Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo masculino, d...

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Q4152310 Medicina
Leia o caso clínico a seguir.

Paciente do sexo masculino, de 53 anos, negro, assintomático, portador de diabetes, é atendido no ambulatório com pressão arterial 162/94 mmHg. Relata que faz uso de losartana 50 mg, duas vezes ao dia, e clortalidona 25 mg, uma vez ao dia.

Nesse caso, qual anti-hipertensivo deve ser associado?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O caso mostra HAS não controlada em uso de losartana e clortalidona; pela base decisiva, a intensificação habitual é completar a combinação com um bloqueador de canal de cálcio diidropiridínico, o que torna o anlodipino a melhor opção entre as alternativas.

Tema central: Terceiro anti-hipertensivo na HAS não controlada
Análise das alternativas
A
Certa
O paciente segue com pressão elevada apesar de usar BRA e diurético tiazídico-like. Entre as opções, o anlodipino é o bloqueador de canal de cálcio diidropiridínico que completa a combinação preferencial de primeira linha para o controle pressórico.
B
Errada
Hidralazina é vasodilatador direto e não constitui a adição de rotina mais apropriada como terceira droga nesse cenário. Além disso, a posologia proposta de 25 mg uma vez ao dia é inadequada para seu perfil farmacocinético usual, o que enfraquece seu uso para controle pressórico sustentado.
C
Errada
Propranolol não é a terceira escolha preferencial para intensificação de HAS isolada sem indicação específica para betabloqueador, como angina, arritmia, tremor essencial ou pós-IAM. A própria base também destaca que a dose proposta é baixa para um efeito anti-hipertensivo robusto.
D
Errada
Captopril associado à losartana configura duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina. Essa combinação não é recomendada rotineiramente porque aumenta risco de hiperpotassemia, hipotensão e lesão renal, sem benefício clínico usual que justifique a associação.
Pegadinha da questão
A banca tenta induzir erro oferecendo IECA junto com BRA no paciente diabético, explorando a falsa ideia de que mais bloqueio do SRAA significaria maior proteção renal; aqui o decisivo não é isso, e sim completar racionalmente a tríplice combinação anti-hipertensiva de primeira linha.
Dica para questões semelhantes
  • Se o paciente já usa BRA ou IECA mais diurético tiazídico/tiazídico-like e segue sem controle, pense primeiro em acrescentar bloqueador de canal de cálcio diidropiridínico.
  • Não aceite rotineiramente associação IECA + BRA como intensificação da HAS; o problema é duplo bloqueio do SRAA com mais risco e sem benefício usual.
  • Betabloqueador e hidralazina podem reduzir pressão, mas não entram como terceira escolha ambulatorial preferencial na ausência de indicação específica da classe.
  • Não deixe diabetes ou raça/cor desviar o raciocínio quando a questão cobra composição farmacológica básica da terapia combinada.

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