Questões de Concurso Comentadas para cespe / cebraspe

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Q4023147 Português

    Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.


    Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.


    O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.


    A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.


Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.

Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).



Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente

No último parágrafo, os vocábulos “são”, em “medos são adaptações”, e “vão”, em “geralmente em vão”, pertencem a classes de palavras distintas. 
Alternativas
Q4023146 Português

    Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.


    Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.


    O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.


    A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.


Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.

Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).



Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente

No texto, tanto a expressão “presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue” (final do terceiro parágrafo) quanto a expressão “perigos improváveis naquela cidade” (final do último parágrafo) exercem a função sintática de aposto. 
Alternativas
Q4023143 Português

    Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.


    Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.


    O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.


    A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.


Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.

Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).



Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente

No segmento “Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue” (terceiro parágrafo), a oração “Há pessoas” poderia ser reescrita como Existem pessoas, sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical do texto; entretanto as relações sintáticas estabelecidas na oração seriam alteradas, pois o termo “pessoas” deixaria de exercer a função de complemento verbal e passaria a funcionar como sujeito da oração.
Alternativas
Q4023142 Português

    Medos e fobias compõem uma lista breve e universal. Cobras e aranhas sempre amedrontam. São o que mais comumente provoca medo e asco em estudantes universitários cujas fobias foram estudadas; isso tem sido assim por muito tempo em nossa história evolutiva. Donald Hebb constatou que chimpanzés nascidos em cativeiro gritam aterrorizados quando veem uma cobra pela primeira vez. Mesmo nas culturas que veneram as serpentes, as pessoas as tratam com muita cautela.


    Os outros medos comuns são de altura, tempestades, grandes carnívoros, escuridão, sangue, estranhos, confinamento, águas profundas, escrutínio social e deixar a casa sozinha. A linha comum é óbvia: essas são as situações que punham em perigo nossos ancestrais. Aranhas e cobras frequentemente são venenosas, em especial na África, e a maioria dos outros medos representa perigos evidentes para a saúde de um coletor de alimentos ou, no caso do escrutínio social, para o status. O medo é a emoção que motivava nossos ancestrais a lidar com os perigos que tendiam a encontrar.


    O medo provavelmente consiste em várias emoções. Fobias de coisas físicas, de escrutínio social e de deixar a casa sozinha reagem a diferentes tipos de drogas, o que é um indício de que são computadas por circuitos cerebrais distintos. O psiquiatra Isaac Marks demonstrou que as pessoas reagem de modos diferentes a diferentes estímulos atemorizantes, sendo cada reação apropriada ao perigo. Um animal desencadeia o ímpeto de fugir, mas um precipício faz a pessoa ficar petrificada. Ameaças sociais conduzem à timidez e a gestos de apaziguamento. Há pessoas que realmente desmaiam ao ver sangue, pois sua pressão sanguínea cai, presumivelmente uma reação que minimizaria uma perda adicional de sangue.


    A melhor evidência de que medos são adaptações, e não apenas erros do sistema nervoso, é que os animais que evoluíram em ilhas sem predadores perdem o medo e se tornam presas fáceis para qualquer invasor. Os medos dos atuais habitantes das cidades protegem-nos de perigos que não existem mais e deixam de nos proteger dos perigos do mundo que nos cerca. Deveríamos ter medo de armas de fogo, de dirigir em alta velocidade, de andar de carro sem cinto de segurança, de fluido de isqueiro e do secador de cabelo perto da banheira, e não de cobras e aranhas. Os responsáveis pela segurança pública tentam incutir o medo no coração dos cidadãos usando todos os recursos, das estatísticas às fotografias chocantes, geralmente em vão. Os pais gritam e castigam os filhos para impedi-los de brincar com fósforos ou de correr atrás da bola na rua, mas, quando se perguntou a estudantes de séries iniciais em Chicago o que eles mais temiam, as crianças citaram leões, tigres e cobras — perigos improváveis naquela cidade.


Steven Pinker. O cheiro do medo. In: Como a mente funciona.

Laura Motta (Trad.). São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (com adaptações).



Julgue o item a seguir, referente às ideias e a aspectos linguísticos do texto precedente

Seria mantida a correção gramatical do texto, embora sua coerência fosse prejudicada, caso a forma verbal presente no trecho “a maioria dos outros medos representa perigos evidentes” (segundo parágrafo) fosse flexionada no plural — representam.
Alternativas
Q4023135 Português

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei com medidas para tornar mais rápido o atendimento telefônico em casos de emergência por engasgo. A proposta define protocolos específicos para os serviços públicos de urgência, como o SAMU (192) e o Corpo de Bombeiros (193). O texto aprovado foi o substitutivo ao projeto original (PL 2995/2025).     


    Pelo novo texto, as centrais de regulação deverão priorizar a chamada na fila de atendimento como emergência com risco de morte iminente; acionar o recurso mais próximo da ocorrência imediatamente; e manter o solicitante na linha para fornecer orientações de manobras de desobstrução em tempo real enquanto a viatura se desloca.


    Além disso, o substitutivo prevê o treinamento periódico dos atendentes, incluindo técnicas de manejo emocional e controle de estresse.


    A proposta também autoriza o poder público a treinar leigos conforme as diretrizes da Lei do Voluntariado e da Lei Lucas, que estabelece a capacitação em primeiros socorros para professores e funcionários de escolas e creches públicas e privadas. Internet: (com adaptações). Julgue os itens subsequentes, relativos ao texto, às ideias nele apresentadas e a seus aspectos gramaticais.

Internet: https://www.camara.leg.br/ (com adaptações).



Julgue os itens subsequentes, relativos ao texto, às ideias nele apresentadas e a seus aspectos gramaticais. 

A substituição do termo preposicionado “de morte”, em “risco de morte iminente” (segundo parágrafo), por mortal prejudicaria tanto as relações sintáticas estabelecidas no trecho quanto seu sentido original.
Alternativas
Q4023132 Português

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei com medidas para tornar mais rápido o atendimento telefônico em casos de emergência por engasgo. A proposta define protocolos específicos para os serviços públicos de urgência, como o SAMU (192) e o Corpo de Bombeiros (193). O texto aprovado foi o substitutivo ao projeto original (PL 2995/2025).     


    Pelo novo texto, as centrais de regulação deverão priorizar a chamada na fila de atendimento como emergência com risco de morte iminente; acionar o recurso mais próximo da ocorrência imediatamente; e manter o solicitante na linha para fornecer orientações de manobras de desobstrução em tempo real enquanto a viatura se desloca.


    Além disso, o substitutivo prevê o treinamento periódico dos atendentes, incluindo técnicas de manejo emocional e controle de estresse.


    A proposta também autoriza o poder público a treinar leigos conforme as diretrizes da Lei do Voluntariado e da Lei Lucas, que estabelece a capacitação em primeiros socorros para professores e funcionários de escolas e creches públicas e privadas. Internet: (com adaptações). Julgue os itens subsequentes, relativos ao texto, às ideias nele apresentadas e a seus aspectos gramaticais.

Internet: https://www.camara.leg.br/ (com adaptações).



Julgue os itens subsequentes, relativos ao texto, às ideias nele apresentadas e a seus aspectos gramaticais. 

No último parágrafo do texto, os termos “do Voluntariado” e “Lucas” desempenham funções sintáticas distintas.
Alternativas
Q4023130 Português
    Costuma-se descrever a ciência como uma sucessão de descobertas, cada uma atribuída a uma mente excepcional. Essa descrição é mais simples e, por isso, mais confortável. Porém, é incompleta. Ideias científicas não emergem no vazio. Elas dependem de um sistema que contém instrumentos, linguagem e dados acumulados, bem como de comunidades capazes de reconhecer e, principalmente, criticar seus significados. Para que haja um desfecho por orientação vetorial que conduza ao que conhecemos como a consagração de uma teoria, é preciso haver, sobretudo, convergência.
    Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade e, ainda assim, permanecer estéril se os vetores do sistema científico não estiverem suficientemente acoplados para absorvê-la. Por outro lado, quando múltiplas linhas de evidência passam a operar de forma coerente, mesmo ideias inicialmente controversas tornam-se inevitáveis.
    A consequência é que a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando até que o peso de um novo paradigma se torne insustentável. Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo. Internet: (com adaptações).
Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo.
Internet: <jornal.usp.br>  (com adaptações).


