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Leia o texto a seguir.
A guia-interpretação para pessoas com surdocegueira, de acordo com Chambers, Moore e Ramey (2019), constitui um subcampo da interpretação de línguas de sinais cujas atividades e pesquisas estão em desenvolvimento. Segundo as autoras, são poucos “os recursos e as formações disponíveis para quem deseja aprender sobre guia-interpretação para pessoas com surdocegueira, mas eles são os degraus para que o conhecimento e a formação sejam implementados em um curso de formação de intérpretes” (Chambers, Moore & Ramey, 2019, p. 92). No Brasil, a formação de guia-intérpretes tem acontecido principalmente através de cursos livres ofertados por organizações da sociedade civil desde 1999. O curso Guia-intérprete - oferecido pela parceria entre o Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego e Múltiplo Deficiente Sensorial e a Ahimsa - Associação Educacional para Múltipla Deficiência - exige, como pré-requisito aos interessados, conhecimento intermediário em língua brasileira de sinais (Libras).
A guia-interpretação para pessoas com surdocegueira é compreendida como um campo específico da atuação profissional em línguas de sinais. De acordo com o texto, a
Art. 8º - O TILS e o GI devem aceitar serviços de acordo com o seu nível de competência tradutória e com as circunstâncias e necessidades dos Solicitantes e Beneficiários, bem como:
I. Conhecer as necessidades específicas da situação de tradução e/ou interpretação e/ou guia-interpretação.
II. Prestar informações ao Solicitante e/ou Beneficiário sobre sua atuação profissional.
III. Firmar contrato com o Solicitante, cumprindo as obrigações concernentes ao trabalho em questão.
FEDERAÇÃO BRASILEIRA DAS ASSOCIAÇÕES DOS PROFISSIONAIS TRADUTORES E INTÉRPRETES E GUIA-INTÉRPRETES DE LÍNGUA DE SINAIS. Código de conduta e ética. Aprovado em Assembleia Geral Ordinária em 13 de abril de 2014. Fortaleza, 2014. 6 p. Disponível em: https://epage.pub/doc/febrapils-codigo- de-conduta-e-etica-2014-17-yz51nm9xlp. Acesso em: 30 dez. 2025.
De acordo com o Código de Conduta e Ética da Federação Brasileira das Associações dos Profissionais Tradutores e Intérpretes e Guias-Intérpretes de Língua de Sinais, o Tradutor, Intérprete e Guia-Intérprete de Libras deve pautar a aceitação de serviços por critérios éticos e profissionais. Nesse sentido, o profissional deve
Leia o Texto 5 para responder à questão.
Texto 5
A interpretação comunitária, por sua vez, é aquela que “ocorre na esfera pública, com o intuito de facilitar a comunicação dos não falantes da língua oficial do país, e o seu consequente acesso aos provedores de serviços, tais como a educação, a saúde e os contextos legais” (Rodrigues, 2010, p.05). Nesses contextos, a atuação principal tem caráter dialógico, já que o profissional realiza certa mediação social em interações face a face de falantes de distintas línguas. [...] O profissional que atua em espaços educacionais formais tem sido comumente chamado de intérprete educacional. Ao abordar contextos de educação formal, Albres (2015, p. 39) apresenta algumas denominações utilizadas para se referir ao profissional que atua na educação: professor intérprete da Língua Brasileira de Sinais/Língua Portuguesa; professor intérprete das linguagens e códigos aplicáveis; professor-intérprete; intérprete educacional; intérprete especialista para atuar na área da educação; intérprete tutor e tradutor/intérprete escolar. Ao analisar esse conjunto de denominações dadas aos profissionais intérpretes, Albres (2015, p. 41) afirma que a denominação que vem sendo aceita e empregada por pesquisadores da área é de fato a de intérprete educacional e destaca que “empregar o termo tradutor para designar estes profissionais pode ampliar a sua atuação para além da interação face a face, ou seja, para além da mediação no tempo da enunciação, pode também modificar o tipo de formação deste profissional, como pré-requisito para atuação na escola”. [...] A despeito da diversidade de contextos de saúde, é comum vermos o profissional que atua nesses espaços sendo nomeado apenas como intérprete médico (medical interpreter). Todavia, encontramos no cenário internacional outros termos, tais como intérprete de saúde ou de cuidados da saúde (healthcare interpreter) e intérprete de hospital (hospital interpreter) (Queiroz, 2011; Jesus, 2013), os quais podem, de certa maneira, ampliar um pouco mais a concepção de quem é o profissional que atua nesses contextos. [...] Algumas das pesquisas sobre tradução e interpretação em contextos jurídicos afiliam-se ao campo dos Estudos da Tradução e aos da Interpretação, ao passo que outras investigações estão no âmbito da Linguística Forense. Talvez isso explique as diversas nomeações atribuídas ao profissional que atua com a tradução e/ou a interpretação em contextos jurídicos: tradutor forense, intérprete forense, tradutor público e intérprete comercial, tradutor juramentado, dentre outras.
RODRIGUES, Carlos Henrique; SANTOS, Silvana Aguiar dos. A interpretação e a
tradução de/para línguas de sinais: contextos de serviços públicos e suas demandas.
Tradução em Revista, 24, 2018. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-
rio.br/34535/34535.PDF. Acesso em: 30 dez. 2025.
Leia o Texto 5 para responder à questão.
Texto 5
A interpretação comunitária, por sua vez, é aquela que “ocorre na esfera pública, com o intuito de facilitar a comunicação dos não falantes da língua oficial do país, e o seu consequente acesso aos provedores de serviços, tais como a educação, a saúde e os contextos legais” (Rodrigues, 2010, p.05). Nesses contextos, a atuação principal tem caráter dialógico, já que o profissional realiza certa mediação social em interações face a face de falantes de distintas línguas. [...] O profissional que atua em espaços educacionais formais tem sido comumente chamado de intérprete educacional. Ao abordar contextos de educação formal, Albres (2015, p. 39) apresenta algumas denominações utilizadas para se referir ao profissional que atua na educação: professor intérprete da Língua Brasileira de Sinais/Língua Portuguesa; professor intérprete das linguagens e códigos aplicáveis; professor-intérprete; intérprete educacional; intérprete especialista para atuar na área da educação; intérprete tutor e tradutor/intérprete escolar. Ao analisar esse conjunto de denominações dadas aos profissionais intérpretes, Albres (2015, p. 41) afirma que a denominação que vem sendo aceita e empregada por pesquisadores da área é de fato a de intérprete educacional e destaca que “empregar o termo tradutor para designar estes profissionais pode ampliar a sua atuação para além da interação face a face, ou seja, para além da mediação no tempo da enunciação, pode também modificar o tipo de formação deste profissional, como pré-requisito para atuação na escola”. [...] A despeito da diversidade de contextos de saúde, é comum vermos o profissional que atua nesses espaços sendo nomeado apenas como intérprete médico (medical interpreter). Todavia, encontramos no cenário internacional outros termos, tais como intérprete de saúde ou de cuidados da saúde (healthcare interpreter) e intérprete de hospital (hospital interpreter) (Queiroz, 2011; Jesus, 2013), os quais podem, de certa maneira, ampliar um pouco mais a concepção de quem é o profissional que atua nesses contextos. [...] Algumas das pesquisas sobre tradução e interpretação em contextos jurídicos afiliam-se ao campo dos Estudos da Tradução e aos da Interpretação, ao passo que outras investigações estão no âmbito da Linguística Forense. Talvez isso explique as diversas nomeações atribuídas ao profissional que atua com a tradução e/ou a interpretação em contextos jurídicos: tradutor forense, intérprete forense, tradutor público e intérprete comercial, tradutor juramentado, dentre outras.
RODRIGUES, Carlos Henrique; SANTOS, Silvana Aguiar dos. A interpretação e a
tradução de/para línguas de sinais: contextos de serviços públicos e suas demandas.
Tradução em Revista, 24, 2018. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-
rio.br/34535/34535.PDF. Acesso em: 30 dez. 2025.
Leia o Texto 5 para responder à questão.
Texto 5
A interpretação comunitária, por sua vez, é aquela que “ocorre na esfera pública, com o intuito de facilitar a comunicação dos não falantes da língua oficial do país, e o seu consequente acesso aos provedores de serviços, tais como a educação, a saúde e os contextos legais” (Rodrigues, 2010, p.05). Nesses contextos, a atuação principal tem caráter dialógico, já que o profissional realiza certa mediação social em interações face a face de falantes de distintas línguas. [...] O profissional que atua em espaços educacionais formais tem sido comumente chamado de intérprete educacional. Ao abordar contextos de educação formal, Albres (2015, p. 39) apresenta algumas denominações utilizadas para se referir ao profissional que atua na educação: professor intérprete da Língua Brasileira de Sinais/Língua Portuguesa; professor intérprete das linguagens e códigos aplicáveis; professor-intérprete; intérprete educacional; intérprete especialista para atuar na área da educação; intérprete tutor e tradutor/intérprete escolar. Ao analisar esse conjunto de denominações dadas aos profissionais intérpretes, Albres (2015, p. 41) afirma que a denominação que vem sendo aceita e empregada por pesquisadores da área é de fato a de intérprete educacional e destaca que “empregar o termo tradutor para designar estes profissionais pode ampliar a sua atuação para além da interação face a face, ou seja, para além da mediação no tempo da enunciação, pode também modificar o tipo de formação deste profissional, como pré-requisito para atuação na escola”. [...] A despeito da diversidade de contextos de saúde, é comum vermos o profissional que atua nesses espaços sendo nomeado apenas como intérprete médico (medical interpreter). Todavia, encontramos no cenário internacional outros termos, tais como intérprete de saúde ou de cuidados da saúde (healthcare interpreter) e intérprete de hospital (hospital interpreter) (Queiroz, 2011; Jesus, 2013), os quais podem, de certa maneira, ampliar um pouco mais a concepção de quem é o profissional que atua nesses contextos. [...] Algumas das pesquisas sobre tradução e interpretação em contextos jurídicos afiliam-se ao campo dos Estudos da Tradução e aos da Interpretação, ao passo que outras investigações estão no âmbito da Linguística Forense. Talvez isso explique as diversas nomeações atribuídas ao profissional que atua com a tradução e/ou a interpretação em contextos jurídicos: tradutor forense, intérprete forense, tradutor público e intérprete comercial, tradutor juramentado, dentre outras.
RODRIGUES, Carlos Henrique; SANTOS, Silvana Aguiar dos. A interpretação e a
tradução de/para línguas de sinais: contextos de serviços públicos e suas demandas.
Tradução em Revista, 24, 2018. Disponível em: https://www.maxwell.vrac.puc-
rio.br/34535/34535.PDF. Acesso em: 30 dez. 2025.
Leia o texto a seguir.
Durante uma sessão da Câmara Municipal, um cidadão surdo usuário de Libras manifesta críticas à condução de determinada política pública. O intérprete de Libras–Português, ao perceber que parte do discurso pode gerar constrangimento entre os vereadores presentes, opta por suavizar algumas expressões e omitir trechos considerados mais incisivos, com o intuito de “evitar conflitos” e manter um clima institucional harmonioso.
Considerando os princípios éticos que regem a atuação do Tradutor e Intérprete de Libras em contextos institucionais e oficiais, a conduta descrita:
Durante uma sessão da Câmara Municipal, um cidadão surdo usuário de Libras apresenta demandas relacionadas à comunidade surda do município. O discurso é realizado em Libras e há um intérprete responsável pela voz, que, em determinado momento, não compreende alguns sinais utilizados pelo orador. Diante disso, o intérprete de apoio se posiciona próximo ao intérprete de voz e fornece, de forma imediata e discreta, as informações necessárias, garantindo o bom andamento da sessão.
A atuação do intérprete de apoio, na situação descrita, caracteriza-se como interpretação
Leia o Texto 4 para responder à questão.
Texto 4
[...] tanto a tradução quanto a interpretação têm como objetivo fazer que uma mensagem expressa em determinado idioma seja transposta para outro, para que seja compreendida por uma comunidade linguística que não fale o idioma em que essa mensagem foi originalmente concebida. Pode-se dizer que o tradutor e o intérprete são profissionais que permitem que uma mensagem cruze a chamada “barreira linguística” entre duas comunidades, sendo comum usar a metáfora “ponte” para designar esses profissionais. Outra semelhança é que tanto o tradutor quanto o intérprete têm de dominar muito bem as duas línguas envolvidas no processo, com os diversos componentes culturais pertinentes a ambas – do texto de partida e do texto de chegada – as comunidades linguísticas, embora ao tradutor baste o domínio da língua em sua variante escrita. Há excelentes tradutores que não são capazes de compreender a variedade oral da língua da qual traduzem. Em outras palavras: compreendem perfeitamente um texto lido na língua estrangeira de trabalho, mas não são capazes de entender um texto semelhante se apresentado oralmente por seu autor, em forma de conferência ou palestra, por exemplo. Esse tipo de profissional possivelmente também teria dificuldades para manter uma conversa no mesmo idioma do qual traduz muito bem um texto escrito.
