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O processo de desenvolvimento de carreira tem a função de atender as necessidades presentes e futuras das organizações, de modo que o planejamento das carreiras dos funcionários deve visar, sobretudo, a eficiência operacional.
Exercícios autodirigidos, materiais instrucionais, workshop, feedback, coaching, mentoring e programas de preparação para a aposentadoria são exemplos de atividades de gestão de carreira adotadas pelas áreas de gestão de pessoas.
A estruturação de planos de carreira deve considerar que a mobilidade dos funcionários se faz possível não apenas lateralmente — entre diferentes áreas e funções — e verticalmente — por meio da ascensão na hierarquia organizacional —, mas também radialmente — a partir da aquisição de influência nas arenas decisórias das organizações.
O dimensionamento da força de trabalho especifica, quantitativa e qualitativamente, a força de trabalho necessária para a realização das atividades organizacionais por meio da análise da capacidade instalada das unidades organizacionais, da carga horária necessária à realização de cada atividade e da avaliação de especialistas a respeito do padrão de qualidade de desempenho dos funcionários.
A validade preditiva de provas de conhecimento em concursos públicos pode ser especificada ao se comparar os resultados alcançados pelo candidato nomeado com os escores por ele obtidos em avaliações de desempenho por competência.
A vacância de cargos é elemento suficiente para que a área de gestão de pessoas dê início a um processo de recrutamento e seleção de pessoas, pois indica, quantitativamente, a necessidade organizacional de provimento de pessoal.
Indicadores de rotatividade e de absenteísmo, elementos associados ao comportamento no trabalho, podem ser utilizados para determinar a validade de critério dos procedimentos adotados em processos seletivos.
Entrevistas estruturadas, comportamentais e com base em competências tendem a eliminar a subjetividade dos processos seletivos desde que sejam fundamentadas em expectativas claras de desempenho no trabalho e em critérios objetivos de avaliação.
A gestão estratégica de pessoas é fundamentada na noção de que os resultados da área dependem tanto do alinhamento vertical e sistêmico de suas políticas e práticas quanto da observação dos aspectos relativos à qualidade de vida e ao bem estar dos trabalhadores.
No modelo estratégico de gestão de pessoas, as organizações são compreendidas como um processo de construção social que ocorre por meio da influência de grupos diversos, de forma que a negociação e a resolução de conflitos assumem posição central na atuação da área.
A interseção entre o modelo estratégico e o modelo político de gestão de pessoas indica que a efetividade da área depende de sua capacidade de satisfazer os interesses dos diversos atores e grupos, internos e externos às organizações, que interferem tanto no planejamento quanto na execução das políticas e das práticas de administração na área de recursos humanos.
A valorização de múltiplas competências nas organizações requer metodologias de avaliação do potencial humano e do desempenho técnico e comportamental para que a diversidade seja gerenciada como ativo diferenciado das organizações no contexto atual.
As competências necessárias para a realização do trabalho nas organizações depende da análise das pessoas, sendo esta uma etapa do levantamento das necessidades de aprendizagem ou de treinamento realizado pela área de gestão de pessoas.
Organizações que aprendem incentivam o pensamento sistêmico como competência inerente a pessoas, a processos e a tecnologias, por ser importante para promover a vantagem competitiva.
Treinamentos no local de trabalho, enquanto métodos de desenvolvimento de pessoas, envolvem componentes básicos que permitem a aquisição dos comportamentos esperados, como, por exemplo, objetivos e metas, modelo a ser seguido, prática e desempenho, e feedbacks.
Princípios de aprendizagem, tais como o estabelecimento de metas e o significado da apresentação do conteúdo a ser aprendido, organizam a oferta de treinamento, pois definem os métodos e as práticas envolvidas nas ações de aprendizagem.
O alinhamento entre gestão de pessoas e estratégia organizacional ocorre a partir da análise SWOT e da definição das dimensões de gestão do balanced scorecard.
A análise de Markov no planejamento estratégico de gestão de pessoas possibilita à organização identificar a demanda por novos empregados com base em uma análise do ambiente externo.
A racionalidade burocrática presente nas organizações do setor público evoluiu historicamente para estabelecer como elemento central da gestão de pessoas as práticas estratégicas que minimizam possíveis incongruências entre a natureza do trabalho e os resultados organizacionais.