Foram encontradas 692 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
A Paz e a Lei
A paz!! Não a vejo. Não há, como não pode existir, senão uma, é a que assenta na lei, na punição dos crimes, na responsabilidade dos culpados, na guarda rigorosa das instituições livres. Outra espécie de paz, não é senão a paz da servidão, a paz indigna e aviltante dos países oprimidos, a paz abjeta que a nossa índole e o nosso regímen essencialmente repelem, a paz que humilha todos os homens honestos, a paz que nenhuma criatura humana pode tolerar sem abaixar a cabeça envergonhada.
Esta não é a paz que eu desejo. Quando peço a observância da lei, é justamente porque a lei é o abrigo da tolerância e da bondade. Não há outra bondade real, Srs. Senadores, senão aquela que consiste na distribuição da justiça, isto é, no bem distribuído aos bons e no castigo dispensado aos maus.
E a tolerância, que vem a ser senão a observância da igualdade legal? Porventura temos sido nós iguais perante a lei, neste regímen, nestes quatro anos de Governo, especialmente? Há algum chefe de partido, há algum cabeça de grupo, algum amigo íntimo da situação, algum parente ou chegado às autoridades, que não reúna em sua pessoa um feixe de regalias, que não goze de prerrogativas especiais, que não tenha em torno de sua individualidade uma guarda e defesa régia ou principesca?
Essa excursão, Srs. Senadores, me levaria longe e poderia por si só absorver os meus poucos minutos de tribuna nesta sessão.
Nas poucas vezes em que me atrevo a perturbar a serenidade absoluta deste recinto e a contrariar os sentimentos dos meus honrados colegas, tenho consciência, Sr. Presidente, de ter-me colocado sempre em um plano, que não se opõe nem à tolerância nem à paz; que é, ao contrário, o terreno onde a paz e a tolerância se devem estabelecer, o único terreno em que nós todos nos poderíamos aproximar e dar-nos as mãos, o terreno da reconciliação com a lei, com a República, com as suas instituições constantemente postergadas, debaixo da política sem escrúpulos da atualidade.
Fonte: Rui Barbosa. Discurso no Senado Federal, em 13 de outubro de 1914. In: Antologia. Rio de Janeiro, Ediouro, s.d., p. 58-59 – com adaptações.
A Paz e a Lei
A paz!! Não a vejo. Não há, como não pode existir, senão uma, é a que assenta na lei, na punição dos crimes, na responsabilidade dos culpados, na guarda rigorosa das instituições livres. Outra espécie de paz, não é senão a paz da servidão, a paz indigna e aviltante dos países oprimidos, a paz abjeta que a nossa índole e o nosso regímen essencialmente repelem, a paz que humilha todos os homens honestos, a paz que nenhuma criatura humana pode tolerar sem abaixar a cabeça envergonhada.
Esta não é a paz que eu desejo. Quando peço a observância da lei, é justamente porque a lei é o abrigo da tolerância e da bondade. Não há outra bondade real, Srs. Senadores, senão aquela que consiste na distribuição da justiça, isto é, no bem distribuído aos bons e no castigo dispensado aos maus.
E a tolerância, que vem a ser senão a observância da igualdade legal? Porventura temos sido nós iguais perante a lei, neste regímen, nestes quatro anos de Governo, especialmente? Há algum chefe de partido, há algum cabeça de grupo, algum amigo íntimo da situação, algum parente ou chegado às autoridades, que não reúna em sua pessoa um feixe de regalias, que não goze de prerrogativas especiais, que não tenha em torno de sua individualidade uma guarda e defesa régia ou principesca?
Essa excursão, Srs. Senadores, me levaria longe e poderia por si só absorver os meus poucos minutos de tribuna nesta sessão.
Nas poucas vezes em que me atrevo a perturbar a serenidade absoluta deste recinto e a contrariar os sentimentos dos meus honrados colegas, tenho consciência, Sr. Presidente, de ter-me colocado sempre em um plano, que não se opõe nem à tolerância nem à paz; que é, ao contrário, o terreno onde a paz e a tolerância se devem estabelecer, o único terreno em que nós todos nos poderíamos aproximar e dar-nos as mãos, o terreno da reconciliação com a lei, com a República, com as suas instituições constantemente postergadas, debaixo da política sem escrúpulos da atualidade.
Fonte: Rui Barbosa. Discurso no Senado Federal, em 13 de outubro de 1914. In: Antologia. Rio de Janeiro, Ediouro, s.d., p. 58-59 – com adaptações.
Em relação aos argumentos apresentados por Rui Barbosa:
I- Está explícito que o autor sempre esteve em pleno acordo com seus colegas senadores.
II- Há evidências de que o governo brasileiro de 1914 tinha, entre as suas características, a presença do nepotismo.
Nesse contexto, é POSSÍVEL inferir sobre as afirmativas que:
A Paz e a Lei
A paz!! Não a vejo. Não há, como não pode existir, senão uma, é a que assenta na lei, na punição dos crimes, na responsabilidade dos culpados, na guarda rigorosa das instituições livres. Outra espécie de paz, não é senão a paz da servidão, a paz indigna e aviltante dos países oprimidos, a paz abjeta que a nossa índole e o nosso regímen essencialmente repelem, a paz que humilha todos os homens honestos, a paz que nenhuma criatura humana pode tolerar sem abaixar a cabeça envergonhada.
Esta não é a paz que eu desejo. Quando peço a observância da lei, é justamente porque a lei é o abrigo da tolerância e da bondade. Não há outra bondade real, Srs. Senadores, senão aquela que consiste na distribuição da justiça, isto é, no bem distribuído aos bons e no castigo dispensado aos maus.
E a tolerância, que vem a ser senão a observância da igualdade legal? Porventura temos sido nós iguais perante a lei, neste regímen, nestes quatro anos de Governo, especialmente? Há algum chefe de partido, há algum cabeça de grupo, algum amigo íntimo da situação, algum parente ou chegado às autoridades, que não reúna em sua pessoa um feixe de regalias, que não goze de prerrogativas especiais, que não tenha em torno de sua individualidade uma guarda e defesa régia ou principesca?
Essa excursão, Srs. Senadores, me levaria longe e poderia por si só absorver os meus poucos minutos de tribuna nesta sessão.
Nas poucas vezes em que me atrevo a perturbar a serenidade absoluta deste recinto e a contrariar os sentimentos dos meus honrados colegas, tenho consciência, Sr. Presidente, de ter-me colocado sempre em um plano, que não se opõe nem à tolerância nem à paz; que é, ao contrário, o terreno onde a paz e a tolerância se devem estabelecer, o único terreno em que nós todos nos poderíamos aproximar e dar-nos as mãos, o terreno da reconciliação com a lei, com a República, com as suas instituições constantemente postergadas, debaixo da política sem escrúpulos da atualidade.
Fonte: Rui Barbosa. Discurso no Senado Federal, em 13 de outubro de 1914. In: Antologia. Rio de Janeiro, Ediouro, s.d., p. 58-59 – com adaptações.
De acordo com o texto “A Paz e a Lei”, analise as afirmações seguintes:
I- O texto é primordialmente um apelo em prol do restabelecimento das relações interpessoais assertivas entre os senadores.
II- O tema do discurso é extemporâneo, uma vez que, quando pronunciado pelo autor, o mundo passava por um longo período de paz.
III- Segundo as argumentações do autor, existem, pelo menos, duas espécies de paz.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s):
Empregue o pronome pessoal do caso oblíquo no espaço em branco:
Ainda não _____ convidamos para a festa.
Uma das novas regras do acordo ortográfico de 2009 é a que segue:
Cai o acento circunflexo na conjugação da terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo de alguns verbos.
É este o caso da palavra:
O discurso direto é o modo de citação do discurso alheio, em que o narrador indica o discurso do outro.
A explicação ESTÁ de acordo com o trecho presente na alternativa:
Considere as 05 frases a seguir, atentando para o uso ou o não uso correto das crases:
I- Graças à Deus fui bem na prova.
II- Referiu-se àquele que estava do seu lado.
III- Ipanema perderia mais uma casa à beira-mar.
IV- Fui a Copacabana.
V- Ficou à ver navios.
É CORRETO afirmar que existem desvios da norma em relação ao uso ou não uso da crase nos itens:
A COLUNA I, explica os níveis de aceitação de cada frase apresentada na COLUNA II que estão escritas considerando graus variados de aceitação pelas regras linguísticas. As frases podem ter ligações aceitáveis em termos sintáticos (ligações entre palavras), mas problemas semânticos (significados estranhos).
