Questões de Concurso
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Fonte: CFESS. Série Assistente Social no combate ao preconceito: discriminação contra a pessoa com deficiência. Brasília, CFESS, 2019. (Caderno 7).
Analise as assertivas relativas à Lei brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência) e às leis e aos decretos que a complementam, e marque a alternativa CORRETA.
Fonte: HADDAD, Eneida Gonçalves de Macedo. A ideologia da velhice. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2016.
Analise as assertivas relativas a Lei nº 10.741/03, que õe sobre o Estatuto da Pessoa Idosa e às leis que o complementam, e marque disp a alternativa CORRETA.
Fonte: MELLO, Adriana Ramos de. Feminicídio: breves comentários à Lei 13.104/15. In: Direito em Movimento, v. 23, p. 47-100, 2º sem. Rio de Janeiro, 2015.
O aumento significativo dos assassinatos de mulheres no Brasil foi um dos fatores que motivaram a criação da Lei nº 13.104, de 9 de março de 2015. Sobre essa importante legislação, avalie as assertivas.
I- Define o feminicídio como o homicídio praticado contra a mulher em razão de sua condição de sexo feminino.
II- Prevê que, no feminicídio, a pena é reduzida quando o crime for cometido durante a gestação ou no pós-parto, contra vítima vulnerável ou na presença de familiar.
III- Alterou o Código Penal brasileiro para incluir o feminicídio no rol dos crimes hediondos, em virtude de sua especial gravidade e de sua motivação fundada em razões da condição de sexo feminino.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Os princípios estruturantes da democracia brasileira possibilitam à sociedade influenciar as políticas públicas por meio de conselhos, conferências e instrumentos de participação popular, promovendo transparência, fiscalização e o atendimento às necessidades sociais.
II- A participação da comunidade na organização do Sistema Único de Saúde (SUS), a participação da população na formulação e no controle das ações da assistência social e a gestão democrática do ensino público integram os dispositivos constitucionais que asseguram a democracia brasileira.
III- Os princípios que orientam a administração pública restringem-se à organização e ao funcionamento interno dos órgãos estatais, não abrangendo a promoção da gestão democrática, da transparência administrativa nem a participação da sociedade no controle das ações governamentais.
IV- A participação popular na política de saúde ocorre, apenas, de forma consultiva, limitando-se à emissão de opiniões e recomendações, sem interferência efetiva nos processos decisórios, administrativos ou orçamentários do Sistema Único de Saúde (SUS), sob responsabilidade exclusiva dos gestores públicos.
É CORRETO o que se afirma em:
A Nota Técnica Conjunta nº 6/2025 - CGIST/.DATHI/SVSA/MS dispõe sobre orientações relacionadas à prevenção da transmissão vertical do HTLV-1/2 (Vírus Linfotrópico de Células T Humanas), incluindo fluxo de testagem na gestação, no parto ou no puerpério, via de nascimento e amamentação.
A partir deste contexto, analise as assertivas a seguir.
I- A testagem para o HTLV durante a gestação deve ser realizada no primeiro, segundo e terceiro trimestre, independentemente do resultado inicial.
II- Para gestantes com diagnóstico confirmado de HTLV-1/2, recomenda-se a realização da cesariana como via de nascimento.
III- Devido ao elevado risco de transmissão vertical pelo HTLV por meio do aleitamento materno, o Ministério da Saúde orienta a suspensão da amamentação por pessoas com infecção por HTLV confirmada.
É CORRETO o que se afirma em:
A Resolução COFEN (Conselho Federal de Enfermagem) nº 737, de 02 de fevereiro de 2024 (alterada pela resolução COFEN nº 786/2025), normatiza a atuação do Enfermeiro Obstétrico e Obstetriz na assistência à mulher, recém-nascido e família no Parto Domiciliar Planejado (COFEN, 2025).
A partir deste contexto, analise as assertivas a seguir.
I- Os procedimentos previstos da norma técnica supracitada devem ser desenvolvidos no ato da assistência em cumprimento às etapas do Processo de Enfermagem, cabendo-lhe a prescrição, administração e procedimentos acerca da assistência ao Parto Domiciliar Planejado, com base em protocolos assistenciais.
II- No âmbito da equipe de Enfermagem, a atuação no Parto Domiciliar Planejado é privativa do enfermeiro com formação generalista, observadas as disposições legais da profissão.
