Uma mulher com 51 anos de idade, em tratamento para
osteoporose com bifosfonato, comparece ao ambulatório de
infectologia de um hospital escola para receber o resultado da
investigação diagnóstica de quadro de lesão crônica
oro−cérvico−facial à direita. Segundo a paciente, a lesão
iniciou−se há cerca de 18 meses como um endurecimento
inflamatório logo abaixo da mandíbula, bem ao nível de seu
ângulo; ao longo de alguns dias, a lesão tornou−se um nódulo
endurecido que, posteriormente, se ulcerou, dando saída a
secreção purulenta contendo granulações amareladas por
2 tratos fistulosos. Conta que procurou assistência médica,
tendo realizado tratamento antibiótico por algumas vezes,
sempre por 7 a 14 dias, com melhora inicial do quadro, mas
retorno da drenagem de material nas semanas seguintes.
Acrescenta que, há 4 semanas, foi submetida a procedimento
de biópsia local, tendo retornado ao ambulatório para saber o
resultado da investigação diagnóstica. O laudo histopatológico
revelou a presença de granulações contendo material
inflamatório linfo−histiocitário associado a camadas densas de
neutrófilos, no interior das quais são observadas massas de
bactérias gram−positivas com filamentos ramificados, além de
material sugestivo de depósitos de fosfato de cálcio. As culturas
do material drenado isolaram, além de Actinomyces israelli,
Eikenella corrodens e espécies de Staphylococcus. Ao exame
físico, a paciente apresenta 2 elementos molares da arcada
dentária inferior, bem adjacentes à lesão cérvico−facial, em
péssimo estado de conservação, com processo inflamatório
inequívoco.
Nesse caso, o fármaco adequado, de uso prolongado, para a
conduta terapêutica antimicrobiana é