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Da leitura do texto de Lima Barreto, depreende-se que:
I - É uma narrativa satírica ancorada numa situação fictícia – um cidadão aborrecido com um problema de infraestrutura, o calçamento das ruas da cidade, após sua morte, dirige-se ao prefeito, por meio de uma carta, com a finalidade de denunciar falhas na administração pública.
II - É uma crônica transpassada de humor e ironia, pois o autor da carta, julgando-se injustiçado, já que nada fez que merecesse castigo, é penalizado devido à indiferença de uma autoridade com as demandas da cidade e por não ser ouvido na nova morada.
III - É uma crônica literária que promove a intertextualidade com o gênero carta, mesclando sequências dos dois gêneros, para dar vivacidade às queixas de um homem que se arrepende de não ter participado de movimentos reivindicatórios, e que agora reivindica benefícios.
IV - É uma narrativa crítica, cujo foco é a reflexão sobre como a religiosidade e o engajamento partidário perderam espaço na sociedade, não influenciando nas crenças, costumes e expectativas das pessoas humildes.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Leia o texto abaixo, para responder à questão
TEXTO I
Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância
Impulsionados por políticas de inovação e pela cultura de alto desempenho escolar, eles ganham espaço na China
Não deu outra, e era esperado que assim fosse. Brinquedos equipados com inteligência artificial (IA) deixaram de ser curiosidade de feira tecnológica para virar hábito de quarto infantil na China. Bichos de pelúcia que “falam”, pingentes que dão voz a personagens e robôs de mesa que jogam xadrez com crianças fazem parte de um catálogo em expansão acelerada. A engrenagem que puxa a onda combina três forças conhecidas do país: o investimento público em inovação (ainda que na marra, com a mão pesada do Estado), uma cultura que trata a educação como escada social desde cedo e o avanço dos modelos locais de linguagem ancorados em algoritmos. O resultado: “companheiros digitais” que prometem ensinar, conversar e até reconhecer emoções — uma evolução evidente em relação Rosie, a funcionária doméstica dos à Jetsons dos anos 1960 e 1970, que supunha um amanhã que agora chegou. A promessa empolga famílias e empresas, mas acende, com igual intensidade, o alerta de educadores.
Startups exibem números vistosos; segundo projeções do setor, o mercado pode ultrapassar o equivalente a cerca de 75 bilhões de reais até 2030. A multiplicação das opções criou um ecossistema em que o aprendizado e o afeto viraram produto. Um dos campeões de venda é o BubblePal, um pequeno pingente que transforma qualquer pelúcia em interlocutor falante, com 39 vozes diferentes que dão “vida” a personagens da Disney e até heróis chineses. [...]
No marketing, os autômatos são apresentados como “ferramentas educativas”. Na sala de aula e no quintal, porém, a conta é mais complexa. “Habilidades como empatia, resolução de conflitos e generosidade só podem ser aprendidas na arena complexa das interações humanas”, afirma Daniela Pannuti, diretora da divisão primária da Avenues São Paulo, escola internacional que também mantém um campus em Nova York. A ressalva toca o coração da infância: brincar é processo, não produto. [...] Quando a criança passa a “brincar” com um outro previsível, mesmo que muito sofisticado, há o perigo de treinar o convívio sem contradição, sem espera de vez, sem o gesto de ceder.
Do lado de lá do balcão, o fenômeno ilumina uma política industrial cujo adversário, não há dúvida, são os Estados Unidos. O país opera há anos com metas explícitas de liderança tecnológica e digitalização. Brinquedos “inteligentes”, nesse contexto, deixam de ser apenas entretenimento para virar extensão de uma estratégia. “A China entende que a IA é uma ciência e que faz parte do progresso de uma nação. Por isso, esses brinquedos inteligentes são vistos como uma vantagem competitiva no campo da educação”, observa Thomas Law, presidente do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina). A leitura ajuda a explicar por que a adoção é tão veloz: se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho. O gesto é cultural, mas também pragmático: a família compra o que acredita encurtar o caminho para o desempenho acadêmico.
