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Q4125378 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tomar chuva faz bem?

O som relaxante

    Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol, induzindo uma sensação de calma, além de mascarar ruídos incômodos.

  "Os sons da água têm sido associados à ativação do sistema nervoso parassimpático, o ramo do sistema nervoso responsável pelo relaxamento e pela recuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínica que atua em um centro ambulatorial em Southfield, no Estado americano do Michigan.

    "Quando esse sistema é ativado, podemos observar efeitos fisiológicos como a diminuição da frequência cardíaca e a redução das respostas ao estresse."

    Um estudo recente revelou que o som da chuva foi mais eficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente a uma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis de estresse em até 65%.

    Uma chuva intensa, que se situa em uma frequência ainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode ser mais envolvente e proporcionar uma maior sensação de acolhimento, além de mascarar ruídos incômodos e favorecer o sono, diz Sarow.

    Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes, tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.

    "Se alguém escuta esses sons de forma intencional como parte de uma rotina de relaxamento, a experiência pode começar a se assemelhar a práticas de atenção plena ou meditação, nas quais o som atua como uma âncora para a atenção e o relaxamento."

    Embora minha tempestade não tenha me colocado exatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazer sentir melhor e mais conectada ao momento presente.

    Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicar um pouco mais de tempo para me envolver nessa experiência.

    Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva, pense em se sintonizar com essa experiência. Você pode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o -fragmento-adaptado 
"Os sons da água têm sido associados à ativação do sistema nervoso parassimpático [...] Quando esse sistema é ativado, podemos observar efeitos fisiológicos como a diminuição da frequência cardíaca e a redução das respostas ao estresse." — Amy Sarow, audiologista." Considerando os efeitos do som da chuva, analise as cenas descritas a seguir e ordene-as corretamente.
I.A pessoa ouve o som constante da chuva caindo.
II.A pessoa adormece com mais facilidade, favorecida pelo mascaramento dos ruídos externos.
III.A frequência cardíaca diminui e as respostas ao estresse são reduzidas.
IV.O sistema nervoso parassimpático é ativado.
V.A pessoa sente uma sensação de calma e bem-estar.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta em que os fatos ocorrem:
Alternativas
Q4125377 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tomar chuva faz bem?

O som relaxante

    Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol, induzindo uma sensação de calma, além de mascarar ruídos incômodos.

  "Os sons da água têm sido associados à ativação do sistema nervoso parassimpático, o ramo do sistema nervoso responsável pelo relaxamento e pela recuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínica que atua em um centro ambulatorial em Southfield, no Estado americano do Michigan.

    "Quando esse sistema é ativado, podemos observar efeitos fisiológicos como a diminuição da frequência cardíaca e a redução das respostas ao estresse."

    Um estudo recente revelou que o som da chuva foi mais eficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente a uma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis de estresse em até 65%.

    Uma chuva intensa, que se situa em uma frequência ainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode ser mais envolvente e proporcionar uma maior sensação de acolhimento, além de mascarar ruídos incômodos e favorecer o sono, diz Sarow.

    Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes, tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.

    "Se alguém escuta esses sons de forma intencional como parte de uma rotina de relaxamento, a experiência pode começar a se assemelhar a práticas de atenção plena ou meditação, nas quais o som atua como uma âncora para a atenção e o relaxamento."

    Embora minha tempestade não tenha me colocado exatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazer sentir melhor e mais conectada ao momento presente.

    Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicar um pouco mais de tempo para me envolver nessa experiência.

    Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva, pense em se sintonizar com essa experiência. Você pode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o -fragmento-adaptado 
"Se alguém escuta esses sons de forma intencional como parte de uma rotina de relaxamento..."
A palavra 'intencional' pode ser substituída, sem alterar o sentido do trecho, por: 
Alternativas
Q4125376 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tomar chuva faz bem?

O som relaxante

    Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol, induzindo uma sensação de calma, além de mascarar ruídos incômodos.

  "Os sons da água têm sido associados à ativação do sistema nervoso parassimpático, o ramo do sistema nervoso responsável pelo relaxamento e pela recuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínica que atua em um centro ambulatorial em Southfield, no Estado americano do Michigan.