III- Toda equipe de Parto Domiciliar Planejado deve ter uma responsável técnica registrada no COREN (Conselho Regional de Enfermagem) com jurisdição na área onde ocorre o exercício da equipe.
É CORRETO o que se afirma em:
A Portaria GM/MS nº 5.350, de 12 de setembro de 2024, altera a Portaria de Consolidação GM/MS nº 3, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre a Rede Alyne. O Art. 7º afirma que o componente pré-natal será organizado em diferentes níveis de atenção à saúde.
A partir deste contexto, analise as assertivas a seguir.
I- Realização de pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS), com captação oportuna (até 12 semanas) da gestante.
II- Realização de, no mínimo, sete consultas intercaladas entre enfermeiros e médicos.
III- Vinculação da gestante, desde o pré-natal, ao local em que será realizado o parto e o atendimento das eventuais intercorrências na gestação.
É CORRETO o que afirma em:
A prevenção da pré-eclâmpsia pode ser feita a partir de métodos comportamentais e farmacológicos. É importante orientar que a alimentação seja balanceada e constituída principalmente por frutas, legumes, verduras e proteínas. A atividade física regular também é ponto fundamental na prevenção e a única medicação recomendada para a redução de risco de desenvolver pré-eclâmpsia é o Ácido Acetilsalicílico (AAS) (Korkes et al., 2025, p. 20).
Fonte: KORKES, H.A.; RAMOS, J.G.L.; OLIVEIRA, L.G.; SASS, N.; PERAÇOLI, J.C.; CAVALLI, R.C.; MARTINS-COSTA, S.H.; SOUSA, F.L.P.; CUNHA FILHO, E.V.; MESQUITA, M.R.S.; CORRÊA JR., M.D.; ARAÚJO, A.C.P.F.; ZACONETA, A.C.M.; FREIRE, C.H.E.; ROCHA FILHO, E.A.P.; COSTA, M.L. Pré eclâmpsia- Protocolo 2025. Rede Brasileira de Estudos sobre Hipertensão na Gravidez (RBEHG), 2025. Disponível em: https://rbehg.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Protocolo-RBEHG-2025-PDF-2.pdf.
Considerando o texto apresentado, avalie as proposições a seguir.
I- O AAS deve ser mantido até 36 semanas de idade gestacional e então suspenso, pelo risco de maior sangramento.
II- Se a paciente desenvolve pré-eclâmpsia, recomenda-se suspender a ingestão do AAS, pois sua manutenção nestes casos não confere benefícios e pode relacionar-se com maiores riscos de sangramento intraparto.
III- Em caso de alergia ao AAS, existem outras medicações (Ex. dipiridamol e enoxaparina) que podem ser utilizadas com a finalidade de prevenir a pré-eclâmpsia.
É CORRETO o que se afirma em:
A inserção e retirada do Dispositivo Intrauterino (DIU) deve ser realizada pelo enfermeiro, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), na Atenção Primária e Especializada à Saúde, em ambiente institucional, inserido na rede de atenção à saúde, seguindo protocolos assistenciais, normas e rotinas e Procedimentos Operacionais Padrão (POP), e buscando a garantia do acesso e integralidade da assistência no campo do Planejamento Familiar e Reprodutivo (Resolução COFEN, 690/2022).
A partir deste contexto e da importância da capacitação do enfermeiro para a inserção, revisão e retirada do DIU, analise as assertivas a seguir.
I- O enfermeiro deve ter curso de capacitação, presencial ou online, em Inserção, revisão e retirada de DIU, com carga horária mínima de 360 (trezentas e sessenta) horas.
II- O enfermeiro deve manter-se atualizado técnica e cientificamente, de acordo com as revisões de protocolos assistenciais, normas e rotinas, Procedimentos Operacionais Padrão (POP), com base nas melhores práticas assistenciais baseadas em evidências científicas.
III- Do total da carga horária da capacitação para inserção, revisão e retirada do DIU, 50% devem ser teóricas e teórico-práticas e 50% de forma prática, com no mínimo 20 (vinte) inserções supervisionadas durante consulta de Enfermagem nos serviços de saúde.