PAGURA, Reynaldo José. Tradução & interpretação. In: AMORIM, Lauro Maia;
RODRIGUES, Cristina Carneiro; STUPIELLO, Érika Nogueira de Andrade
(Org.). Tradução &: perspectivas teóricas e práticas. São Paulo: Editora
UNESP; Cultura Acadêmica, 2015. p. 183-207. Disponível em:
Observe a imagem a seguir.

Disponível em: https://www.cartoonstock.com/cartoon?searchID=RC600053. Acesso em:
28 dez. 2025.
A situação representada na imagem assemelha-se a contextos de sessões e reuniões na Câmara Municipal. Considerando as noções de tradução e interpretação discutidas por Pagura (2015), essa situação caracteriza-se como
Leia o Texto 4 para responder à questão.
Texto 4
[...] tanto a tradução quanto a interpretação têm como objetivo fazer que uma mensagem expressa em determinado idioma seja transposta para outro, para que seja compreendida por uma comunidade linguística que não fale o idioma em que essa mensagem foi originalmente concebida. Pode-se dizer que o tradutor e o intérprete são profissionais que permitem que uma mensagem cruze a chamada “barreira linguística” entre duas comunidades, sendo comum usar a metáfora “ponte” para designar esses profissionais. Outra semelhança é que tanto o tradutor quanto o intérprete têm de dominar muito bem as duas línguas envolvidas no processo, com os diversos componentes culturais pertinentes a ambas – do texto de partida e do texto de chegada – as comunidades linguísticas, embora ao tradutor baste o domínio da língua em sua variante escrita. Há excelentes tradutores que não são capazes de compreender a variedade oral da língua da qual traduzem. Em outras palavras: compreendem perfeitamente um texto lido na língua estrangeira de trabalho, mas não são capazes de entender um texto semelhante se apresentado oralmente por seu autor, em forma de conferência ou palestra, por exemplo. Esse tipo de profissional possivelmente também teria dificuldades para manter uma conversa no mesmo idioma do qual traduz muito bem um texto escrito.
PAGURA, Reynaldo José. Tradução & interpretação. In: AMORIM, Lauro Maia;
RODRIGUES, Cristina Carneiro; STUPIELLO, Érika Nogueira de Andrade
(Org.). Tradução &: perspectivas teóricas e práticas. São Paulo: Editora
UNESP; Cultura Acadêmica, 2015. p. 183-207. Disponível em:
Leia o Texto 4 para responder à questão.
Texto 4
[...] tanto a tradução quanto a interpretação têm como objetivo fazer que uma mensagem expressa em determinado idioma seja transposta para outro, para que seja compreendida por uma comunidade linguística que não fale o idioma em que essa mensagem foi originalmente concebida. Pode-se dizer que o tradutor e o intérprete são profissionais que permitem que uma mensagem cruze a chamada “barreira linguística” entre duas comunidades, sendo comum usar a metáfora “ponte” para designar esses profissionais. Outra semelhança é que tanto o tradutor quanto o intérprete têm de dominar muito bem as duas línguas envolvidas no processo, com os diversos componentes culturais pertinentes a ambas – do texto de partida e do texto de chegada – as comunidades linguísticas, embora ao tradutor baste o domínio da língua em sua variante escrita. Há excelentes tradutores que não são capazes de compreender a variedade oral da língua da qual traduzem. Em outras palavras: compreendem perfeitamente um texto lido na língua estrangeira de trabalho, mas não são capazes de entender um texto semelhante se apresentado oralmente por seu autor, em forma de conferência ou palestra, por exemplo. Esse tipo de profissional possivelmente também teria dificuldades para manter uma conversa no mesmo idioma do qual traduz muito bem um texto escrito.
PAGURA, Reynaldo José. Tradução & interpretação. In: AMORIM, Lauro Maia;
RODRIGUES, Cristina Carneiro; STUPIELLO, Érika Nogueira de Andrade
(Org.). Tradução &: perspectivas teóricas e práticas. São Paulo: Editora
UNESP; Cultura Acadêmica, 2015. p. 183-207. Disponível em:
Leia o texto a seguir.
[...] defendemos que a prática profissional do/a TILSP, justamente por envolver uma atuação que exige atenção, conhecimento linguístico de ambas as línguas em circulação – quanto aos aspectos léxicos, semânticos e pragmáticos – e conhecimento sociocultural dos contextos em que as línguas circulam e produzem sentidos e significados, precisa ser exercida em equipe – minimamente por uma dupla de profissionais - já que “as interpretações são realizadas em períodos longos e demasiadamente desgastantes para os intérpretes (física e mentalmente), uma vez que o processo de interpretação envolve duas línguas de estruturas linguísticas distintas” (AGILS, 2017, s/p.). Nesse ínterim, portanto, compreendemos como Nogueira e Gesser (2018, p. 123), que o trabalho em equipe “acontece quando dois ou mais intérpretes trabalham em conjunto durante todo o evento interpretativo”.
CABELLO, Janaina; PEDROSA, Luiza. A atuação de intérpretes de Libras na
esfera comunitária: uma experiência de formação para o trabalho em
equipe. Revista Transmutare, Curitiba, v. 7, e15728, p. 1-17, 2022, p. 3.
Disponível em: https://periodicos.utfpr.edu.br/rtr/article/view/15728. Acesso em:
30 dez. 2025.
A atuação profissional do Tradutor e Intérprete de Libras (TILSP) envolve demandas cognitivas, linguísticas e socioculturais complexas. Considerando o texto apresentado, o conhecimento em Linguística mostra-se fundamental porque:
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O sistema de Escrita das Línguas de Sinais (ELiS) foi desenvolvido por Mariângela Estelita Barros, professora da UFG, em sua dissertação de mestrado e aperfeiçoado em sua tese de doutorado, em 2008. A ELiS é formada por 95 visografemas (símbolos do sistema), que são divididos em quatro grupos: Configuração de Dedos (CD), Orientação da Palma (OP), Ponto de Articulação (PA) e Movimento (Mov). A escrita é feita da direita para a esquerda, seguindo sempre a ordem CD, OP, PA, Mov.
MORAES, Fabiane Ferreira da Silva. Escrita das Línguas de Sinais (ELiS):
concepções, valorações e avaliações construídas por graduandos e
profissionais da área da Libras. 2022. 214 f. Tese (Doutorado em Letras e
Linguística) – Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Letras, Goiânia,
2022. p. 62-63. [Adaptado].
A ELiS constitui uma proposta brasileira de registro gráfico das línguas de sinais. Considerando suas características estruturais, esse sistema de escrita caracteriza-se por
Leia o texto a seguir.
Este sistema [SignWriting] foi criado em 1974, com a contribuição da coreógrafa e pesquisadora norte-americana Valerie Sutton. No início, ela criou um sistema para registro dos movimentos de dança, o que despertou a curiosidade dos pesquisadores da língua de sinais dinamarquesa, que estavam procurando uma forma de escrever os sinais. Então, foi registrada, na Dinamarca, a primeira página de uma longa história: a criação de um sistema de escrita de línguas de sinais. Conforme os registros feitos por Valerie Sutton no site do SignWriting, em 1974, a Universidade de Copenhagen tinha pedido à Sutton que registrasse os sinais gravados em vídeocassete. As primeiras formas de escrita de sinais foram inspiradas no sistema escrito de danças e na década de 70 houve a transição de DanceWriting para SignWriting, isto é, da escrita de danças para a escrita de sinais das línguas de sinais.
SILVEIRA, Carolina Hessel. Algumas experiências com a escrita de sinais – signwriting.
ReVEL, edição especial, v. 21, n. 20, 2023, p. 3-4. Disponível em:
<www.revel.inf.br/files/7907963dce9f4026ad97be6fab73006b.pdf>. Acesso em: 27 dez.
2025. [Adaptado].
O surgimento do SignWriting está relacionado a um percurso histórico específico, marcado por diálogos entre diferentes áreas do conhecimento. Considerando esse contexto, o desenvolvimento do SignWriting caracteriza-se pelo fato de: