Questões de Concurso Sobre português

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Q3936782 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

TEXTO I

Restos de Carnaval Clarice Lispector 

Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartasfeiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano.

E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu. 

No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.

E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.

Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça – eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável – e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.

Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.

Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga – talvez atendendo a meu apelo mudo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel – resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.

Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas – à idéia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha – mas ah! Deus nos ajudaria! não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho, que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.

Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa. 

Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.

Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria. 

Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos, já lisos, de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5892/restosde-carnaval
No trecho:
"E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos, já lisos, de confete"
A função comunicativa desse trecho, considerando a perspectiva de Bakhtin (1992) sobre a linguagem literária como interação entre enunciador e receptor, é:
Alternativas
Q3936770 Português
É a manifestação linguística da coerência. Provém da forma como as relações lógico-semânticas do texto são expressas na superfície textual. Assim, a coesão de um texto é verificada mediante a análise de seus mecanismos lexicais e gramaticais de construção.
No contexto dos diferentes mecanismos de coesão, entre outros, analise o texto a seguir:
São os que não podem ser interpretados por si próprios, mas têm que ser relacionados a outros elementos no discurso para serem compreendidos. Há dois tipos: a situacional (exofórica ) feita a algum elemento da situação e a textual (endofórica).
O texto faz referência ao mecanismo de coesão: 
Alternativas
Q3936769 Português
Analise o quadro sinóptico entre a distinção de tipos textuais e gêneros textuais, e assinale a opção CORRETA:
Alternativas
Q3936706 Português
Textos literários e não literários, quando usados em conjunto, permitem ao aluno:
Alternativas
Q3936646 Português
Terapia Azul: Por Que o Mar é o Melhor Remédio para o Estresse Moderno


Ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove efeito calmante.

Você já deve ter sentido bem-estar e relaxamento ao contemplar a imensidão azul à sua frente. Isso tem uma razão de ser. A ciência já comprovou que mergulhar no mar — ou simplesmente ver a arrebentação da janela — reduz os níveis de sofrimento psicológico e promove um efeito calmante.

A ideia de que o contato com ambientes aquáticos naturais (e isso não vale só para o oceano) tem grande impacto sobre a nossa saúde física e mental foi chamada de "saúde azul".

Contemplar a cadência das ondas provoca o que especialistas denominam "restauração da atenção". O mar captura a nossa atenção de forma natural e sem grande esforço. É totalmente diferente do que acontece nos grandes centros urbanos, que exigem uma atenção vigilante e intencional, o que é exaustivo.

O oceano opera em outra frequência. O som e o ritmo das ondas têm efeito relaxante, funcionando como um 'mantra', isto é, o som que, para o ioga, nos permite concentrar no aqui e agora. Essa harmonia nos ancora no presente, enviando o excesso de pensamentos que povoam a nossa mente para o segundo plano.

Estar em um ambiente costeiro também convida ao movimento. Um estudo de 2020 mostrou que o litoral nos estimula a praticar atividade física por mais tempo. Sabemos que exercícios prolongados contribuem para a melhora da qualidade do sono e reduzem o estresse, só para citar dois benefícios para a saúde mental. Isso sem falar nos outros tantos ganhos para a saúde física.

Não é de hoje que nos voltamos para a natureza em busca de equilíbrio. Em um mundo que vê o estresse crescer de forma geométrica, talvez precisemos de menos telas e mais "doses de mar". Contemplar o oceano, seja nas férias, seja em uma escapada da cidade no fim de semana, é um convite para desacelerar.


https://forbes.com.br/forbessaude/2025/12/arthur-guerra-terapia-azul-p or-que-o-mar-e-o-melhor-remedio-para-o-estresse-moderno/
 O mar captura a nossa atenção de forma natural e sem grande esforço."
As figuras de linguagem consistem em recursos expressivos que se afastam do significado literal das palavras para produzir efeitos de estilo, emoção ou destaque, tornando a comunicação oral e escrita mais rica e expressiva.
No trecho, observa-se uma figura de linguagem denominada:
Alternativas
Q3936408 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
Analise as afirmações que seguem acerca do termo “quando”, extraído do trecho do Texto I: “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko” (3º parágrafo).

I- Introduz uma oração subordinada substantiva.
II- Estabelece relação de tempo.
III- Introduz uma oração coordenada.
IV- Estabelece relação de condição.
V- Introduz uma oração subordinada adverbial.

ÉCORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3936407 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
Analise as afirmações abaixo acerca do trecho “que podem utilizar esses programas”, extraído do fragmento “Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar” (2º parágrafo).

I- O excerto revela que é permitido o uso de programa pelos autores dos trabalhos publicados pela Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR).
II- O excerto denota que apenas alguns autores dos trabalhos publicados pela Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR) podem usar os programas.
III- O excerto é uma oração explicativa e não restritiva.
IV- As vírgulas podem ser excluídas sem alteração de sentido.

ÉCORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3936405 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
Considerando que o aposto é uma categoria sintática que explica, esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração, assinale a única alternativa que contém CORRETAMENTE um aposto do tipo explicativo.
Alternativas
Q3936403 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
Acerca das relações morfológicas e sintáticas estabelecidas no trecho “A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs” (4º parágrafo), extraído do Texto I, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3936402 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
No trecho “Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado” (4º parágrafo), extraído do Texto I, o termo “também” contribui na construção textual para:
Alternativas
Q3936400 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Rastros do ChatGPT


Revistas de oncologia detectam uso expressivo de programas de inteligência artificial (IA) por autores e revisores de artigos


      A  Associação Americana para Pesquisa do Câncer (AACR), que publica 10 revistas científicas da área de oncologia, detectou uma prevalência elevada do uso de programas de inteligência artificial generativa nos trabalhos submetidos a seus periódicos. Vinte e três por cento dos manuscritos encaminhados por autores em 2024 continham indícios de que os textos foram preparados ou revisados com o apoio de grandes modelos de linguagem (LLM), sistemas de inteligência artificial treinados com enormes volumes de texto para compreender a linguagem humana, nos quais se baseiam ferramentas como o ChatGPT. O problema se estende, embora em menor escala, ao trabalho dos revisores – especialistas que avaliam o conteúdo dos trabalhos e recomendam ou não sua publicação. Há sinais de uso de programas de IA em 5% de pareceres de revisão por pares produzidos em 2024.

     Para rastrear os vestígios, a associação utilizou uma ferramenta desenvolvida pela Pangram Labs, startup de Nova York especializada na detecção de textos gerados por inteligência artificial. Aplicada a 46.500 resumos, 46.021 seções de métodos e 29.544 comentários de revisão por pares submetidos aos 10 periódicos da AACR entre 2021 e 2024, a ferramenta mostrou que a quantidade de textos gerados por IA em relatórios de revisão por pares caiu 50% no final de 2023, após a AACR proibir os avaliadores de usarem esse recurso. Já entre os autores, que podem utilizar esses programas, desde que informem os editores, o uso mais que dobrou no início de 2024 – e continua a aumentar.

    “Ficamos chocados quando vimos os resultados do Pangram”, disse Daniel Evanko, diretor de operações e sistemas de periódicos da AACR, à Nature. Ele apresentou esses resultados no 10º Congresso Internacional de Revisão por Pares e Publicações Científicas em Chicago, nos Estados Unidos, em setembro. “Nossa intenção é começar a analisar todos os manuscritos recebidos e todos os comentários de revisão por pares.”

     A análise constatou que autores de instituições em países onde o inglês não é a língua nativa tinham mais que o dobro de probabilidade de utilizar LLMs. Também sugeriu que as políticas que estabelecem a obrigatoriedade de declarar o uso de IA têm tido sucesso limitado: 36% dos 7.177 manuscritos submetidos entre janeiro e junho de 2025 foram sinalizados pelo Pangram, mas os autores de apenas 9% do total de submissões declarou ter usado esse tipo de recurso para escrever ou revisar seus trabalhos.


Fonte: PESQUISA FAPESP. Rastros do ChatGPT. 23 out 2028, 8:47. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/rastros-do-chatgpt/. Acesso em 25 out. 2025 [adaptado]. 
Com base na leitura do Texto I, analise as assertivas que seguem.

I- O texto realça o uso ético da inteligência artificial generativa, já que a maioria dos autores declaram explicitamente que usam o recurso.
II- O texto evidencia que a maioria dos trabalhos submetidos às revistas analisadas utilizaram inteligência artificial generativa sem declarar adequadamente o uso dessa ferramenta.
III- O texto destaca o sucesso das políticas de normatização para o uso ético da inteligência artificial generativa.
IV- O programa de rastreio constatou que houve omissão do uso da inteligência artificial por parte da maioria dos autores cujos manuscritos foram analisados.

ÉCORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3936173 Português

Texto 2


Fonte: https://www.instagram.com/p/DFtFsQCRxXi/

No conto apresentado no Texto 2, o leitor pode experimentar uma sensação de riso leve ou de estranhamento afetivo.
Esse efeito decorre, principalmente, devido:
Alternativas
Q3936172 Português

Texto 2


Fonte: https://www.instagram.com/p/DFtFsQCRxXi/

No Texto 2, de autoria do escritor Marcio Markendorf, na passagem que diz “— Você não pode ir sozinha para o mundo, Clara!”, a narrativa traz a potencialidade de uma interpretação no sentido figurado. Tendo isso em vista, a qual figura de linguagem “para o mundo” configura:
Alternativas
Q3936171 Português

Texto 1

 

Artesanato se torna uma forma de terapia para diferentes gerações

Especialistas explicam os benefícios terapêuticos do artesanato e como ele conecta diferentes gerações.

 

O artesanato, uma prática que envolve criar com as mãos, tem sido cada vez mais reconhecido como uma ferramenta poderosa para a saúde mental. De acordo com um estudo publicado em 2020 no periódico Frontiers in Public Health, atividades manuais como crochê, costura e tricô estão diretamente associadas ao aumento do bem-estar emocional. A pesquisa, que analisou dados de 7.182 adultos na Inglaterra, revelou que o envolvimento com a Criação de Artes e Artesanato (CAC) prevê significativamente maior satisfação com a vida.


O estudo utilizou dados do Taking Part Survey, uma pesquisa domiciliar do Reino Unido realizada entre 2019 e 2020, que investiga a participação cultural e esportiva da população. Por meio de métodos estatísticos, os pesquisadores descobriram que fazer artesanato melhora o bem-estar das pessoas, independentemente de fatores como idade, gênero, emprego ou saúde.


Além disso, a pesquisa destacou que o artesanato ativa áreas do cérebro relacionadas ao relaxamento, ajudando a reduzir sintomas de ansiedade e estresse. Para os autores do estudo, essas práticas são uma ferramenta acessível e de baixo custo que pode ser utilizada em nível de saúde pública para promover o bem-estar emocional.

 

O papel da arteterapia na saúde mental

A psicóloga clínica Ana Paula Oliveira Bodanese, que atua há oito anos com base na Terapia Cognitivo-Comportamental e trabalha com psicopatologias e adoecimento mental, explica que atividades manuais e oficinas são excelentes instrumentos terapêuticos, utilizados em diversos contextos, incluindo casos que exigem internação. Ela destaca a influência histórica da luta antimanicomial no Brasil, que promoveu a integração de pacientes por meio de oficinas terapêuticas, técnica desenvolvida pela psiquiatra Nise da Silveira. “Essas práticas revolucionaram a maneira de enxergar o tratamento em saúde mental”, afirma.


Segundo a psicóloga, a arteterapia é uma ferramenta poderosa para expressar emoções e promover autorregulação. “A arteterapia é uma ferramenta excelente para que o paciente possa expressar suas emoções.

As oficinas são interpretadas com uma ferramenta mais “segura” de expressão. Elas não substituem o tratamento psicológico e psiquiátrico convencional, mas são um elemento extra para promover saúde e bem-estar”, ressalta.


Ana Paula também enfatiza que o ato de criar algo do zero pode ajudar a construir autoestima e autoconfiança. “Com certeza! Pode ainda trazer concretude a emoções e permite a socialização quando é feito em pequenos grupos.”


Quando questionada se o crochê e a costura podem ser considerados formas de meditação ativa, a psicóloga explica que, embora não sejam meditação em si, essas atividades têm um caráter meditativo.


Ana Paula também compartilha que, em seu trabalho, busca orientar pacientes a atividades que promovam prazer e relaxamento. “Nessa orientação, buscamos as mais diversas atividades junto com os pacientes, inclusive artesanatos e outras formas de expressão.” Além disso, ela destaca que toda prática de uma nova atividade é estimulante para o cérebro.


Por fim, a psicóloga explica que pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que têm dificuldade em controlar a atenção, podem se beneficiar de atividades como o artesanato. “O aprendizado de uma habilidade tende a ser uma ótima forma de regular o foco como complemento ao tratamento tradicional”, conclui.


[…]

 

Fonte: https://jornalismo.iesb.br/saude/artesanato-se-torna-uma-forma-de-terapia-para-diferentes-geracoes/

Neste fragmento do Texto 1: “[…] os pesquisadores descobriram que fazer artesanato melhora o bem-estar das pessoas”, é correto afirmar que o verbo “descobriram” exerce a função de:
Alternativas
Q3936170 Português

Texto 1

 

Artesanato se torna uma forma de terapia para diferentes gerações

Especialistas explicam os benefícios terapêuticos do artesanato e como ele conecta diferentes gerações.

 

O artesanato, uma prática que envolve criar com as mãos, tem sido cada vez mais reconhecido como uma ferramenta poderosa para a saúde mental. De acordo com um estudo publicado em 2020 no periódico Frontiers in Public Health, atividades manuais como crochê, costura e tricô estão diretamente associadas ao aumento do bem-estar emocional. A pesquisa, que analisou dados de 7.182 adultos na Inglaterra, revelou que o envolvimento com a Criação de Artes e Artesanato (CAC) prevê significativamente maior satisfação com a vida.


O estudo utilizou dados do Taking Part Survey, uma pesquisa domiciliar do Reino Unido realizada entre 2019 e 2020, que investiga a participação cultural e esportiva da população. Por meio de métodos estatísticos, os pesquisadores descobriram que fazer artesanato melhora o bem-estar das pessoas, independentemente de fatores como idade, gênero, emprego ou saúde.


Além disso, a pesquisa destacou que o artesanato ativa áreas do cérebro relacionadas ao relaxamento, ajudando a reduzir sintomas de ansiedade e estresse. Para os autores do estudo, essas práticas são uma ferramenta acessível e de baixo custo que pode ser utilizada em nível de saúde pública para promover o bem-estar emocional.

 

O papel da arteterapia na saúde mental

A psicóloga clínica Ana Paula Oliveira Bodanese, que atua há oito anos com base na Terapia Cognitivo-Comportamental e trabalha com psicopatologias e adoecimento mental, explica que atividades manuais e oficinas são excelentes instrumentos terapêuticos, utilizados em diversos contextos, incluindo casos que exigem internação. Ela destaca a influência histórica da luta antimanicomial no Brasil, que promoveu a integração de pacientes por meio de oficinas terapêuticas, técnica desenvolvida pela psiquiatra Nise da Silveira. “Essas práticas revolucionaram a maneira de enxergar o tratamento em saúde mental”, afirma.


Segundo a psicóloga, a arteterapia é uma ferramenta poderosa para expressar emoções e promover autorregulação. “A arteterapia é uma ferramenta excelente para que o paciente possa expressar suas emoções.

As oficinas são interpretadas com uma ferramenta mais “segura” de expressão. Elas não substituem o tratamento psicológico e psiquiátrico convencional, mas são um elemento extra para promover saúde e bem-estar”, ressalta.


Ana Paula também enfatiza que o ato de criar algo do zero pode ajudar a construir autoestima e autoconfiança. “Com certeza! Pode ainda trazer concretude a emoções e permite a socialização quando é feito em pequenos grupos.”


Quando questionada se o crochê e a costura podem ser considerados formas de meditação ativa, a psicóloga explica que, embora não sejam meditação em si, essas atividades têm um caráter meditativo.


Ana Paula também compartilha que, em seu trabalho, busca orientar pacientes a atividades que promovam prazer e relaxamento. “Nessa orientação, buscamos as mais diversas atividades junto com os pacientes, inclusive artesanatos e outras formas de expressão.” Além disso, ela destaca que toda prática de uma nova atividade é estimulante para o cérebro.


Por fim, a psicóloga explica que pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que têm dificuldade em controlar a atenção, podem se beneficiar de atividades como o artesanato. “O aprendizado de uma habilidade tende a ser uma ótima forma de regular o foco como complemento ao tratamento tradicional”, conclui.


[…]

 

Fonte: https://jornalismo.iesb.br/saude/artesanato-se-torna-uma-forma-de-terapia-para-diferentes-geracoes/

Considerando o conteúdo da matéria apresentada no Texto 1, é correto afirmar que o impacto terapêutico dessas práticas se explica principalmente porque:
Alternativas
Q3936169 Português

Texto 1

 

Artesanato se torna uma forma de terapia para diferentes gerações

Especialistas explicam os benefícios terapêuticos do artesanato e como ele conecta diferentes gerações.

 

O artesanato, uma prática que envolve criar com as mãos, tem sido cada vez mais reconhecido como uma ferramenta poderosa para a saúde mental. De acordo com um estudo publicado em 2020 no periódico Frontiers in Public Health, atividades manuais como crochê, costura e tricô estão diretamente associadas ao aumento do bem-estar emocional. A pesquisa, que analisou dados de 7.182 adultos na Inglaterra, revelou que o envolvimento com a Criação de Artes e Artesanato (CAC) prevê significativamente maior satisfação com a vida.


O estudo utilizou dados do Taking Part Survey, uma pesquisa domiciliar do Reino Unido realizada entre 2019 e 2020, que investiga a participação cultural e esportiva da população. Por meio de métodos estatísticos, os pesquisadores descobriram que fazer artesanato melhora o bem-estar das pessoas, independentemente de fatores como idade, gênero, emprego ou saúde.


Além disso, a pesquisa destacou que o artesanato ativa áreas do cérebro relacionadas ao relaxamento, ajudando a reduzir sintomas de ansiedade e estresse. Para os autores do estudo, essas práticas são uma ferramenta acessível e de baixo custo que pode ser utilizada em nível de saúde pública para promover o bem-estar emocional.

 

O papel da arteterapia na saúde mental

A psicóloga clínica Ana Paula Oliveira Bodanese, que atua há oito anos com base na Terapia Cognitivo-Comportamental e trabalha com psicopatologias e adoecimento mental, explica que atividades manuais e oficinas são excelentes instrumentos terapêuticos, utilizados em diversos contextos, incluindo casos que exigem internação. Ela destaca a influência histórica da luta antimanicomial no Brasil, que promoveu a integração de pacientes por meio de oficinas terapêuticas, técnica desenvolvida pela psiquiatra Nise da Silveira. “Essas práticas revolucionaram a maneira de enxergar o tratamento em saúde mental”, afirma.


Segundo a psicóloga, a arteterapia é uma ferramenta poderosa para expressar emoções e promover autorregulação. “A arteterapia é uma ferramenta excelente para que o paciente possa expressar suas emoções.

As oficinas são interpretadas com uma ferramenta mais “segura” de expressão. Elas não substituem o tratamento psicológico e psiquiátrico convencional, mas são um elemento extra para promover saúde e bem-estar”, ressalta.


Ana Paula também enfatiza que o ato de criar algo do zero pode ajudar a construir autoestima e autoconfiança. “Com certeza! Pode ainda trazer concretude a emoções e permite a socialização quando é feito em pequenos grupos.”


Quando questionada se o crochê e a costura podem ser considerados formas de meditação ativa, a psicóloga explica que, embora não sejam meditação em si, essas atividades têm um caráter meditativo.


Ana Paula também compartilha que, em seu trabalho, busca orientar pacientes a atividades que promovam prazer e relaxamento. “Nessa orientação, buscamos as mais diversas atividades junto com os pacientes, inclusive artesanatos e outras formas de expressão.” Além disso, ela destaca que toda prática de uma nova atividade é estimulante para o cérebro.


Por fim, a psicóloga explica que pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que têm dificuldade em controlar a atenção, podem se beneficiar de atividades como o artesanato. “O aprendizado de uma habilidade tende a ser uma ótima forma de regular o foco como complemento ao tratamento tradicional”, conclui.


