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Q3782708 Geografia
Ocupa uma vasta área que se estende do Nordeste oriental brasileiro ao norte do Estado do Rio Grande do Sul, acompanhando paralelamente o litoral brasileiro. É marcada por relevos predominantemente montanhosos. Por tratar-se de uma região explorada desde os primórdios da colonização brasileira, é fortemente impactada pelas atividades humanas. Poucas são as áreas cobertas pela vegetação original. Aproximadamente 15% da área original está recoberta pela vegetação residual.
Esses fragmentos da vegetação original são normalmente encontrados nos relevos mais montanhosos e escarpados. Por tratar-se de terrenos com relevos muito inclinados, atualmente as áreas que desenvolvem atividades agropecuárias são em geral pouco produtivas.
(ROSS, Jurandyr. Ecogeografia do Brasil: Subsídios para planejamento ambiental. P. 122. Adaptado)
Proposta por Ross, a descrição refere-se à unidade do macroespaço agroecológico denominada
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Q3782707 Geografia
Leia a notícia para responder à questão:
        Pelo menos 69 pessoas morreram em um forte terremoto que atingiu a cidade costeira de Bogo, nas Filipinas, na terça-feira (30/9) por volta de 22 horas. O abalo de magnitude 6,9 deixou um grande número de moradores presos em residências que desabaram.
(Luciana Moherdaui. Terremoto atinge as Filipinas e deixa dezenas de mortos. Metrópoles. 01/10/2025. https://www.metropoles.com/mundo/ terremoto-atinge-as-filipinas-e-deixa-dezenas-de-mortos-e-desabrigados)
De acordo com a classificação de desastres, o terremoto nas Filipinas caracteriza-se como desastre
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Q3782704 Geografia
Refletindo sobre a urbanização de São Paulo, Ana Fani entende que “o processo de urbanização realiza-se como processo de reprodução da cidade e da vida na cidade que hoje, sob o signo da mundialização, revela profundas contradições. Neste momento, a produção da cidade aparece como necessidade da reprodução do capital financeiro e, nesta exigência, a produção de um novo espaço”.
(CARLOS, A. F. A. CARRERAS, C. (Org.). Urbanização e Mundialização: estudos sobre a metrópole)
Trata-se de um momento em que a lógica do capital industrial é redefinida com
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Q3782703 Geografia
Discutindo a atualização do conceito de território, Marcelo Lopes de Souza entende que “a fixação da Geografia Política clássica no Estado, conduzindo à percepção do território nacional como o território por excelência, redundou na cristalização do sentimento, implícito nos discursos, de que territórios são entidades que se justapõem contiguamente, mas não se superpõem, uma vez que para cada território nacional só há um Estado-nação”.
(SOUZA, M.J.L. in CASTRO, I. E., GOMES, P.C.C., CORRÊA, R. L. (Org.). Geografia: Conceitos e Temas)
Crítico à essa perspectiva da Geografia Política clássica, o autor defende que
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Q3782702 Pedagogia
Segundo Pontuschka, N.N. et al., aprender a ler, a familiarizar-se com os termos técnicos, os conceitos, as ideias e saber como elas se relacionam, assim como buscar hierarquizar o conteúdo do texto, identificar e acompanhar o raciocínio do autor, suas conclusões e as bases que as sustentam são habilidades que se pretende desenvolver com estudantes do ensino fundamental e médio no campo da Geografia através da 
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Q3782701 Geografia
Este tipo de representação cartográfica é um instrumento eficaz para compreender os valores que os indivíduos atribuem aos diferentes lugares. O espaço vivido é o conjunto dos lugares de vida de um indivíduo. A casa, o lugar de trabalho, o itinerário de um a outro local formam os componentes principais do espaço vivido. Trata-se de um modo de representação cartográfica que procura conhecer as qualidades subjetivas que os indivíduos dão aos lugares e que orientam suas práticas sociais.
(PONTUSCHKA, N. N. PAGANELLI, T. I. CACETE, N. H. Para Ensinar e Aprender Geografia)
Essa é a proposta do modo de representação cartográfica
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Q3782699 Pedagogia
No processo de construção de conceitos geográficos no ensino da Geografia, a passagem dos conceitos cotidianos aos conceitos científicos é um aprendizado que se efetiva com o desenvolvimento do raciocínio no âmbito exterior e interior da escola. A hierarquização dos conceitos mais gerais, mais inclusivos, dos conceitos intermediários e dos mais específicos, pouco inclusivos, enseja a elaboração dos mapas conceituais.
(PONTUSCHKA, N. N. PAGANELLI, T. I. CACETE, N. H. Para Ensinar e Aprender Geografia)
O mapa conceitual
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Q3782698 Geografia
Na proposta do BNCC para o 9o ano do ensino fundamental, na unidade temática “Mundo do Trabalho”, o objeto de conhecimento “Transformações do espaço na sociedade urbano-industrial” apresenta a seguinte habilidade:
(BRASIL. https://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#fundamental/ geografia-no-ensino-fundamental-anos-finais-unidades-tematicasobjetos-de-conhecimento-e-habilidades)
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Q3782697 Geografia
De acordo com o BNCC, na fase final do ensino fundamental, pretende-se garantir a continuidade e a progressão das aprendizagens do Ensino Fundamental – Anos Iniciais em níveis crescentes de complexidade da compreensão conceitual a respeito da produção do espaço.
(BRASIL. https://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/#fundamental/ geografia-no-ensino-fundamental-anos-finais-unidades-tematicasobjetos-de-conhecimento-e-habilidades)
Trabalhando a análise de fenômenos geográficos em diferentes escalas, espera-se que os estudantes
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Q3782206 História
Um dos aspectos notáveis da nova atenção da ciência social americana para com o Oriente é o fato singular de evitar a literatura. É possível ler montes de escritos eruditos sobre o Oriente Próximo moderno sem jamais encontrar uma única referência à literatura. O que parece importar para o conhecimento da região são os “fatos”, que um texto literário talvez perturbe.
(E.W. Said. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente, 1996)
De acordo com o autor, a referida omissão da ciência social estadunidense recente sobre o Oriente árabe ou islâmico tem como um de seus efeitos reais
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Q3782205 História
A Segunda Guerra colocou os povos negros em contato com o caráter instrumental da técnica, multiplicada pela violência exercida pelos povos brancos entre si. Talvez o mais importante legado dessa experiência tenha sido desnudar a desumanidade dos “civilizados”. Ora, não havia pois razão para aceitar que o sistema colonial fosse necessário ou mesmo inevitável para que os “indígenas” evoluíssem segundo os padrões ocidentais. O clima de “arrebatamento imperial” estava seriamente abalado entre os africanos. De algum modo tornava-se possível vislumbrar o direito de os povos negros serem tratados como semelhantes em um mundo compartilhado.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de Aula: visita à História contemporânea, 2010)
O excerto apresenta, segundo a obra analisada, um fator decisivo para
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Q3782204 História
O tráfico transaariano de escravos para o Magrebe e depois para a Europa, permanente do século VIII ao XVI, sugere o tema da escravidão interna ao continente africano. Mesmo com base em uma literatura ainda incipiente, vale registrar algumas análises.
Quais mecanismos levaram à escravidão nas sociedades pré-coloniais africanas?
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de Aula: visita à História contemporânea, 2010. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, um dos mecanismos relacionados por Hernandez.
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Q3782203 História
A gênese da egiptomania é de difícil resgate. De um lado, porque seu surgimento é muito antigo, iniciando no contexto umbilical da história da humanidade. De outro, pela liberdade, multiplicidade, originalidade, beleza e variedades de técnicas empregadas.
A egiptomania, segundo Jean Marcel Humbert, é bem mais que uma simples mania. Consiste no empréstimo dos mais espetaculares elementos, da gramática de ornamentos que se constituía na essência original da arte do antigo Egito. Esses elementos decorativos são então trazidos novamente à vida através desses usos.
(Margaret Marchiori Bakos, Visões Modernas do Mundo Antigo: a Egiptomania. Em: Pedro Paulo A. Funari; Glaydson José da Silva; Adilton Luís (orgs.), História Antiga: contribuições brasileiras, 2009)
Segundo o artigo em análise, a egiptomania
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Q3782202 História
Em 1968, surge a coletânea de artigos, Brasil em perspectiva. Um capítulo de Boris Fausto sobre “A revolução de 1930” discute as interpretações dessa revolução, pensando-as “dentro de uma dinâmica própria” do movimento e de suas contradições.
(Vavy Pacheco Borges, Anos trinta e política: história e historiografia. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
Para Fausto, a revolução de 1930 
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Q3782201 História
Podemos estabelecer uma periodização do fenômeno populismo analisando-o do ponto de vista do momento histórico em que se produziu. Assim sendo, a periodização deve ser a seguinte:
•  Precoce – Podemos denominar dessa forma o período também conhecido como Radicalismo ou Reformismo das classes médias, ou seja, estamos falando das primeiras três décadas do século XX.
•  Clássico – Seria o período que abarca as décadas de 1930 a 1950. Lázaro Cárdenas no México, Getúlio Vargas no Brasil e Juan Domingo Perón na Argentina são seus principais representantes.
(Norberto Ferreras, A sociedade de massas: os populismos. Em: Cecília Azevedo e Ronaldo Raminelli, História das Américas: novas perspectivas, 2011. Adaptado)
Segundo o artigo em análise, caracteriza o populismo no período clássico
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Q3782200 História
Interessa saber um pouco mais sobre como os brasileiros não-índios percebem e concebem o futuro de vida dos povos indígenas do Brasil. Em pesquisa realizada em 2000, pelo IBOPE, foram ouvidos 2.000 homens e mulheres. Parte dessa pesquisa teve o seguinte resultado:
Imagem dos índios: 78% dos entrevistados revelaram ter interesse no futuro dos índios sobre os quais prevalece uma visão positiva; 88% concordam que os índios ajudam a conservar a natureza e vivem em harmonia com ela, e que não são preguiçosos, mas encaram o trabalho de forma diferente da sociedade branca ocidental; 89% afirmaram que os índios não são ignorantes, mas possuem uma cultura diferente da cultura branca e que só são violentos com aqueles que invadem as suas terras para tomar-lhes.
(Gersem dos Santos Luciano, Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje, 2006. Adaptado)
Para Luciano, os dados apresentados no excerto revelam 
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Q3782198 História
No artigo Escravidão negra em debate (Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998), Suely Robles Reis de Queiróz assevera que “a matriz do dissenso historiográfico está na caracterização do sistema escravista, tido por alguns como violento e cruel, por outros como brando, benevolente”.
Em meio a esse debate historiográfico, Emília Viotti da Costa e Florestan Fernandes entendiam a escravidão como sendo
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Q3782197 História
Para Joaquim Nabuco, a revolução explodiu por várias razões. Originou-se nas paixões e instintos constitutivos do comportamento das massas de Pernambuco, quando instigadas por demagogos e pelo abuso das classes “que se servem de delongas da lei para preservarem seus privilégios”. Foi um “turbilhão popular violento, indiferente a leis e princípios” e “mais que um movimento político, foi um movimento social, uma guerra do povo contra os portugueses que monopolizavam o comércio nas cidades e os senhores de engenho que monopolizavam a terra no interior”.
(Izabel Andrade Marson, O Império da revolução: matrizes interpretativas dos conflitos da sociedade monárquica. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
O excerto traz características da
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Q3782196 História
A historiografia do Império foi durante muito tempo matriz do estudo das instituições políticas e do discurso fundador da nacionalidade. Dentro dessa característica ideológica, só se podia endossar a consolidação da hegemonia política das elites que projetaram a nação. Esse projeto homogeneizante consistia numa missão de controle social, disciplinador e civilizador das imensas desigualdades sociais herdadas da sociedade escravista.
(Maria Odila Leite da Silva Dias, Sociabilidades sem história: votantes pobres no Império, 1824-1881. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
Para Dias, essa perspectiva historiográfica gerou
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Q3782195 História
Há estereótipos incansavelmente repetidos em Simão de Vasconcelos, Brandão, Souza, Gandavo e jesuítas como é o caso da célebre constatação de que a língua dos indígenas do litoral da América portuguesa não possuía as letras F, L e R, provando, portanto, não terem Fé, nem Lei, nem Rei. Essa imagem retórica, à primeira vista engenhosa, é na verdade um sofisma.
(Laima Mesgravis, A sociedade brasileira e historiografia colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998, p. 39. Adaptado)
Para a autora, a imagem retórica descrita é um sofisma porque
Alternativas
Respostas
4341: E
4342: B
4343: D
4344: A
4345: A
4346: D
4347: C
4348: B
4349: A
4350: C
4351: A
4352: D
4353: B
4354: E
4355: C
4356: A
4357: E
4358: A
4359: D
4360: B