Leia com atenção as frases da COLUNA I e as explicações previstas na COLUNA II para fazer a correlação CORRETA entre as colunas:
COLUNA I
1- Frase bem formada sintaticamente e com sentido.
2- Frase bem formada sintaticamente mas sem sentido.
3- Frase mal formada sintaticamente mas com algum sentido.
4- Frase mal formada sintaticamente e sem sentido.
COLUNA II
( ) Aniversário mês sexagenário um fará o daqui rapaz.
( ) O rapaz fará aniversário daqui a um mês.
( ) O rapaz fazer aniversário daqui a um mês.
( ) O rapaz sexagenário fará cento e quatro anos daqui a um mês.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
A partir da leitura do texto, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Segundo o autor, quando um enunciado obedece às regras de uma língua falada, ele é gramatical; quando não obedece, é agramatical.
( ) Ao dizer que nenhum falante da própria língua comete erros, o autor estabelece uma crítica às regras da gramática normativa ou escolar.
( ) A língua materna é transmitida pela mãe.
( ) Erra-se ao falar/escrever inglês porque é uma língua difícil, que precisa de muita prática.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
De acordo com o texto, a noção de erro em língua portuguesa deve ser modificada.
Quanto aos motivos que o autor oferece para que se possa mudar a concepção de erro em língua portuguesa, assinale a alternativa INCORRETA:
No texto, o autor cita um "erro de ortografia": "Loginha de Artesanato" no lugar de "Lojinha de Artesanato" (linhas 05 e 06).
Assinale a alternativa cuja palavra apresenta o mesmo problema do exemplo dado pelo autor: a letra "g" no lugar da letra "j".
O autor do verbete estabelece um contraponto entre a ficção e os "gêneros referenciais", como a autobiografia (linha 11 em diante). Sobre esses contrapontos entre os gêneros, analise as afirmativas a seguir:
I- Na ficção não existe um sujeito, de modo que é impossível apontá-lo ao lermos um gênero ficcional. II- O critério de verossimilhança é usado na ficção para que este gênero jamais se pareça com a verdade.
III- Nos gêneros referenciais, como a autobiografia, não há um "critério da verdade", uma vez que o autor do gênero sempre conta vantagem sobre si mesmo.
IV- O sujeito histórico, de acordo com o verbete, pode ser entendido como uma pessoa real, testemunha da própria vida.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s):
Com base no texto, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Sendo uma prosa, a autobiografia deve conter erros gramaticais, como acontece nas prosas das pessoas simples do interior.
( ) Coincidência entre autor e narrador é uma propriedade discursiva importante para o gênero autobiográfico.
( ) Sendo uma narrativa, a autobiografia deve apresentar uma linguagem rápida, apressada, para que o leitor fique empolgado.
( ) Coincidência entre autor e narrador é uma propriedade discursiva importante para qualquer tipo de gênero textual.
( ) A autobiografia é um gênero discursivo documental.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
"Quanto menor o grau de robustez dos controles, maior será a fragilidade da instituição no enfrentamento da fraude e da corrupção", diz o estudo do TCU.
Os auditores verificaram, no entanto, que a ANM não possui estrutura adequada para detectar desvios cometidos por servidores e colaboradores. "Os critérios de avaliação de riscos institucionais e de fraude e corrupção não estão definidos, e não há controles proativos de detecção de transações incomuns", diz o relatório.
No entanto, possui atualmente menos funcionários que há (1) três anos - não há (2) concurso desde 2009 - e continua a depender de laudos de estabilidade feitos por empresas contratadas pelas próprias mineradoras interessadas em ter barragens e minas em atividade.
Sobre as afirmações do verbo HAVER nas ocorrências (1) e (2), assinale a alternativa INCORRETA:
"Quanto menor o grau de robustez dos controles, maior será a fragilidade da instituição no enfrentamento da fraude e da corrupção", diz o estudo do TCU.
Os auditores verificaram, no entanto, que a ANM não possui estrutura adequada para detectar desvios cometidos por servidores e colaboradores. "Os critérios de avaliação de riscos institucionais e de fraude e corrupção não estão definidos, e não há controles proativos de detecção de transações incomuns", diz o relatório.