Nada disso, no entanto, significa que as máquinas devam ser mantidas do lado de fora da escola ou dos hospitais, onde também atuam, cuidando de idosos. Elas são fundamentais. A tecnologia viabiliza criações que não nasceriam sem câmera, microfone e software. [...] No fim, a questão não é preparar meninos e meninas para o brinquedo de IA de hoje e, sim, para um mundo com IA no futuro; aquele em que a curiosidade, a colaboração, a empatia e o pensamento crítico, as únicas tecnologias realmente exclusivas da espécie humana, conversem com peças de metal e silício. Não abandonemos ao léu os simpáticos robozinhos.
Fonte: MORAES, Ligia. Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância. Veja, 25 out. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/tecnologia/robos-no-parquinho-brinquedos-inteligentes-levantam-duvidas-sobre-efeitos-na-infancia/. Acesso em: 10 fev. 2026.
I - O texto pertence ao gênero divulgação científica por expor/descrever fatos reais, mesclando o raciocínio lógico, depreendido das comparações, refutações, justificativas.
II - Os parágrafos 1 e 2 centram-se em demonstrar o motivo de a China investir em brinquedos inteligentes: interesse por inovação e em promover aprendizado por meio de atividades lúdicas.
III - O parágrafo 3 problematiza a percepção desses brinquedos como ferramenta educativa, sinalizando os prejuízos à infância, quando as interações humanas são substituídas por máquinas.
IV - O parágrafo 4 menciona a competitividade entre China e Estados Unidos, apontando ainda que os pais simpatizam com a ideia de adotar os brinquedos, por serem instrumentos educativos.
V - O parágrafo 5, ao inserir um novo tópico temático – a influência da tecnologia na área hospitalar – enfraquece a argumentação sobre a relevância da tecnologia no contexto escolar.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Leia o texto abaixo, para responder à questão
TEXTO I
Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância
Impulsionados por políticas de inovação e pela cultura de alto desempenho escolar, eles ganham espaço na China
Não deu outra, e era esperado que assim fosse. Brinquedos equipados com inteligência artificial (IA) deixaram de ser curiosidade de feira tecnológica para virar hábito de quarto infantil na China. Bichos de pelúcia que “falam”, pingentes que dão voz a personagens e robôs de mesa que jogam xadrez com crianças fazem parte de um catálogo em expansão acelerada. A engrenagem que puxa a onda combina três forças conhecidas do país: o investimento público em inovação (ainda que na marra, com a mão pesada do Estado), uma cultura que trata a educação como escada social desde cedo e o avanço dos modelos locais de linguagem ancorados em algoritmos. O resultado: “companheiros digitais” que prometem ensinar, conversar e até reconhecer emoções — uma evolução evidente em relação Rosie, a funcionária doméstica dos à Jetsons dos anos 1960 e 1970, que supunha um amanhã que agora chegou. A promessa empolga famílias e empresas, mas acende, com igual intensidade, o alerta de educadores.
Startups exibem números vistosos; segundo projeções do setor, o mercado pode ultrapassar o equivalente a cerca de 75 bilhões de reais até 2030. A multiplicação das opções criou um ecossistema em que o aprendizado e o afeto viraram produto. Um dos campeões de venda é o BubblePal, um pequeno pingente que transforma qualquer pelúcia em interlocutor falante, com 39 vozes diferentes que dão “vida” a personagens da Disney e até heróis chineses. [...]
No marketing, os autômatos são apresentados como “ferramentas educativas”. Na sala de aula e no quintal, porém, a conta é mais complexa. “Habilidades como empatia, resolução de conflitos e generosidade só podem ser aprendidas na arena complexa das interações humanas”, afirma Daniela Pannuti, diretora da divisão primária da Avenues São Paulo, escola internacional que também mantém um campus em Nova York. A ressalva toca o coração da infância: brincar é processo, não produto. [...] Quando a criança passa a “brincar” com um outro previsível, mesmo que muito sofisticado, há o perigo de treinar o convívio sem contradição, sem espera de vez, sem o gesto de ceder.