Julgue o item seguinte, com base nas ideias e construções linguísticas do texto precedente.
Na oração “Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade” (segundo parágrafo), o emprego do pronome “se” entre as formas verbais “pode” e “aproximar” é típico de textos informais, de modo que, para garantir a formalidade e a correção gramatical do texto, tal pronome deveria ser deslocado para a posição enclítica à forma verbal “aproximar”.
Alternativas
Q4023127 Português
    Costuma-se descrever a ciência como uma sucessão de descobertas, cada uma atribuída a uma mente excepcional. Essa descrição é mais simples e, por isso, mais confortável. Porém, é incompleta. Ideias científicas não emergem no vazio. Elas dependem de um sistema que contém instrumentos, linguagem e dados acumulados, bem como de comunidades capazes de reconhecer e, principalmente, criticar seus significados. Para que haja um desfecho por orientação vetorial que conduza ao que conhecemos como a consagração de uma teoria, é preciso haver, sobretudo, convergência.
    Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade e, ainda assim, permanecer estéril se os vetores do sistema científico não estiverem suficientemente acoplados para absorvê-la. Por outro lado, quando múltiplas linhas de evidência passam a operar de forma coerente, mesmo ideias inicialmente controversas tornam-se inevitáveis.
    A consequência é que a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando até que o peso de um novo paradigma se torne insustentável. Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo. Internet: (com adaptações).
Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo.
Internet: <jornal.usp.br>  (com adaptações).


Julgue o item seguinte, com base nas ideias e construções linguísticas do texto precedente.
No segmento “é preciso haver, sobretudo, convergência” (final do primeiro parágrafo), a oração “haver, sobretudo, convergência” liga-se sintaticamente ao adjetivo “preciso”.
Alternativas
Q4023126 Português
    Costuma-se descrever a ciência como uma sucessão de descobertas, cada uma atribuída a uma mente excepcional. Essa descrição é mais simples e, por isso, mais confortável. Porém, é incompleta. Ideias científicas não emergem no vazio. Elas dependem de um sistema que contém instrumentos, linguagem e dados acumulados, bem como de comunidades capazes de reconhecer e, principalmente, criticar seus significados. Para que haja um desfecho por orientação vetorial que conduza ao que conhecemos como a consagração de uma teoria, é preciso haver, sobretudo, convergência.
    Uma nova ideia pode se aproximar mais da verdade e, ainda assim, permanecer estéril se os vetores do sistema científico não estiverem suficientemente acoplados para absorvê-la. Por outro lado, quando múltiplas linhas de evidência passam a operar de forma coerente, mesmo ideias inicialmente controversas tornam-se inevitáveis.
    A consequência é que a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando até que o peso de um novo paradigma se torne insustentável. Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo. Internet: (com adaptações).
Marcos Buckeridge. Quando as ideias encontram (ou não) o seu tempo.
Internet: <jornal.usp.br>  (com adaptações).


Julgue o item seguinte, com base nas ideias e construções linguísticas do texto precedente.
No trecho “a história da ciência é menos uma sucessão de lampejos isolados e mais a de sincronizações oriundas de massas de dados e ideias que vão gradualmente se articulando” (último parágrafo), o vocábulo “a” substitui termo nominal já mencionado e contribui para a coesão sequencial do texto.
Alternativas
Q3985087 Direito Ambiental
No que se refere às unidades de conservação, assinale a opção correta, de acordo com a Lei n.º 9.985/2000.
Alternativas
Q3985086 Direito Ambiental
À luz do disposto na Lei n.º 12.651/2012, que instituiu o Código Florestal, assinale a opção em que é corretamente apresentado o nome da área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.
Alternativas
Q3985085 Legislação Estadual

Julgue os itens a seguir, relativos às penalidades previstas na Lei estadual n.º 4.406/2016, que trata da regularização ambiental, CAR – SICAR e PRA.



I Ao deixar de registrar a reserva legal no CAR, a multa aplicada ao infrator será aumentada de 1/3 a 2/3 caso haja dano significativo ao meio ambiente, devido ao uso de informação falsa, incompleta ou enganosa, independentemente da multa aplicável ao dano ambiental.


II A conduta infracional ao meio ambiente quando consumada mediante uso de fogo ou provocação de incêndio será aumentada pela metade.


III As sanções administrativas aplicáveis a condutas infracionais ao meio ambiente serão aumentadas em quatro vezes caso haja reincidência no cometimento da mesma infração.



Assinale a opção correta. 

Alternativas
Q3985084 Direito Ambiental

Considerando o disposto na Lei estadual n.º 4.457/2017, que trata da Política de Resíduos Sólidos do Amazonas, julgue os seguintes itens.



I É vedada a divisão do estado do Amazonas por regiões para a elaboração dos planos de resíduos sólidos.


II Os empreendimentos habitacionais são obrigados a elaborar plano de gerenciamento de resíduos sólidos.


III Será aplicada multa simples aos consumidores que descumprirem as respectivas obrigações previstas nos sistemas de logística reversa.



Assinale a opção correta.

Alternativas
Q3985083 Direito Ambiental
Determinada indústria química instalada no estado do Amazonas lançou em um rio efluentes sem o devido tratamento, o que causou grave poluição de suas águas. Durante as vistorias, os representantes da empresa sonegaram informações solicitadas pelo CODEMA quanto à solução do problema.

Nessa situação hipotética, no que se refere às penalidades previstas no Decreto n.º 10.028/1987, que trata do sistema estadual de licenciamento ambiental,
Alternativas
Q3985079 Direito Ambiental

Com base no disposto na Lei n.º 9.985/2000, que trata do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, e na Lei n.º 12.651/2012 (Código Florestal), assinale a opção correta. 

Alternativas
Q3985078 Direito Ambiental

Com base na Lei n.º 9.605/1998, que dispõe sobre crimes ambientais, julgue os seguintes itens.



I Quando se tratar de crime culposo, as penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade.


II Independe de autorização da autoridade competente o abate de animal para a proteção de lavouras e pomares.


III Considerada a mesma hipótese de incidência, as multas impostas pelos municípios, por exemplo, substituem a multa federal.



Assinale a opção correta.

Alternativas
Q3985077 Direito Ambiental

À luz do disposto na Lei n.º 11.445/2007, assinale a opção correta.

Alternativas
Q3985076 Direito Ambiental

Considerando as disposições da Lei n.º 12.305/2010, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), assinale a opção correta. 

Alternativas
Q3985072 Raciocínio Lógico

O diagrama de Venn da figura a seguir apresenta cinco análises booleanas baseadas nos operadores <NOT>, <AND>, <OR> e <XOR>.



Imagem associada para resolução da questão



Assinale a opção em que é apresentada a análise booleana que corresponde à operação A <XOR> B. A B.

Alternativas
Q3985070 Raciocínio Lógico

A figura a seguir ilustra a distribuição espacial de três polígonos A, B e C em um terreno hipotético.




Imagem associada para resolução da questão



O número de linhas e nós presentes na figura precedente é, respectivamente, igual a

Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: C
4: E
5: C
6: E
7: E
8: E
9: E
10: C
11: D
12: E
13: C
14: B
15: B
16: D
17: D
18: C
19: D
20: A