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Considere o seguinte texto:
Biblioteca criada em janeiro de 2005 para abrigar e integrar a coleção brasiliana reunida ao longo de mais de oitenta anos por um bibliófilo e sua esposa. Com o seu expressivo conjunto de livros e manuscritos, essa brasiliana é considerada a mais importante coleção do gênero formada por particulares. São cerca de 32 mil títulos que correspondem a 60 mil volumes aproximadamente. Parte desse acervo está sendo digitalizado e disponibilizado na Biblioteca Digital de mesmo nome. Nela os usuários podem realizar buscas online, visualizar as obras digitalizadas e também fazer downloads. Disponibiliza de forma ampla e gratuita um dos mais importantes acervos de documentos sobre o Brasil. São particularmente significativas as coleções de livros de literatura brasileira, história do Brasil e relatos de viajantes, que contam com publicações que vão do século XVI ao início do século XX. Completam o acervo digital mapas, iconografias, obras de referência, folhetos e periódicos. Atualmente, mais de 3.500 títulos estão disponíveis em acesso aberto nesta biblioteca digital.
O texto acima apresenta algumas características de uma biblioteca brasiliana, importante fonte de pesquisa utilizada pelos bibliotecários no atendimento aos usuários, especialmente em bibliotecas públicas. Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa correta quanto ao nome dessa biblioteca.
Considere o seguinte texto:
A sua notação corresponde a uma linguagem artificial da qual foram eliminadas muitas das ambiguidades da linguagem natural; abrange praticamente todos os assuntos e pode ser utilizada em acervos que lidem com qualquer tipo de suporte documental; a maioria das suas tabelas auxiliares independentes tem símbolos que encerram o número, delimitando-o, assim, em relação aos números adjacentes; esses símbolos são os chamados sinais biterminais, isto é, sinais que abrangem simultaneamente um elemento de abertura e outro de encerramento.
O texto apresenta algumas características de uma importante ferramenta utilizada pelos bibliotecários. Trata-se da:
É necessário considerar que:
“Parte importante da crítica feminista foi elaborada como reação ao apagamento das relações de poder na esfera doméstica, mas também à valorização abstrata dos laços familiares em detrimento dos direitos individuais e da igualdade de gênero. E por considerar o enorme impacto das relações familiares na socialização dos indivíduos, no horizonte de suas expectativas, assim como para sua integridade e dignidade, que o feminismo expôs as hierarquias e as formas de violência que podem, tanto quanto o afeto, ser definidoras das relações nas esferas doméstica e familiar. [...] Além disso, constata-se que o foco na domesticidade não corresponde à valorização da mulher em outras esferas da vida. Pelo contrário, o trabalho não remunerado realizado pelas mulheres no ambiente doméstico orienta – ou limita – suas possibilidades de exercício do trabalho remunerado e de usufruto do tempo livre.”
(BIROLI, Flavia; MIGUEL, Luis Felipe. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014, p. 34-35).
Acompanhando o argumento dos autores e tomando por base o tema conflito e mudança social, pode-se asseverar que o campo de estudos sobre feminismo e de gênero:
(MAAR, Wolfgang Leo. O que é política? São Paulo: Brasiliense, 1985, p. 85.)
Tomando como base o tema cultura e sociedade, nessa passagem transcrita do livro O que é política?, de Wolfgang Leo Maar, o autor quer demonstrar que:
“O que é a sociedade brasileira enquanto sociedade autoritária? É uma sociedade que conheceu a cidadania através de uma figura inédita: o senhor-cidadão, e que conserva a cidadania como privilégio de classe, fazendo-a ser uma concessão regulada e periódica da classe dominante às demais classes sociais [...]. É uma sociedade na qual as leis sempre foram para preservar os privilégios [...]. No caso das camadas populares, os direitos são sempre apresentados como concessão ou outorga feitas pelo Estado, dependendo da vontade pessoal ou do arbítrio do governante [...]. Como consequência, temos uma sociedade na qual as leis sempre foram consideradas inúteis, inócuas e feitas para serem violadas”
(CHAUÍ, Marilena. Manifestações ideológicas do autoritarismo brasileiro. São Paulo: Perseu Abramo, 2014, p. 237-238).
Considerando os aspectos elencados por Chauí e o tema cultura, pode-se afirmar que:
“Aprender a pensar sociologicamente é uma atividade que se distingue por sua relação com o chamado ‘senso comum’. Talvez mais ainda que em outras áreas de estudo, a relação com o senso comum é, na sociologia, conformada por questões importantes para sua permanência e sua prática. As ciências físicas e biológicas não se preocupam aparentemente em enunciar sua relação com o senso comum. A maioria das ciências se estabelece definindo-se em termos de fronteiras que as separam de outras disciplinas, e não se supõe partilhando terreno suficiente para se preocupar com as fronteiras ou pontes com esse conhecimento rico, ainda que desordenado e não sistemático, em geral desarticulado, inefável, que chamamos de senso comum.”
(BAUMAN, Zygmunt; MAY, Tim. Aprendendo a pensar com sociologia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2010, p. 17-18).
Sobre o tema do senso comum na Sociologia, pode-se dizer que:
Considere a excerto a seguir:
“Vale ressaltar que a maioria das crianças negras, nas escolas de primeiro grau, são vistas como indisciplinadas, dispersivas, desajustadas ou pouco inteligentes. De um modo geral, são remetidas aos postos de saúde mental para que psiquiatras e psicólogos as submetam a testes e tratamento que as tornem ajustadas. Se refletirmos um mínimo sobre essa questão, não teremos dificuldades em perceber o que o sistema de ensino destila em termos de racismo: livros didáticos, atitudes dos professores em sala de aula e nos momentos de recreação, apontam para um processo de lavagem cerebral de tal ordem que, a criança que continua seus estudos e que por acaso chega ao terceiro grau, já não mais se reconhece como negra. E são exatamente essas exceções que, devidamente cooptadas, acabam por afirmar a inexistência do racismo e de suas práticas. Quando se dá o caso oposto, isto é, de não aceitação da cooptação e de denúncia do processo de superexploração a que o negro é submetido, surge imediatamente a acusação de racismo às avessas.”
(GONZALEZ, Lélia. Primavera para rosas negras. Salvador: Diáspora Africana, 2018, p. 70).
Com base na descrição da antropóloga Lélia Gonzalez e a partir do tema estratificação social, podemos concluir que: