens, como os demais grandes primatas (orangotangos, gorilas, chimpanzés e bonobos), criam novas regras de comporta mento com o objetivo de preservar a integridade do grupo. Esse processo adaptativo é regido por um código penal não escrito, como na tradição anglo-saxônica, cujas leis são aplicadas com extremo rigor:


    – Entre nós, um crime jamais prescreve, doutor.


    Pagar a dívida assumida, nunca delatar o companheiro, respeitar a visita alheia, não cobiçar a mulher do próximo, exercer a solidariedade e o altruísmo recíproco, conferem dignidade ao homem preso, o desrespeito é punido com desprezo social, castigo físico ou pena de morte:


    – No mundo do crime, a palavra empenhada tem mais força do que um exército.


    Não é objetivo deste livro denunciar um sistema penal antiquado, apontar soluções para a criminalidade brasileira ou defender direitos humanos de quem quer que seja. Como nos velhos filmes, procuro abrir uma trilha entre personagens da cadeia: ladrões, estelionatários, traficantes, estupradores, assassinos e o pequeno grupo de funcionários desarmados que toma conta deles.


    A narrativa será interrompida pelos interlocutores, para que o leitor possa apreciar-lhes a fluência da linguagem, as figuras de estilo e as gírias que mais tarde ganham as ruas.


    Por razões éticas, os casos descritos nem sempre se passaram com os personagens a que foram atribuídos. Como diz a malandragem:


    – Numa cadeia, ninguém conhece a moradia da verdade.


(Drauzio Varella, Estação Carandiru. Adaptado)

Nos três primeiros parágrafos, o autor compara a realidade da penitenciária com os filmes aos quais assistia enquanto criança.


Segundo o autor,

Alternativas
Q4120239 Terapia Ocupacional
Em relação à integralidade do cuidado oferecido no contexto hospitalar, que tem o terapeuta ocupacional como um de seus agentes de atuação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
781: C
782: A
783: D
784: B
785: E
786: D
787: E
788: A
789: B
790: B
791: D
792: E
793: A
794: B
795: C
796: E
797: D
798: D
799: E
800: B