É CORRETO o que se afirma em:
Situação hipotética: M.L., 28 anos, primípara, deu à luz há 5 dias por parto vaginal sem complicações. Durante consulta de enfermagem, relata tristeza, labilidade emocional, choro fácil, fadiga, insônia, irritabilidade, ansiedade e sensação de sobrecarga, mantendo sua funcionalidade. De acordo com o exposto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- A equipe de enfermagem considera que M.L. apresenta sintomas compatíveis com blues puerperal, quadro bastante comum no puerpério, que, embora seja angustiante para a puérpera, não constitui uma psicopatologia segundo o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e geralmente não causa prejuízo funcional significativo.
PORQUE
II- O blues puerperal é geralmente transitório e autolimitado, não requer tratamento medicamentoso e tende a resolver-se espontaneamente em até duas semanas, embora o acompanhamento seja recomendado, pois até 20% das mulheres podem evoluir para depressão pós-parto.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Situação hipotética: G.L., 24 anos, G1P1, com 12 horas pós-parto vaginal, sem intercorrências obstétricas durante o trabalho de parto. Ao exame físico, apresenta-se afebril, pressão arterial dentro da normalidade. À palpação abdominal, observa-se útero aumentado, de consistência amolecida, com fundo uterino acima da cicatriz umbilical. A paciente não apresenta exteriorização de lóquios e refere leve desconforto abdominal, sem sangramento vaginal visível.
Com base no caso apresentado, analise os itens abaixo.
I- G.L. encontra-se no puerpério imediato. Dessa forma, é esperado um leve desconforto abdominal e que o útero se apresente aumentado e com consistência amolecida.
II- G.L. está com 12 horas de pós-parto. Logo, a altura do fundo uterino mede aproximadamente 12 cm e deve atingir a altura da sínfise púbica.
III- G.L. apresenta lóquios retidos à avaliação loquiométrica, situação clínica indesejável, que predispõe a infecção puerperal.
É CORRETO o que se afirma em:
Situação hipotética: J. A., 26 anos, há 96 horas procura uma Unidade Básica de Saúde (UBS) relatando ter tido relação sexual vaginal , com uso de preservativo masculino. Porém, refere que o método apresentou falha durante o ato. Afirma não desejar engravidar no momento. Não faz uso regular de método contraceptivo hormonal, não apresenta contraindicações conhecidas e encontra-se fora do período menstrual. O dia da ovulação não pode ser estimado.
Diante dessa situação, é afirmar que, para a contracepção de emergência: CORRETO
Durante a avaliação obstétrica em maternidade de referência, uma gestante de 39 semanas e 4 dias, primigesta, é admitida para definição de conduta frente à indicação de interrupção da gestação. Ao exame obstétrico, observou-se colo uterino centralizado, com dilatação de 4 cm, esvaecimento de 50%, consistência firme e apresentação fetal situada a –2 de De Lee. Com base nesses achados, foi calculado o Índice de Bishop para subsidiar a decisão clínica.
Considerando os parâmetros descritos, assinale a alternativa que corresponde CORRETAMENTE ao valor do Índice de Bishop e ao seu significado clínico.
Leia o caso clínico extraído de Tesser C.D. et al. (2015).
Adelir, 29 anos, G3P2C2A0, casada, em abril de 2014 estava no final da gestação e desejava parto normal. Fez o pré-natal no centro de saúde, mas abandonou o seguimento com 39 semanas por medo de ser induzida a uma cesariana. Com 41 semanas de gestação, foi ao hospital para uma avaliação de vitalidade fetal e iniciando o trabalho de parto. Foi realizado um ultrassom, que mostrou perfeitas condições de vitalidade fetal e feto pélvico. A médica no hospital indicou cesariana, por duas cirurgias anteriores e feto pélvico. Adelir recusou, assinou termo de responsabilidade e voltou para casa, para aguardar o avanço de seu trabalho de parto. Foi surpreendida às 01:30h por policiais que a obrigaram a ir ao hospital realizar a cesariana, enviados por um juiz, acionado por um promotor, requisitado pelo hospital onde havia sido atendida. No hospital, o marido é impedido de acompanhar a cesariana. Não houve intercorrências e o bebê nasceu com boa vitalidade.
Fonte: TESSER, C.D.; KNOBEL, R.; ANDREZZO, H.F.A., DINIZ, S.D. Violência obstétrica e prevenção quaternária: o que é e o que fazer. Rev Bras Med Fam Comunidade,v. 10, n. 35,p. 1-12, 2015.
Com base nas boas práticas de assistência obstétrica, sobre o caso em análise, é CORRETO afirmar que:.