[…]

 

Fonte: https://jornalismo.iesb.br/saude/artesanato-se-torna-uma-forma-de-terapia-para-diferentes-geracoes/

Leia com atenção o trecho abaixo retirado do Texto 1:
“O artesanato, uma prática que envolve criar com as mãos, tem sido cada vez mais reconhecido como uma ferramenta poderosa para a saúde mental”.
Assinale a alternativa que contenha apenas os ditongos presentes na frase.
Alternativas
Q3936128 Português
A multimodalidade é uma marca dos textos contemporâneos na BNCC. Trabalhar com gêneros digitais (como vlogs ou infográficos) no apoio de Português serve para: 
Alternativas
Q3936124 Português
No Apoio Pedagógico de Língua Portuguesa, a consciência fonológica é um preditor essencial para a alfabetização. Sobre essa habilidade, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3935892 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Viajante espacial: porque cometa 3I/Atlas continua a intrigar?

Recentemente, o objeto acelerou de maneira inesperada, movendo-se mais rápido do que a gravidade permitiria

Internacional| Do R7

06/11/2025 - 02h00 (Atualizado em 06/11/2025 - 02h00)


    Desde que foi avistado no início de julho, o cometa 3I/Atlas tem despertado curiosidade entre astrônomos do mundo todo. Detectado por um telescópio no Chile, o corpo celeste logo se destacou por apresentar características diferentes das de um cometa comum, sugerindo que foi formado em outro sistema estelar.

    Com velocidade e trajetória que indicam que ele não está preso à gravidade do Sol, o 3I/Atlas é apenas o terceiro objeto interestelar já confirmado pela ciência. Enquanto alguns cientistas o consideram um cometa qualquer, outros chamam atenção para seu comportamento único.

    Novos debates surgiram após a aproximação do cometa com o Sol no final de outubro. Instrumentos de observação detectaram que ele acelerou de maneira inesperada, movendo-se mais rápido do que a gravidade permitiria. Essa anomalia fez muitos cientistas reavaliarem o comportamento de cometas. Isso porque, geralmente, eles se deslocam mais lentamente, movidos pelos gases liberados de suas superfícies geladas.

    Além da aceleração, o cometa surpreendeu ao mudar de cor, passando de um tom avermelhado para um azul intenso. A alteração chamou atenção, já que, normalmente, os cometas ficam com uma coloração vermelha devido à luz solar. Ele também apresentou um aumento repentino de brilho, indicando que grandes quantidades de material estavam sendo ejetadas, possivelmente por conta da vaporização do gelo em sua superfície, causada pelo calor.

    Astrônomos estimam que ele seja cerca de 3 bilhões de anos mais antigo que o Sistema Solar, tornando-o talvez o cometa mais velho já observado. Suas imagens mais recentes foram obtidas pelo espectrógrafo infravermelho do James Webb, que detectou grandes concentrações de dióxido de carbono em sua composição.

    As imagens do telescópio espacial mostraram que o cometa interestelar passou por uma transformação ao longo dos bilhões de anos vagando pela Via Láctea, desenvolvendo uma crosta irradiada de dezenas de metros após ser exposto a tanta radiação cósmica.

    O 3I/Atlas atingiu o periélio, ponto mais próximo do Sol, no dia 29 de outubro. Ele continua em órbita ao redor da estrela, enquanto especialistas esperam que a radiação exponha suas camadas internas. Dessa forma, será possível estudar a composição original do corpo, expandindo o que se sabe sobre cometas.

    Apesar da repercussão sobre as características estranhas do corpo celeste, a Nasa garantiu que ele não representa nenhuma ameaça para a Terra e permanecerá distante.


Fonte : Viajante espacial: por que cometa 3I/Atlas continua a intrigar? R7 Internacional, 06 nov. 2025. Disponível em: https://noticias.r7.com/internacional/viajante-espacial-por-que-cometa-3iatlas-continua-a-intrigar-06112025/ Acesso em: 10 nov. 2025. 
Considerando o Texto I, analise as assertivas que seguem.

I- No trecho “Além da aceleração, o cometa surpreendeu ao mudar de cor” (4º parágrafo), o substantivo aceleração retoma o fenômeno físico mencionado anteriormente no texto, garantindo coesão referencial e continuidade temática.
II- Em “passando de um tom avermelhado para um azul intenso”, observa-se o uso de um adjunto adverbial de tempo, que expressa o momento em que a mudança ocorreu, marcando o processo gradativo descrito.
III- O uso dos substantivos aceleração, cometa, coloração e luz solar reforça a coerência temática do período, pois contribui para a construção de um campo semântico ligado à observação astronômica e aos fenômenos físicos.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3935891 Português
Leia o Texto I para responder à questão.


Viajante espacial: porque cometa 3I/Atlas continua a intrigar?

Recentemente, o objeto acelerou de maneira inesperada, movendo-se mais rápido do que a gravidade permitiria

Internacional| Do R7

06/11/2025 - 02h00 (Atualizado em 06/11/2025 - 02h00)


    Desde que foi avistado no início de julho, o cometa 3I/Atlas tem despertado curiosidade entre astrônomos do mundo todo. Detectado por um telescópio no Chile, o corpo celeste logo se destacou por apresentar características diferentes das de um cometa comum, sugerindo que foi formado em outro sistema estelar.

    Com velocidade e trajetória que indicam que ele não está preso à gravidade do Sol, o 3I/Atlas é apenas o terceiro objeto interestelar já confirmado pela ciência. Enquanto alguns cientistas o consideram um cometa qualquer, outros chamam atenção para seu comportamento único.

    Novos debates surgiram após a aproximação do cometa com o Sol no final de outubro. Instrumentos de observação detectaram que ele acelerou de maneira inesperada, movendo-se mais rápido do que a gravidade permitiria. Essa anomalia fez muitos cientistas reavaliarem o comportamento de cometas. Isso porque, geralmente, eles se deslocam mais lentamente, movidos pelos gases liberados de suas superfícies geladas.

    Além da aceleração, o cometa surpreendeu ao mudar de cor, passando de um tom avermelhado para um azul intenso. A alteração chamou atenção, já que, normalmente, os cometas ficam com uma coloração vermelha devido à luz solar. Ele também apresentou um aumento repentino de brilho, indicando que grandes quantidades de material estavam sendo ejetadas, possivelmente por conta da vaporização do gelo em sua superfície, causada pelo calor.

    Astrônomos estimam que ele seja cerca de 3 bilhões de anos mais antigo que o Sistema Solar, tornando-o talvez o cometa mais velho já observado. Suas imagens mais recentes foram obtidas pelo espectrógrafo infravermelho do James Webb, que detectou grandes concentrações de dióxido de carbono em sua composição.

    As imagens do telescópio espacial mostraram que o cometa interestelar passou por uma transformação ao longo dos bilhões de anos vagando pela Via Láctea, desenvolvendo uma crosta irradiada de dezenas de metros após ser exposto a tanta radiação cósmica.

    O 3I/Atlas atingiu o periélio, ponto mais próximo do Sol, no dia 29 de outubro. Ele continua em órbita ao redor da estrela, enquanto especialistas esperam que a radiação exponha suas camadas internas. Dessa forma, será possível estudar a composição original do corpo, expandindo o que se sabe sobre cometas.

    Apesar da repercussão sobre as características estranhas do corpo celeste, a Nasa garantiu que ele não representa nenhuma ameaça para a Terra e permanecerá distante.


Fonte : Viajante espacial: por que cometa 3I/Atlas continua a intrigar? R7 Internacional, 06 nov. 2025. Disponível em: https://noticias.r7.com/internacional/viajante-espacial-por-que-cometa-3iatlas-continua-a-intrigar-06112025/ Acesso em: 10 nov. 2025. 
Com base na leitura do Texto I, é CORRETO afirmar que a linguagem empregada:
Alternativas
Respostas
12941: C
12942: D
12943: C
12944: A
12945: E
12946: E
12947: D
12948: C
12949: C
12950: B
12951: A
12952: E
12953: B
12954: C
12955: D
12956: A
12957: D
12958: B
12959: D
12960: D