Gestante de 28 anos, com 34 semanas de gestação e diagnósti...

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Q3953113 Medicina
Gestante de 28 anos, com 34 semanas de gestação e diagnóstico de síndrome antifosfolípide obstétrica, está em uso de heparina de baixo peso molecular (1 mg/kg, 2 x/dia) e AAS (100 mg/dia). Em relação à anticoagulação dessa paciente no período pré e no pós-parto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Enoxaparina 1 mg/kg 2 vezes ao dia corresponde a HBPM em dose terapêutica/ajustada, que deve ser suspensa pelo menos 24 horas antes do parto programado ou do neuroeixo; no puerpério, a anticoagulação é reiniciada após hemostasia e mantida por pelo menos 6 semanas. Isso torna a alternativa A a única compatível com a base.

Tema central: Anticoagulação periparto na SAF obstétrica
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A acerta o intervalo pré-parto cobrado: em dose terapêutica de HBPM, a suspensão deve ocorrer 24 horas antes do parto planejado/anestesia neuroaxial, e não 12 horas. Também está alinhada ao padrão de manutenção puerperal por pelo menos 6 semanas na SAF obstétrica; na formulação da questão, 6 a 8 semanas aparece como aproximação desse padrão. O reinício 6 a 8 horas pós-parto só é aceitável no contexto de hemostasia adequada, com a janela exata variando conforme via de parto e anestesia.
B
Errada
Está errada porque propõe suspensão 48 horas antes, intervalo maior que o recomendado para HBPM terapêutica de rotina no periparto, cuja referência decisiva é 24 horas. Além disso, 12 a 15 semanas de anticoagulação pós-parto não correspondem ao regime habitual da SAF obstétrica descrito na base, que é de pelo menos 6 semanas.
C
Errada
O erro central é usar 12 horas de suspensão pré-parto para um esquema que é terapêutico. Esse intervalo de 12 horas se relaciona à HBPM em dose profilática, não à enoxaparina 1 mg/kg a cada 12 horas. A manutenção por 10 a 12 semanas também excede o padrão indicado na base para SAF obstétrica no puerpério.
D
Errada
Está incorreta porque 72 horas de suspensão antes e 72 horas para reinício depois do parto são pausas excessivas para o manejo habitual da HBPM terapêutica, aumentando desnecessariamente o tempo sem proteção anticoagulante em período de risco trombótico. A base também não sustenta esse esquema de retomada tardia; a reintrodução deve ocorrer após hemostasia, em janela precoce. Além disso, embora cite 4 a 6 semanas, o padrão descrito é pelo menos 6 semanas.
E
Errada
A alternativa cai no erro clássico da questão: suspender apenas 12 horas antes apesar de a paciente estar em dose terapêutica de HBPM. Para 1 mg/kg a cada 12 horas, o intervalo correto é 24 horas. O reinício 6 horas pós-parto pode ser plausível em alguns cenários após hemostasia, mas isso não corrige o erro decisivo do pré-parto; a duração de 8 a 10 semanas também não é a recomendação-padrão da base.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre HBPM profilática e terapêutica: 12 horas vale para dose profilática, mas a paciente usa enoxaparina 1 mg/kg 12/12 h, que exige 24 horas de suspensão antes do parto/neuroeixo.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de olhar os tempos, classifique a dose da HBPM: 1 mg/kg a cada 12 horas indica esquema terapêutico/ajustado.
  • Para HBPM terapêutica no periparto, a referência decisiva da base é suspensão pelo menos 24 horas antes de parto planejado ou anestesia neuroaxial.
  • No puerpério, a lógica é reiniciar após hemostasia em janela precoce; o número exato pode variar com via de parto e anestesia, então o critério mais estável na prova costuma ser o intervalo pré-parto correto.
  • Na SAF obstétrica, memorize que a manutenção pós-parto é de pelo menos 6 semanas; durações de 10 a 15 semanas apontam para outro contexto, como tratamento de TEV agudo.

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