Situação hipotética: G.S., 29 anos, G2P0A1, Rh negativo e não sensibilizada, com gestação de 9 semanas, datada por ultrassonografia precoce, procura atendimento obstétrico referindo cessação dos sintomas gravídicos. Antecedentes pessoais incluem etilismo e tabagismo ativos, não interrompidos após o diagnóstico da gestação. Encontra-se em acompanhamento em CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e outras Drogas). Nega dor abdominal, sangramento vaginal ou perda de líquido. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, afebril e hemodinamicamente estável. Ao exame ginecológico, observa-se útero de tamanho inferior ao esperado para a idade gestacional e colo uterino com orifício interno fechado. A ultrassonografia transvaginal evidencia embrião único intrauterino, com comprimento cabeça-nádega de 16 mm, sem atividade cardíaca. Diante do quadro, foi instituído tratamento clínico com misoprostol, evoluindo com eliminação de conteúdo uterino após 48 horas, sem intercorrências imediatas. Não foi realizado exame anatomopatológico do produto do abortamento e foi orientado seguimento clínico com dosagem de hCG. A paciente demonstra interesse em realizar inserção de dispositivo intrauterino para evitar nova gestação.
Sobre o caso em questão, é CORRETO afirmar que:
Diante do quadro clínico, dos achados objetivos maternos e do histórico clínico-obstétrico apresentado, é CORRETO afirmar que:
Situação hipotética: A gestante M.S., 32 anos, encontra-se com 26 semanas de gestação e comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta de pré-natal. Em seu cartão vacinal, constam registros de que, na gestação anterior, recebeu uma dose de DTPa e uma dose de COVID-19, e, na gestação atual, quando estava com 8 semanas, recebeu uma dose de dT e uma dose de Hepatite B. Não há nenhum outro registro vacinal e a gestante não é residente ou viajante para área de risco epidemiológico para febre amarela.
Considerando o Calendário Nacional de Vacinação da Gestante (2025) e a idade gestacional atual de M.S., a conduta e CORRETA completa da equipe de enfermagem é administrar nesta ocasião:
Situação hipotética: A.J.F., 43 anos, obesa e diabética, após parto vaginal, evoluiu com hemorragia secundária à atonia uterina, refratária às medidas clínicas e conservadoras. Diante da gravidade do quadro, foi submetida a histerectomia supracervical, sem ooforectomia, por via laparotômica.
Considerando o caso apresentado, quanto às orientações e aos cuidados ginecológicos no seguimento de A.J.F., é CORRETO afirmar que:
À luz dessa Resolução, analise as afirmativas a seguir.
I- A assistência fisioterapêutica em ginecologia e obstetrícia constitui área específica de atuação do fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher.
II- A assistência fisioterapêutica em uroginecologia e coloproctologia integra o campo de atuação do fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher.
III- A assistência fisioterapêutica nas disfunções sexuais femininas integra o campo de atuação do fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher.
IV- A assistência fisioterapêutica em mastologia compõe o escopo de atuação do fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher.
É CORRETO o que se afirma em:
Considerando o disposto nessa Resolução, analise os itens a seguir, que descrevem atribuições do fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher.
I- Realizar consulta fisioterapêutica com anamnese, avaliação física e cinesiofuncional dos sistemas uroginecológico, coloproctológico, mamário e reprodutor feminino, bem como solicitar, aplicar e interpretar exames complementares necessários ao direcionamento das condutas fisioterapêuticas.
II- Atuar na avaliação, prevenção, promoção da saúde e tratamento das alterações cinesiofuncionais relacionadas ao ciclo menstrual, gestação, parto, puerpério, climatério e às condições oncológicas, estabelecendo diagnóstico, prognóstico e plano terapêutico fisioterapêutico individualizado.
III- Prescrever, confeccionar e adaptar órteses, próteses e recursos de tecnologia assistiva, além de planejar e utilizar estratégias terapêuticas inovadoras, incluindo recursos de realidade virtual, visando à funcionalidade, autonomia e independência da mulher.
IV- Determinar critérios e prescrever alta fisioterapêutica, registrar adequadamente todas as etapas do cuidado em prontuário, emitir documentos técnico-legais e desenvolver ações educativas nos diferentes níveis de atenção à saúde.
Com base na Resolução COFFITO nº 401/2011, é CORRETO afirmar que correspondem às Grandes Áreas de Competência do fisioterapeuta especialista em Saúde da Mulher: