As arritmias cardíacas aumentam sua prevalência com o envelh...
I. O paciente idoso com fibrilação atrial crônica tem um aumento em 2 vezes na mortalidade por todas as causas e 5 vezes mais risco de AVE quando comparado com a população geral.
II. O tratamento com anticoagulante oral para o paciente idoso com fibrilação atrial crônica está indicado somente quando associado a outras patologias de risco cardiovascular, como a insuficiência cardíaca.
III. Manter o paciente idoso com quadro de arritmia tipo fibrilação atrial em ritmo sinusal pode trazer melhor prognóstico. Muitos dos ensaios clínicos realizados que compararam estratégias de controle de ritmo e de frequência cardíaca mostraram diferença significativa no risco de AVE, morbidade e mortalidade quando controlados o ritmo para sinusal e a frequência cardíaca.
Quais estão corretas?
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: A fibrilação atrial no idoso aumenta o risco tromboembólico e o prognóstico global; a anticoagulação oral é guiada por estratificação de risco, não por insuficiência cardíaca isolada, e o controle de ritmo não demonstrou superioridade prognóstica consistente sobre o controle de frequência.
- Em fibrilação atrial, diferencie prevenção tromboembólica de controle do ritmo: anticoagulação segue risco tromboembólico, não a presença obrigatória de uma cardiopatia específica.
- Quando a alternativa disser que controle de ritmo reduz mortalidade, morbidade ou AVE de forma geral, confronte com o dado central: os ensaios clássicos não mostraram superioridade prognóstica consistente sobre controle de frequência.
- Afirmações absolutas como "somente" costumam ser falsas quando simplificam indevidamente um critério de estratificação de risco.
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