Do lado de lá do balcão, o fenômeno ilumina uma política industrial cujo adversário, não há dúvida, são os Estados Unidos. O país opera há anos com metas explícitas de liderança tecnológica e digitalização. Brinquedos “inteligentes”, nesse contexto, deixam de ser apenas entretenimento para virar extensão de uma estratégia. “A China entende que a IA é uma ciência e que faz parte do progresso de uma nação. Por isso, esses brinquedos inteligentes são vistos como uma vantagem competitiva no campo da educação”, observa Thomas Law, presidente do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina). A leitura ajuda a explicar por que a adoção é tão veloz: se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho. O gesto é cultural, mas também pragmático: a família compra o que acredita encurtar o caminho para o desempenho acadêmico.
Nada disso, no entanto, significa que as máquinas devam ser mantidas do lado de fora da escola ou dos hospitais, onde também atuam, cuidando de idosos. Elas são fundamentais. A tecnologia viabiliza criações que não nasceriam sem câmera, microfone e software. [...] No fim, a questão não é preparar meninos e meninas para o brinquedo de IA de hoje e, sim, para um mundo com IA no futuro; aquele em que a curiosidade, a colaboração, a empatia e o pensamento crítico, as únicas tecnologias realmente exclusivas da espécie humana, conversem com peças de metal e silício. Não abandonemos ao léu os simpáticos robozinhos.
Fonte: MORAES, Ligia. Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância. Veja, 25 out. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/tecnologia/robos-no-parquinho-brinquedos-inteligentes-levantam-duvidas-sobre-efeitos-na-infancia/. Acesso em: 10 fev. 2026.
A tecnologia viabiliza criações que não nasceriam sem câmera, microfone e software.
Leia o texto abaixo, para responder à questão
TEXTO I
Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância
Impulsionados por políticas de inovação e pela cultura de alto desempenho escolar, eles ganham espaço na China
Não deu outra, e era esperado que assim fosse. Brinquedos equipados com inteligência artificial (IA) deixaram de ser curiosidade de feira tecnológica para virar hábito de quarto infantil na China. Bichos de pelúcia que “falam”, pingentes que dão voz a personagens e robôs de mesa que jogam xadrez com crianças fazem parte de um catálogo em expansão acelerada. A engrenagem que puxa a onda combina três forças conhecidas do país: o investimento público em inovação (ainda que na marra, com a mão pesada do Estado), uma cultura que trata a educação como escada social desde cedo e o avanço dos modelos locais de linguagem ancorados em algoritmos. O resultado: “companheiros digitais” que prometem ensinar, conversar e até reconhecer emoções — uma evolução evidente em relação Rosie, a funcionária doméstica dos à Jetsons dos anos 1960 e 1970, que supunha um amanhã que agora chegou. A promessa empolga famílias e empresas, mas acende, com igual intensidade, o alerta de educadores.
Startups exibem números vistosos; segundo projeções do setor, o mercado pode ultrapassar o equivalente a cerca de 75 bilhões de reais até 2030. A multiplicação das opções criou um ecossistema em que o aprendizado e o afeto viraram produto. Um dos campeões de venda é o BubblePal, um pequeno pingente que transforma qualquer pelúcia em interlocutor falante, com 39 vozes diferentes que dão “vida” a personagens da Disney e até heróis chineses. [...]
No marketing, os autômatos são apresentados como “ferramentas educativas”. Na sala de aula e no quintal, porém, a conta é mais complexa. “Habilidades como empatia, resolução de conflitos e generosidade só podem ser aprendidas na arena complexa das interações humanas”, afirma Daniela Pannuti, diretora da divisão primária da Avenues São Paulo, escola internacional que também mantém um campus em Nova York. A ressalva toca o coração da infância: brincar é processo, não produto. [...] Quando a criança passa a “brincar” com um outro previsível, mesmo que muito sofisticado, há o perigo de treinar o convívio sem contradição, sem espera de vez, sem o gesto de ceder.
Do lado de lá do balcão, o fenômeno ilumina uma política industrial cujo adversário, não há dúvida, são os Estados Unidos. O país opera há anos com metas explícitas de liderança tecnológica e digitalização. Brinquedos “inteligentes”, nesse contexto, deixam de ser apenas entretenimento para virar extensão de uma estratégia. “A China entende que a IA é uma ciência e que faz parte do progresso de uma nação. Por isso, esses brinquedos inteligentes são vistos como uma vantagem competitiva no campo da educação”, observa Thomas Law, presidente do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina). A leitura ajuda a explicar por que a adoção é tão veloz: se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho. O gesto é cultural, mas também pragmático: a família compra o que acredita encurtar o caminho para o desempenho acadêmico.
Nada disso, no entanto, significa que as máquinas devam ser mantidas do lado de fora da escola ou dos hospitais, onde também atuam, cuidando de idosos. Elas são fundamentais. A tecnologia viabiliza criações que não nasceriam sem câmera, microfone e software. [...] No fim, a questão não é preparar meninos e meninas para o brinquedo de IA de hoje e, sim, para um mundo com IA no futuro; aquele em que a curiosidade, a colaboração, a empatia e o pensamento crítico, as únicas tecnologias realmente exclusivas da espécie humana, conversem com peças de metal e silício. Não abandonemos ao léu os simpáticos robozinhos.
Fonte: MORAES, Ligia. Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância. Veja, 25 out. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/tecnologia/robos-no-parquinho-brinquedos-inteligentes-levantam-duvidas-sobre-efeitos-na-infancia/. Acesso em: 10 fev. 2026.
“[...] O resultado: “companheiros digitais” que (1) prometem ensinar, conversar e até reconhecer emoções.
[...] A leitura ajuda a explicar por que (2) a adoção é tão veloz: se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho.
[...] Nada disso, no entanto, significa que (3) as máquinas devam ser mantidas do lado de fora da escola ou dos hospitais, onde (4) também atuam, cuidando de idosos. Elas são fundamentais.
[...] No fim, a questão não é preparar meninos e meninas para o brinquedo de IA de hoje e, sim, para um mundo com IA no futuro; aquele em que (5) a curiosidade, a colaboração, a empatia e o pensamento crítico, as únicas tecnologias realmente exclusivas da espécie humana, conversem com peças de metal e silício. [...]”
Indique a alternativa que faz a correspondência CORRETA entre a classificação dos itens gramaticais e da oração por eles introduzida.
Leia o texto abaixo, para responder à questão
TEXTO I
Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância
Impulsionados por políticas de inovação e pela cultura de alto desempenho escolar, eles ganham espaço na China
Não deu outra, e era esperado que assim fosse. Brinquedos equipados com inteligência artificial (IA) deixaram de ser curiosidade de feira tecnológica para virar hábito de quarto infantil na China. Bichos de pelúcia que “falam”, pingentes que dão voz a personagens e robôs de mesa que jogam xadrez com crianças fazem parte de um catálogo em expansão acelerada. A engrenagem que puxa a onda combina três forças conhecidas do país: o investimento público em inovação (ainda que na marra, com a mão pesada do Estado), uma cultura que trata a educação como escada social desde cedo e o avanço dos modelos locais de linguagem ancorados em algoritmos. O resultado: “companheiros digitais” que prometem ensinar, conversar e até reconhecer emoções — uma evolução evidente em relação Rosie, a funcionária doméstica dos à Jetsons dos anos 1960 e 1970, que supunha um amanhã que agora chegou. A promessa empolga famílias e empresas, mas acende, com igual intensidade, o alerta de educadores.
Startups exibem números vistosos; segundo projeções do setor, o mercado pode ultrapassar o equivalente a cerca de 75 bilhões de reais até 2030. A multiplicação das opções criou um ecossistema em que o aprendizado e o afeto viraram produto. Um dos campeões de venda é o BubblePal, um pequeno pingente que transforma qualquer pelúcia em interlocutor falante, com 39 vozes diferentes que dão “vida” a personagens da Disney e até heróis chineses. [...]
No marketing, os autômatos são apresentados como “ferramentas educativas”. Na sala de aula e no quintal, porém, a conta é mais complexa. “Habilidades como empatia, resolução de conflitos e generosidade só podem ser aprendidas na arena complexa das interações humanas”, afirma Daniela Pannuti, diretora da divisão primária da Avenues São Paulo, escola internacional que também mantém um campus em Nova York. A ressalva toca o coração da infância: brincar é processo, não produto. [...] Quando a criança passa a “brincar” com um outro previsível, mesmo que muito sofisticado, há o perigo de treinar o convívio sem contradição, sem espera de vez, sem o gesto de ceder.
Do lado de lá do balcão, o fenômeno ilumina uma política industrial cujo adversário, não há dúvida, são os Estados Unidos. O país opera há anos com metas explícitas de liderança tecnológica e digitalização. Brinquedos “inteligentes”, nesse contexto, deixam de ser apenas entretenimento para virar extensão de uma estratégia. “A China entende que a IA é uma ciência e que faz parte do progresso de uma nação. Por isso, esses brinquedos inteligentes são vistos como uma vantagem competitiva no campo da educação”, observa Thomas Law, presidente do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina). A leitura ajuda a explicar por que a adoção é tão veloz: se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho. O gesto é cultural, mas também pragmático: a família compra o que acredita encurtar o caminho para o desempenho acadêmico.
Nada disso, no entanto, significa que as máquinas devam ser mantidas do lado de fora da escola ou dos hospitais, onde também atuam, cuidando de idosos. Elas são fundamentais. A tecnologia viabiliza criações que não nasceriam sem câmera, microfone e software. [...] No fim, a questão não é preparar meninos e meninas para o brinquedo de IA de hoje e, sim, para um mundo com IA no futuro; aquele em que a curiosidade, a colaboração, a empatia e o pensamento crítico, as únicas tecnologias realmente exclusivas da espécie humana, conversem com peças de metal e silício. Não abandonemos ao léu os simpáticos robozinhos.
Fonte: MORAES, Ligia. Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância. Veja, 25 out. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/tecnologia/robos-no-parquinho-brinquedos-inteligentes-levantam-duvidas-sobre-efeitos-na-infancia/. Acesso em: 10 fev. 2026.
“Não deu outra, e era esperado que assim fosse. Brinquedos equipados com inteligência artificial (IA) deixaram de ser curiosidade de feira tecnológica para virar hábito de quarto infantil na China.
[...] A multiplicação das opções criou um ecossistema em que o aprendizado e o afeto viraram deixaram de ser produto.
[...] Quando a criança passa a “brincar” curiosidade de com um outro previsível, mesmo que muito sofisticado, há o perigo de treinar o convívio sem contradição, sem espera de vez, sem o gesto de ceder.
-[...] Se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho.
Considerando os contextos de uso das formas verbais nos fragmentos citados, deduz-se que:
I - As perífrases DEIXARAM DE SER e PASSA A BRINCAR pressupõem respectivamente – “os brinquedos eram curiosidade de feira tecnológica” e “a criança não brincava e agora vai brincar com um outro previsível”.
II - O verbo VIRAR de valor equivalente a TORNAR-SE ilustra o uso de forma verbal simples como geradora de pressuposição – a mudança de percepção sobre o que representa o aprendizado e o afeto.
III - As formas auxiliares PASSAR e PROMETER constitutivos das locuções “passar a brincar” e “promete treinar” classificam-se como modais e expressam os mesmos valores semânticos.
IV - O verbo auxiliar ACABAR na locução “acaba entrando” classifica-se como aspectual e expressa noção de término recente de uma ação.