    "Quando esse sistema é ativado, podemos observar efeitos fisiológicos como a diminuição da frequência cardíaca e a redução das respostas ao estresse."

    Um estudo recente revelou que o som da chuva foi mais eficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente a uma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis de estresse em até 65%.

    Uma chuva intensa, que se situa em uma frequência ainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode ser mais envolvente e proporcionar uma maior sensação de acolhimento, além de mascarar ruídos incômodos e favorecer o sono, diz Sarow.

    Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes, tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.

    "Se alguém escuta esses sons de forma intencional como parte de uma rotina de relaxamento, a experiência pode começar a se assemelhar a práticas de atenção plena ou meditação, nas quais o som atua como uma âncora para a atenção e o relaxamento."

    Embora minha tempestade não tenha me colocado exatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazer sentir melhor e mais conectada ao momento presente.

    Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicar um pouco mais de tempo para me envolver nessa experiência.

    Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva, pense em se sintonizar com essa experiência. Você pode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o -fragmento-adaptado 
"Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicar um pouco mais de tempo para me envolver nessa experiência."
Com base nas regras de pontuação, assinale a alternativa correta
Alternativas
Q4125375 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Tomar chuva faz bem?

O som relaxante

    Uma chuva constante pode reduzir os níveis de cortisol, induzindo uma sensação de calma, além de mascarar ruídos incômodos.

  "Os sons da água têm sido associados à ativação do sistema nervoso parassimpático, o ramo do sistema nervoso responsável pelo relaxamento e pela recuperação", afirma Amy Sarow, audiologista clínica que atua em um centro ambulatorial em Southfield, no Estado americano do Michigan.

    "Quando esse sistema é ativado, podemos observar efeitos fisiológicos como a diminuição da frequência cardíaca e a redução das respostas ao estresse."

    Um estudo recente revelou que o som da chuva foi mais eficaz na faixa de 40 a 50 decibéis — o equivalente a uma chuva leve e suave —, reduzindo os níveis de estresse em até 65%.

    Uma chuva intensa, que se situa em uma frequência ainda mais baixa do chamado "ruído marrom", pode ser mais envolvente e proporcionar uma maior sensação de acolhimento, além de mascarar ruídos incômodos e favorecer o sono, diz Sarow.

    Ambos os níveis podem ser relaxantes; muitas vezes, tudo se resume à preferência pessoal, adverte Sarow.

    "Se alguém escuta esses sons de forma intencional como parte de uma rotina de relaxamento, a experiência pode começar a se assemelhar a práticas de atenção plena ou meditação, nas quais o som atua como uma âncora para a atenção e o relaxamento."

    Embora minha tempestade não tenha me colocado exatamente em um estado zen, ela conseguiu me fazer sentir melhor e mais conectada ao momento presente.

    Agora, sempre que cai um aguaceiro, procuro dedicar um pouco mais de tempo para me envolver nessa experiência.

    Da próxima vez que a previsão do tempo for de chuva, pense em se sintonizar com essa experiência. Você pode se surpreender agradavelmente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4g8jnj2139o -fragmento-adaptado 
s sons da água têm sido associados à ativação do sistema nervoso parassimpático, o ramo do sistema nervoso responsável pelo relaxamento e pela recuperação.
De acordo com o texto, qual é a principal função do sistema nervoso parassimpático?
Alternativas
Q4125344 Português

O avô de José Saramago era analfabeto e foi grande fonte de sua admiração. O escritor descrevia o avô como “um grande escritor analfabeto”, _______ quem prestou homenagens ao longo de sua vida. Saramago teve seu início na literatura um tanto tarde, já que sua família não dispunha de livros em casa. Seu pai comprava a ele o Diário de Notícias, através do qual o escritor aprendeu ________ ler. Foi com quase 20 anos que Saramago passou a ir ________       biblioteca de sua cidade.


(José Saramago: uma obra mais que necessária.

https://bndigital.bn.gov.br, 18.06.2021. Adaptado)



As lacunas do texto são completadas, correta e respectivamente, por:

Alternativas
Q4125343 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Ninguém sai sem feridas da infância. Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito, haverá de se frustrar em alguns momentos da vida adulta. Só agora enxerguei essa situação com mais clareza, lendo um livro que fala sobre a desconcertante solidão das crianças: em seus primeiros anos, ainda não possuem um acervo razoável de palavras para interpretar a complexidade do mundo.

    Eu lembro. O desespero por não conseguir nominar minhas emoções. A dificuldade de entender a mim mesma. O vácuo que me deixava vagando pelos corredores do colégio, pelas festas familiares, pelo tudo e o nada que eu não conseguia designar.

    Palavras são salva-vidas. Fosse apenas por isso, dar livros de presente às crianças deveria ser obrigatório, não opcional. A linguagem do afeto supre a ausência das palavras no início da vida, mas não de todo. E se quem nos ama desaparecer de repente? Como lidar com o medo, sem a rede de proteção de um pensamento lógico?

    Saramago disse, certa vez, que somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não. À medida que assimilamos um repertório de palavras, passamos todos a nos narrar, finalmente. A narrativa que fazemos a nosso respeito é a base dos vínculos maduros.

    Há quem não escreva, mas não existe quem não se narre. A palavra está por trás de tudo: música, teatro, cinema, fotografia, amizades, amor – toda expressão nasce de alguém que precisa entender quem é, entender como se sente, e dizê-lo. Fosse apenas por isso, dar livros de presente aos adultos também deveria ser obrigatório, não opcional.

    A incompreensão de si mesmo é um vazio aterrorizante. Tive todas as necessidades atendidas, quando criança, mas não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras. Através delas, eu sentiria emoções e as descreveria de forma mais precisa. Ou, ao menos, teria alguma lucidez sobre minha imprecisão.



(Martha Medeiros. Por que ninguém sai ileso da infância: a importância das palavras na construção da identidade. https://oglobo.globo.com, 11.01.2026. Adaptado)

A alteração da expressão destacada pela que está entre colchetes mantém a norma-padrão de colocação pronominal em:
Alternativas
Q4125342 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Ninguém sai sem feridas da infância. Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito, haverá de se frustrar em alguns momentos da vida adulta. Só agora enxerguei essa situação com mais clareza, lendo um livro que fala sobre a desconcertante solidão das crianças: em seus primeiros anos, ainda não possuem um acervo razoável de palavras para interpretar a complexidade do mundo.

    Eu lembro. O desespero por não conseguir nominar minhas emoções. A dificuldade de entender a mim mesma. O vácuo que me deixava vagando pelos corredores do colégio, pelas festas familiares, pelo tudo e o nada que eu não conseguia designar.

    Palavras são salva-vidas. Fosse apenas por isso, dar livros de presente às crianças deveria ser obrigatório, não opcional. A linguagem do afeto supre a ausência das palavras no início da vida, mas não de todo. E se quem nos ama desaparecer de repente? Como lidar com o medo, sem a rede de proteção de um pensamento lógico?

    Saramago disse, certa vez, que somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não. À medida que assimilamos um repertório de palavras, passamos todos a nos narrar, finalmente. A narrativa que fazemos a nosso respeito é a base dos vínculos maduros.

    Há quem não escreva, mas não existe quem não se narre. A palavra está por trás de tudo: música, teatro, cinema, fotografia, amizades, amor – toda expressão nasce de alguém que precisa entender quem é, entender como se sente, e dizê-lo. Fosse apenas por isso, dar livros de presente aos adultos também deveria ser obrigatório, não opcional.

    A incompreensão de si mesmo é um vazio aterrorizante. Tive todas as necessidades atendidas, quando criança, mas não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras. Através delas, eu sentiria emoções e as descreveria de forma mais precisa. Ou, ao menos, teria alguma lucidez sobre minha imprecisão.



(Martha Medeiros. Por que ninguém sai ileso da infância: a importância das palavras na construção da identidade. https://oglobo.globo.com, 11.01.2026. Adaptado)

No trecho “À medida que assimilamos um repertório de palavras, passamos todos a nos narrar, finalmente.” (4º parágrafo), observa-se relação de sentido de
Alternativas
Q4125341 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Ninguém sai sem feridas da infância. Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito, haverá de se frustrar em alguns momentos da vida adulta. Só agora enxerguei essa situação com mais clareza, lendo um livro que fala sobre a desconcertante solidão das crianças: em seus primeiros anos, ainda não possuem um acervo razoável de palavras para interpretar a complexidade do mundo.

    Eu lembro. O desespero por não conseguir nominar minhas emoções. A dificuldade de entender a mim mesma. O vácuo que me deixava vagando pelos corredores do colégio, pelas festas familiares, pelo tudo e o nada que eu não conseguia designar.

    Palavras são salva-vidas. Fosse apenas por isso, dar livros de presente às crianças deveria ser obrigatório, não opcional. A linguagem do afeto supre a ausência das palavras no início da vida, mas não de todo. E se quem nos ama desaparecer de repente? Como lidar com o medo, sem a rede de proteção de um pensamento lógico?

    Saramago disse, certa vez, que somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não. À medida que assimilamos um repertório de palavras, passamos todos a nos narrar, finalmente. A narrativa que fazemos a nosso respeito é a base dos vínculos maduros.

    Há quem não escreva, mas não existe quem não se narre. A palavra está por trás de tudo: música, teatro, cinema, fotografia, amizades, amor – toda expressão nasce de alguém que precisa entender quem é, entender como se sente, e dizê-lo. Fosse apenas por isso, dar livros de presente aos adultos também deveria ser obrigatório, não opcional.

    A incompreensão de si mesmo é um vazio aterrorizante. Tive todas as necessidades atendidas, quando criança, mas não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras. Através delas, eu sentiria emoções e as descreveria de forma mais precisa. Ou, ao menos, teria alguma lucidez sobre minha imprecisão.



(Martha Medeiros. Por que ninguém sai ileso da infância: a importância das palavras na construção da identidade. https://oglobo.globo.com, 11.01.2026. Adaptado)

Há relação de sentido de condição, estabelecida pelas palavras em destaque, no trecho:
Alternativas
Q4125340 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Ninguém sai sem feridas da infância. Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito, haverá de se frustrar em alguns momentos da vida adulta. Só agora enxerguei essa situação com mais clareza, lendo um livro que fala sobre a desconcertante solidão das crianças: em seus primeiros anos, ainda não possuem um acervo razoável de palavras para interpretar a complexidade do mundo.

    Eu lembro. O desespero por não conseguir nominar minhas emoções. A dificuldade de entender a mim mesma. O vácuo que me deixava vagando pelos corredores do colégio, pelas festas familiares, pelo tudo e o nada que eu não conseguia designar.

    Palavras são salva-vidas. Fosse apenas por isso, dar livros de presente às crianças deveria ser obrigatório, não opcional. A linguagem do afeto supre a ausência das palavras no início da vida, mas não de todo. E se quem nos ama desaparecer de repente? Como lidar com o medo, sem a rede de proteção de um pensamento lógico?

    Saramago disse, certa vez, que somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não. À medida que assimilamos um repertório de palavras, passamos todos a nos narrar, finalmente. A narrativa que fazemos a nosso respeito é a base dos vínculos maduros.

    Há quem não escreva, mas não existe quem não se narre. A palavra está por trás de tudo: música, teatro, cinema, fotografia, amizades, amor – toda expressão nasce de alguém que precisa entender quem é, entender como se sente, e dizê-lo. Fosse apenas por isso, dar livros de presente aos adultos também deveria ser obrigatório, não opcional.

    A incompreensão de si mesmo é um vazio aterrorizante. Tive todas as necessidades atendidas, quando criança, mas não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras. Através delas, eu sentiria emoções e as descreveria de forma mais precisa. Ou, ao menos, teria alguma lucidez sobre minha imprecisão.



(Martha Medeiros. Por que ninguém sai ileso da infância: a importância das palavras na construção da identidade. https://oglobo.globo.com, 11.01.2026. Adaptado)

No trecho “Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito…” (1o parágrafo), a expressão destacada foi empregada para
Alternativas
Q4125339 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:



    Ninguém sai sem feridas da infância. Mesmo a criança que teve pais amorosos, que recebeu atenção plena durante suas inquietudes, mesmo ela, nascida em um reino encantado, no lar mais que perfeito, haverá de se frustrar em alguns momentos da vida adulta. Só agora enxerguei essa situação com mais clareza, lendo um livro que fala sobre a desconcertante solidão das crianças: em seus primeiros anos, ainda não possuem um acervo razoável de palavras para interpretar a complexidade do mundo.

    Eu lembro. O desespero por não conseguir nominar minhas emoções. A dificuldade de entender a mim mesma. O vácuo que me deixava vagando pelos corredores do colégio, pelas festas familiares, pelo tudo e o nada que eu não conseguia designar.

    Palavras são salva-vidas. Fosse apenas por isso, dar livros de presente às crianças deveria ser obrigatório, não opcional. A linguagem do afeto supre a ausência das palavras no início da vida, mas não de todo. E se quem nos ama desaparecer de repente? Como lidar com o medo, sem a rede de proteção de um pensamento lógico?

    Saramago disse, certa vez, que somos todos escritores, só que uns escrevem e outros não. À medida que assimilamos um repertório de palavras, passamos todos a nos narrar, finalmente. A narrativa que fazemos a nosso respeito é a base dos vínculos maduros.

    Há quem não escreva, mas não existe quem não se narre. A palavra está por trás de tudo: música, teatro, cinema, fotografia, amizades, amor – toda expressão nasce de alguém que precisa entender quem é, entender como se sente, e dizê-lo. Fosse apenas por isso, dar livros de presente aos adultos também deveria ser obrigatório, não opcional.

    A incompreensão de si mesmo é um vazio aterrorizante. Tive todas as necessidades atendidas, quando criança, mas não via a hora de crescer, e hoje entendo minha urgência: eu só seria parida, de verdade, pelas palavras. Através delas, eu sentiria emoções e as descreveria de forma mais precisa. Ou, ao menos, teria alguma lucidez sobre minha imprecisão.



(Martha Medeiros. Por que ninguém sai ileso da infância: a importância das palavras na construção da identidade. https://oglobo.globo.com, 11.01.2026. Adaptado)

De acordo com informações presentes no texto, a autora considera que as palavras 
Alternativas
Q4125338 Português
Está em conformidade com a norma-padrão de concordância verbal e nominal a frase:
Alternativas
Q4125337 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão: 



Em conformidade com a norma-padrão de pontuação, é possível incluir uma vírgula antes e outra depois da expressão: 
Alternativas
Q4125336 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão: 



Foi empregada em sentido figurado a palavra destacada em: 
Alternativas
Q4125335 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão: 



A partir da leitura da tira, é correto afirmar que a revolta do garoto no último quadro se deve à 
Alternativas
Q4125282 Português

Leia o poema a seguir para responder às questão:



A avó tem uma máquina

de costura

que foi da mãe da sua mãe,

da sua avó.



A avó pedala a máquina

e costura rendas na barra

dos vestidos,

costura um sol e uma lua

no bolso das camisas,

costura uma hora na outra,

um carinho no outro.



E o chão fica cheio de fios

e linha colorida

enquanto a avó vai costurando

amor.


(Roseana Murray. Disponível em:

<https:www.hrsoares.blogspot.com>. Acesso em: 06.04.2026)

Assinale a alternativa em que há palavras empregadas no sentido figurado.
Alternativas
Q4125281 Português

Leia o poema a seguir para responder às questão:



A avó tem uma máquina

de costura

que foi da mãe da sua mãe,

da sua avó.



A avó pedala a máquina

e costura rendas na barra

dos vestidos,

costura um sol e uma lua

no bolso das camisas,

costura uma hora na outra,

um carinho no outro.



E o chão fica cheio de fios

e linha colorida

enquanto a avó vai costurando

amor.


(Roseana Murray. Disponível em:

<https:www.hrsoares.blogspot.com>. Acesso em: 06.04.2026)

De acordo com o poema, é correto afirmar que a avó 
Alternativas
Q4125279 Português

Leia o texto para responder à questão:



A doçura do silêncio



    A avó de Fabrício, Dona Elisa, refugiava-se, de tardezinha, na máquina de costura nos fundos de sua casa. Era um dos poucos momentos em que ficava absolutamente calada. Quando cozinhava, ela conversava. Quando varria, cantava. Porém, quando costurava, emudecia completamente.

    Dona Elisa fazia os seus próprios vestidos e os das filhas. Não se gastava dinheiro com roupa naquela época. O barulho da máquina de costura da avó tranquilizava Fabrício, sendo, para ele, o som mais terno da vida. Nem a chuva nas calhas se mostrava tão melodiosa. Nada se igualava à sinfonia da agulha cerzindo, em linha reta. A avó virava o tecido, desvirava, ajeitava, retomava. Parecia que não ia dar certo a operação, tamanhas as idas e vindas, mas ninguém notava depois onde estava a linha.

    Fabrício gostava de se sentar embaixo da mesinha da máquina de costura, no espaço apertado entre os chinelos da avó, como um cachorro. Às vezes, ela fazia um carinho em seus cabelos e unia a imaginação de ambos por um breve momento.

    O vestido descia da mesa à medida que o trabalho evoluía. Fechava as frestas de luz como uma cabana. Em seguida, ele subia de novo, trazendo a claridade. Fabrício então brincava de noite e dia, de claro e escuro. Como se a máquina de costura fosse também uma máquina do tempo. Ele permanecia eternidades naquele esconderijo, sem se mexer, atento aos sons.

    A avó vestia a solidão do menino Fabrício, que repartia com ela o que há de mais precioso numa amizade: o silêncio. A doçura do silêncio.



(Fabrício Carpinejar. Família é tudo: nossos filhos, nossos pais, nossos avós, nossa vida. 4a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a palavra destacada atribui uma qualidade à palavra anterior.
Alternativas
Q4125276 Português

Leia o texto para responder à questão:



A doçura do silêncio



    A avó de Fabrício, Dona Elisa, refugiava-se, de tardezinha, na máquina de costura nos fundos de sua casa. Era um dos poucos momentos em que ficava absolutamente calada. Quando cozinhava, ela conversava. Quando varria, cantava. Porém, quando costurava, emudecia completamente.

    Dona Elisa fazia os seus próprios vestidos e os das filhas. Não se gastava dinheiro com roupa naquela época. O barulho da máquina de costura da avó tranquilizava Fabrício, sendo, para ele, o som mais terno da vida. Nem a chuva nas calhas se mostrava tão melodiosa. Nada se igualava à sinfonia da agulha cerzindo, em linha reta. A avó virava o tecido, desvirava, ajeitava, retomava. Parecia que não ia dar certo a operação, tamanhas as idas e vindas, mas ninguém notava depois onde estava a linha.

    Fabrício gostava de se sentar embaixo da mesinha da máquina de costura, no espaço apertado entre os chinelos da avó, como um cachorro. Às vezes, ela fazia um carinho em seus cabelos e unia a imaginação de ambos por um breve momento.

    O vestido descia da mesa à medida que o trabalho evoluía. Fechava as frestas de luz como uma cabana. Em seguida, ele subia de novo, trazendo a claridade. Fabrício então brincava de noite e dia, de claro e escuro. Como se a máquina de costura fosse também uma máquina do tempo. Ele permanecia eternidades naquele esconderijo, sem se mexer, atento aos sons.

    A avó vestia a solidão do menino Fabrício, que repartia com ela o que há de mais precioso numa amizade: o silêncio. A doçura do silêncio.



(Fabrício Carpinejar. Família é tudo: nossos filhos, nossos pais, nossos avós, nossa vida. 4a ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2020. Adaptado)

De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q4125254 Português
Assinale a alternativa que apresenta a redação correta de acordo com a normapadrão da língua portuguesa:
Alternativas
Q4125253 Português
Assinale a alternativa em que o pronome foi empregado corretamente.
Alternativas
Respostas
3121: B
3122: B
3123: D
3124: A
3125: C
3126: A
3127: E
3128: C
3129: A
3130: D
3131: D
3132: A
3133: B
3134: B
3135: D
3136: C
3137: D
3138: B
3139: C
3140: C