No paciente idoso com diabetes melito, devem ser considerada...

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Q4071596 Medicina
No paciente idoso com diabetes melito, devem ser consideradas metas de controle glicêmico menos rigorosas, em especial se houver expectativa de vida limitada, história de hipoglicemia grave, fragilidade e comorbidades, devendo-se avaliar se os benefícios compensam os riscos. Para esses pacientes, é possível trabalhar com a meta de hemoglobina glicada de:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em idoso com fragilidade, comorbidades, história de hipoglicemia grave e expectativa de vida limitada, a meta de HbA1c deve ser menos rigorosa; entre as alternativas, 8,0% é a que corresponde a esse alvo flexibilizado.

Tema central: Meta glicêmica no idoso
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque HbA1c de 6,5% é meta de controle muito rigoroso para o cenário descrito. Em idoso frágil, com comorbidades, expectativa de vida limitada e história de hipoglicemia grave, perseguir alvo tão baixo aumenta o risco de iatrogenia, especialmente hipoglicemia, sem a mesma justificativa de benefício de longo prazo.
B
Errada
Está errada porque 7,5% ainda é relativamente estrita diante da soma de fatores de alto risco presentes no enunciado. A base deixa claro que esse caso não é apenas de idoso com diabetes, mas de idoso vulnerável ao tratamento intensivo; por isso, entre as opções, 8,0% é a meta mais compatível com a flexibilização indicada por diretriz.
C
Certa
A alternativa C está correta porque 8,0% é o alvo que melhor corresponde ao perfil clínico descrito: idoso com maior vulnerabilidade aos danos do controle intensivo. A base informa, com dependência explícita da ADA Standards of Care in Diabetes—2026, seção Older Adults, que em idosos com fragilidade, comorbidades graves, limitações importantes e relação risco-benefício desfavorável dos medicamentos, são recomendadas metas menos rigorosas, como HbA1c <8,0%, com prioridade para evitar hipoglicemia e carga terapêutica excessiva. Esse é o fundamento técnico que sustenta o gabarito.
D
Errada
Está errada porque 9,0% é permissiva em excesso como meta habitual. A flexibilização da meta no idoso não significa aceitar controle francamente inadequado; 9,0% se afasta da meta classicamente aceita para esse perfil.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre "meta menos rigorosa" e dois erros opostos: manter alvo de adulto mais jovem/saudável, como 6,5% ou 7,5%, ou liberalizar demais e aceitar 9,0%. O ponto era reconhecer que fragilidade, comorbidades, hipoglicemia grave prévia e expectativa de vida limitada deslocam a meta para 8,0%, não para ausência de meta.
Dica para questões semelhantes
  • Em idoso com diabetes, não use a idade isoladamente: procure no enunciado fragilidade, comorbidades, cognição, funcionalidade, risco de hipoglicemia e expectativa de vida.
  • Se o caso trouxer hipoglicemia grave prévia e fragilidade, pense em evitar controle intensivo; pela base, isso favorece HbA1c em torno de 8,0%.
  • Não confunda flexibilização com liberalização indiscriminada: meta menos rigorosa no idoso frágil não equivale a aceitar HbA1c muito alta como padrão.
  • Quando a questão depender de diretriz para idosos frágeis, o critério transferível é priorizar redução de dano do tratamento e não perseguir benefício microvascular de longo prazo a qualquer custo.

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