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Júlia, de 19 anos, decidiu ir ao psiquiatra após atendimento em serviço de emergência em razão de um episódio em que pensou estar infartando. No dia do ocorrido, ela iria subir a um palco para apresentar um trabalho acadêmico diante de uma plateia numerosa. Logo ao subir, passou a sentir palpitações intensas, com a sensação de que o coração “pulava no peito”, a ponto de visualizar movimentos bruscos na região torácica direita, acompanhando a frequência cardíaca.
Ao perceber essas alterações fisiológicas, sentiu aumento abrupto do medo, acompanhado de sensação iminente de vômito ou perda do controle esfincteriano, o que intensificou seu desconforto por receio de constrangimento social. O pavor tornou-se progressivamente mais intenso, culminando em desmaio, sendo posteriormente levada à emergência.
Após avaliação clínica, não foram identificadas alterações cardiológicas ou neurológicas.
Considerando o quadro apresentado, assinale a opção que descreve a conduta médica inicial mais adequada.
Conforme Dalgalarrondo, avalie as afirmativas a seguir a respeito dos transtornos dissociativos e conversivos.
I. Na conversão, ocorrem tipicamente alterações das funções sensoriais ou das funções motoras, que lembram sintomas neurológicos, mas que são, na realidade, claramente distintos das condições neurológicas.
II. Os transtornos dissociativos se caracterizam por perda na continuidade da experiência subjetiva e perturbação da integração normal (por isso, dissociação), da consciência, da memória, da identidade, das emoções, das percepções, da representação corporal, do controle motor e/ou do comportamento.
III. Na amnésia dissociativa, encontramos de forma equivalente tanto a amnésia retrógrada quanto anterógrada, quando, respectivamente, o indivíduo seletivamente suprime recordações de eventos e pessoas ou não constitui novas memórias que sejam consideradas traumáticas.
Está correto apenas o que se afirma em
Alberto, 28 anos, programador, procura atendimento psiquiátrico, após conselho de amigos, por sofrimento psíquico intenso relacionado a pensamentos recorrentes, intrusivos e indesejados, presentes há cerca de dois anos, com piora progressiva. Relata que essas experiências surgem de forma abrupta, sem gatilho claro, e são vivenciadas como estranhas, perturbadoras e incompatíveis com sua vontade e valores.
O conteúdo desses pensamentos é predominantemente violento e gráfico.
O paciente descreve imagens mentais súbitas e repetitivas de cenas em que agride fisicamente pessoas próximas, como empurrar alguém na frente de um veículo em movimento, esfaquear desconhecidos com objetos cotidianos ou causar ferimentos graves em familiares durante atividades banais. Além das imagens, relata impulsos do tipo “e se eu perder o controle e machucar alguém agora?”, especialmente quando está próximo a objetos potencialmente perigosos, como facas ou ferramentas. Ele enfatiza que não sente desejo, prazer ou intenção de agir conforme essas ideias; ao contrário, elas provocam intenso medo, repulsa e ansiedade, levando-o a questionar repetidamente sua própria segurança mental.
Também não relata atos repetitivos com a finalidade de neutralizar os pensamentos. Não realiza preces, frases mentais ou outros rituais cognitivos estruturados; refere apenas tentativas infrutíferas de “afastar” ou “suprimir” as imagens, sem sucesso duradouro.
O quadro provoca prejuízo funcional significativo, especialmente em ambientes sociais e profissionais, pois o paciente passa longos períodos mentalmente absorvido pelos “pensamentos”, com dificuldade de concentração e aumento da “fadiga mental”.
Das opções a seguir, assinale aquela que representa o diagnóstico mais provável de Alberto.
Conforme o Compêndio de Psiquiatria, de Kaplan & Sadock, avalie as seguintes afirmativas a respeito dos transtornos de sintomas somáticos:
I. Homens e mulheres são igualmente afetados e surgem com mais frequência entre 20 e 30 anos.
II. As pessoas com esse transtorno têm limiares aumentados de tolerância ao desconforto físico.
III. Indivíduos com transtorno de sintomas somáticos acreditam que têm uma doença grave ainda não detectada, e não é possível serem persuadidos do contrário.
Está correto o que se afirma em
Sobre os transtornos do humor, avalie as afirmativas a seguir.
I. Homens e mulheres são igualmente afetados.
II. Um episódio hipomaníaco é definido como um período distinto de humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável, e de atividade ou energia anormal e persistentemente aumentadas, com duração mínima de uma semana e presentes na maior parte do dia, quase todos os dias.
III. Tanto os sintomas como os achados das pesquisas biológicas apoiam a hipótese de que os transtornos do humor envolvem patologia do cérebro. Nesse sentido, o córtex pré-frontal e o hipocampo de pacientes deprimidos parecem sofrer atrofia em razão dos efeitos excitotóxicos deflagrados pela ação dos glicocorticoides nestas regiões.
Está correto o que se afirma em
Sobre a depressão pós-parto (DP), avalie as seguintes afirmativas:
I. Um dos poucos instrumentos para avaliação da DP no Brasil é a Escala de Depressão Pós-parto de Edimburgo. Trata-se do instrumento mais recomendado e mais empregado em ambientes clínicos e de pesquisa para definição do diagnóstico e aferição da gravidade da doença.
II. Os elementos envolvidos na etiologia da DP incluem redução dos níveis de hormônios reprodutivos, como a alopregnanolona, alterações tireoidianas, disfunções no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e anormalidades do colesterol e ácidos graxos. Por exemplo, a abrupta queda de estradiol, resultante da expulsão da placenta, provavelmente contribui para a DP.
III. Em caso de diagnóstico psiquiátrico suspeito e confirmado de DP, a paciente deve ser informada e esclarecida sobre a necessidade de que a amamentação seja sempre priorizada. Dessa forma, a farmacoterapia deve ser prescrita apenas em casos de extrema gravidade clínica.
Está correto o que se afirma em
Uma mulher de 31 anos foi levada ao pronto-socorro por familiares após apresentar, há quatro dias, comportamento abruptamente estranho, com discurso desorganizado, afirmações de que colegas de trabalho “estavam conspirando para prejudicá-la” e episódios de choro alternados com agitação. Refere ouvir vozes que a acusam de “ter feito algo errado”, iniciadas no mesmo período.
Segundo familiares, a paciente não apresentava histórico psiquiátrico prévio ou padrão persistente de desconfiança e funcionava adequadamente no trabalho e nas relações sociais até o início do quadro. Não há uso de álcool ou outras substâncias, nem evidências de condição médica aguda. Ao exame do estado mental, observou-se delírio persecutório pouco sistematizado, alucinações auditivas, fala tangencial e ansiedade intensa. Não há sintomas depressivos ou maníacos que preencham critérios para episódio de humor.
Após duas semanas de acompanhamento clínico, com tratamento sintomático, ocorreu remissão completa dos sintomas psicóticos e retorno ao nível de funcionamento pré-mórbido.
Com base no quadro clínico e na evolução descrita, o diagnóstico mais provável é
A fenciclidina, conhecida como “pó de anjo”, é uma substância dissociativa que pode ser utilizada por diferentes vias, incluindo inalatória, oral, intranasal ou injetável, sendo frequentemente consumida quando polvilhada sobre material vegetal, como tabaco ou maconha, para ser fumada.
Das opções abaixo, assinale a que melhor descreve um quadro de intoxicação por fenciclidina, considerando os critérios de diagnóstico do DSM-5.
A melhor estratégia para prevenção de novo parto prematuro nesse momento é
A conduta mais adequada é
A conduta mais adequada nesse momento é
Ao exame: PA: 120 × 80 mmHg, FC: 92 bpm, útero flácido, indolor. Altura uterina compatível com a idade gestacional. Ao exame obstétrico: toque vaginal não realizado. Ultrassonografia obstétrica recente (há 5 dias) demonstra placenta prévia centro-total, com feto único, vivo, em apresentação cefálica. Monitorização fetal atual mostra FCF normal e reativa.
A conduta mais adequada nesse momento é
A conduta mais adequada nesse momento é
Considerando que a paciente começa a dar sinais de exaustão, a conduta mais adequada é