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Q4261271 Português
Marque a alternativa em que todas as palavras estão escritas de acordo com a norma-padrão em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4261270 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Simplicidade



    Uma das coisas que eu mais admiro em algumas pessoas é a capacidade de viver com simplicidade. Vejam bem: não estou falando de voto de pobreza, nem de um falso minimalismo ou de militância fake pelo desapego. Falo de pessoas genuinamente simples.


    Ao longo da minha vida, eu tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas verdadeiramente simples. Algumas delas, para a minha sorte, da minha própria família. Outras, gratas surpresas com que a vida me presenteia de vez em quando.


    Minha avó era uma pessoa simples. Me lembro até hoje de como ela era autenticamente feliz com coisas simples. Cuidar de suas plantinhas. Passear com os netos. Alimentar seus cachorros. Ir à igreja fazer suas orações. Ela teve uma vida muito dificil, e em sua velhice eram essas pequenas coisas que a faziam feliz. Ela valorizava os momentos com as pessoas que amava, e não as coisas. (...)


    Em tempos de consumismo desenfreado, ostentação, status medido por número de likes nas redes sociais, manter-se simples é um desafio. Manter o foco no que é realmente importante e fundamental, sem nos deixar distrair com as tentações das futilidades, parece ser a utopia do século. O segredo para atingir este ideal eu não conheço, mas sei de um bom caminho: preste atenção no que realmente toca sua alma, e diferencie do que apenas satisfaz o seu ego. A fórmula pode estar por aí.



GODOY, Mayara. Simplicidade. Crônicas de categoria. Disponível em <https://cronicasdecategoria.com/2020/03/02/simplicida

de/>. 

"Manter o foco no que é realmente importante e fundamental, sem nos deixar distrair com as tentações das futilidades, parece ser a utopia do século."



A palavra destacada no trecho acima é sinônima de:

Alternativas
Q4261269 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Simplicidade



    Uma das coisas que eu mais admiro em algumas pessoas é a capacidade de viver com simplicidade. Vejam bem: não estou falando de voto de pobreza, nem de um falso minimalismo ou de militância fake pelo desapego. Falo de pessoas genuinamente simples.


    Ao longo da minha vida, eu tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas verdadeiramente simples. Algumas delas, para a minha sorte, da minha própria família. Outras, gratas surpresas com que a vida me presenteia de vez em quando.


    Minha avó era uma pessoa simples. Me lembro até hoje de como ela era autenticamente feliz com coisas simples. Cuidar de suas plantinhas. Passear com os netos. Alimentar seus cachorros. Ir à igreja fazer suas orações. Ela teve uma vida muito dificil, e em sua velhice eram essas pequenas coisas que a faziam feliz. Ela valorizava os momentos com as pessoas que amava, e não as coisas. (...)


    Em tempos de consumismo desenfreado, ostentação, status medido por número de likes nas redes sociais, manter-se simples é um desafio. Manter o foco no que é realmente importante e fundamental, sem nos deixar distrair com as tentações das futilidades, parece ser a utopia do século. O segredo para atingir este ideal eu não conheço, mas sei de um bom caminho: preste atenção no que realmente toca sua alma, e diferencie do que apenas satisfaz o seu ego. A fórmula pode estar por aí.



GODOY, Mayara. Simplicidade. Crônicas de categoria. Disponível em <https://cronicasdecategoria.com/2020/03/02/simplicida

de/>. 

"Minha avó (...) era autenticamente feliz com coisas simples. Cuidar de suas plantinhas. Passear com os netos. Alimentar seus cachorros. Ir à igreja fazer suas orações."



Marque a alternativa que apresenta uma forma reescrita do trecho acima em que a pontuação se encontra totalmente correta. 

Alternativas
Q4261268 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Simplicidade



    Uma das coisas que eu mais admiro em algumas pessoas é a capacidade de viver com simplicidade. Vejam bem: não estou falando de voto de pobreza, nem de um falso minimalismo ou de militância fake pelo desapego. Falo de pessoas genuinamente simples.


    Ao longo da minha vida, eu tive a oportunidade de conhecer algumas pessoas verdadeiramente simples. Algumas delas, para a minha sorte, da minha própria família. Outras, gratas surpresas com que a vida me presenteia de vez em quando.


    Minha avó era uma pessoa simples. Me lembro até hoje de como ela era autenticamente feliz com coisas simples. Cuidar de suas plantinhas. Passear com os netos. Alimentar seus cachorros. Ir à igreja fazer suas orações. Ela teve uma vida muito dificil, e em sua velhice eram essas pequenas coisas que a faziam feliz. Ela valorizava os momentos com as pessoas que amava, e não as coisas. (...)


    Em tempos de consumismo desenfreado, ostentação, status medido por número de likes nas redes sociais, manter-se simples é um desafio. Manter o foco no que é realmente importante e fundamental, sem nos deixar distrair com as tentações das futilidades, parece ser a utopia do século. O segredo para atingir este ideal eu não conheço, mas sei de um bom caminho: preste atenção no que realmente toca sua alma, e diferencie do que apenas satisfaz o seu ego. A fórmula pode estar por aí.



GODOY, Mayara. Simplicidade. Crônicas de categoria. Disponível em <https://cronicasdecategoria.com/2020/03/02/simplicida

de/>. 

O texto "Simplicidade" é apresentado em: 
Alternativas
Q4261249 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Era uma casa

muito engraçada

Não tinha teto,

não tinha nada

Ninguém podia

entrar nela não

Porque na casa

não tinha chão

Ninguém podia

dormir na rede

Porque na casa

não tinha parede

Ninguém podia

fazer pipi

Porque penico

não tinha ali

Mas era feita

com muito esmero

Na rua dos bobos,

número zero


Vinicius de Moraes, "A Casa", em A Arca de Noé (1970). 

Assinale a opção que apresenta informações corretas sobre o texto.
Alternativas
Q4261248 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Era uma casa

muito engraçada

Não tinha teto,

não tinha nada

Ninguém podia

entrar nela não

Porque na casa

não tinha chão

Ninguém podia

dormir na rede

Porque na casa

não tinha parede

Ninguém podia

fazer pipi

Porque penico

não tinha ali

Mas era feita

com muito esmero

Na rua dos bobos,

número zero


Vinicius de Moraes, "A Casa", em A Arca de Noé (1970). 

Assinale a opção correta a respeito da escrita e da pontuação do Texto. 
Alternativas
Q4261177 Português
No período "Ainda que seja abstêmia, não proíbe o prazer da saideira", a oração iniciada por "ainda que" estabelece com a oração principal uma relação de:
Alternativas
Q4261176 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Família feliz


Família é feliz quando sua casa vive cheia. Isso não me sai da cabeça. Sei o valor da paz, de um final de semana de silêncio e preguiça, mas, talvez por efeitos da criação, costumo medir o contentamento pela bagunça.


A residência na infância se mantinha concorrida, a tal ponto que até as visitas abriam a porta para quem tocava a campainha. Não dávamos conta de cumprir as formalidades de anfitriões. Não havia certeza e garantia de quantos pratos seriam necessários. O feijão recebia sempre mais um copo d'água para não se morrer de fome. Pessoas chegavam e partiam sem avisar.


Família feliz terá um estoque de colchonetes. Como as camas pertencem aos seus donos, o negócio é tomar o chão. Lembro que, de férias no litoral, era difícil levantar e não pisar nos parentes que dormiam na sala. Você pulava obstáculos, minas humanas. Cada um se acomodava como podia para aproveitar o veraneio.


Família feliz terá um arsenal de cadeiras de praia. Aquelas dobráveis, amarelas, penduradas em ganchos na parede ou encostadas na área de serviço. Pois é má-educação permitir que alguém fique de pé. Parece que somos proprietários de bar. Trata-se de uma prevenção para nunca faltar assento. A decoração se perde em uma roda de chimarrão em torno da televisão. Qualquer ambiente fechado se eleva à condição de varanda improvisada.


Família feliz terá pilha de cervejas na geladeira. Ainda que seja abstêmia, não proíbe o prazer da saideira.


Família feliz terá a louça acumulada na pia no sábado e domingo. Não consegue parar para lavar. Usará sua última porcelana antes de pegar na esponja. Maníacos por limpeza enlouquecem.


A mesa jamais é desfeita. O almoço vira sobremesa, que vira café da tarde, que vira jantar, que vira sobremesa de novo. A toalha ganha nódoas de molho e contornos vermelhos dos cálices de vinho e das xícaras: um sudário da gula. Impossível se conservar imaculada. Lotará o varal na segunda-feira.


Família feliz terá manta no sofá. Desistiu de tentar salvá-lo das manchas, dos rasgões, da descostura, e cobriu seus ombros. É o móvel mais frequentado, sobretudo se existe como recliná-lo. Um pit stop para a digestão e para as sestas involuntárias.


Família feliz terá baralho de cartas, dominó ou varetas, todos gastos pelo uso. O entardecer combina com pife, e buraco, e brigas, e implicâncias entre quem joga sério e quem rouba. 


Família feliz terá uma caixinha de som. Começa com MPB dos velhos, os jovens assumem o controle pouco a pouco e a playlist desanda em funk e coreografias incompreensíveis.


Família feliz é a desordem doméstica e a busca desesperada por atender tanta gente de surpresa com ventiladores barulhentos e isopores.


Todos falam ao mesmo tempo e ninguém deixa de ser ouvido. Os apelidos sufocam os nomes próprios. Os objetos circulam anonimamente: um carregador de celular, um abajur, uma travessa. Aceitam-se as piadas e as lembranças remotas mais constrangedoras.


O lar oferece horas de saudável confusão, de vozerio, de brincadeiras. Apenas a faxina na manhã seguinte é terrivelmente solitária. 


Autor: Fabrício Carpinejar
No período "O almoço vira sobremesa, que vira café da tarde, que vira jantar, que vira sobremesa de novo", as ocorrências do vocábulo "que": 
Alternativas
Q4261175 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Família feliz


Família é feliz quando sua casa vive cheia. Isso não me sai da cabeça. Sei o valor da paz, de um final de semana de silêncio e preguiça, mas, talvez por efeitos da criação, costumo medir o contentamento pela bagunça.


A residência na infância se mantinha concorrida, a tal ponto que até as visitas abriam a porta para quem tocava a campainha. Não dávamos conta de cumprir as formalidades de anfitriões. Não havia certeza e garantia de quantos pratos seriam necessários. O feijão recebia sempre mais um copo d'água para não se morrer de fome. Pessoas chegavam e partiam sem avisar.


Família feliz terá um estoque de colchonetes. Como as camas pertencem aos seus donos, o negócio é tomar o chão. Lembro que, de férias no litoral, era difícil levantar e não pisar nos parentes que dormiam na sala. Você pulava obstáculos, minas humanas. Cada um se acomodava como podia para aproveitar o veraneio.


Família feliz terá um arsenal de cadeiras de praia. Aquelas dobráveis, amarelas, penduradas em ganchos na parede ou encostadas na área de serviço. Pois é má-educação permitir que alguém fique de pé. Parece que somos proprietários de bar. Trata-se de uma prevenção para nunca faltar assento. A decoração se perde em uma roda de chimarrão em torno da televisão. Qualquer ambiente fechado se eleva à condição de varanda improvisada.


Família feliz terá pilha de cervejas na geladeira. Ainda que seja abstêmia, não proíbe o prazer da saideira.


Família feliz terá a louça acumulada na pia no sábado e domingo. Não consegue parar para lavar. Usará sua última porcelana antes de pegar na esponja. Maníacos por limpeza enlouquecem.


A mesa jamais é desfeita. O almoço vira sobremesa, que vira café da tarde, que vira jantar, que vira sobremesa de novo. A toalha ganha nódoas de molho e contornos vermelhos dos cálices de vinho e das xícaras: um sudário da gula. Impossível se conservar imaculada. Lotará o varal na segunda-feira.


Família feliz terá manta no sofá. Desistiu de tentar salvá-lo das manchas, dos rasgões, da descostura, e cobriu seus ombros. É o móvel mais frequentado, sobretudo se existe como recliná-lo. Um pit stop para a digestão e para as sestas involuntárias.


Família feliz terá baralho de cartas, dominó ou varetas, todos gastos pelo uso. O entardecer combina com pife, e buraco, e brigas, e implicâncias entre quem joga sério e quem rouba. 


Família feliz terá uma caixinha de som. Começa com MPB dos velhos, os jovens assumem o controle pouco a pouco e a playlist desanda em funk e coreografias incompreensíveis.


Família feliz é a desordem doméstica e a busca desesperada por atender tanta gente de surpresa com ventiladores barulhentos e isopores.


Todos falam ao mesmo tempo e ninguém deixa de ser ouvido. Os apelidos sufocam os nomes próprios. Os objetos circulam anonimamente: um carregador de celular, um abajur, uma travessa. Aceitam-se as piadas e as lembranças remotas mais constrangedoras.


O lar oferece horas de saudável confusão, de vozerio, de brincadeiras. Apenas a faxina na manhã seguinte é terrivelmente solitária. 


Autor: Fabrício Carpinejar
Considere o fragmento a seguir.

"A toalha ganha nódoas de molho e contornos vermelhos dos cálices de vinho e das xícaras: um sudário da gula."

A respeito da expressão "um sudário da gula", analise as assertivas a seguir.

I. A toalha é figurativamente apresentada como um tecido que conserva as marcas deixadas pelas refeições.
II. A expressão estabelece uma reprovação moral direta aos hábitos alimentares dos integrantes da família.
III. A imagem atribui densidade poética a vestígios domésticos que materializam a experiência da convivência.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4261174 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Família feliz


Família é feliz quando sua casa vive cheia. Isso não me sai da cabeça. Sei o valor da paz, de um final de semana de silêncio e preguiça, mas, talvez por efeitos da criação, costumo medir o contentamento pela bagunça.


A residência na infância se mantinha concorrida, a tal ponto que até as visitas abriam a porta para quem tocava a campainha. Não dávamos conta de cumprir as formalidades de anfitriões. Não havia certeza e garantia de quantos pratos seriam necessários. O feijão recebia sempre mais um copo d'água para não se morrer de fome. Pessoas chegavam e partiam sem avisar.


Família feliz terá um estoque de colchonetes. Como as camas pertencem aos seus donos, o negócio é tomar o chão. Lembro que, de férias no litoral, era difícil levantar e não pisar nos parentes que dormiam na sala. Você pulava obstáculos, minas humanas. Cada um se acomodava como podia para aproveitar o veraneio.


Família feliz terá um arsenal de cadeiras de praia. Aquelas dobráveis, amarelas, penduradas em ganchos na parede ou encostadas na área de serviço. Pois é má-educação permitir que alguém fique de pé. Parece que somos proprietários de bar. Trata-se de uma prevenção para nunca faltar assento. A decoração se perde em uma roda de chimarrão em torno da televisão. Qualquer ambiente fechado se eleva à condição de varanda improvisada.


Família feliz terá pilha de cervejas na geladeira. Ainda que seja abstêmia, não proíbe o prazer da saideira.


Família feliz terá a louça acumulada na pia no sábado e domingo. Não consegue parar para lavar. Usará sua última porcelana antes de pegar na esponja. Maníacos por limpeza enlouquecem.


A mesa jamais é desfeita. O almoço vira sobremesa, que vira café da tarde, que vira jantar, que vira sobremesa de novo. A toalha ganha nódoas de molho e contornos vermelhos dos cálices de vinho e das xícaras: um sudário da gula. Impossível se conservar imaculada. Lotará o varal na segunda-feira.


Família feliz terá manta no sofá. Desistiu de tentar salvá-lo das manchas, dos rasgões, da descostura, e cobriu seus ombros. É o móvel mais frequentado, sobretudo se existe como recliná-lo. Um pit stop para a digestão e para as sestas involuntárias.


Família feliz terá baralho de cartas, dominó ou varetas, todos gastos pelo uso. O entardecer combina com pife, e buraco, e brigas, e implicâncias entre quem joga sério e quem rouba. 


Família feliz terá uma caixinha de som. Começa com MPB dos velhos, os jovens assumem o controle pouco a pouco e a playlist desanda em funk e coreografias incompreensíveis.


Família feliz é a desordem doméstica e a busca desesperada por atender tanta gente de surpresa com ventiladores barulhentos e isopores.


Todos falam ao mesmo tempo e ninguém deixa de ser ouvido. Os apelidos sufocam os nomes próprios. Os objetos circulam anonimamente: um carregador de celular, um abajur, uma travessa. Aceitam-se as piadas e as lembranças remotas mais constrangedoras.


O lar oferece horas de saudável confusão, de vozerio, de brincadeiras. Apenas a faxina na manhã seguinte é terrivelmente solitária. 


Autor: Fabrício Carpinejar
A recorrência da estrutura "Família feliz terá", no início de diferentes parágrafos, desempenha papel relevante na organização da crônica. Esse recurso:
Alternativas
Q4261173 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Família feliz


Família é feliz quando sua casa vive cheia. Isso não me sai da cabeça. Sei o valor da paz, de um final de semana de silêncio e preguiça, mas, talvez por efeitos da criação, costumo medir o contentamento pela bagunça.


A residência na infância se mantinha concorrida, a tal ponto que até as visitas abriam a porta para quem tocava a campainha. Não dávamos conta de cumprir as formalidades de anfitriões. Não havia certeza e garantia de quantos pratos seriam necessários. O feijão recebia sempre mais um copo d'água para não se morrer de fome. Pessoas chegavam e partiam sem avisar.


Família feliz terá um estoque de colchonetes. Como as camas pertencem aos seus donos, o negócio é tomar o chão. Lembro que, de férias no litoral, era difícil levantar e não pisar nos parentes que dormiam na sala. Você pulava obstáculos, minas humanas. Cada um se acomodava como podia para aproveitar o veraneio.


Família feliz terá um arsenal de cadeiras de praia. Aquelas dobráveis, amarelas, penduradas em ganchos na parede ou encostadas na área de serviço. Pois é má-educação permitir que alguém fique de pé. Parece que somos proprietários de bar. Trata-se de uma prevenção para nunca faltar assento. A decoração se perde em uma roda de chimarrão em torno da televisão. Qualquer ambiente fechado se eleva à condição de varanda improvisada.


Família feliz terá pilha de cervejas na geladeira. Ainda que seja abstêmia, não proíbe o prazer da saideira.


Família feliz terá a louça acumulada na pia no sábado e domingo. Não consegue parar para lavar. Usará sua última porcelana antes de pegar na esponja. Maníacos por limpeza enlouquecem.


A mesa jamais é desfeita. O almoço vira sobremesa, que vira café da tarde, que vira jantar, que vira sobremesa de novo. A toalha ganha nódoas de molho e contornos vermelhos dos cálices de vinho e das xícaras: um sudário da gula. Impossível se conservar imaculada. Lotará o varal na segunda-feira.


Família feliz terá manta no sofá. Desistiu de tentar salvá-lo das manchas, dos rasgões, da descostura, e cobriu seus ombros. É o móvel mais frequentado, sobretudo se existe como recliná-lo. Um pit stop para a digestão e para as sestas involuntárias.


Família feliz terá baralho de cartas, dominó ou varetas, todos gastos pelo uso. O entardecer combina com pife, e buraco, e brigas, e implicâncias entre quem joga sério e quem rouba. 


Família feliz terá uma caixinha de som. Começa com MPB dos velhos, os jovens assumem o controle pouco a pouco e a playlist desanda em funk e coreografias incompreensíveis.


Família feliz é a desordem doméstica e a busca desesperada por atender tanta gente de surpresa com ventiladores barulhentos e isopores.


Todos falam ao mesmo tempo e ninguém deixa de ser ouvido. Os apelidos sufocam os nomes próprios. Os objetos circulam anonimamente: um carregador de celular, um abajur, uma travessa. Aceitam-se as piadas e as lembranças remotas mais constrangedoras.


O lar oferece horas de saudável confusão, de vozerio, de brincadeiras. Apenas a faxina na manhã seguinte é terrivelmente solitária. 


Autor: Fabrício Carpinejar
A concepção de felicidade familiar construída ao longo do texto contrapõe-se a determinados valores tradicionalmente relacionados à organização doméstica. Considerando a articulação entre o primeiro e o último parágrafos, assinale a alternativa que adequadamente expressa o ponto de vista do autor. 
Alternativas
Q4260364 Português
TEXTO II


SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


MORAES, Vinicius de. Nova antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
Considere o seguinte verso do Texto II:
“De repente do riso fez-se o pranto Silencioso e branco como a bruma”.
Marque a alternativa que analisa corretamente o sentido próprio e/ou figurado empregado no verso.
Alternativas
Q4260363 Português
TEXTO II


SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


MORAES, Vinicius de. Nova antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
O autor do Texto II usa repetidas vezes a locução “de repente”. Considerando o estudo das classes de palavras, trata-se de uma:
Alternativas
Q4260362 Português
TEXTO II


SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


MORAES, Vinicius de. Nova antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
No Texto II, o autor utiliza a antítese para dar um efeito de contraste e, para isso, emprega alguns antônimos ao longo do poema. Marque a alternativa que corresponde a um exemplo de antônimos do Texto II.  
Alternativas
Q4260361 Português
TEXTO II


SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


MORAES, Vinicius de. Nova antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
Na frase “De repente do riso fez-se o pranto”, a voz verbal é:
Alternativas
Q4260360 Português
TEXTO II


SONETO DE SEPARAÇÃO

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.


MORAES, Vinicius de. Nova antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.
A partir da leitura e interpretação do Texto II, assinale a alternativa correta sobre a temática.
Alternativas
Q4260359 Português
TEXTO I


A SOMBRA DO ICE NOS JOGOS DA COPA


    A poucos dias da Copa do Mundo de 2026, a atuação de agentes do Serviço de Imigração e Fronteiras, o ICE, nas 11 cidades que sediam os jogos nos Estados Unidos da América (EUA) preocupa torcedores estrangeiros e entidades de direitos humanos. Mais de 120 grupos emitiram um alerta de viagem dirigido a 10 milhões de visitantes sobre violação de direitos de imigrantes, embora autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, assegurem que os temidos agentes do ICE não vão atuar dentro de estádios.
    O tema carrega um peso traumático, dada a violência das operações anti-imigração. De acordo com uma pesquisa do jornal The Washington Post em parceria com a University of Maryland, 65% dos americanos se opõem à presença de agentes do ICE nos estados durante o torneio, que terá 78 das 104 partidas nos EUA. Em Los Angeles, que sediará oito jogos, um sindicato que representa dois mil funcionários no SoFi Stadium ameaçou entrar em greve caso os agentes do ICE fossem enviados para lá. O temor se deve à grande maioria de seus trabalhadores, que é de estrangeiros. O secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, confirmou a presença atuante dos agentes do ICE em todos os jogos, mas observou que seu objetivo é combater “ingressos falsificados, tráfico de pessoas, contrabando de drogas e produtos falsificados”. Mas o ceticismo de quem se habituou com a truculência de agentes mascarados para intimidar e prender imigrantes põe em dúvida suas declarações.


Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2026/06/06/a-sombra-do-ice-preocupa-e-afasta-torcedores-dos-jogos-da-copa.ghtml Acesso em : 6 jun. 2026 (adaptado).
Considere o trecho a seguir retirado do Texto I:
“O tema carrega um peso traumático, dada a violência das operações anti-imigração. De acordo com uma pesquisa do jornal The Washington Post em parceria com a University of Maryland, 65% dos americanos se opõem à presença de agentes do ICE [...]”.
Quanto à concordância verbal e nominal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4260358 Português
TEXTO I


A SOMBRA DO ICE NOS JOGOS DA COPA


    A poucos dias da Copa do Mundo de 2026, a atuação de agentes do Serviço de Imigração e Fronteiras, o ICE, nas 11 cidades que sediam os jogos nos Estados Unidos da América (EUA) preocupa torcedores estrangeiros e entidades de direitos humanos. Mais de 120 grupos emitiram um alerta de viagem dirigido a 10 milhões de visitantes sobre violação de direitos de imigrantes, embora autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, assegurem que os temidos agentes do ICE não vão atuar dentro de estádios.
    O tema carrega um peso traumático, dada a violência das operações anti-imigração. De acordo com uma pesquisa do jornal The Washington Post em parceria com a University of Maryland, 65% dos americanos se opõem à presença de agentes do ICE nos estados durante o torneio, que terá 78 das 104 partidas nos EUA. Em Los Angeles, que sediará oito jogos, um sindicato que representa dois mil funcionários no SoFi Stadium ameaçou entrar em greve caso os agentes do ICE fossem enviados para lá. O temor se deve à grande maioria de seus trabalhadores, que é de estrangeiros. O secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, confirmou a presença atuante dos agentes do ICE em todos os jogos, mas observou que seu objetivo é combater “ingressos falsificados, tráfico de pessoas, contrabando de drogas e produtos falsificados”. Mas o ceticismo de quem se habituou com a truculência de agentes mascarados para intimidar e prender imigrantes põe em dúvida suas declarações.


Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2026/06/06/a-sombra-do-ice-preocupa-e-afasta-torcedores-dos-jogos-da-copa.ghtml Acesso em : 6 jun. 2026 (adaptado).
 Leia este trecho retirado do Texto I:

“Mais de 120 grupos emitiram um alerta de viagem dirigido a 10 milhões de visitantes sobre violação de direitos de imigrantes, embora autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, assegurem que os temidos agentes do ICE não vão atuar dentro de estádios”.

O verbo destacado concorda com o sujeito:
Alternativas
Q4260357 Português
TEXTO I


A SOMBRA DO ICE NOS JOGOS DA COPA


    A poucos dias da Copa do Mundo de 2026, a atuação de agentes do Serviço de Imigração e Fronteiras, o ICE, nas 11 cidades que sediam os jogos nos Estados Unidos da América (EUA) preocupa torcedores estrangeiros e entidades de direitos humanos. Mais de 120 grupos emitiram um alerta de viagem dirigido a 10 milhões de visitantes sobre violação de direitos de imigrantes, embora autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, assegurem que os temidos agentes do ICE não vão atuar dentro de estádios.
    O tema carrega um peso traumático, dada a violência das operações anti-imigração. De acordo com uma pesquisa do jornal The Washington Post em parceria com a University of Maryland, 65% dos americanos se opõem à presença de agentes do ICE nos estados durante o torneio, que terá 78 das 104 partidas nos EUA. Em Los Angeles, que sediará oito jogos, um sindicato que representa dois mil funcionários no SoFi Stadium ameaçou entrar em greve caso os agentes do ICE fossem enviados para lá. O temor se deve à grande maioria de seus trabalhadores, que é de estrangeiros. O secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, confirmou a presença atuante dos agentes do ICE em todos os jogos, mas observou que seu objetivo é combater “ingressos falsificados, tráfico de pessoas, contrabando de drogas e produtos falsificados”. Mas o ceticismo de quem se habituou com a truculência de agentes mascarados para intimidar e prender imigrantes põe em dúvida suas declarações.


Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2026/06/06/a-sombra-do-ice-preocupa-e-afasta-torcedores-dos-jogos-da-copa.ghtml Acesso em : 6 jun. 2026 (adaptado).
A colocação pronominal na frase “O temor se deve à grande maioria de seus trabalhadores, que é de estrangeiros” é definida como:
Alternativas
Q4260356 Português
TEXTO I


A SOMBRA DO ICE NOS JOGOS DA COPA


    A poucos dias da Copa do Mundo de 2026, a atuação de agentes do Serviço de Imigração e Fronteiras, o ICE, nas 11 cidades que sediam os jogos nos Estados Unidos da América (EUA) preocupa torcedores estrangeiros e entidades de direitos humanos. Mais de 120 grupos emitiram um alerta de viagem dirigido a 10 milhões de visitantes sobre violação de direitos de imigrantes, embora autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, assegurem que os temidos agentes do ICE não vão atuar dentro de estádios.
    O tema carrega um peso traumático, dada a violência das operações anti-imigração. De acordo com uma pesquisa do jornal The Washington Post em parceria com a University of Maryland, 65% dos americanos se opõem à presença de agentes do ICE nos estados durante o torneio, que terá 78 das 104 partidas nos EUA. Em Los Angeles, que sediará oito jogos, um sindicato que representa dois mil funcionários no SoFi Stadium ameaçou entrar em greve caso os agentes do ICE fossem enviados para lá. O temor se deve à grande maioria de seus trabalhadores, que é de estrangeiros. O secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, confirmou a presença atuante dos agentes do ICE em todos os jogos, mas observou que seu objetivo é combater “ingressos falsificados, tráfico de pessoas, contrabando de drogas e produtos falsificados”. Mas o ceticismo de quem se habituou com a truculência de agentes mascarados para intimidar e prender imigrantes põe em dúvida suas declarações.


Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2026/06/06/a-sombra-do-ice-preocupa-e-afasta-torcedores-dos-jogos-da-copa.ghtml Acesso em : 6 jun. 2026 (adaptado).
No trecho “65% dos americanos se opõem à presença de agentes do ICE”, o acento gráfico indicativo de crase se justifica porque:
Alternativas
Respostas
301: C
302: B
303: A
304: E
305: E
306: C
307: E
308: D
309: E
310: C
311: E
312: D
313: A
314: D
315: A
316: C
317: B
318: D
319: B
320: C