É CORRETA a explicação proposta apenas nos itens:
Leia o texto abaixo, para responder à questão
TEXTO I
Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância
Impulsionados por políticas de inovação e pela cultura de alto desempenho escolar, eles ganham espaço na China
Não deu outra, e era esperado que assim fosse. Brinquedos equipados com inteligência artificial (IA) deixaram de ser curiosidade de feira tecnológica para virar hábito de quarto infantil na China. Bichos de pelúcia que “falam”, pingentes que dão voz a personagens e robôs de mesa que jogam xadrez com crianças fazem parte de um catálogo em expansão acelerada. A engrenagem que puxa a onda combina três forças conhecidas do país: o investimento público em inovação (ainda que na marra, com a mão pesada do Estado), uma cultura que trata a educação como escada social desde cedo e o avanço dos modelos locais de linguagem ancorados em algoritmos. O resultado: “companheiros digitais” que prometem ensinar, conversar e até reconhecer emoções — uma evolução evidente em relação Rosie, a funcionária doméstica dos à Jetsons dos anos 1960 e 1970, que supunha um amanhã que agora chegou. A promessa empolga famílias e empresas, mas acende, com igual intensidade, o alerta de educadores.
Startups exibem números vistosos; segundo projeções do setor, o mercado pode ultrapassar o equivalente a cerca de 75 bilhões de reais até 2030. A multiplicação das opções criou um ecossistema em que o aprendizado e o afeto viraram produto. Um dos campeões de venda é o BubblePal, um pequeno pingente que transforma qualquer pelúcia em interlocutor falante, com 39 vozes diferentes que dão “vida” a personagens da Disney e até heróis chineses. [...]
No marketing, os autômatos são apresentados como “ferramentas educativas”. Na sala de aula e no quintal, porém, a conta é mais complexa. “Habilidades como empatia, resolução de conflitos e generosidade só podem ser aprendidas na arena complexa das interações humanas”, afirma Daniela Pannuti, diretora da divisão primária da Avenues São Paulo, escola internacional que também mantém um campus em Nova York. A ressalva toca o coração da infância: brincar é processo, não produto. [...] Quando a criança passa a “brincar” com um outro previsível, mesmo que muito sofisticado, há o perigo de treinar o convívio sem contradição, sem espera de vez, sem o gesto de ceder.
Do lado de lá do balcão, o fenômeno ilumina uma política industrial cujo adversário, não há dúvida, são os Estados Unidos. O país opera há anos com metas explícitas de liderança tecnológica e digitalização. Brinquedos “inteligentes”, nesse contexto, deixam de ser apenas entretenimento para virar extensão de uma estratégia. “A China entende que a IA é uma ciência e que faz parte do progresso de uma nação. Por isso, esses brinquedos inteligentes são vistos como uma vantagem competitiva no campo da educação”, observa Thomas Law, presidente do Instituto Sociocultural Brasil-China (Ibrachina). A leitura ajuda a explicar por que a adoção é tão veloz: se o objeto promete treinar língua, lógica ou matemática, ele ganha o carimbo de utilidade e acaba entrando no carrinho. O gesto é cultural, mas também pragmático: a família compra o que acredita encurtar o caminho para o desempenho acadêmico.
Nada disso, no entanto, significa que as máquinas devam ser mantidas do lado de fora da escola ou dos hospitais, onde também atuam, cuidando de idosos. Elas são fundamentais. A tecnologia viabiliza criações que não nasceriam sem câmera, microfone e software. [...] No fim, a questão não é preparar meninos e meninas para o brinquedo de IA de hoje e, sim, para um mundo com IA no futuro; aquele em que a curiosidade, a colaboração, a empatia e o pensamento crítico, as únicas tecnologias realmente exclusivas da espécie humana, conversem com peças de metal e silício. Não abandonemos ao léu os simpáticos robozinhos.
Fonte: MORAES, Ligia. Robôs no parquinho: brinquedos inteligentes levantam dúvidas sobre efeitos na infância. Veja, 25 out. 2025. Disponível em: https://veja.abril.com.br/tecnologia/robos-no-parquinho-brinquedos-inteligentes-levantam-duvidas-sobre-efeitos-na-infancia/. Acesso em: 10 fev. 2026.
Avalie a veracidade das proposições sobre os elementos de conexão da parte introdutória do texto.
I - No 1º parágrafo, em: “era esperado que assim fosse”, o “assim” funciona anafórica e cataforicamente, pois o conteúdo mencionado sobre o alcance obtido pelos brinquedos inteligentes na China é esclarecido posteriormente: tais brinquedos deixam de ser apenas curiosidade tecnológica, tornando-se hábito de quarto infantil.
II - No final do 1º parágrafo, em: “a promessa empolga famílias e empresas, mas acende ...”, o sintagma “a promessa” constitui um recurso lexical que se utiliza da derivação deverbal para sintetizar o conteúdo precedente, referindo-se ao anseio da funcionária doméstica dos Jetsons.
III - No encadeamento das ideias para formar o texto, um mesmo conteúdo é tomado como referente de elementos de coesão distintos. Assim, no 1º parágrafo, o “assim” consiste em uma pró-forma referencial ou “advérbio pronominal”, enquanto “a onda” é um sintagma nominal, que encapsula ou resume um conteúdo e tem também caráter lexical.
IV - Os elementos de coesão sequencial – “Ainda que” (na frase parentética) e “mas” (na conclusão do primeiro parágrafo) – são de mesma natureza formal e semântica, estabelecendo relação de contraste entre orações coordenadas no texto.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
O processo de formação da palavra “infinitas”, retirada do texto, se dá por:
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 11 e 14.
Para responder à questão, leia atentamente o Texto III.
Texto III

Fonte: @abnerdangelo. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DMiR3KLOx6b/?img_index=3 Acesso em 8 de nov. de 2025.
As tirinhas do Texto III pertencem ao domínio discursivo da esfera:
Para responder à questão, leia atentamente o Texto III.
Texto III

Fonte: @abnerdangelo. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DMiR3KLOx6b/?img_index=3 Acesso em 8 de nov. de 2025.
O humor nas tirinhas é construído principalmente:
Para responder à questão, leia atentamente o Texto III.
Texto III

Fonte: @abnerdangelo. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DMiR3KLOx6b/?img_index=3 Acesso em 8 de nov. de 2025.
I - A palavra “porquê” é acentuada por atuar como substantivo, formado pela junção da preposição por e do pronome interrogativo que, recebendo acento para diferenciar-se das demais formas.
II - A palavra “porque” será acentuada quando indicar causa ou explicação.
III - O vocábulo “oração” recebe acento por ser uma oxítona terminada em “ão”, conforme a regra geral de acentuação.
IV - A palavra “vocês” é acentuada por ser uma paroxítona terminada em ditongo, o que exige o uso do acento gráfico.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia o Texto II para responder à questão.
Texto II

Fonte:https://www.threads.com/@dona.anesia/post/C1YRQNTIqjG/media Acesso em: 10 nov. 2025.
Observe as assertivas a seguir sobre o uso dos tempos e modos verbais presentes na tirinha:
I - O verbo “é” , no trecho “É cinco, quatro, três, dois, um”, encontra-se no presente do indicativo, indicando uma ação que se realiza no momento da fala.
II - O verbo "é" expressa uma certeza, característica típica do modo indicativo.
III - O verbo "é" , se fosse substituído por “fosse”, alteraria o sentido da frase para um tom hipotético, típico do modo subjuntivo.
IV - A fala “Quem é Vivi, vó?” apresenta o verbo "é" no pretérito perfeito do indicativo, expressando uma ação concluída.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia o Texto II para responder à questão.
Texto II

Fonte:https://www.threads.com/@dona.anesia/post/C1YRQNTIqjG/media Acesso em: 10 nov. 2025.
Leia o Texto II para responder à questão.
Texto II

Fonte:https://www.threads.com/@dona.anesia/post/C1YRQNTIqjG/media Acesso em: 10 nov. 2025.
Leia o Texto II para responder à questão.
Texto II

Fonte:https://www.threads.com/@dona.anesia/post/C1YRQNTIqjG/media Acesso em: 10 nov. 2025.
“Novos debates surgiram após a aproximação do cometa com o Sol no final de outubro. Instrumentos de observação detectaram que ele acelerou de maneira inesperada, movendo-se mais rápido do que a gravidade permitiria. Essa anomalia fez muitos cientistas reavaliarem o comportamento de cometas.”
A partir dessa leitura, é CORRETO afirmar que:
