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I. O estudo social deve ser elaborado a partir da visão de mundo do/da Assistente Social, com uma descrição objetiva da realidade, de modo a expor no documento técnico os dados da realidade, na sua expressão mais transparente e isenta da interferência subjetiva do/da usuária, para assegurar a autonomia intelectual do profissional que o elabora.
II. O estudo social é um documento opinativo, que pode ser construído a partir do caso em estudo, considerando a intrínseca relação entre demanda institucional e demanda social.
III. O estudo social deve ser construído com base nos princípios ético-políticos da profissão, garantindo a defesa dos direitos humanos, a justiça social e a não discriminação. É estruturado a partir dos sujeitos para os quais a ação está dirigida, das formas de abordagem desses sujeitos, bem como se caracteriza pela utilização dos instrumentos técnico-operativos e pela produção de documentos.
IV. Na elaboração do estudo social, ao partir da dimensão da singularidade trazida pelos/as usuários/usuárias através das demandas institucionais, a conexão com a dimensão da totalidade torna se imprescindível para pensar a melhor intervenção na situação em estudo.
São verdadeiras as afirmativas
I. Acessar as informações dos programas disponíveis no espaço institucional fortalece a capacidade crítica do/da usuário/a para reivindicar seus direitos.
II. O acesso às informações pelos usuário(a)s depende se estas são sigilosas, ou não, para a organização.
III. As informações sobre os serviços disponíveis nas instituições estão intrinsecamente vinculadas à dimensão técnico-operativa da profissão.
IV. A burocracia das instituições pode se constituir num campo de enfrentamento técnico e político do/da Assistente Social, para garantir aos(a) usuários(as) o acesso democrático às informações sobre seus direitos sociais.
São verdadeiras as afirmativas
I. Os Direitos Humanos, dentro dos princípios fundamentais para o Código de Ética do/a Assistente Social de 1993, são a categoria teórica-filosófica principal para nortear o posicionamento ético do/da Assistente Social, em direção à emancipação humana.
II. O Código de Ética do/a Assistente Social de 1993 reconhece a limitação das lutas de DH, por terem, na sua abordagem, uma perspectiva de universalidade dos direitos e de seus portadores.
III. Os DH podem servir ao discurso capitalista e à legitimação ideológica de interesses e dominação e à invisibilidade das formas de dominação e degradação da vida humana.
IV. Nos fundamentos do Código de Ética do/a Assistente Social 1993 são reconhecidos os limites dos direitos humanos, por outro lado, afirma-se que não convém negá-los em absoluto, pois podem ser tratados como estratégia de resistência, no interior das contradições da sociedade capitalista.
É(São) verdadeira(s) a(s) afirmativa(s)
I. A perspectiva mais tecnicista no campo da avaliação das políticas sociais defende que a avaliação baseada na relação custo-benefício (importada dos mecanismos de mercado) deve ser substituída pela análise qualitativa que envolva o conteúdo e o significado sociais delas e seu alcance nas transformações estruturais.
II. A avaliação stricto senso de políticas, programas, projetos sociais se atém ao conhecimento científico do alcance de seus fins, nas dimensões de eficiência, eficácia e efetividade, sendo este último a aferição dos objetivos das ações, avaliadas no tempo.
III. Numa perspectiva linear da avaliação de políticas sociais estão contidas, entre as etapas procedimentais recomendadas: 1 - identificação do problema com base na demanda; 2 - tomada de decisão; 3 - implementação; 4 - avaliação.
É(São) verdadeira(s) a(s) afirmativa(s)
I. O planejamento se define como a projeção da organização, com seus fins orientados para o futuro, a fim de indicar os meios para sua efetivação durante um prazo determinado.
II. O planejamento estratégico situacional é inovador, diante dos antigos sistemas burocráticos de planejamento, porque pode ser aplicado em qualquer nível gerencial e por guardar um sentido político de estratégia de participação da base das organizações.
III. No planejamento estratégico, a definição dos “cenários” das operações, bem como a identificação de “aliados”, “oponentes”, “interessados” e “inimigos”, incluindo o perfil das “forças em confronto” e o “tempo disponível”, constituem passos essenciais para o desenho das futuras ações nesta modalidade.
IV. As definições de Programa, Plano e Projeto se diferenciam pelo nível de agregação de decisões e no detalhamento das operações; assim, o primeiro é o mais geral e o segundo agrega o terceiro, que é um instrumento de execução de empreendimentos específicos.
São verdadeiras as afirmativas
I. Sendo o Brasil um único território, nascido sob as contradições da questão social, cuja compreensão remonta ao processo de colonização, a formação do profissional de Serviço Social, em qualquer região do país, precisa ser generalista e totalizante, porque ao se particularizar gera a fragmentação analítica.
II. A questão social na Amazônia não é “defeito” do capitalismo, mas constitutivo deste, e se manifesta em seu território vasto, rico e diverso, pela cobiça, exploração e expropriação, por meio de métodos e formas distintas de outras regiões do país e do planeta; logo, a atuação de assistentes sociais na Amazônia que desconhecem as mediações ontológicas constitutivas deste ser social particular é temerária e arriscada para as/os usuárias/os.
III. Para uma atuação coerente com o Projeto Ético-Político vigente no Serviço Social e expresso em parte no seu Código de Ética, assistentes sociais que atuam na região amazônica necessitam ter vivenciado as contradições da questão social na zona urbana ou na zona rural da região.
É(São) verdadeira(s) a(s) afirmativa(s)
I. Após o segundo pós-guerra, o modelo gerencial adotado pelo Estado capitalista no ocidente combinou o fordismo e o neoliberalismo, chegando à construção do Welfare State, em que o atendimento aos direitos de cidadania se tornou o foco das ações.
II. No caso brasileiro, no desenvolvimento do modelo gerencial houve uma rara combinação de elementos provenientes desde a sociedade baseada no escravismo, passando pelo patrimonialismo (traço constante até hoje) e pela burocracia controlada pela classe dominante.
III. Segundo os clássicos da administração, as funções gerenciais básicas são: direção, planejamento, controle e organização. Nesse universo, o trabalho do Assistente Social, que busca sintonia com o Projeto Ético-Político profissional, centra-se na perspectiva da gestão democrática, visando à ampliação das classes subalternizadas.
IV. A supervisão em Serviço Social é uma das mais antigas competências profissionais e, numa perspectiva crítica da gestão democrática, se expressa numa ação com vínculo institucional, não eventual e inscrita numa relação técnica, hierárquica, em que o supervisor, ao deter mais conhecimento e poder, determina a ação do supervisionado.
É(São) verdadeira(s) a(s) afirmativa(s)
I. Sua compreensão no Serviço Social coincide com a expressa pela Encíclica Papal Rerum Novarum do final do século XIX, que a admite como injustiças sociais que atingem a classe trabalhadora.
II. A questão social está afeita a problemas sociais, individuais e familiares na sociedade capitalista, levando a uma desadaptação na sociedade competitiva e excludente.
III. A questão social expressa as contradições da sociedade capitalista, nas tensões entre suas classes fundamentais: capitalistas x proletariado, desigualdade essencial gerada pelo monopólio dos meios de produção pelos primeiros.
IV. As “expressões da questão social” se manifestam como políticas sociais de Estado para atender a distintas demandas sociais.
É(São) verdadeira(s) a(s) afirmativa(s)
I. No Serviço Social, a primeira aproximação na literatura profissional ao método dialético foi enviesada pelo marxismo vulgar ou “marxismo-sem-Marx”.
II. A influência positivista na dialética “materialista” costuma sutilmente levar autores bem-intencionados a reproduzirem análises “críticas” que ultrapassam a névoa da imediaticidade, através da captura de mediações.
III. A dialética crítica bem trabalhada pelos assistentes sociais deve articular as três categorias centrais do método: a totalidade, a contradição e a mediação.
IV. A mediação é categoria estruturante do método dialético, pois tanto é ontológica quanto reflexiva e permite ao sujeito cognoscente realizar o movimento do abstrato ao concreto.
São verdadeiras as afirmativas
I. A categoria “ruptura”, no pensamento do autor, referia-se à tentativa de superação do modelo franco Belga católico, trazido para o Brasil desde a primeira escola em Porto Alegre.
II. A “intenção de ruptura” foi cunhada pelo autor se referindo a uma corrente pretensamente marxista, que perdeu para a corrente do Serviço Social de caso, grupo e comunidade, devido a graves distorções teóricas cometidas.
III. A corrente “intenção de ruptura”, influenciada pela esquerda hegeliana, combateu o Documento de Araxá e o Documento de Teresópolis (CBCISS), construindo o famoso “Método BH”.
IV. A corrente de orientação marxista “intenção de ruptura” foi assim chamada pelo autor devido a debilidades teórico-metodológicas e ausência de autores clássicos, mas ainda assim formula pioneiramente uma proposta crítica para o Serviço Social.
É(São) verdadeira(s) a(s) afirmativa(s)